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Empresas estrangeiras em Portugal pagam salários 40,6% acima da média e têm produtividade muito superior

22 de abril de 2019

Portugal fica abaixo da média da União Europeia em muitos indicadores. E a atração de empresas estrangeiras não é exceção. O peso das filiais estrangeiras no tecido empresarial português fica abaixo da média da União Europeia em indicadores como o número de empresas, o emprego ou o valor acrescentado. Mas, em sentido contrário, Portugal é dos países europeus onde as filiais estrangeiras mais se distinguem em termos de salários e produtividade.

 

Os dados do Eurostat são esclarecedores. Em 2016 (últimos dados disponíveis a nível europeu) havia 6.109 filiais estrangeiras no país, o que representava 0,73% do universo empresarial (excluindo o sector financeiro e segurador). Esta percentagem era a sexta mais baixa entre todos os 28 países da União Europeia (UE) e ficava bem abaixo da média da UE, que atingia 1,2%. E Portugal também ficava aquém da média da UE em termos do peso das filiais estrangeiras no emprego - 13,1% versus 15,3% - e no valor acrescentado bruto a custo de fatores - 24% contra 25%.

 

“É preciso fazer uma leitura em termos históricos“, considera João Cerejeira, professor da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, lembrando o alargamento a leste da UE. Até essa altura “Portugal acolheu muito investimento estrangeiro de natureza industrial, nomeadamente alemão“, mas, depois, “houve uma reorientação para esses países, que tinham maior proximidade geográfica e cultural, e maior qualificação, em termos médios, dos trabalhadores”, aponta. “Isto afetou Portugal, que deixou de ser um país importante na atração de investimento alemão”, vinca. Uma tendência que ajuda a perceber porque é que o país fica abaixo da União Europeia nestes indicadores.

 

Certo é que, apesar de serem poucas, as filiais estrangeiras em Portugal distinguem-se pela produtividade e políticas salariais. Mais uma vez os dados do Eurostat (que não incluem o sector financeiro e segurador) não deixam margem para dúvidas. Em 2016, a produtividade por trabalhador (valor acrescentado bruto por pessoa empregada) atingia 45,4 mil euros, em média, nas filiais estrangeiras em Portugal, o que comparava com 24,9 mil euros no conjunto do tecido empresarial. Tradução: um diferencial de 82,3%, o nono maior entre os 28 países da UE.

 

Quanto aos salários, medidos pelos custos médios com pessoal (rácio entre custos com pessoal e número de trabalhadores) atingiam, em 2016 (valor anual), 24,6 mil euros nas filiais estrangeiras em Portugal, o que comparava com 17,5 mil euros no conjunto de todas as empresas no país. Ou seja, em média, nas filiais estrangeiras os salários eram 40,6% superiores, colocando Portugal na sétima posição entre os 13 países da UE para os quais há dados disponíveis no que toca a este diferencial.

 

A nível europeu, os dados para 2016 são os últimos disponíveis, mas, para Portugal, o Instituto Nacional de Estatística já disponibilizou valores provisórios para 2017 sobre esta realidade. O que dizem? Analisando apenas as sociedades não financeiras (e não todas as empresas não financeiras), as conclusões vão no mesmo sentido. Nesse ano, a produtividade aparente do trabalho nas filiais estrangeiras atingia 45.205 euros, ficando 73,4% acima dos 26.064 euros registados nas sociedades nacionais. Ao nível salarial, o diferencial era de 43,3% (1351 euros de remuneração média mensal nas filiais estrangeiras, versus 943 euros mensais nas sociedades nacionais).

 

 

Não é por acaso que as filiais estrangeiras pagam melhores salários. Vários estudos apontam nesse sentido. Até porque, em regra, são empresas de maior dimensão e mais intensivas em capital e tecnologia.

 

Sinal disso, o estudo “Paying more to hire the best? Foreign firms, wages and worker mobility” (2008) da autoria de Pedro S. Martins, antigo secretário de Estado do Emprego e professor universitário, analisando dados para Portugal entre 1991 e 2000, conclui que “as empresas estrangeiras oferecem políticas salariais significativamente mais generosas”. E avança números: analisando a mobilidade de trabalhadores, os resultados indicam que “os movimentos de firmas domésticas para firmas estrangeiras traduzem-se em aumentos salariais médios consideráveis e robustos, de mais de 10% em muitos casos”. Um aumento “consistente com um 'efeito de política salarial' - maior 'generosidade' nas práticas remuneratórias nas firmas estrangeiras vis-à-vis as suas contrapartes domésticas”.

 

Também o estudo “Foreign acquisition and internal organization” (publicado em 2016) do Núcleo de Investigação em Políticas Económicas da Universidade do Minho, e da autoria de Paulo Bastos, Natália Monteiro e Odd Rune Straume, aponta no mesmo sentido, concluindo que “os salários médios sobem após uma aquisição” de uma empresa nacional por uma estrangeira. Mais ainda, analisando dados para Portugal entre 1991 e 2009, o documento conclui que os salários nos níveis hierárquicos próximos do topo. Quanto? Cerca de 25%, em média, no caso de diretores e presidentes executivos (CEO); 10%, em média, para os gestores de topo; e apenas entre 3% e 4%, em média, para supervisores e operadores.

 

Um terceiro estudo, “The labor market effects of foreign owned firms”, de Rita Almeida e do Banco Mundial, conclui que “as empresas estrangeiras têm uma força de trabalho mais educada e pagam salários mais elevados do que empresas domésticas, mesmo quando se controla a variável da qualidade dos trabalhadores”.

 

Fonte: Sónia M. Lourenço in Expresso

 

Eles quase nem precisam de procurar. É o emprego que vai ao encontro dos profissionais de tecnologia

21 de abril de 2019

Procurar emprego é, normalmente, uma tarefa árdua. Requer uma procura exaustiva de ofertas de trabalho, o envio de currículo e, em alguns casos, a submissão de candidaturas espontâneas. Mas nem todos os profissionais conhecem estes procedimentos. A alguns, o emprego cai-lhes aos pés… e também aos pontapés.

 

Muitos especialistas na área da tecnologia são abordados todos os dias por empregadores que lhes apresentam novas oportunidades de trabalho. Esta é, aliás, a principal diferença entre recrutar perfis tech e qualquer outro perfil.

 

“A abordagem junto destes profissionais deve ser muito mais proativa e sempre acompanhada de todos os detalhes técnicos e funcionais do desafio. No final do dia é o candidato que vai ditar a sua opção“, afirma Vasco Teixeira, gestor na Michael Page Information Technology, ao ECO. É devido à escassez de talento tech que quem possui este tipo de conhecimentos tem vindo a deter um crescente poder de decisão.

 

“Pôr um anúncio de emprego é obrigatório mas não chega. Não podemos estar à espera dos candidatos que estão a procurar ativamente emprego. É preciso chegar às pessoas que não estão a procurar emprego mas que, se forem confrontadas com algo que, por algum motivo, lhes desperte interesse, poderão estar abertas a mudar”, refere Duarte Fernandes, executive partner da Kwan, especializada em recrutamento.

 

“Se numa área financeira ou de marketing, as candidaturas abundam, em IT [tecnologias da informação], o consultor tem a maioria das vezes de abordar diretamente os candidatos, muitas vezes sem resposta. Isto pode levar a uma saturação do mercado e dos candidatos, havendo frequentemente queixas de que as mensagens recebidas são inúmeras e, muitas vezes, impessoais”, diz Tatiana Silva, consultora sénior na Michael Page Information Technology.

 

Saiba mais aqui:

Fonte: Joana Nabais Ferreira in Eco sapo online

Portugal com 3.º maior crescimento na taxa de emprego entre os 20 e 64 anos

20 de abril de 2019

Portugal teve o terceiro maior crescimento percentual na taxa de emprego face ao ano anterior, para os 73,4%, estando mais próximo do objetivo Europa 2020 (75%) e acima da média da UE (72,2%).

 

Segundo dados do Eurostat, na UE, a taxa de emprego da população entre os 20 e os 64 anos subiu, em 2017, para os 72,2%, face ao ano anterior (71,1%).

 

Todos os Estados-membros, à exceção da Dinamarca — onde a taxa de emprego recuou 0,5 pontos percentuais –, acompanharam a tendência, com a maior subida a ser registada na Bulgária (3,6 pontos percentuais [pp]), na Eslovénia (3,3 pp), em Portugal (2,8 pp), na Roménia (2,5 pp), na Croácia (2,2 pp) e na Estónia (2,1 pp).

 

A Suécia (81,8%) registou no ano passado a maior taxa de emprego, seguindo-se a Alemanha (79,2%), a República Checa (78,5%), o Reino Unido (78,2%), a Holanda (78,0%), a Dinamarca (76,9%), a Lituânia (76,0%) e a Áustria (75,4%).

 

As menores taxas de emprego foram observadas na Grécia (57,8%), em Itália (62,3%), na Croácia (63,6%) e em Espanha (65,5%).

 

O gabinete de estatísticas da UE divulga ainda que a taxa de emprego das pessoas entre os 55 e os 64 anos aumentou em termos homólogos na UE, de 55,3% para 57,1%, e em todos os Estados-membros.

 

A mais elevada taxa de emprego na referida faixa etária registou-se na Suécia (76,4%), seguindo-se a Alemanha (70,1%), a Dinamarca (68,9%), a Estónia (68,1%), a Lituânia (66,1%), a Holanda (65,7%) e o Reino Unido (64,1%).

 

As mais baixas foram registadas na Grécia (38,3%), no Luxemburgo (39,8%), na croácia (40,3%) e na Eslovénia (42,2%).

 

Em Portugal, 56,2% das pessoas entre os 55 e os 64 anos tinham emprego em 2017, face aos 52,1% de 2016.

 

Fonte: Lusa in Observador

Empresas portuguesas partilham o sucesso. Dividem os lucros com os trabalhadores

19 de abril de 2019

A estratégia pretende agradecer o empenho dos colaboradores e, ao mesmo tempo, motivá-los a continuarem a dar o seu melhor para atingir um objetivo que é comum a todos.

 

Num mundo ideal, os lucros obtidos pelas empresas são distribuídos por todos os intervenientes no processo. Assim, uma parte dos resultados da empresa seria sempre partilhada com os trabalhadores, recompensando-os pelo seu esforço e empenho que ajudaram a ditar os bons resultados da organização.

 

Em Portugal, há várias empresas que já entraram nesta lógica de recompensa. Se, por um lado, estamos a falar de uma política que apela à justiça, por outro lado, falamos também de uma estratégia para atrair, motivar e… reter talento.

 

A Jerónimo Martins, a Navigator e o grupo José Pimenta Marques são alguns dos exemplos onde o sucesso é uma espécie de bolo. E todos os trabalhadores recebem uma fatia em jeito de recompensa, que varia consoante a performance e a rentabilidade das organizações.

 

Atrair. Motivar. Reter

Ainda na semana passada, a Navigator anunciou que vai propor a distribuição de um prémio de 23 milhões de euros aos cerca de 3.200 colaboradores, o que pode originar um montante de cerca de sete mil euros a cada um dos trabalhadores. Este prémio representa já “o valor mais elevado na história da empresa”.

 

Já o grupo Jerónimo Martins, no ano passado, pagou 110 milhões de euros em prémios a todos os seus colaboradores. O montante distribuído foi superior em três milhões de euros ao valor repartido no ano anterior, representando uma distribuição pelos trabalhadores de 27% dos lucros obtidos. Este ano, a empresa já anunciou em comunicado que vai pagar 475 euros por trabalhador, num montante total de 38 milhões, que corresponde a uma parte do prémio total que o grupo pagará aos trabalhadores durante o ano de 2019.

 

De acordo com uma fonte oficial do grupo Jerónimo Martins, “a estratégia retributiva é determinante para a atração, motivação e retenção do talento”. O objetivo é “adotar políticas equilibradas e competitivas que promovam uma cultura de meritocracia, reconhecendo o desempenho individual e coletivo“, acrescenta.

 

Saiba mais aqui:

Fonte: Joana Nabais Ferreira in Eco sapo online

Beneficiários de prestações de desemprego caem 5,9% em março

19 de abril de 2019

Em março registaram-se assim menos 11.080 prestações de desemprego relativamente ao mesmo mês do ano passado e menos 5.671 face ao mês anterior

 

O número total de beneficiários de prestações de desemprego foi de 177.130 em março, uma redução de 5,9% face ao período homólogo e de 3,1% comparando com o mês anterior, indicam as estatísticas mensais da Segurança Social. Em março registaram-se assim menos 11.080 prestações de desemprego relativamente ao mesmo mês do ano passado e menos 5.671 face ao mês anterior.

 

O subsídio de desemprego foi atribuído a 146.296 pessoas em março, uma queda homóloga de 3,3% (menos 5.004 subsídios) e uma redução de 3,4% em cadeia (menos 5.159). Também o subsídio social de desemprego inicial registou uma redução de 13,1% em termos homólogos e de 4,9% comparando com fevereiro, tendo sido processados 8.076 subsídios em março.

 

Já o subsídio social de desemprego subsequente abrangeu 21.569 pessoas, diminuindo 9,9% comparativamente com o período homólogo, mas registando uma ligeira subida de 0,1% face ao mês anterior.

 

A medida extraordinária de apoio aos desempregados de longa duração incluiu 2.231 pessoas em março, menos 2.503 (52,9%) em termos homólogos e menos 34 indivíduos (1,5%) considerando fevereiro.

 

O valor médio mensal do subsídio processado por beneficiário foi de 494,2 euros em março, um aumento de 1,4% face ao mês homólogo e uma redução de 0,6% em cadeia. Quanto ao subsídio por doença, em março foram atribuídas 145.105 prestações, 60% das quais a mulheres e 39,8% a homens.

 

Comparando com o mesmo mês de 2018, registou-se uma redução de 3% no número de subsídios por doença. Também face ao mês anterior houve uma queda de 15,2% no total de beneficiários.

 

As estatísticas da Segurança Social mostram ainda que em março foram processadas 2.030.587 pensões de velhice, uma redução tanto homóloga como mensal de 0,3%. Por sexo, as mulheres detiveram 52,9% do total de pensões de velhice e os homens os restantes 47,1%.

 

Foram ainda processadas 704.778 pensões de sobrevivência, uma descida homóloga de 0,1% e uma redução de 0,7% relativamente ao mês anterior. Do total de pensões desta natureza, é o sexo feminino que continua a deter a maioria (81,7%).

 

Já a concessão de pensões de invalidez subiu 0,6% quer em termos homólogos como em cadeia, para 178.541 pensões, com o sexo masculino a deter a maioria (52,2%).

 

Fonte: Lusa in Expresso

OIT estima que 36% dos trabalhadores em todo o mundo trabalhem em excesso

18 de abril de 2019

A OIT estima que a perda de dias de trabalho relacionada com problemas de segurança e saúde laboral custa à economia mundial perto de 4% do Produto Interno Bruto.

 

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que cerca de 36% dos trabalhadores em todo o mundo trabalhem em excesso (mais de 48 horas semanais) o que contribui para problemas de segurança e saúde no seu emprego.

 

A conclusão consta do relatório “Segurança e Saúde no coração do Futuro do Trabalho: construir sobre 100 anos de experiência” que foi apresentado esta quinta-feira, em Genebra, mas cujo conteúdo integral será apenas publicado em 28 de abril, no âmbito da celebração do dia mundial da segurança e saúde no trabalho.

 

O estudo analisará as alterações no ambiente laboral, incluindo a automatização e digitalização, e de que forma estas produzem novos desafios na força laboral e consequentes problemas tais como ansiedade e depressão.

 

De acordo com dados de 2017 citados pela agência Efe, todos os anos morrem 2,4 milhões de pessoas por doenças relacionadas com o trabalho e 374 milhões sofrem acidentes de trabalho.

 

Segundo a especialista Manal Azzi, uma das responsáveis pelo estudo da OIT, embora se observe “uma maior prevenção para os riscos conhecidos”, existem alterações profundas nas relações laborais que precisam de novas adaptações para se continuar a avançar na prevenção.

 

“Precisamos de estruturas de segurança e saúde que reflitam estas alterações junto de uma cultura geral de prevenção que fomente a responsabilidade partilhada”, disse a responsável em conferência de imprensa.

 

Dados da OIT revelam que a perda de dias de trabalho relacionada com problemas de segurança e saúde laboral custa à economia mundial perto de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), indo até aos 6% nos países mais afetados.

 

A OIT aborda ainda outros fatores que têm surgido associados a novos riscos laborais, tais como as mudanças demográficas (por exemplo o envelhecimento da população), as alterações climáticas, entre outros.

 

Fonte: Lusa in Eco sapo online

Governo cria novo apoio para contratação de jovens e desempregados de longa duração

11 de abril de 2019

Na contratação de um jovem à procura do primeiro emprego e de um desempregado de longa duração, em que ambos ganham o salário mínimo (600 euros), o apoio rondará 16.000 euros ao longo de cinco anos.

 

As empresas que contratem simultaneamente e sem termo jovens desempregados à procura do primeiro emprego e desempregados de longa duração vão dispor de um novo estímulo que combina apoios financeiros à contratação com redução das contribuições.

 

A nova medida de apoio à contratação integra-se no âmbito do “Contrato-geração” e deverá entrar em vigor durante a próxima semana, segundo disse esta quinta-feira à Lusa o Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social.

 

Na mira deste novo estímulo à criação de emprego estão os jovens desempregados à procura do primeiro emprego e os desempregados de longa duração (categoria em que entram as pessoas sem trabalho há mais de 12 meses) com 45 ou mais anos.

 

A título de exemplo, com esta nova medida, uma entidade empregadora poderá beneficiar de um apoio entre cerca de 16.000 euros e cerca de 23.000 euros, dependendo do nível salarial associado a cada contrato.

 

A estes montantes será ainda possível somar uma poupança por via das contribuições para a Segurança Social, uma vez que a medida consiste numa combinação dos apoios financeiros à celebração de contratos de trabalho permanente e o acesso ao regime de redução parcial ou isenção total do pagamento de contribuições da Segurança Social a cargo da empresa.

 

Assim, na contratação de um jovem à procura do primeiro emprego e de um desempregado de longa duração, em que ambos auferem o salário mínimo nacional (600 euros), o apoio a conceder no âmbito do “Contrato-Geração” rondará os 16.000 euros ao longo de cinco anos.

 

Este valor compara com um apoio na ordem dos 7.800 euros possíveis no âmbito do “Contrato-Emprego” e com uma poupança de aproximadamente 8.000 euros em sede de contribuições à Segurança Social – incentivos à contratação que não são de outro modo acumuláveis.

 

Para poderem beneficiar dos apoios previstos, as empresas terão de garantir e respeitar a condicionante de criação de emprego líquido.

 

Além disso, e segundo precisou fonte oficial do Ministério do Trabalho, “a combinação dos apoios, e consequente reforço das verbas recebidas pelas entidades empregadoras, só é possível quando pelo menos um jovem e um desempregado de longa duração forem contratados no prazo máximo de seis meses”.

 

A mesma fonte assinalou ainda que “ao assentar na possibilidade de combinação de apoios já existentes, a medida ‘Contrato-Geração’ não só reforça os apoios como torna mais eficiente a utilização dos recursos disponíveis”.

 

Esta solução insere-se no compromisso do Governo em “focalizar as medidas ativas de emprego” no combate ao desemprego jovem e de longa duração e à precariedade.

 

O objetivo é reforçar os apoios à contratação deste universo de desempregados e reforçar o foco das medidas ativas de emprego nos jovens sem trabalho e desempregados de longa duração, que já representam atualmente cerca de 60% dos destinatários da medida “Contrato-Emprego”.

 

Fonte: Lusa in Eco sapo online

Falta de profissionais tech faz salários dispararem. Podem alcançar os 95 mil euros por ano

10 de abril de 2019

São profissões escassas e que, em contrapartida, as empresas procuram cada vez mais. A dificuldade em contratar especialistas em tecnologia está a fazer com que os salários disparem.

 

A escassez de profissionais na área das tech está a fazer disparar os salários que os empregadores estão dispostos a oferecer. No ano passado, verificou-se um aumento de cerca de 10% no salário médio, o que permite à Landing.jobs concluir que, em Portugal, os profissionais na área da tecnologia cheguem mesmo, em alguns casos, a receber um total de 95 mil euros por ano.

 

Mas nem todos os cargos conseguem alcançar estes valores. São as funções ligadas à gestão, como chief technology officer (CTO) e head of engineering, que podem chegar aos salários mais chorudos, 95 mil euros e 90 mil euros por ano, respetivamente. Contudo, o montante está sempre dependente da experiência do profissional.

 

“Os anos de experiência assumem um lugar de relevância, sendo que os trabalhadores com mais de cinco anos de experiência tendem a auferir salários mais elevados”, afirma em comunicado a Landing.jobs, que atua especificamente no mercado de recrutamento tech. Ainda assim, mesmo que o candidato não tenha qualquer experiência anterior na área, o salário médio anual bruto de um CTO ou um head of engineering nunca deverá ser inferior a 55 mil e 40 mil euros, respetivamente

á fora do campo da gestão, os cargos que são melhor remunerados são os de iOS developer (que alcançam os 62 mil euros anuais), android developer e devOps engineer (que podem chegar a ganhar, cada um deles, 60 mil euros).

 

Saiba mais aqui:

Fonte: Joana Nabais Ferreira in Eco sapo on-line

Adesão de desempregados à notificação electrónica mais do que duplicou

9 de abril de 2019

Número de aderentes passou de 11.250 em Junho para 25.388 em Abril. Medida evita envio de correspondência pelo correio e extravio de cartas

 

O número de utentes do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) que aderiram à caixa postal electrónica do mais do que duplicou entre Junho do ano passado e Abril deste ano, abrangendo 25.388 pessoas. Este dado, avançado pelo Ministério do Trabalho e Segurança Social, representa um aumento de 126% face aos 11.250 aderentes em Junho do ano passado e representa perto de 5% do total de desempregados e de pessoas à procura de novo emprego registados pelos IEFP.

 

A ferramenta, lançada no final de 2017, visa facilitar a comunicação entre os centros de emprego e os desempregados e pode ajudar a resolver os problemas relacionados com a distribuição postal que são o principal motivo invocado pelos desempregados que perdem o subsídio por não responderem às convocatórias.

 

No momento em que se inscrevem ou quando se deslocam aos centros de emprego, os desempregados são informados de que podem aderir à caixa postal electrónica e logo que subscrevem o serviço recebem um email para o activar. Assim que o façam, é-lhes dito expressamente que a partir dessa data toda a correspondência enviada pelo IEFP passa a ser feita por via electrónica. Na prática, todos os documentos que antes eram enviados por carta passam a ser enviados de forma electrónica, garantindo-se a emissão de um aviso de abertura dos documentos. No caso da anulação do subsídio, a comunicação final da decisão continua a ser enviada por correio registado.

 

Há muito que a Comissão de Recursos do IEFP alerta para a necessidade de generalizar a comunicação por email, para evitar problemas relacionados com os CTT que redundam no corte do subsídio aos desempregados que falham as suas obrigações.

 

O relatório de actividades de 2018 desta Comissão dá conta de um aumento de 67,4% da anulação de subsídios a desempregados que não cumpriram as obrigações previstas na lei. Em causa estão 3932 pessoas e o aumento das anulações face a 2017 deve-se “principalmente” ao novo modelo de acompanhamento dos desempregados introduzido no final de 2016.

 

Saiba mais aqui:

Fonte: Raquel Martins in Público

Centros de emprego cortam subsídio a quase quatro mil desempregados

9 de abril de 2019

As anulações de subsídio de desemprego aumentaram quase 70% num só ano. O motivo principal do corte é a falta de comparência a convocatórias do centro de emprego.

 

Os centros de emprego nacionais cortaram o pagamento do subsídio de desemprego a 3.932 desempregados no ano de 2018, um aumento de 67,4% face ao ano anterior, de acordo com dados do relatório de atividades da Comissão de Recursos do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), a que o jornal Público teve acesso.

Depois de três anos em que se registou uma diminuição no número de anulações, o corte de subsídio a desempregados que não cumpriram as obrigações previstas na lei, como a apresentação no centro de emprego ou a desistência de formações profissionais, aumentou. A Comissão de Recursos do IEFP justifica esse aumento com a aplicação do Modelo de Acompanhamento Personalizado de Emprego (MAPE), que, de acordo com o organismo, tem “um quadro de acompanhamento mais regular dos utentes” e que dota os serviços de “melhores condições para assegurar uma verificação eficaz do cumprimento das obrigações dos desempregados”.

 

Segundo os dados consultados pelo Público, o motivo principal para a anulação do subsídio é a não comparência às convocatórias dos centros de emprego (70%). Esse é também o principal motivo apontado pela maioria dos 401 recursos apresentados por desempregados a quem foi anulada esta prestação social à Comissão de Recursos, representando este valor um aumento de 96% face ao número de recursos apresentados em 2017.

 

Em causa está, alegam os desempregados, o facto de não terem recebido pelo correio a convocatória em questão para comparecerem no centro de emprego. A Comissão de Recursos reconhece que há problemas “graves na entrega de correspondência por parte dos CTT” e sugere a comunicação eletrónica como alternativa.

 

O aumento do corte de subsídios ocorre numa altura em que os números oficiais de desemprego atingiram o nível mais baixo dos últimos anos (6,3%) e em que o número de desempregados a receber subsídios recuou 14,5%.

 

Fonte: Cátia Bruno in Observador

Governo propõe quota de 8.200 imigrantes para trabalhar em Portugal

5 de abril de 2019

Setores empresariais que mais podem beneficiar desta medida são os da indústria metalomecânica e eléctrica, do turismo e da agricultura, disse hoje Vieira da Silva

 

O Governo propôs hoje aos parceiros sociais que a quota de imigrantes fora da União Europeia para trabalhar em Portugal seja de 8.200 pessoas em 2019, propondo também que o modelo seja revisto e simplificado.

 

Em declarações aos jornalistas, no final da reunião de mais de três horas de concertação social, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social adiantou que foi criado um grupo de trabalho para fixar um valor para este ano e para rever e simplificar, tornando mais flexível, o modelo de entrada de cidadãos vindos de fora da União Europeia.

 

De acordo com José Vieira da Silva, a proposta do Governo é de 8.200 pessoas em 2019, sublinhando que estão em causa apenas trabalhadores para trabalho subordinado e sem termo.

 

O ministro lembrou que esta é uma legislação que existe desde 2007 e que define o número anual de trabalhadores que as empresas nacionais podem ir contratar fora da União Europeia.

 

“Na ausência da fixação desse valor, aquilo que a lei impõe é um processo muito complexo e burocrático que passa quase por uma autorização individual da Direcção-geral dos Consulados”, apontou Vieira da Silva.

 

O governante acrescentou que a fixação do novo contingente não é um instrumento de limitação, mas de abertura, sublinhando que na ausência dessa quota, a burocracia é de “tal maneira atrofiante” que as empresas portuguesas desistiam de contratar.

 

Segundo o ministro, os sectores empresariais que mais podem beneficiar desta medida são os da indústria metalomecânica e eléctrica, do turismo e da agricultura.

 

A medida, no entanto, não reúne o consenso dos parceiros sociais, desde logo porque a Confederação-geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-In) está contra e defende o fim da quota.

 

Aos jornalistas, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, voltou a defender o combate ao “dumping social”, aumentos salariais e respeito pela contratação coletiva, bem como a regularização de muitos dos imigrantes que vivem e trabalham em Portugal.

 

Sobre esta proposta, o ministro Vieira da Silva disse que não foi discutida hoje, mas que ficou o compromisso de ser abordada numa próxima reunião do Conselho Económico e Social.

 

Pela União Geral dos Trabalhadores (UGT), Lucinda Dâmaso disse que a plataforma sindical não está contra desde que não haja um número fechado e desde que haja uma aposta na formação profissional, desde logo para a reconversão profissional dos desempregados, através do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Já o presidente da Confederação do Comércio e Serviços, João Vieira Lopes, disse que a proposta do Governo é razoável e que no global a confederação está de acordo.

 

Fonte: Lusa in Público

Apoios sociais aliviam cada vez menos a pobreza em Portugal. Bruxelas quer medidas

17 de julho de 2018

A tendência de redução do desemprego "é muito positiva", seja entre a generalidade da população ativa seja entre as gerações mais jovens. A Comissão Europeia não tem dúvidas e antecipa, até, melhorias também nos níveis de precariedade laboral. Mas quando cruzar os planos do governo com a última avaliação a Portugal, a 5 de junho, haverá nas suas recomendações uma nota sobre a manutenção das desigualdades no país: continuam acima da média europeia e, pior do que isso, as transferências do Estado têm cada vez menos impacto na redução da pobreza.

Há dois anos, as prestações da Segurança Social - excluindo pensões - suprimiam mais de um quinto dos níveis de pobreza do país (22,5%), mas o poder destes instrumentos de proteção social, como o subsídio de desemprego, está a cair desde 2014. Por outro lado, o fosso de rendimentos entre os mais ricos e os mais pobres mantém-se acima da média europeia: os mais ricos ganham em média 5,2 vezes mais do que os mais pobres. A média da União está em 5,1 vezes, e está a descer.

Este é um dos "pontos críticos" apontado ao governo por Bruxelas, segundo a comissária europeia do Emprego, Marianne Thyssen, que esteve nesta semana em Cascais a participar na 4.ª Conferência Ministerial do Emprego e Trabalho da União para o Mediterrâneo. "Cabe ao governo português ver o que tem de mudar, como o deve mudar, quais as causas reais desta situação. Nós medimos, mas não analisamos tudo e todos os detalhes sobre como proceder", explica a responsável europeia em declarações ao Dinheiro Vivo. "Iremos novamente voltar a falar com o governo, com os parceiros sociais, para desenvolver a informação que temos e para nos certificarmos de que há espaço para melhorar."

 

O último relatório de Bruxelas sobre Portugal, publicado no mês passado, aponta o enfraquecimento do poder das prestações sociais como "situação crítica" no painel de indicadores sociais com que a Comissão Europeia avalia a evolução macroeconómica de cada país. No mercado de trabalho, assinala-se que há espaço para aumentar a participação, que a proporção de jovens no desemprego é ainda considerável, que Portugal é um dos países da UE onde mais se recorre aos contratos a prazo e que a população mantém um baixo nível de qualificações.

Marianne Thyssen destaca, no entanto, a tendência positiva. "A taxa de desemprego média, que abarca todas as gerações, está melhor do que a média da União Europeia. A UE está em 6,5%; Portugal está agora em 6,3%. É uma grande diferença quando se compara com 2013 ou 2014, quando iniciámos o nosso mandato."

E se o desemprego jovem "é ainda alto, mais alto do que a média", já "quando se olha para o ponto de onde se partiu há cinco anos, este era quase o dobro". "Está em 19,3% [dados do terceiro trimestre de 2018; 16,4% em fevereiro], mas há dois anos estava acima de 30%. Quando se olha para a tendência, esta é muito, muito positiva."

"Sabemos que nem todos os empregos são a tempo inteiro e contratos sem prazo, e isso foi algo que também discutimos com o governo português, que está a tomar medidas para parar esta segmentação do mercado de trabalho. Vamos acompanhar. Tenho confiança de que haverá também melhoria", antecipa a comissária europeia depois do acordo alcançado no verão do ano passado em concertação social para mudar as leis laborais e introduzir limitações aos contratos a prazo.

Uma "agenda madura" para o futuro do trabalho

Mas a precariedade não só permanece elevada em Portugal e a nível europeu, como se adivinha tendência para se agravar cada vez mais devido à digitalização da economia. Em Cascais, com os parceiros da União para o Mediterrâneo, Marianne Thyssen destacou que 40% da população ativa da UE está hoje na categoria de trabalhador independente ou sem um contrato duradouro a tempo inteiro. Para a comissária, é urgente reforçar a proteção legal e social destes trabalhadores.

"Com a digitalização haverá mais daquilo a que por vezes chamamos trabalho flexível, o que pode ser agradável e muito atrativo. Mas o outro lado é que também significa mais incerteza. É preciso mudar mais vezes de emprego ao longo da vida. Significa que há momentos de transição em que as pessoas estão mais vulneráveis. Temos de ver em conjunto que tipo de serviços sociais devem existir para acompanhar as pessoas nessas transições, ver se é necessário atualizar ou adquirir novas competências e fazer que as pessoas voltem o mais cedo possível ao mercado de trabalho. Isso é muito importante", defende.

A comissária apela ao reforço da legislação, com novas garantias de segurança social e a tipificação das novas condições contratuais trazidas pelo mercado laboral emergente: o dos freelancers, dos trabalhadores das plataformas eletrónicas, ou dos trabalhadores on call. As relações de trabalho mudaram, mas a legislação laboral ainda não.

"As leis que temos têm como sujeito um indivíduo em contrato de full-time e sem prazo. Temos também algumas coisas para os part-timers. Mas, se pensarmos que mais pessoas vão estar com contratos curtos e talvez a trabalhar para diferentes empregadores ao mesmo tempo, temos de garantir que ainda há boas condições de trabalho e que toda a gente pode construir a sua segurança social", defende a responsável de Bruxelas.

Marianne Thyssen destaca o acordo alcançado, em fevereiro, para a nova diretiva europeia de transparência e previsibilidade nas condições de trabalho com a qual a Comissão Europeia se propõe oferecer mais garantias a 200 milhões de trabalhadores não convencionais.

"Já é lei. Significa que quem está em situações flexíveis, por exemplo em contratos de disponibilidade permanente, poderá ao menos saber em que horários pode ser chamado, e irá sabê-lo com antecipação no seu contrato, com aviso prévio bastante, e uma regra em que, se forem chamados para trabalhar, mas se a tarefa for cancelada são compensados por isso. E ainda que os empregadores não os podem proibir de trabalhar para outros ao mesmo tempo, porque quem apenas faz dez horas semanais não pode estar na disposição exclusiva de um único empregador, descreve sobre as mudanças que chegarão em breve aos diferentes países, também a Portugal."Temos de garantir que a nossa agenda está madura para o que aí vem."

 

Fonte: Maria Caetano in Diário de Notícias

OCDE defende fim do regime de pensões para desempregados de longa duração

20 de março de 2019

A OCDE propõe o fim do regime especial de acesso à reforma antecipada por parte de desempregados de longa duração, defendendo antes maior proteção no desemprego.

 

As conclusões integram o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre o sistema de pensões de Portugal, apresentado hoje em Lisboa, com a presença do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva.

 

No documento, a OCDE defende a eliminação do regime atual que permite que nas situações de desemprego de longa duração (mais de 12 meses) e após esgotado o período inicial do subsídio de desemprego, a idade de acesso à reforma possa ser antecipada.

 

Nestes casos, a reforma pode ser antecipada para os 62 anos de idade nas situações em que o desemprego ocorreu aos 57 anos, sem os cortes de 0,5% por mês de antecipação. Já quem ficou desempregado aos 52 ou mais e já tinha pelo menos 22 anos de descontos pode reformar-se, mas com os cortes mensais.

 

Estes cortes são anulados a partir do momento em que o pensionista atinja a idade normal de acesso à pensão. Porém, em ambos os casos, há redução pelo fator de sustentabilidade (quase 15%).

 

Para a OCDE, em vez deste regime, o Governo português deverá antes “garantir um apoio efetivo nos esforços ativos de procura de emprego dos trabalhadores mais velhos”.

 

“As medidas de política devem garantir que os regimes de desemprego não incentivam a reforma antecipada”, frisa a organização no documento.

 

“Em vez de permitir que os desempregados de longa duração entrem na reforma muito cedo com penalizações mais baixas, o subsídio de desemprego deve ser adaptado para oferecer uma boa proteção no desemprego, ao mesmo tempo que fornece programas eficazes para reforçar a procura de emprego e esforços e a empregabilidade antes da idade de reforma”, lê-se no relatório.

 

Segundo a organização internacional, este regime pode levar à redução dos esforços para procura de emprego por parte dos trabalhadores mais velhos e limitar a vontade dos empregadores em mantê-los.

 

A reforma antecipada “é relativamente comum” em Portugal e, em 2016, mais de 30 mil pessoas deixaram a vida ativa antes da idade exigida, metade das quais através do regime relacionado com o desemprego, o que representa 45% do total de 66.700 novos aposentados no regime geral de pensões, avança a OCDE.

 

Em comparação com outros países da União Europeia, Portugal está entre os que têm a maior percentagem de pessoas que passaram do desemprego para a aposentação (17% dos novos reformados). Apenas a Finlândia reporta um nível mais alto, enquanto a média dos outros 13 países analisados é de 9,6%.

 

Fonte: Lusa in Observador

Portugal com 3.º maior aumento da UE do custo do trabalho

19 de março de 2019

O custo da mão-de-obra subiu 2,3% na Zona Euro e 2,8% na União Europeia, nos últimos três meses de 2018. Em comparação, esse custo aumentou 10,3% em Portugal, no mesmo período.

 

O custo horário da mão-de-obra aumentou, no quarto trimestre de 2018, 2,3% na Zona Euro e 2,8% na União Europeia (UE) na comparação homóloga, com Portugal a registar a terceira maior subida (10,3%), segundo o Eurostat.

 

Na Zona Euro e na UE, o aumento do custo horário da mão-de-obra desacelerou face ao período entre julho e setembro de 2018, quando subiu 2,5% e 2,6%, respetivamente, em termos homólogos.

 

Nos últimos três meses de 2018, as maiores subidas homólogas do indicador registaram-se na Roménia (13,1%), na Letónia (11,8%), em Portugal (10,3%) e na Lituânia (10,2%), tendo sido assinalada apenas uma quebra, de 0,5%, em Malta.

 

Na Zona Euro, a parte relativa a salários subiu 2,3% e os custos não salariais aumentaram 2,4% no quarto trimestre de 2018, face ao mesmo período de 2017 (2,3% e 2,9% no trimestre anterior).

 

Na UE, os custos salariais cresceram, entre outubro e dezembro, 3,0% e os não salariais evoluíram 2,2% (2,7% e 2,4% entre julho e setembro de 2018).

 

Em Portugal, os custos com salários avançaram 10,8%, a maior subida entre os Estados-membros, e 8,5% com a parte não salarial.

 

Fonte: in Eco sapo online

O que preocupa mais os portugueses? Doenças, deficiência, despesas e desemprego

19 de março

É o resultado do inquérito "Riscos que Importam" da OCDE.

 

Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) revela que os portugueses vivem preocupados com a possibilidade de ficar doentes ou com uma deficiência, pagar as despesas ou perder o emprego, e preferiam pagar mais impostos para ter melhores pensões e cuidados de saúde.

De acordo com os resultados do inquérito "Riscos que Importam", na tradução para português, que inclui as preocupações de 22 mil pessoas, entre os 18 e os 70 anos de 21 países, cerca de metade dos inquiridos apontou "ficar doente ou com uma deficiência" como uma das três principais preocupações sociais ou económicas que os afete a eles ou à família próxima no próximo ano ou dois.

Portugal não é exceção e 63% dos portugueses que responderam a este inquérito apontaram "ficar doente ou com uma deficiência" como a principal preocupação no futuro próximo, sendo um dos três países onde esta preocupação é mais elevada, abaixo da Polónia (64%) e da Finlândia (65%).

 

A segunda maior preocupação é conseguir fazer face a todas as despesas mensais (44,5%), seguida do receio de perder o emprego (39%), às quais se seguem a preocupação com o crime ou a violência (30,3%), o acesso a cuidados de longa duração (30,15%), habitação (25%), acesso a cuidados infantis ou educação.

Há ainda quase 5% de portugueses que diz não ter qualquer uma destas preocupações.

Os cuidados de saúde de longa duração são aqueles onde as pessoas, em geral, estão mais insatisfeitas e, em média, 50% do total de inquiridos acha que não tem acesso a "serviços públicos acessíveis e de boa qualidade na área dos cuidados a longo prazo para os mais idosos" e 45% sente o mesmo em relação às pessoas com deficiência.

Sensação de injustiça generalizada

O inquérito mostrou uma generalizada sensação de injustiça no acesso a benefícios sociais e que os governos não escutam as pessoas, sustentada na crença de que os governos não trabalham para o cidadão comum.

"Em países como França, Grécia, Israel, Lituânia, Portugal e Eslovénia, a percentagem destas pessoas atinge os 70% ou mais. Estes sentimentos estão espalhados por quase todos os grupos sociais e não estão limitados apenas aqueles que se sentem 'postos de parte'", lê-se no relatório.

Aliás, 71% dos portugueses apontam a injustiça como a principal causa para a pobreza e 75% responderam que sim quando questionados sobre se concordavam ou não em aumentar os impostos sobre os mais ricos para ajudar os mais pobres.

De uma maneira geral, as pessoas querem mais investimento nas pensões (54%) e nos cuidados de saúde (48%) de modo a sentirem-se economicamente mais seguros e à sua família, com as pensões a serem a escolha popular em 14 dos 21 países e a saúde noutros cinco, nos quais se inclui Portugal.

Quase metade dos portugueses (49%) dizem mesmo que estão dispostos a pagar mais impostos para financiar melhores pensões e cuidados de saúde.

A OCDE diz que são precisos "maiores esforços" para perceber a razão destas perceções e por que razão tantas pessoas acham que as políticas sociais não vão ao encontro das suas necessidades.

 

Fonte: in RR Renascença

Conciliar trabalho e família? Há quem receie perder o emprego, conclui relatório da CIP

18 de março de 2019

As ferramentas de promoção da conciliação da vida familiar e profissional ainda são escassas e as que já existem têm fraca adesão. Isto porque os trabalhadores receiam mesmo perder os seus empregos.

 

Apesar de algumas empresas já disponibilizarem aos seus trabalhadores ferramentas com vista a facilitar a conjugação da vida profissional e familiar, os portugueses ainda são tímidos na adesão a essas medidas, por recearem perder mesmo os seus empregos. Esta conclusão faz parte do relatório “Desafios à conciliação família – trabalho”, divulgado, esta segunda-feira, pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP).

 

“Apesar da legislação laboral, em Portugal, prever situações que incentivam à conciliação e, apesar de certas empresas oferecerem medidas de conciliação, não é totalmente certo que os colaboradores as utilizem com frequência. Há um conjunto de situações, devidamente descritas na literatura académica e referida nas entrevistas às empresas, que funcionam como inibidores e barreiras à utilização de medidas de conciliação pelos colaboradores”, salienta-se no estudo, que foi elaborado pela NOVA School of Business and Economics.

 

Entre esses tais inibidores, estão a falta de conhecimento sobre a legislação em vigor e sobre as ferramentas oferecidas pelos empregadores, a resistência sentida no seio das empresas, o receio das repercussões de chefias e colegas, a perda de oportunidades de progressão na carreira e, no limite, a perda do próprio emprego.

 

Questionado pelo ECO sobre esse último ponto, o presidente da CIP garante que, enquanto líder dessa confederação de empresário, não reconhece essas situações, embora admita que possam existir. “O ser humano tem tendência a reagir ao novo e ao diferente, às vezes pela positiva, outras pela negativa”, sublinha António Saraiva. “Acredito que [essas situações] existam, mas há realidades [a necessidade de melhorar a conciliação trabalho – família] que são inexoráveis e, cedo ou tarde, temos de nos adaptar“, frisa o representante do patronato.

 

A propósito dessa adaptação, o estudo divulgado esta segunda-feira dá conta do fraco “reflexo prático” deste tema no mercado de trabalho luso. “O conceito de conciliação trabalho – família foi sendo desenvolvido e redefinido por parte da academia, mas estes desenvolvimentos ainda não encontraram reflexo prático, generalizado e consensual, no mundo do trabalho e, mais especificamente, na sociedade portuguesa”, explica o estudo.

 

De notar que essa pobre conciliação entre as esferas em causa tem repercussões não só nos trabalhadores, mas também nas empresas e no próprio Governo. No primeiro caso, os efeitos sentem-se ao nível da saúde dos colaboradores e na “falta de tempo para apoiar os membros da família”.

 

No caso das empresas, está em causa o aumento dos gastos com a saúde dos trabalhadores, a perda de produtividade e o absentismo. “A negação desta realidade, pelas organizações, pode até originar a perda de vantagem competitiva de uma organização, na procura e na manutenção de capital humano com talento”, reforça o estudo.

 

Já no que diz respeito ao Executivo, frisa-se o aumento da pressão sobre a Segurança Social e sobre a despesa feita com a Saúde.

 

O estudo aborda, além disso, o impacto das novas tecnologias e dos estereótipos de género nesta matéria da conciliação da vida profissional e familiar.

 

No primeiro ponto, destaca-se a problemática da constante “conexão” ao trabalho à boleia dos dispositivos móveis com acesso à Internet. Nesse âmbito, o relatório lembra que, em França, as empresas com mais de 50 trabalhadores são obrigadas a respeitar o “direito a desligar” dos emails e chamadas telefónicas depois do horário laboral. “As realidades que se desenvolvem numa determinada geografia não são necessariamente decalcáveis [cá]. Temos de estar abertos à mudança”, assinala o presidente da CIP, questionado sobre a importação desse “direito” para o mercado lusitano.

 

Mais do que estar abertos à mudança, o relatório recomenda que os parceiros sociais identifiquem “as situações e as medidas necessárias à promoção da correta utilização dos meios digitais de comunicação”.

 

Saiba mais aqui:

Fonte: Isabel Patrício in Eco sapo on-line

Globalização pressiona empresas e dificulta conciliação trabalho e família

18 de março de 2019

Ainda que haja mais consciência das empresas portuguesas para a necessidade de facilitar a conciliação trabalho e família, a globalização dificulta a tradução prática desses valores, diz ministro.

 

Ainda que a promoção de ferramentas que facilitem a conciliação entre as vidas profissional, familiar e pessoal comece já a ser vista, no mercado nacional, como um trunfo das empresas, no contexto do mercado globalizado há pressões que induzem a escolha de caminhos bem diferentes. O alerta foi deixado, esta segunda-feira, pelo ministro do Trabalho, na apresentação do relatório da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) sobre esta matéria, que sublinha que, face à globalização e à consequente concorrência com outros mercados que não valorizam esse tipo de práticas, há “pressões crescentes” sobre as companhias lusitanas.

 

“Temos mais sensibilidade, mais recursos, uma melhor legislação, mas vivemos numa economia com uma concorrência dura, exigente. Associada à globalização e à concorrência com sociedades onde esses indicadores não são valorizados, há pressões crescentes“, sublinhou Vieira da Silva.

 

O governante aproveitou, por outro lado, para notar que as dificuldades na conciliação das esferas referidas limita o potencial de criação de riqueza e bem-estar das economias, “contraindo o próprio potencial da população ativa”. Isto porque, como enfatiza o próprio estudo, a fraca conciliação trabalho e família pode fazer aumentar o absentismo e consequentemente pressionar a produtividade das empresas.

 

Depois de ter reforçado que Portugal está entre os cinco países da União Europeia com uma melhor rede de apoio à primeira infância, o governante salientou, além disso, que a conciliação em causa não passa, apenas, pela parentalidade, mas também pelo cuidado aos ascendentes. “Conciliação não é apenas a questão da parentalidade. É a possibilidade de acompanhar os dependentes em situações críticas, é a possibilidade de acompanhar um ascendente em situação aguda”, defendeu o ministro.

 

Vieira da Silva frisou também que a flexibilização horária — uma das medidas recomendadas pelo estudo apresentado esta segunda-feira — não é uma solução definitiva, dependendo o seu sucesso da negociação entre patrões e trabalhadores.

 

“A conciliação é urgente se queremos manter as nossas sociedades capazes de criar valor, riqueza e de serem competitivas”, rematou o responsável pela pasta do Trabalho.

 

O relatório em causa conclui que, apesar de já se registarem algumas práticas positivas no sentido da promoção deste tipo de conciliação, permanecem alguns inibidores à sua adesão. “Apesar da legislação laboral, em Portugal, prever situações que incentivam à conciliação e, apesar de certas empresas oferecerem medidas de conciliação, não é totalmente certo que os colaboradores as utilizem com frequência. Há um conjunto de situações, devidamente descritas na literatura académica e referida nas entrevistas às empresas, que funcionam como inibidores e barreiras à utilização de medidas de conciliação pelos colaboradores”, salienta o relatório, referindo-se à falta de conhecimento sobre a legislação em vigor e sobre as ferramentas oferecidas pelos empregadores, à resistência sentida no seio das empresas, ao receio das repercussões de chefias e colegas nomeadamente da perda de oportunidades de progressão na carreira e, no limite, da perda do próprio emprego.

 

Sobre este tema, recorde-se ainda que, em dezembro do ano passado, o Ministério do Trabalho, em parceria com o Ministério da Presidência e da Modernização Administrativa, anunciou o programa “3 em linha”, que prevê o alargamento da licença parental inicial exclusiva do pai de 15 para 20 dias.

 

A propósito, segundo disse Vieira da Silva esta segunda-feira, na última década, a possibilidade de partilha da licença parental fez saltar de menos de 1% para cerca de 37% os pais que decidem participar nas licenças em causa.

 

Fonte:Isabel Patrício in Eco sapo on-line

Robôs vão roubar trabalhos? Tem havido “alguma precipitação nas previsões”, diz Vieira da Silva

11 de março de 2019

Os avanços tecnológicos vão mudar o mercado de trabalho, mas a par da destruição de algumas profissões, também surgirão oportunidades. Vieira da Silva diz que tem havido "precipitação" no alarme.

 

Ainda que reconheça que as tecnologias já estão a provocar mudanças no mercado do trabalho, o ministro do Trabalho e da Segurança Social faz questão de sublinhar que tem havido “alguma precipitação” nas previsões que antecipam a eliminação do emprego. Esta segunda-feira, na apresentação do relatório “Trabalhar para o futuro do trabalho”, Vieira da Silva defendeu ainda que a aprendizagem ao longo da vida é a “maior revolução do ponto de vista das políticas públicas” provocada por esses avanços tecnológicos.

 

No estudo em causa, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) identifica dez medidas que devem ser tomadas pelos Governos para proteger os trabalhadores face à robotização, aos novos desafios demográficos e às alterações climáticas. Nessa lista, surge em primeiro lugar a necessidade de reconhecer o direito à aprendizagem ao longo da vida para melhorar as competências dos trabalhadores e permitir o desenvolvimento de novas competências.

 

Esta segunda-feira, Vieira da Silva escolheu esse ponto como prioridade para a sociedade lusa, tendo em conta “o défice de qualificações em comparação com os países” com os quais Portugal concorre. “A aprendizagem ao longo da vida só se constrói, se a educação for concebida, desde o início, como uma banda larga e não no sentido de ultra especialização“, assinalou o ministro.

 

Deste modo, o governante reforçou que as escolas e as universidades não podem ser apenas espaços para “completar” a etapa formativa inicial, mas lugares aos quais se regressa para facilitar estas transições provocadas pelos avanços tecnológicos. “Que as nossas escolas e universidades não sejam apenas o espaço onde se completa uma formação universal, mas um espaço onde se regressa para facilitar estas transições”, disse.

 

Vieira da Silva deixou ainda um nota sobre a necessidade de reforçar a proteção social, nomeadamente ao nível das “formas de trabalho atípicas”, como o trabalho independente. A propósito, o político sublinhou que no início do ano a Segurança Social sofreu uma mudança considerável nesse regime que resultou, precisamente, no reforço da proteção desses trabalhadores.

 

O ministro salientou, além disso, a necessidade de mitigar as desigualdades entre géneros, considerando que há uma potencial “reserva de recursos humanos” na população feminina que “pode ser mobilizada para responder aos desafios demográficos”.

 

Sobre o mercado de trabalho lusitano, o ministro acrescentou: “Em Portugal, se comparamos o emprego de 2008 e o emprego de 2018, verificamos que o emprego global é ainda inferior ao de 2008, mas o trabalho de conta de outrem já é mais alto. A profecia da eliminação do trabalho por conta outrem é um bocadinho exagerada“. Vieira da Silva enfatizou que tanto o trabalho independente como o por conta de outrem estão sujeito a destruição e criação, daí que note “alguma precipitação” nas previsões que antecipam a eliminação do emprego.

 

Não imaginamos um futuro sem trabalho nem sem tecnologia”, corroborou esta ideia Rebeca Grynspan, membro da Comissão Global sobre o Futuro do Trabalho. A responsável considerou, do mesmo modo, “alarmistas” os dados que deixam antever o desaparecimento do emprego e rematou: “A nossa preocupação não é com o trabalho, é com o acesso às oportunidades. Há um skills mismatch”. Grynspan referia-se à desadequação das competências dos atuais trabalhadores relativamente às reais necessidades dos trabalhadores.

 

Também a propósito da aprendizagem ao longo da vida, Rebeca Grynspan disse: “O direito à aprendizagem contínua durante toda a vida não é nada mais que o alargamento ao direito à educação e permite aos trabalhadores reintegrarem-se neste mundo em mudança”.

 

A responsável concluiu: “A primeira revolução industrial duplicou a nossa esperança de vida. Porque é que tem de ser diferente desta vez? Esta revolução industrial promete um sem fim de coisas boas. O potencial da tecnologia é infinito, mas não podemos concretiza-lo sem a vontade firme de todos. A revolução tecnológica não depende da máquina, depende de nós, da nossa ambição”.

 

No relatório em causa, a OIT identifica a inteligência artificial, a automação e a robótica como principais causas da eliminação de postos de trabalho para humanos, mas sublinha que essas mesmas “forças” vão criar novas oportunidades.

 

Fonte: Isabel Patrício in Eco sapo on-line

São profissões invulgares, escassas e improváveis. Pagam até 3 mil euros

9 de março de 2019

Têm tanto de improvável como de bem pagas. O ECO foi à procura das profissões mais invulgares e descobriu que os salários de algumas podem atingir os três mil euros por mês.

 

Ainda que não estejamos a falar de mediadores entre máquinas e humanos ou de advogados especializados nos direitos dos robôs, há profissões que já existem há vários anos e que não deixam, contudo, de poder ser consideradas uma espécie de profissões do futuro. Isto porque a procura é muito superior à oferta e, por isso mesmo, os salários vão escalando, às vezes para mais do triplo da remuneração média mensal em Portugal.

 

Estas profissões têm, no entanto, tanto de escassas ou de bem pagas, como de improváveis. Não requerem qualquer tipo de formação superior, muitas delas apenas de um curso técnico e, em alguns casos, é a própria empresa a facultar essa formação ao colaborador.

 

Com o apoio das consultoras de recrutamento Michael Page e Manpower, o ECO fez um levantamento de dez profissões que preenchem estes requisitos: um tanto de invulgares, outro de escassas e de bem remuneradas. Para identificar este conjunto de profissões, foi tomada como referência a remuneração média mensal base nacional, que é, atualmente, de 943 euros em valores brutos.

 

Dos estivadores aos modeladores de cerâmica sanitária, passando pelos cortadores de carne ou pelos técnicos de manutenção de pesados, conheça a lista completa:

 

Talvez algumas destas profissões não lhe sejam totalmente conhecidas, o que é suportado, em parte, pela escassez de profissionais. No caso dos modeladores de cerâmica sanitária é evidente: “estamos a falar de uma profissão com grande procura e pouca oferta”, afirma Mara Martinho, consultora da Michael Page Retail. Para ter uma ideia, em Portugal, há pouco mais de duas dezenas de modeladores de cerâmica sanitária.

 

A falta de oferta no mercado de trabalho destes profissionais faz com que, quanto atingem um perfil mais sénior, os modeladores cheguem mesmo a receber três mil euros mensais. Mas na área dos moldes há mais funções que são difíceis de recrutar, como os retificadores e os operadores de bancada, por exemplo.

 

Já os cortadores de carne, por sua vez, podem chegar a receber 1.100 euros. O que acontece, normalmente, é que estes profissionais — que não têm qualquer tipo de formação superior e, na maior parte das vezes, são formados internamente, dada a sua escassez — começam por receber entre 700 e 800 euros de remuneração bruta mensal.

 

De acordo com a Michael Page, mais tarde, “com o acréscimo de funções ao nível da gestão de equipa, análise de indicadores de performance, controlo de HACCP [análise de perigos e controlo de pontos críticos] e realização de inventários”, estes profissionais — já como responsáveis por este tipo de secção — podem chegar a auferir entre os 1.000 e 1.100 euros.

 

Quase 30% das empresas reforçam o pacote salarial

“Existem algumas profissões cujas vagas, pelo contexto atual da escassez de talento, se tornam desafiantes para o mercado. Isso acontece porque são profissões que carecem de constantes atualizações técnicas. São alvo de atualizações, não só nos conhecimentos, mas também nos próprios materiais e ferramentas utilizadas”, explica Vítor Antunes, managing director da Manpower.

 

Fonte: Joana Nabais Ferreira in Eco sapo -online

Globalização: sectores tradicionais mudaram de agulha mas ainda desafinam

5 de março 2019

Têxtil e o calçado sofreram os efeitos da globalização mas deram a volta. É uma história que realça o valor da inovação como chave de sucesso. Mas há uma "malha mental" que ficou solta, avisa um sociólogo que estudou o passado recente do Vale do Ave: a redistribuição da riqueza.

 Desde a entrada da China na Organização do Comércio Mundial (2001) e do fim do Acordo Multi-Fibras (entre 1995 e 2005) a indústria do têxtil e vestuário (ITV) perdeu cem mil postos de trabalho. Esta sangria parecia dar razão aos que só apontavam defeitos à globalização económica. E esse discurso, que nunca foi verdadeiramente abandonado, voltou a ganhar força. Porquê? Porque se alimenta de questões que não foram resolvidas durante a reinvenção dos sectores tradicionais. Exemplo: a redistribuição da riqueza.

Hoje é fácil sacudir os medos do passado com os dados "macro", que mostram que a ITV e o calçado estão a renascer das cinzas. Após década e meia de travessia do deserto, estes sectores recuperaram em indicadores fundamentais.

 Nas exportações, em 2018, venderam mais ao exterior do que vendiam em 2000, ano em que ainda havia barreiras e quotas a proteger as vendas de Portugal. No emprego, estes sectores têm vindo a recuperar desde 2011 (no caso do calçado) e desde 2014 (no caso do têxtil e vestuário). No volume de negócios, a indústria têxtil e vestuário (ITV) ainda não regressou aos níveis de 1999 ou 2000, mas desde 2012 está numa rota de aproximação a esses valores. Dir-se-ia que o “diabo” chegou, mas foi-se embora – ainda que muitos tenham comido o pão que ele amassou.

 

As chaves desta recuperação são conhecidas: inovação de processos e de produto; desenvolvimento tecnológico e maior agilidade; empresas mais organizadas (e mais pequenas também), “com a intuição e a experiência dos empresários da velha guarda aliada ao saber técnico de gestores e engenheiros da nova geração”, como de resto o PÚBLICO deu conta num exaustivo trabalho publicado em 2014, ano que marcou o fim da destruição de emprego na ITV.

Neste caminho, duas indústrias tradicionais souberam encontrar soluções para gerar mais valor. Cortaram no lead time (tempo de entrega), recuperando encomendas. Conquistaram novas fatias de um mercado geograficamente globalizado com uma aposta na qualidade. Aliaram investigação e produção, passando da mão-de-obra intensiva para a tecnologia intensiva e agora fornecendo as nossas casas, as nossas roupas, mas também outros clientes que antes estavam longe, como a aeronáutica ou o sector automóvel.

Não havia outro caminho?

“A necessidade aguça o engenho”, resume Alberto Castro, professor da Faculdade de Economia e Gestão da Católica-Porto e com um amplo currículo que se cruza com a história do sector do calçado em Portugal.

 “Desde o início dos anos 90 que o calçado tinha definido a concorrência em plano internacional como um pilar dos planos estratégicos para o sector”, recorda. Consequentemente, os apoios que a indústria pedia “eram formulados numa lógica de olhar para a frente e não numa lógica defensiva”. Mesmo assim, de 2000 a 2009, a contracção na indústria foi forte, quer ao nível do emprego quer nas vendas.

 Porém, o ajustamento foi mais devastador nos têxteis. Os efeitos foram particularmente notórios no Vale do Ave, coração desta indústria que viu as exportações caírem de 8300 milhões em 2001 para 5800 milhões em 2009.

Foi nesse território, de repente assoberbado por um desemprego galopante, que o sociólogo Esser Jorge mergulhou para uma tese de mestrado que acabaria por editar em livro com o título Fabricados na fábrica, Uma narrativa operária no século XXI (Húmus, 2011).

Saiba mais aqui: 

Fonte: Victor Ferreira in Público

Desemprego na UE cai em Janeiro para valor mais baixo dos registos do Eurostat

1 de março 2019

A taxa de desemprego na UE recuou em Janeiro para 6,5%, mas há realidades distintas: dos 2,1% da República Checa e dos 3,2% da Alemanha aos 18,5% da Grécia e 14,1% de Espanha.

A taxa de desemprego na União Europeia recuou em Janeiro para 6,5%, face aos 6,6% de Dezembro e 7,2% na comparação homóloga, atingindo o valor mais baixo desde que o Eurostat começou a publicar os dados mensalmente, em 2000.

Os dados hoje divulgados pelo gabinete oficial de estatísticas da UE revelam ainda que, na zona euro, a taxa de desemprego foi de 7,8% no primeiro mês do ano, estável face a Dezembro de 2018, mas abaixo dos 8,6% registados no período homólogo (Janeiro do ano passado), permanecendo assim no valor mais baixo desde Outubro de 2008.

Em Portugal, a taxa de desemprego foi de 6,7% - uma subida de uma décima na variação mensal (em Dezembro de 2018 foi de 6,6%), mas mais de um ponto percentual abaixo do valor registado um ano antes (7,8%) -, um valor que fica assim ligeiramente acima da média da UE a 28, mas abaixo da média no espaço da moeda única.

De acordo com o gabinete estatístico da UE, em Janeiro de 2019 as menores taxas de desemprego observaram-se na República Checa (2,1%) e na Alemanha (3,2%), enquanto as mais elevadas foram registadas na Grécia (18,5%, dados de Novembro de 2018), Espanha (14,1%) e Itália (10,5%).

Na variação homóloga, as taxas de desemprego recuaram em todos os Estados-membros à excepção de Dinamarca e Malta, onde se mantiveram estáveis, tendo as maiores quedas ocorrido em Chipre (de 10,1% para 7,4%) e Grécia (de 21,1% para os 18,5% entre os meses de Novembro de 2017 e 2018).

 

Fonte: Lusa in Público

Salário igual para trabalho igual? Governo lança linha de 900 mil euros para apoiar empresas

28 de fevereiro 2019

Uma semana depois de ter entrado em vigor a nova lei da igualdade salarial entre géneros, o Governo dá uma mãozinha às empresas na concretização das novas regras com uma linha de financiamento.

 

Uma semana depois de ter entrado em vigor a nova lei da igualdade remuneratória entre géneros, o Executivo de António Costa lança uma linha de financiamento de 900 mil euros para “apoiar as empresas na implementação de sistemas de avaliação” das competências dos seus trabalhadores, com base nas quais se deverão fixar os salários. Ao ECO, a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade explica que se podem candidatar a esta linha os parceiros sociais que promovam a aplicação desses instrumentos num, ou em vários, setores de atividade.

 

“Para impulsionar a mudança que a lei promove e apoiar as empresas nesse caminho, estamos a desenvolver ações complementares à legislação e que visam dar às empresas instrumentos que as ajudem a percorrê-lo mais depressa. Neste contexto, refiro a linha de financiamento de 900 mil euros que vamos abrir dia 28 de fevereiro no âmbito do EEAGrants e que está diretamente alinhada com a lei”, sublinha Rosa Monteiro.

 

A EEAGrants é um mecanismo financeiro criado pela Islândia, pelo Liechtenstein e pela Noruega para reduzir as disparidades sociais e económicas no continente europeu. Esta nova linha de financiamento enquadra-se no já existente Programa Conciliação e Igualdade de Género, cujos objetivos são promover a conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal, a luta contra a violência doméstica e de género e a boa governança.

 

“O objetivo é apoiar as empresas na implementação dos sistemas de avaliação em que a lei assenta, visando candidaturas de parceiros sociais que promovam essa implementação num ou vários dos respetivos setores de atividade“, reforça a secretária de Estado.

Em causa estão os processos que avaliam as funções desempenhadas pelos trabalhadores, tendo em conta as componentes, as competências e as responsabilidades dos postos de trabalho, a partir do qual os salários devem ser fixados. O estabelecimento destes sistemas é particularmente relevante já que, ao abrigo da nova lei, as empresas têm de ser transparentes nas remunerações atribuídas, que devem ser sustentadas por critérios objetivos e, claro, não discriminatórios.

“As empresas vão passar a ter de demonstrar, seja junto da inspeção de trabalho, seja junto da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), seja junto dos seus trabalhadores, seja ainda junto dos tribunais, que os salários que praticam são fixados de acordo com critérios objetivos como sejam os que decorrem do mérito, produtividade, assiduidade ou antiguidade”, já tinha adiantado ao ECO o secretário de Estado do Emprego.

No que diz respeito a esta nova linha de financiamento, será dada preferência aos parceiros sociais, embora também se possam candidatar empresas em nome próprio. A seleção será orientada sobretudo por estes dois critérios: a abrangência dos sistemas de avaliação e a diversidade dos aspetos incluídos nessa metodologia de análise. Os interessados têm até 2 de maio para apresentarem as suas candidaturas, que deverão ser feitas através da plataforma digital da EEAGrants.

 

“Esperamos com esta lei fomentar uma verdadeira transformação na forma com as políticas remuneratórias são desenvolvidas nas organizações de trabalho”, acrescenta ainda Rosa Monteiro, em declarações ao ECO. Além de tornar obrigatória a transparência salarial, o decreto-lei nº60/2018 dá novas competências à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e à CITE, que passam a emitir pareceres vinculativos nos casos de discriminação remuneratória. Está também prevista a publicação de dois relatórios sobre esta matéria: um a nível setorial, ainda este semestre, e um a nível empresarial, no próximo ano.

 

Fonte: Isabel Patrício in Eco-Online

Desemprego atingiu novo mínimo de 2002 no final do ano. Subiu para 6,7% em janeiro

28 de fevereiro 2019

De acordo com a estimativa provisória do INE, a taxa de desemprego situou-se em 6,7%, no primeiro mês deste ano. Fechou 2018 em mínimos de 2002.

A taxa de desemprego subiu para 6,7%, no primeiro mês do ano, mantendo-se ainda assim em mínimos de 2002. Isto de acordo com a estimativa provisória publicada, esta quinta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A taxa de dezembro foi revista em baixa nos 6,6%.

 

Os dados publicados esta manhã pelo INE mostram uma subida da taxa de desemprego de 0,1 pontos percentuais (p.p) em janeiro face ao mês anterior, fixando-se nos 6,7%. Em dezembro, a taxa situou-se nos 6,6%, valor que foi revisto em baixa em 0,1 p.p. face à estimativa provisória que tinha sido divulgada. Estes 6,6% representam, por sua vez, uma descida de 0,1 p.p. em relação à taxa registada em novembro de 2018 e de 1,3 p.p. face ao mesmo mês do ano anterior. No último mês de 2018, 344,3 mil pessoas estavam desempregadas, o que equivale a um recuo de 0,4% face a novembro e de 15,9% em termos homólogos.

Em janeiro, o INE estima que 347,9 mil pessoas tenham estado desempregadas, o que reflete uma subida de 1% face a dezembro e de 1,4% relativamente aos três meses anteriores. Face ao mesmo mês de 2018, registou-se, contudo, uma redução de 14%.

Já a taxa de desemprego dos jovens recuou, em janeiro, 0,3 p.p. para 17,8%, o valor mais baixo desde de 2003.

“Em dezembro de 2018, a população empregada foi estimada em 4.841,8 mil pessoas, tendo aumentado 0,4% (18,4 mil) em relação ao mês anterior (novembro de 2018), 0,5% (24,2 mil) em relação a três meses antes (setembro de 2018) e 1,5% (71,7 mil) em comparação com o mesmo mês de 2017“, sublinha, por outro lado, o INE, no destaque publicado esta quinta-feira.

O instituto estima que, em janeiro, o número de pessoas empregadas tenha subido para 4.849,3 mil pessoas, o que representa uma subida de 0,2% em relação a dezembro, 0,5% em relação aos três meses anteriores e 1,5% em termos homólogos.

 

Fonte: Isabel Patrício in Eco-Online

Quase metade dos desempregados não ganha subsídio

25 de fevereiro 2019

Em janeiro, mais de 164 mil pessoas sem trabalho não recebia qualquer tipo de prestação, número está a baixar.

 

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) está a descer desde 2014, mas ainda há muitos milhares que não recebem qualquer tipo de prestação. Em janeiro, 164.014 pessoas estavam sem trabalho e sem subsídio. Os dados mensais do IEFP divulgados na semana passada indicam que estavam inscritos 350.772 desempregados e destes quase 47% não recebiam subsídio. O JN/Dinheiro Vivo cruzou estes dados com os da Segurança Social, também referentes a janeiro, e verifica-se que foi assegurado o pagamento desta prestação a 186.758 pessoas.

 

Mesmo assim, o valor é mais baixo do que em janeiro de 2018 quando quase 54% dos desempregados não recebia o subsídio de desemprego, que inclui as várias prestações criadas para apoiar as pessoas com maior dificuldade em regressarem ao mercado de trabalho.

 

A proporção de trabalhadores sem emprego e sem este tipo de prestação tem vindo a baixar nos últimos anos e, analisando os dados até 2009, verifica-se que nem foi durante o pico da crise económica (2012 e 2013) que se registou uma taxa de cobertura mais baixa. O pior janeiro dos últimos dez anos foi em 2017, quando a economia estava em franca recuperação. Nessa altura mais de 55% dos desempregados estavam sem apoio.

 

As sucessivas alterações nos critérios de acesso e de manutenção do subsídio de desemprego explicam parte do aumento do número de desempregados sem subsídio, que subiu de 38,1% em janeiro de 2009 para 46,8% no mesmo mês deste ano. Para esta evolução conta, por exemplo, o facto de a prestação poder ser paga durante 26 meses e não os 18 que foram definidos a partir de 2012.

 

Para a redução do número de pessoas sem subsídio de desemprego contribuíram as prestações criadas entretanto, como a medida extraordinária de apoio aos desempregados de longa duração, que começou a ser paga em julho de 2016. Em janeiro, mais de 2200 pessoas estavam a receber esta prestação.

 

Os dados da Segurança Social mostram ainda que o valor médio do subsídio de desemprego em janeiro foi de 486,20 euros, uma descida superior a dez euros face a dezembro do ano passado, mas mais 4,62 euros do que em janeiro de 2018.

 

Casais desempregados

 

No final de janeiro existiam mais de 6700 famílias em que os dois elementos do casal estavam numa situação de desemprego. Comparando com o mesmo mês de 2018, há uma redução superior a 23%, o que corresponde a menos 2071 casais. Já em relação a dezembro do ano passado, houve um aumento de 3,6%.

 

De acordo com a informação disponibilizada pelo IEFP, 45% dos desempregados inscritos nos centros de emprego eram casados ou viviam em união de facto, o que corresponde a 145.970 pessoas.

 

 

Fonte: Paulo Ribeiro Pinto in Jornal de Notícias

Como os têxteis e o calçado ainda dão cartas

24 de fevereiro 2019

Juntas, as fileiras têxtil e do calçado empregam 180 mil pessoas, exportam €7 mil milhões e apresentam um saldo positivo de €2,5 mil milhões na balança comercial portuguesa. São apenas três números, mas ajudam a apresentar o sector com maior potencial para criar emprego em Portugal, como mostra uma análise publicada pelo Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE) do Ministério da Economia.

 

“Cada milhão de dólares de crescimento na procura final de têxteis, couro e calçado tem potencial para gerar 20,3 novos empregos, o que é o valor mais alto da indústria transformadora portuguesa”, mostra o estudo “Cadeias de Valor Global e Especialização Vertical: o caso das exportações portuguesas de têxteis, couro e calçado”.

 

O estudo de Tiago Domingues, técnico superior do GEE (Direção de Serviços de Acompanhamento da Economia Portuguesa), coloca no extremo oposto o sector petrolífero, que apresenta um potencial de criação de 2,2 novos postos de trabalho por cada milhão de dólares de aumento da procura. Sustenta que mais do que comparar stocks de importação e exportação entre países, importa analisar o valor acrescentado. E na explicação volta a remeter para os têxteis e o petróleo: se Portugal exporta produtos petrolíferos, o valor acrescentado bruto é quase nulo e prende-se com a refinação de crude. Já nos têxteis, temos 30 cêntimos de importações para cada euro produzido.

 

Estes números são de 2014, mas mostram claramente o peso da fileira do têxtil e calçado na economia nacional: “O sector é mais relevante na economia portuguesa do que em qualquer outro país da zona euro em temos de output, emprego e valor acrescentado, e está a recuperar relevância desde 2009”.

 

Peso versus produtividade

A análise deixa claro que o peso relativo do sector em termos de valor acrescentado em Portugal anda nos 2,4%, contra 0,6% em Espanha ou 0,28% na Alemanha. No emprego, a diferença acentua-se, passando dos 4,9% do país para 0,9% em Espanha ou 0,3% na Alemanha. Nas exportações, a percentagem lusa anda nos 8,1%, descendo para 4,4% em Espanha e 2,8% na Alemanha. Já na produtividade laboral tudo muda e Portugal fica nos 14,2%, enquanto a Alemanha chega aos 49,8% e Espanha aos 29,7%.

 

Os responsáveis da indústria têxtil e do calçado olham para estes dados com interesse, sem esquecer a trajetória dos últimos anos. O calçado somou oito recordes seguidos na exportação até aos €1,96 mil milhões de 2017 e viu o preço médio por par de sapatos na exportação triplicar, para os €23,29. Os têxteis registam crescimentos de 33% no valor acrescentado (€2,2 mil milhões) desde 2012, a par de aumentos de 50% na faturação por trabalhador (€54.744 mil) e de uma subida de 54% no preço médio da T-shirt de algodão em 10 anos, para os €23,39.

 

Mas nas duas fileiras fala-se, agora, de “uma mudança de ciclo”. Admitem-se quebras depois do crescimento dos últimos anos. Em 2018, as exportações têxteis ainda aumentaram 2% (€5,3 mil milhões), enquanto o calçado caiu 2,8% (€1,9 mil milhões). A resposta passa pelo design, inovação, tecnologia, serviço ao cliente. “Hoje temos um perfil industrial diferente e podemos ver que todas as empresas que fizeram apostas nos têxteis de alta tecnicidade estão confortáveis”, diz Paulo Vaz, diretor-geral da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal. João Maia, diretor-geral da APICCAPS, associação sectorial do calçado, acrescenta: “Um produto atravessa fronteiras para que as fases do processo produtivo sejam executadas onde são mais eficientes. O caminho é cada vez mais estar envolvido em toda a cadeia global de produção e controlar as decisões que são tomadas”.

 

 

Fonte: Margarida Cardoso in Expresso

Salário já não é tudo para segurar os jovens talentos

18 de fevereiro 2019

As empresas estão em ebulição com as alterações do mercado de trabalho. Precisam de recrutar jovens talentos e reter esses recursos, mas as novas gerações estão pouco dispostas a fazer carreira.

 

"Há mais oferta de emprego e esses jovens estão muito disponíveis para mudar, têm mais vontade em colecionar experiências do que em ter uma carreira estável, com uma progressão natural", sublinha Diogo Alarcão, CEO da Mercer Portugal, subsidiária do grupo internacional de consultoria de recursos humanos. "São pouco carreiristas" e o valor do salário só por si já não é fator de atração.

 

Esta tendência reflete-se de forma expressiva na rotação dos jovens qualificados dentro das empresas. "É um problema. No setor dos serviços há áreas em que a taxa de rotação está nos 18%", quando o "normal e saudável é um máximo de 8%", alerta. Com base nesta realidade, Diogo Alarcão não tem dúvidas em afirmar: "Há um problema de atração e retenção de talento em Portugal". Para o responsável, já passou o tempo dos salários de 800/900 euros, agora já se aproximam dos 1200 euros.

 

Setores mais ativos

 

Banca, seguros, auditoria, consultoria, farmacêutica e tecnologia são as áreas mais ativas na procura de talentos. "Há uma pressão das empresas para dar resposta aos planos de crescimento e investimento", que esbarra na pouca oferta de recursos qualificados. Por isso, "cada vez mais as empresas vão às universidades logo nos primeiros anos dos cursos", mas ainda assim há todo um paradigma para mudar.

 

Diogo Alarcão frisa que é essencial as empresas "investirem muito mais no recrutamento e na gestão dos recursos humanos", até porque cada vez que sai um colaborador a empregadora está a desperdiçar valor.

 

Mas o que querem estes jovens? Segundo Diogo Alarcão, as novas gerações valorizam matérias como o bem-estar, integração da vida profissional e pessoal, mobilidade nas funções, comunicação digital, flexibilidade de horário e bolsa de benefícios. Por exemplo, para a maioria dos jovens, a saúde e o bem-estar é um requisito mais importante do que a carreira, mas grande parte dos empregadores continua a não responder adequadamente a esses propósitos.

 

Diogo Alarcão não tem dúvidas que também os espaços de trabalho no setor dos serviços terão de se alterar. Os jovens querem praticar exercício físico, ter serviços para apoiar o seu dia-a-dia, participar em eventos de networking, auferir de uma boa rede de transportes públicos nas proximidades e querem que lhes falem na linguagem com que nasceram, a digital.

 

 

Afinal eles querem um emprego para a vida

23 de fevereiro 2019

 

s empresas passaram as últimas duas décadas a preparar-se para atrair, reter uma geração de profissionais com uma visão de carreira disruptiva em relação às anteriores, os millennials. Profissionais que provaram que o mundo é um espaço de múltiplas oportunidades, dispostos a arriscar, ambiciosos, focados na carreira, adeptos da flexibilidade e sedentos de experiência. Anos de investigação e teorias de gestão que podem cair por terra. Há uma nova geração de profissionais a entrar no mercado de trabalho, os pós-millennials ou geração Z. Uma geração que cresceu com a crise, que é cautelosa na gestão da sua carreira e que marca uma rutura com a geração anterior. Esta é a geração que pode fazer regressar o culto do emprego para a vida.

 

Os primeiros estudos sobre os pós-millennials (nascidos entre 1997 e 2012), realizados quando os pioneiros desta geração ainda estavam na universidade, chegaram a apontar para um posicionamento face ao emprego em linha com o dos millennials. A entrada dos primeiros Z nas empresas provou que as previsões estavam afinal erradas. Um estudo da Associação Americana de Consultores Certificados (ACCA) defende que no que toca ao emprego esta geração quer “segurança, planos de carreira e um escritório físico para trabalhar”. Por outras palavras, enquanto os millennials estavam formatados para mudar de emprego a cada dois anos, os profissionais da geração Z permanecerão na mesma empresa toda a vida, desde que esta garanta um processo atrativo de progressão e formação e um ambiente de trabalho inclusivo.

 

Parece estranho vindo de uma geração que é a primeira nativa digital, que já nasceu na era da internet e não vive sem tecnologia, mas são várias as estatísticas a apontar nesta direção. Consultoras como a Accenture e a EY têm procurado analisar as ambições de carreira dos profissionais que estão agora a chegar às suas equipas. Das suas análises conclui-se que esta é uma geração que atribui grande relevância ao potencial de valorização e progressão que tem na empresa. Se a empresa apostar neles, a relação será duradoura porque preferem vínculos estáveis a rotações aceleradas na carreira. Os dados compilados pela plataforma de recrutamento Glassdoor apontam na mesma direção e ajudam a traçar o perfil desta geração e o seu posicionamento na carreira (ver caixa). E há aspetos curiosos como o facto de passarem mais de dez horas por dia online, mas não dispensarem o contacto humano em contextos profissionais.

 

Mas o que justifica esta mudança de paradigma? Para os especialistas ouvidos pelo Expresso a justificação é simples. Enquanto os millennials cresceram em tempos de prosperidade e oportunidades, “os Z são a geração que cresceu durante a recessão global, que viu os pais perderem o emprego, que viveu momentos de grande instabilidade e insegurança. Por isso, valorizam muito a estabilidade profissional e a segurança financeira”, explica Paula Baptista, diretora-geral da consultora de recrutamento Hays.

 

Profissionais mais leais?

A especialista reconhece que ainda é cedo para traçar cenários mais realistas sobre esta matéria, mas admite que “a nova geração de profissionais que agora está a entrar no mercado, pode marcar um regresso à lógica de emprego para a vida”. Paula Baptista chama contudo a atenção para o facto de estas relações de longo prazo com as empresas não poderem ser entendidas como um sinal de conformismo ou acomodação por parte desta geração. “Enquanto com os millennials a perspetiva era para que mudassem 15 vezes de emprego ao longo da vida, os Z mudarão no máximo cinco, mas a sua relação de longo prazo com a empresa não significa ficar a vida toda na mesma função, nem estagnar profissionalmente”, explica.

 

Pedro Borges Caroço, diretor executivo (executive manager) da Michael Page, corrobora acrescentando que para reter esta geração e aproveitar o seu potencial as empresas terão, mais do que nunca, de definir políticas de desenvolvimento muito atrativas, com grande foco na progressão e na formação permanente. E se é verdade que esta mudança de paradigma coloca as empresas perante a necessidade de redefinir as suas políticas de gestão e de compatibilizar diferentes gerações, com diferentes aspirações de carreira dentro da organização, não é menos verdade que num contexto de escassez de talento ter uma geração de profissionais disponível para assumir compromissos profissionais duradouros, é oportunidade que nenhuma empresa quererá desperdiçar. Até porque, defende o especialista da Michael Page, “era incomportável para as empresas que a próxima geração de profissionais tivesse o mesmo nível de inconstância que os millennials”. Pedro Borges Caroço recorda que nos últimos anos as empresas fizeram grandes esforços para se adaptar a uma geração muito inconstante, com grande necessidade de mudança e flexibilidade que, “em muitos casos não perdura nos projetos tempo suficiente para saber se teria mais a aprender ou não”. O especialista da Hays defende que, a confirmar-se esta mudança de paradigma, “as empresas ganharão muito em matéria de estabilidade das suas políticas de gestão”.

 

Fonte: Cátia Mateus in Expresso

Ter emprego não garante condições de vida dignas, conclui relatório preocupante

13 de fevereiro 2019

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) considera que ter emprego não é garantia de ter condições de vida dignas, pois em 2018 a maioria dos 3.300 milhões de empregados no mundo não tinha bem estar material nem segurança económica

Segundo um relatório que a OIT apresenta esta quarta-feira em Genebra, esta situação decorre do facto de muitos trabalhadores terem de aceitar postos de trabalho que não correspondem ao padrão de trabalho digno, muitos deles precários, mal remunerados e sem proteção social ou direitos laborais.

 

A OIT refere ainda, como indício de má qualidade de muitos empregos, que em 2018 cerca de um quarto dos trabalhadores viviam em situação de pobreza extrema ou moderada.

 

No relatório, a OIT considera que "o progresso na redução do desemprego a nível mundial não se refletiu na melhoria da qualidade do emprego", o que torna irrealista a meta de trabalho digno para todas as pessoas, enquanto base do desenvolvimento sustentável.

 

O documento salienta ainda a falta de progresso quanto às diferenças entre mulheres e homens no acesso ao emprego. A nível mundial, apenas 48% das mulheres fazem parte da população ativa em comparação com 75% dos homens. As mulheres também estão em maioria na situação de subemprego. Para a OIT, esta diferença percentual é alarmante e, por isso, defendeu a necessidade de medidas políticas para a reduzir.

 

Continua a ser uma preocupação para a OIT que um em cada cinco jovens com menos de 25 anos não trabalhe, não estude, nem esteja em formação, comprometendo as suas perspetivas futuras de emprego.

 

O relatório salienta, no entanto, alguns sinais positivos no mercado laboral, prevendo que o desemprego continue a diminuir em muitos países, se se evitar uma desaceleração significativa da economia.

 

Reconheceu também que se registou uma grande diminuição da pobreza no trabalho nos últimos 30 anos, especialmente em países de rendimento médio e um aumento no número de pessoas com formação escolar e/ou profissional.

 

Cem anos após a sua fundação, a OIT reafirma neste relatório, sobre as "Perspetivas Sociais e do Emprego no Mundo", a sua intenção de ajudar a solucionar os problemas detetados e de promover um debate fundamentado sobre as recomendações da Comissão Mundial sobre o Futuro do Trabalho.

 

 

Fonte:Lusa e Visão

Criação de emprego não consegue travar subida de 14,1% do desemprego entre os licenciados

7 de fevereiro 2019

O ano de 2018 chegou ao fim com sinais contraditórios quanto à evolução do mercado de trabalho. Em contraciclo com a redução generalizada do número de pessoas desempregadas, o desemprego entre os licenciados aumentou 14,1% face último trimestre de 2017. Apesar deste resultado, o último trimestre do ano passado também ficou marcado por um crescimento expressivo do emprego e da população activa com qualificação superior que, por enquanto, ainda não consegue ser totalmente absorvida pelas empresas.

 

João Cerejeira, economista e professor na Universidade do Minho, e Francisco Madelino, antigo presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional, avançam com algumas explicações para esta aparente contradição. Por um lado, o abrandamento da emigração e a entrada de mais de 100 mil licenciados na população activa.

 

De acordo com os números divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, a taxa de desemprego estabilizou em 6,7% no quarto trimestre de 2018 e a população desempregada recuou perto de 73 mil pessoas face ao período homólogo (para 462.800 pessoas). Nesse período, a redução do desemprego foi transversal a todos os grupos da população, excepto entre os licenciados onde se verificou um aumento de 14,1%, correspondente a mais 11 mil pessoas (totalizando 89 mil licenciados desempregados).

 

Ao mesmo tempo, o número de pessoas qualificadas a entrar na população activa teve um incremento de 101.300 e, destas, 90.300 conseguiram lugar no mercado de trabalho.

 

Este crescimento da população activa, adianta Cerejeira, “pode ser o resultado de um abrandamento da emigração de licenciados, que ficam em Portugal como desempregados”. “O abrandamento da economia britânica, associada ao 'Brexit', pode estar por detrás disto”, afirma, acrescentando que outra possível explicação prende-se com os imigrantes com elevado nível de qualificação que nos últimos tempos têm chegado a Portugal, nomeadamente os vindos do Brasil.

 

O economista rejeita que o aumento do desemprego entre as pessoas com ensino superior seja o resultado da incapacidade da economia criar emprego qualificado. Essa ideia, nota Cerejeira, não tem tradução nos números agora divulgados, uma vez que “o crescimento do emprego é maior quanto maior o nível de escolaridade”. Olhando para a evolução homóloga, o emprego para trabalhadores com o ensino básico recuou 3,7% e cresceu 5,5% no ensino secundário e 7,2% nas qualificações superiores.

 

“Apesar de tudo, houve um crescimento expressivo quer do emprego quer da população activa com formação superior”, destaca o economista.

 

Também Francisco Madelino rejeita que haja aqui um problema estrutural, até porque, lembra, “a população activa é cada vez mais constituída por licenciados” e o emprego neste segmento está a crescer acima da média. O também economista acredita que estes números são já uma consequência do “Brexit” e da emergência de nacionalismos na Europa, o que cria um ambiente “menos favorável” à saída de pessoas qualificadas para o estrangeiro. Resultado, o contingente da população activa aumenta e é preciso dar tempo para que as pessoas encontrem lugar num mercado de trabalho que também dá sinais de estar a atingir o seu limite.

 

Emprego cresce, mas a um ritmo mais lento

Com a economia portuguesa a dar, tal como o resto da Europa, sinais de abrandamento nos últimos meses, o número de empregos diminuiu no quarto trimestre 0,4% face ao trimestre anterior, mas ainda assim cresceu em termos homólogos, embora o INE alerte que este indicador está em desaceleração desde o arranque de 2018.

 

Depois de ter registado um crescimento homólogo de 3,5% no final de 2017, a evolução do emprego registou um abrandamento ao longo de 2018. No primeiro trimestre o crescimento face ao período homólogo foi de 3,2%; no segundo trimestre foi de 2,4%, tendo baixado para 2,1% no terceiro trimestre e atingindo uma taxa de crescimento homóloga de 1,6% no final do ano.

 

Numa análise mais fina do comportamento do emprego é possível perceber que a subida homóloga da população empregada ficou a dever-se ao aumento do emprego nos homens e nas mulheres, nas pessoas com 45 a 64 anos, que completaram o ensino superior e empregadas no sector dos serviços. Em termos percentuais, é de destacar o aumento de 13,7% da população empregada com 65 e mais anos, enquanto nas faixas dos 25 aos 44 anos houve um recuo.

 

A maioria da população que trabalha por conta de outrem tem contrato sem termo, um vínculo que teve um acréscimo homólogo de 1,5%. Os contratos a termo, recuaram 1,1% para 733.900 pessoas, mas em contrapartida os outros tipos de contrato - onde estão incluídos os trabalhadores a recibo verde - aumentaram 6,1% para 155.100 pessoas.

 

Fonte: Raquel Martins in Público

A era da descida rápida do desemprego já chegou ao seu fim?

7 de fevereiro 2019

São já três, os trimestres consecutivos em que a taxa de desemprego nem sobe, nem desce, dando força à possibilidade de, ao fim de cinco anos de fortes melhorias no mercado de trabalho, se estar agora a chegar ao limite daquilo que a economia portuguesa, com a sua actual estrutura, pode fazer para reduzir ainda mais o desemprego.

A taxa de desemprego de 6,7% anunciada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quarta-feira para o quarto trimestre do ano passado foi exactamente a mesma que já se tinha verificado no segundo e terceiro trimestres de 2018. Antes disso tinha-se assistido a um período, iniciado no primeiro trimestre de 2013, em que este indicador caiu, de forma quase ininterrupta, do máximo de 17,5% até aos 6,7% actuais. O número de desempregados caiu 62,3% ou 577 mil pessoas.

Agora, a dúvida está criada: vamos voltar à tendência de descida forte do desemprego a que se assistiu entre 2013 e 2018, ou os últimos três trimestres são o início de um período de estagnação? O Governo, e diversas outras entidades, prevêem que o desemprego continue a descer nos próximos anos, a um ritmo mais moderado e a verdade é que há alguns motivos para pensar que será mais difícil nos próximos trimestres voltar a uma tendência de descida da taxa de desemprego tão acentuada.

Um desses motivos está na chamada taxa natural de desemprego. Este indicador é calculado com o objectivo de medir qual a taxa de desemprego que, numa determinada economia, não gera pressões inflacionistas, assumindo-se que, a cada momento, é normal esperar-se que a taxa de desemprego real possa caminhar para esse ponto de equilíbrio. No caso português, os cálculos feitos por diversas instituições, como o Banco de Portugal ou a Comissão Europeia, apontam para que a taxa de desemprego portuguesa já esteja neste momento abaixo do seu nível natural, algo que não aconteceu até 2017.

Embora seja necessário ter cuidado em retirar conclusões definitivas de um indicador que se baseia no PIB potencial e que pode ter várias metodologias de cálculo, a passagem da taxa de desemprego real para um nível abaixo da taxa de desemprego natural pode indiciar o surgimento de condições menos favoráveis à criação de emprego no país.

Outra razão para esperar uma continuação deste período de estabilização no mercado de trabalho está no abrandamento que se espera para a economia. A zona euro está a crescer menos e Portugal dificilmente evitará este efeito de contágio. Os números do crescimento do PIB no quarto trimestre apenas serão tornados públicos pelo INE na próxima semana, mas o abrandamento do crescimento homólogo do emprego agora revelado – variação de 1,6% no quarto trimestre contra 2,1% no terceiro trimestre – pode também ser uma consequência de uma tendência de abrandamento semelhante na actividade económica. Entre o início de 2017 e o primeiro trimestre de 2018, o emprego cresceu mais rapidamente do que a economia, mas a partir daí registaram taxas de variações homólogas exactamente iguais.

Neste cenário de expectativas mais fracas ao nível da redução do desemprego – que está a mínimos desde 2004, mas que ainda fica longe dos mínimos históricos perto de 4% - fica a esperança de que se passe a assistir agora a actualizações mais generosas dos salários. 

O que a ciência económica antecipa é que, quando a taxa de desemprego atinge patamares mais baixos, se regista uma pressão crescente para uma maior subida dos salários, à medida que os trabalhadores ficam com uma maior capacidade de reinvidicação junto das empresas e do Estado.

 

Salários sobem 3,7%, o valor mais alto desde 2012

Os dados revelados pelo INE esta quarta-feira parecem apontar para a ocorrência de um fenómeno desse tipo, já que os portugueses a trabalhar por conta de outrem viram, em média, o seu rendimento líquido a subir 3,7% durante o ano passado, o valor mais alto desde pelo menos 2012.

De acordo com a informação obtida através do inquérito ao emprego do quarto trimestre de 2018, o rendimento médio líquido da população empregada por conta de outrem foi, no decorrer de 2018, de 888 por mês. Face a 2017, este indicador registou uma subida de 32 euros, ou 3,7%. Em 2017, a subida tinha sido de 2% e em 2016 de 1,3%.

Esta aceleração dos salários líquidos já vinha sendo evidente nos dados publicados pelo INE trimestralmente. A variação do rendimento médio líquido tinha sido, em comparação com os períodos homólogos do ano anterior, de 3,5% no primeiro trimestre de 2018, 4,2% no segundo e de 3,5% no terceiro. Nos três últimos meses do ano passado, de acordo com a informação agora publicada, a variação foi de 3,6%. 

Para esta aceleração podem contribuir vários factores. Uma delas é o desempenho mais forte da economia, com redução da taxa de desemprego, que pode estar a contribuir para que se assista no mercado de trabalho a uma subida de salários, até aqui bastante modesta. Isso começou a ser particularmente evidente ao nível da negociação colectiva em alguns sectores e teve um efeito de base extremamente importante relacionado com a subida do salário mínimo nacional.

Para além disso, em 2018, as mudanças realizadas ao nível do IRS pelo Governo, com mudanças nos escalões, reflectiram-se no rendimento líquido recebido pelos portugueses, por via da adaptação parcial das taxas de retenção.

Por fim, as mudanças operadas ao nível da função pública, como o início do processo de descongelamento das progressões, também constituem um contributo para a aceleração do ritmo de crescimento dos rendimentos.

Fonte:Sérgio Aníbal in Público

Segurança Social lança alerta sobre novas regras dos recibos verdes

22 de janeiro 2019

Registo na Segurança Social Directa é essencial para entregar a declaração até 31 de Janeiro. Trabalhadores por conta de outrem que também passem recibos verdes têm novas obrigações se receberem mais de 1743 euros de trabalho independente

Nos últimos dias, a Segurança Social tem enviado emails e SMS aos trabalhadores independentes a alertá-los de que tem de ser registar na Segurança Social Directa, para poderem entregarem a sua declaração trimestral de rendimentos. A mensagem tem como objectivo evitar que falhem o prazo de 31 de Janeiro previsto no novo regime, mas está a gerar dúvidas junto dos trabalhadores por conta de outrem que também passam recibos verdes.

O novo regime contributivo dos recibos verdes aplica-se desde o início de Janeiro e traz novas obrigações, em particular para os trabalhadores por conta de outrem que também passam recibos verdes. Na prática, os trabalhadores nesta situação e que tiveram um rendimento relevante de recibos verdes acima de 1743 euros mensais (quatro vezes o IAS - Indexante de Apoios Sociais) no trimestre anterior terão de entregar a declaração trimestral e deixam de estar isentos de contribuições para a Segurança Social.

É o caso, por exemplo, de uma pessoa que tem um trabalho fixo e que no último trimestre de 2018 passou recibos verdes de 8000 euros (a que corresponde a um rendimento relevante de 5600 euros). Como o rendimento médio mensal é de 1866,67 euros mensais (acima dos quatro IAS), terá de pagar contribuições, mas a taxa só incidirá sobre 123,63 euros (a diferença entre os 1866,67 euros e os 1743 euros).

Já um trabalhador por conta de outrem que passe, no trimestre, um total de 5000 euros de recibos verdes não terá de apresentar declaração porque o rendimento relevante médio mensal é de 1166 euros (inferior aos 1743 euros).

Fonte: Raquel Martins in Público

11% dos jovens trabalhadores portugueses em risco de pobreza Portugal

22 de janeiro 2019

Em Portugal, 11% dos jovens que trabalham estava em risco de pobreza em 2017. Neste indicador, os jovens portugueses estão em linha com a média dos 28 Estados-membros (11%), mas ficam abaixo da média da Zona Euro (11,9%), segundo os dados do Eurostat divulgados esta terça-feira, 22 de janeiro. Um indivíduo é identificado como estando em risco de pobreza se o rendimento disponível - depois de ter em conta os apoios sociais - é menos do que 60% da média do rendimento no país.

Essa proporção caiu um ponto percentual em Portugal, passando de 12% em 2016 para 11% em 2017. Contudo, Portugal ainda está longe da proporção de 8,2% que registava em 2010, antes da crise. No caso da média da União Europeia, a queda foi de 1,1 pontos percentuais de 12,1% para 11%. O melhor desempenho é da República Checa onde apenas 1,5% dos jovens trabalhadores está em risco de pobreza, seguida da Eslováquia (3,8%) e da Finlândia (4,2%). Por outro lado, na Roménia quase um terço (28,2%) dos jovens trabalhadores está em risco de pobreza, seguido do Luxemburgo com 20% e a Dinamarca com 19,1%. Desde 2014 que a percentagem de jovens trabalhadores em risco de pobreza na União Europeia tem vindo a cair gradualmente, depois de ter atingido 12,9% no pico da crise. Na Zona Euro a tendência é semelhante.

O risco de pobreza dos jovens trabalhadores é superior ao risco de pobreza de todos os trabalhadores. Na União Europeia essa proporção era de 9,4% enquanto em Portugal era de 10,8%.

Fonte: in Correio da Manhã

“Trabalhadores precisam de maior soberania sobre o seu tempo”, diz OIT

22 de janeiro 2019

Organização Internacional do Trabalho recomenda medidas de regulação que estabeleçam um número mínimo de horas garantidas e previsíveis para os indivíduos que exercem funções através do teletrabalho 

O número de trabalhadores que trabalha horas excessivas é elevado, o que tem impacto na sua vida pessoal e no desempenho profissional. A conclusão faz parte do relatório “Work for a brighter future” publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) esta terça-feira.

“São demasiados os trabalhadores que continuam a trabalhar horas excessivas, o que lhes deixa pouco tempo livre”, refere a OIT. “Muitos trabalhadores têm que cumprir com uma longa jornada de trabalho porque a família é pobre ou porque correm o risco de cair na pobreza se reduzirem as horas de trabalho”, acrescenta.

A organização de Genebra salienta, contudo, que por outro lado existe um segmento que não têm trabalho suficiente. “Cerca de um em cada cinco trabalhadores em todo o mundo que trabalha poucas horas assinala que gostaria de trabalhar mais horas”, diz, explicando que para muitos destes trabalhadores as horas de trabalho “podem variar muito e ser imprescindíveis, sem um número garantido de horas semanais de trabalho remunerado, e com pouco ou nenhum direito a escolher quando trabalham”.

“Os trabalhadores precisam de maior soberania sobre o seu tempo. A capacidade de ter mais opções e de exercer um maior controlo sobre as horas de trabalho irá melhorar a sua saúde e bem estar, assim como o desempenho pessoal e profissional”, assinala a OIT.

Exorta ainda os governos, empregadores e trabalhadores a desenvolver acordos sobre a organização do tempo de trabalho que permita aos trabalhadores escolher os horários de trabalho, sujeitos às necessidades que tenha a empresa de uma maior flexibilidade e recomenda ainda que se adotem medidas de regulação apropriadas que estabeleçam um número mínimos de horas garantidas e previsíveis para os indivíduos que exercem funções através do teletrabalho.

Fonte: Ânia Ataíde in Jornal de Negócios

Ainda há espaço para descidas da taxa de desemprego? Sim, mas pouco

21 de janeiro 2019

Economistas ouvidos pelo Expresso apontam para uma estabilização da taxa de desemprego entre os 6% e os 6,5%

São cada vez mais os sinais de que a festa está a acabar na descida do desemprego em Portugal. Depois de quedas a pique nos últimos anos, que levaram a taxa de desemprego a recuar de uns inéditos 17,5%, no auge da crise (no início de 2013), para 6,7%, no terceiro trimestre de 2018, a tendência é agora de estabilização. É nesse sentido que apontam os economistas ouvidos pelo Expresso, depois de vários indicadores terem vindo a lançar o alerta. 

É o caso dos dados mensais do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Os números relativos a dezembro de 2018, divulgados esta segunda-feira, revelam que o número de desempregados inscritos nos centros de emprego — o chamado desemprego registado — voltou a aumentar face ao mês anterior (evolução em cadeia). É certo que em termos homólogos, isto é, em relação ao mesmo período de 2017, ainda se verificou uma queda acentuada, de 16%, para 339.035 pessoas. Mas, na evolução em cadeia o desemprego registado tem vindo a subir consecutivamente desde agosto de 2018, com outubro como única exceção a esta tendência de agravamento.

Fonte: Sónia M. Lourenço in Expresso

Número de desempregados inscritos caiu 16% face a 2017

21 de janeiro 2019

Dados relativos a Dezembro mostram uma queda expressiva face ao período homólogo. IEFP contabiliza 339.035 pessoas inscritas.

 

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu 16% em Dezembro de 2018, face ao período homólogo de 2017. Na variação em cadeia, os 339.035 inscritos representam um aumento de 1,2% face a Novembro de 2018.

Segundo os dados revelados nesta segunda-feira pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), em Dezembro de 2017 havia mais 64.736 desempregados do que em Dezembro de 2018. Para esta queda em termos homólogos, "contribuíram todos os grupos, com destaque para os homens, os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos, os inscritos há um ano ou mais, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o 1.º ciclo básico", lê-se no documento divulgado pelo IEFP.

No último mês de 2018, o IEFP registou 40.791 inscrições de desempregados, sensivelmente o mesmo do de 2017, mas significativamente menos (-13.015, ou menos 24,2%) do que as novas inscrições no mês precedente.

Entre o universo de desempregados inscritos, os grupos profissionais mais representativos são os trabalhadores não qualificados (25,8% do total), seguidos dos trabalhadores dos serviços pessoais, protecção, segurança e vendedores (19,8%), do pessoal administrativo (11,5%) e trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices, que são 11,4% dos 339 mil desempregados actualmente registados.

Por regiões, o desemprego registado diminuiu em todo o território nacional, diz o IEFP, com ênfase para as regiões Norte (-19%) e Lisboa e Vale do Tejo (-16,3%).

Em termos demográficos, 55,7% dos desempregados contabilizados são mulheres, os jovens com menos de 25 anos são 10,3% dos desempregados e a maioria (56,1%) está inscrita há um ano ou menos. Os que procuram o primeiro emprego são 9,6% e há 13,5% de desempregados com formação superior. Nesta matéria dos licenciados com formação superior, estamos a falar de 45 mil pessoas, com uma grande diferença em termos de género: um terço são homens; dois terços são mulheres.

Fonte: in Público

“Robôs” eliminam 1,1 milhões de empregos em Portugal até 2030, avisa estudo da CIP

17 de janeiro 2019

 

Estudo da CIP e da McKinsey sobre o futuro do trabalho diz que, em compensação, até 2030, serão criados entre 600 mil e os mesmos 1,1 milhões de novos empregos.

Metade do tempo de trabalho em Portugal poderia ser feito por tecnologias de automatização que já existem, defende um estudo sobre o futuro do trabalho em Portugal feito pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP) em parceria com o McKinsey Global Institute e a Nova SBE. O estudo antecipa um cenário em que, neste contexto, a massificação dos “robôs” (em rigor, tecnologias como as da robótica e da inteligência artificial, entre outras) poderá levar à eliminação de 1,1 milhões de empregos em Portugal — e, em compensação, serão criados entre 600 mil e (os mesmos) 1,1 milhões de novos empregos, no melhor cenário. A investigação conclui, também, que 1,8 milhões de trabalhadores irão necessitar de melhorar as suas competências ou mudar de emprego nos próximos 11 anos.

Este prognóstico “coloca desafios significativos que exigirão um papel ativo tanto pelo governo e setor privado no processo de reconversão da força de trabalho”, defendem os autores do estudo, que salientam que a economia portuguesa tem um “relativamente alto potencial de automação”, por se caracterizar por um peso relativamente alto da indústria transformadora e tarefas repetitivas em diversos setores.

“Cerca de 50% do tempo despendido nas atuais atividades laborais poderia ser automatizado com as tecnologias atualmente existentes, o que representa um elevado potencial de automação, quando comparado com outros países”, comenta o estudo apresentado esta quinta-feira em Lisboa, no Museu da Eletricidade.

 

Essa percentagem, contudo, tende a aumentar nos próximos anos. Em 2030, diz o estudo, a mesma proporção já terá subido para 67%. “No cenário de cerca de 26% (do potencial total de 67%) do tempo de trabalho ser automatizado, a adoção da automação poderá levar à perda do equivalente a 1,1 milhões de postos de trabalho até 2030, com maior incidência nos sectores da indústria transformadora e do comércio”, refere o estudo.

“Não basta formação de jovens, é preciso formação de adultos”

Em declarações ao Observador, o presidente da CIP, António Saraiva, comentou que a política se “preocupa com a formação de jovens e com a criação de oportunidades para os mais jovens, mas a inovação tecnológica obriga-nos a refletir sobre a necessidade de formar adultos para que estes consigam manter-se atualizados perante a transformação dos postos de trabalho”.

É frequentemente dito que algo como 50% das crianças que hoje estão a entrar nos infantários vão ter profissões que ainda nem sequer existem, mas “é preciso atuar já para que a economia e as empresas que a formam definam como prioridade a formação dos seus quadros atuais”, sobretudo com os desafios demográficos que estão no horizonte de Portugal e de muitos outros países. “Há hoje muitas profissões que são repetitivas — desde o portageiro ao trabalhador da linha de montagem, mas também trabalhos burocráticos — que serão rapidamente substituídas por meios tecnológicos”, salienta António Saraiva, alertando para o impacto irreversível sobre o mercado de trabalho.

O pior cenário “pode ser evitado se existirem políticas públicas e privadas no sentido de minorar este problema, com uma aposta na formação profissional designadamente tirando partido de fundos comunitários, que devem ser usados para a formação de adultos”. Uma das medidas concretas que a CIP tem proposto é que as empresas possam reservar uma parte do pagamento das contribuições para a Segurança Social, pagas por cada trabalhador, e possam utilizar esses valores no investimento na formação profissional dos seus quadros.

O estudo, que analisou cerca de 800 atividades profissionais e cerca de duas mil tarefas desempenhadas em diversos setores, não pretende ser alarmista mas, sim, alertar para a resposta que é preciso dar — “porque não podemos admitir que 1,8 milhões de pessoas fiquem sem emprego”, explicou António Saraiva.

Fonte: Edgar Caetano in Observador

 

Três em cada quatro emigrantes qualificados podem voltar a Portugal

4 de janeiro 2019

Cerca de 78% dos emigrantes portugueses qualificados admitem voltar a Portugal. Outros dizem que os próximos dois anos podem mesmo ser de regresso ao país.

Três em cada quatro emigrantes qualificados admitem regressar a Portugal, o que se traduz num valor de cerca de 78% daqueles que decidiram deixar o país no passado em busca de uma maior qualidade de vida. Destes 78%, 43% afirmam que podem fazê-lo nos próximos anos, segundo noticia a Renascença.

Este é o resultado do Guia do Mercado Laboral, avançado por uma consultora na área do emprego e do recrutamento especializado. De acordo com o inquérito, 84% dos portugueses que saíram do país no tempo da crise não se arrependem de o ter feito, mas a estabilização da economia nacional pode estar a atrair de volta aqueles que emigraram nessa altura e poderá estar também a fixar os mais qualificados.

O facto de as empresas começarem a pagar melhor e a promover os que se destacam nas respetivas áreas é algo que pode estar igualmente a abrandar a emigração portuguesa. Entre o período mais crítico da crise — no qual a taxa de desemprego ultrapassou os 16% — e 2018, a percentagem de trabalhadores dispostos a emigrar caiu de 80% para 37%.

O que o inquérito não conseguiu, porém, apurar foi o facto de este poder ser ou não o resultado daquilo que foi prometido pelo Governo em termos de benefícios fiscais, no início da legislatura. Ainda assim, 87% dos mais de 3 mil emigrantes inquiridos dizem que uma eventual redução do IRS como benefício fiscal terá pouca ou mesmo nenhuma influência na decisão de regressar.

 

Fonte:  in Observador

Retoma do emprego, mas não dos salários

3 de janeiro 2019

A expressão “recuperação sem emprego” (“jobless recovery”) foi cunhada na década de 1990 para caracterizar a economia norte-americana, que após a recessão de 1990-91 regressou ao crescimento económico sem que o desemprego diminuísse. Algumas das explicações então aventadas para este fenómeno incluíam a deslocalização de partes do processo produtivo para outras partes do globo e os aumentos da produtividade associados às novas tecnologias de automação e informação: ambos os processos tenderiam a aumentar o produto por trabalhador empregado, quebrando a ligação entre as dinâmicas do produto e do emprego.

Hoje em dia, no contexto da recuperação após a Grande Recessão e as diversas ondas de choque que a têm caracterizado, o problema central da recuperação económica nas economias avançadas é de uma natureza diferente. Tanto na Europa como nos Estados Unidos, a taxa de desemprego caiu fortemente nos últimos anos, encontrando-se actualmente em níveis bastante reduzidos face aos padrões das últimas décadas: 6,8% na União Europeia, 3,7% nos Estados Unidos. Em contrapartida, a evolução dos salários não tem acompanhado a dinâmica de crescimento do produto, e em muitos casos tem até sido negativa. Em vez de uma “jobless recovery”, temos assim o que tem sido apelidado de “wageless recovery”: uma retoma sem crescimento salarial.

O Global Wage Report de 2018/19, publicado recentemente pela Organização Internacional do Trabalho, avança alguns números ilustrativos: entre as economias do G20 (as mais avançadas), por exemplo, o crescimento dos salários foi de apenas 0,9% em 2016 e 0,4% em 2017, apesar da taxa de crescimento do produto nesses anos ter sido consideravelmente mais robusta. O problema é especialmente intenso na Europa, que registou um crescimento real dos salários praticamente nulo em 2017, mas também se faz sentir nos Estados Unidos, onde o crescimento real dos salários foi apenas cerca de 0,7% tanto em 2016 como em 2017.

A recuperação da economia portuguesa nos últimos anos padece do mesmo problema: a criação de emprego e redução do desemprego têm sido verdadeiramente notáveis, mas contrastam fortemente com a estagnação salarial. Por exemplo, a remuneração de base média mensal (valor ilíquido, antes de quaisquer descontos) em Portugal passou de 963 Euros em Abril de 2013 para 973 Euros em Outubro de 2017, o que corresponde a uma contracção em termos reais. Da mesma forma, o ganho médio mensal ilíquido (também antes de quaisquer descontos, mas incluindo horas extra, prémios e outros suplementos) mal se alterou em termos reais, passando, no mesmo período, de 1.125 Euros para 1.151 Euros.

 

Saiba mais aqui:

Fonte: Alexandre Abreu in Expresso

Os robôs estão a roubar os nossos empregos? Banco Mundial diz que o impacto é “insignificante”

3 de janeiro 2019

A revisão deixada pela humanoide Sophia no palco principal do Web Summit, em 2017, ainda não se está a concretizar, garante o Banco Mundial. “O medo de que os robôs vão eliminar os empregos não é apoiado pelas provas dadas até agora”, assegura o economista chefe Pinelopi Koujianou Goldberg, citado pela Bloomberg.

Segundo Goldberg, até ao momento, a automação e a robotização têm tido um impacto insignificante a nível global. Por exemplo, o declínio dos empregos industriais registado, nas últimas duas décadas, nas economias avançadas foi mais do que compensado pelo seu reforço desse tipo de trabalho no mercado asiático.

Além disso, de acordo com os estudos feitos pelo Banco Mundial, não estará em causa a extinção do trabalho humano, mas a mudança da sua natureza, com especial foco na substituição de tarefas repetitivas por processos criativos.

Tal conclusão já tinha sido apontada ao ECO pelos analistas da Deloitte e da PwC. “Os nossos estudos prevêem que mais de 40% dos empregos não existirão daqui uma década, mas isto não implica uma redução dos postos de trabalho”, tinha salientado Sérgio do Monte Lee, partner da Deloitte Portugal. “O grande desafio é reconverter carreiras”, tinha acrescentado Bethy Larsen, partner da PwC, frisando a necessidade de apostar em competências mais viradas para estas novas oportunidades.

Por sua vez, o economista chefe do Banco Mundial sublinha: “Esta é a quarta revolução industrial. Já acontecerem três e, em cada uma delas, conseguimos sobreviver. Portanto, não está em causa a eliminação total do trabalho humano pelas máquinas”.

Ainda assim, o número de empregos industriais registou efetivamente uma diminuição, caindo mais de 10% em países como o Reino Unido, Espanha e Singapura, onde os trabalhadores trocaram as fábricas pelos serviços.

A propósito, segundo já tinha adiantado a PwC ao ECO, este “assalto” aos trabalhos humanos protagonizado por robôs será menor em Portugal do que nos demais países europeus exatamente à boleia da forte relevância do setor dos serviços no mercado nacional.

Tudo somado, o Banco Mundial conclui que cabe aos Governos facilitarem essa transição, nomeadamente através do reforço da proteção social. Em cima da mesa, também pode estar a atribuição de um Rendimento Básico Incondicional, uma prestação fixa atribuída a todos os cidadãos, independentemente da sua situação laboral e financeira, que já foi experimentada pela Finlândia.

Fonte:Isabel Patrício in Eco

DouroAzul promove ação de recrutamento. Há 100 vagas

2 de janeiro 2019

Esta será a terceira edição da iniciativa. Os interessados devem inscrever-se até dia 6 de janeiro. A seguir DouroAzul tem 100 vagas.

A DouroAzul, empresa de cruzeiros fluviais, vai realizar um open day nos próximos dias 11 e 13 de janeiro, destinado a candidatos a trabalhar nos seus navios-hotel. Estão disponíveis 100 vagas para a época de cruzeiros de 2019

A empresa exige candidatos com formação nas áreas de turismo, hotelaria e restauração, mas sobretudo pessoas com vontade de aprender e desenvolver uma carreira num ambiente internacional, apoiados por profissionais qualificados e reconhecidos no mercado” afirma Carlos De Freitas, diretor de operações da DouroAzul, citado em comunicado. Os interessados devem apenas inscrever-se, até dia 6, através da plataforma de recrutamento da empresa, uma vez que a iniciativa está sujeita a um número limitado de participantes. Sara Azevedo, diretora de Recursos Humanos da DouroAzul, acrescenta: “Este é o terceiro ano em que realizamos este evento de Open Day que tem sido um sucesso em termos de recrutamento. A melhor forma de explicar o que é trabalhar num navio-hotel de uma empresa líder é trazer os candidatos a conhecer esses espaços e, dessa forma, esclarecer todas as eventuais dúvidas que possam existir”. Este ano, vão estar em operação 10 navios-hotel da DouroAzul no percurso do rio Douro entre o Porto e Barca D’Alva, aos quais se juntarão, a partir de março, duas novas embarcações, com 65 cabines duplas, que estão em construção nos estaleiros de Viana do Castelo. A DouroAzul, que é detentora de navios-hotel, barcos rabelo, um comboio turístico, autocarros panorâmicos, autocarros turísticos e iates, dedica-se ao turismo.

Fonte:Ana Rita Rebelo in Dinheiro Vivo

Portugal está no pelotão da frente no investimento de impacto social

29 de dezembro de 2018

Portugal está a ser olhado lá fora como um caso de sucesso no que diz respeito à sua estratégia para desenvolver um mercado de investimento de impacto social. Quem o diz é Filipe Almeida, presidente da Portugal Inovação Social (PIS), iniciativa pública tutelada pela ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, que mobilizou €150 milhões em fundos da União Europeia para investir em projetos inovadores de empreendedorismo e de inovação social.

“Estive há cerca de dois meses no Canadá, a convite do Governo do país, para dar conta do trabalho que estamos a fazer em Portugal nesta área”, conta o presidente da PIS em entrevista ao Expresso. Com ele viajou o presidente do fundo britânico Big Society Capital, o instrumento financeiro para a inovação social mais experiente e antigo da Europa. “O Canadá pondera criar instrumentos semelhantes aos que existem em Portugal e no Reino Unido. Depois do nosso encontro, já criou um fundo de 755 milhões de dólares para capacitar organizações, à semelhança daquele que temos em Portugal.”

O nosso país é um dos primeiros do mundo, depois do Reino Unido, a criar um Fundo para a Inovação Social, que deverá iniciar operações já ao raiar do novo ano. Pioneira na Europa, a PIS foi a primeira a utilizar verbas da União Europeia para investir em projetos de inovação social — ou seja, projetos diferenciados em relação às respostas convencionais que existem para responder a problemas sociais e que geram um impacto positivo em grupos vulneráveis ou na qualidade de vida.

 

Filipe Almeida destaca que a iniciativa pública portuguesa “trouxe uma dinâmica completamente nova, porque é um elemento agregador de todos os atores da área: sector público, privado e sociedade civil”. O objetivo é estimular o aparecimento de um mercado de investimento social em Portugal, aproximando a procura (organizações sociais) da oferta (investidores) através de quatro instrumentos de financiamento que acompanham o ciclo de vida dos projetos de inovação social: Capacitação para o Investimento Social, Parcerias para o Impacto, Títulos de Impacto Social e Fundo para a Inovação Social (ver caixa ao lado). “É um modelo vencedor que está a ser reconhecido por outros países dentro e fora da Europa — como Espanha, França e países do Leste —, com alguns deles já a reproduzir o que estamos a fazer cá.”

LISBOA NA MIRA

Um dos instrumentos mais inovadores que está sob o chapéu da Portugal Inovação Social são os Títulos de Impacto Social (TIS), que apoiam soluções disruptivas e alinhadas com prioridades de política pública, numa parceria entre sectores público e privado. “São uma espécie de PPP ao contrário, com o risco a ser transferido para o investidor privado”, sublinha Filipe Almeida, acrescentando que os projetos têm de ter resultados sociais mensuráveis. Se estes forem alcançados, o investidor é reembolsado. Em Portugal, no entanto, como a fonte de financiamento são fundos europeus, não é possível reembolsar o investidor com juros — problema que foi contornado com a introdução, no Orçamento de Estado para 2018, de um benefício fiscal para o investimento em TIS. O nosso país é, assim, o que tem mais títulos (sete) e o segundo a atribuir benefícios fiscais a quem neles investe, à semelhança do que fez o Reino Unido.

Até à data, a Portugal Inovação Social apoiou 217 projetos, num total de €29,5 milhões, nas regiões do Norte, Centro e Alentejo. Recentemente, fechou também um concurso para financiar projetos no Algarve (onde vai escolher oito das 11 candidaturas que recebeu, com €1,5 milhões) e vai alargar o financiamento a Lisboa. “Nesta reprogramação dos fundos europeus já estão previstos €5 milhões para a região de Lisboa”, adianta o presidente da PIS. “Ainda não falei com a autoridade de gestão do Programa Operacional Regional de Lisboa [Lisboa 2020], mas gostava de ter os primeiros concursos abertos até ao verão.”

Saiba mais aqui:

Fonte: Maria João Bourbon in Expresso

Turismo vai continuar a crescer acima da economia portuguesa

18 de dezembro de 2018

O Banco de Portugal prevê que as exportações do turismo tenham um peso cada vez mais preponderante na economia portuguesa, chegando aos 9,3% do PIB em 2021, quando no ano passado estava nos 7,8%. Em valor, isso quererá dizer que dentro de três anos será superada a fasquia dos 20 mil milhões de euros, mais cinco mil milhões de euros do que em 2017, ano que ficou marcado por um forte crescimento do sector.

Ainda assim, a previsão é a de um abrandamento à medida que o calendário for passando: depois do recorde de 14,5% em 2017, em 2021 o crescimento do peso na economia deverá ser de 2,6% (chegando então aos 9,3% do PIB). A informação consta de uma análise incluída no boletim económico de Dezembro, divulgado oficialmente esta terça-feira, intitulada "Exportações de turismo: desenvolvimentos recentes e perspectivas futuras".

No documento, o Banco de Portugal (BdP) antecipa que, este ano, as exportações de turismo cheguem aos 16,8 mil milhões, o que equivale a 8,4% do PIB. No início da década, em 2010, ano em que começou o actual ciclo de crescimento, as exportações valiam metade: 4,2%.

Com este crescimento, superior ao do resto da economia portuguesa, as vendas deste serviço junto do exterior (captando turistas e receitas em concorrência com os outros mercados) tornam-se também mais importantes para o financiamento do país.

De acordo com a análise do Banco de Portugal, o saldo comercial da rubrica de viagens e turismo, positivo, tem vindo a crescer (5,6% do PIB em 2017). Já o mesmo não se pode dizer da balança corrente e de capital, positiva, mas que decresceu em 2017 (de 1,6% para 1,4% do PIB). Se se retirasse o turismo da equação, o saldo geral passava mesmo para terreno negativo (-4,2%).

Banco de Portugal revê em baixa previsões de crescimento

Olhando para os números deste ano que já estão disponíveis, até Setembro, as exportações de turismo iam nos 12,8 mil milhões de euros, o que representa 53% dos serviços e 22,8% do total das vendas ao exterior (incluindo bens).

Sobre a importância do sector para a economia nacional, o INE deu conta esta segunda-feira de que a procura turística total (consumo por parte de estrangeiros e também de residentes) subiu para os 26,7 mil milhões de euros em 2017, chegando aos 13,7% do PIB (1,2 pontos percentuais acima do ano anterior).

Saiba mais aqui:

Fonte: Luís Villalobos in Público

Talkdesk cria laboratório de inovação em Coimbra. Vai recrutar mais de 100 pessoas em janeiro

17 de dezembro de 2018

A Talkdesk, startup portuguesa que desenvolve software para centros de contacto e que é o terceiro unicórnio (empresa que vale mais de mil milhões de dólares) português, anunciou esta segunda-feira que vai criar um laboratório de inovação em Coimbra. Segundo o comunicado enviado pela empresa, o laboratório TDX será inaugurado em 2019 e vai estar instalado na aceleradora de empresas do Instituto Pedro Nunes, numa parceria com a Universidade de Coimbra (UC).

Este será o laboratório “onde algumas das próximas novas soluções da empresa serão desenvolvidas” e, para isso, a Talkdesk pretende recrutar, já em janeiro de 2019, mais de 100 engenheiros de software e especialistas em áreas como a inteligência artificial, analytics e machine learning.

A inovação é um dos pilares estratégicos da Talkdesk, pois é o que nos permite crescer e liderar o nosso setor. Este [Coimbra] é um local estratégico para nós, devido à sua universidade e às áreas de conhecimento que lá se desenvolvem, nomeadamente a nível da engenharia de software e matemática”, referiu Marco Costa, diretor-geral da Talkdesk para a Europa, Médio Oriente e África, citado em comunicado.

O laboratório TDX também vai permitir à Universidade de Coimbra, através da parceria, desenvolver projetos de investigação, promoção de programas de investigação em contexto empresarial e organização de atividades de ligação aos alunos e investigadores.

Esta parceria com uma empresa que quer traçar as tendências do seu setor é um desafio para os nossos estudantes e investigadores que têm, desta forma, mais uma oportunidade de criarem o futuro”, referiu o reitor da UC, João Gabriel Silva.

Em setembro do próximo ano, o programa Tech Dojo vai ser acolhido neste laboratório, pretendendo recrutar recém-licenciados para integrar as equipas de desenvolvimento da empresa. O anúncio do novo laboratório surge depois de a startup ter lançado um fundo de 10 milhões de dólares (cerca de oito milhões de euros) para desenvolver soluções diferentes no serviço ao consumidor e, assim, dar mais acesso à inovação.

Fonte: in Observador

Quotas de emprego no privado “são um mal necessário mas não resolvem desemprego” dos deficientes

13 de dezembro de 2018

Nem um “Livro Branco” capaz de fornecer o retrato das pessoas com deficiência no país nem uma “estratégia nacional para a vida independente”: estas duas promessas feitas pelo Governo em 2016, para promover a inserção das pessoas com deficiência na vida social e no mercado de trabalho, continuam a marcar passo. Apesar disso, houve avanços: a lei que aumenta as quotas no trabalho para as pessoas com deficiência no sector privado foi aprovada no Parlamento e publicada em Diário da Assembleia da República, quarta-feira, dia 12, e vai ser enviada para promulgação pela Presidência da República num prazo de três dias.

A lei obriga as empresas com entre 75 a 250 trabalhadores a contratarem um a dois por cento de pessoas com deficiência, definindo coimas para quem não cumprir estas quotas.

“Gostaríamos que o mercado funcionasse e pudesse acolher estas pessoas que têm competências e que podem ser apoios úteis para as empresas, mas cremos que esta lei é um mal necessário que poderá funcionar como um estímulo à contratação de pessoas com deficiência”, adiantou ao PÚBLICO Paula Campos Pinto, coordenadora do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos (ODDH) que divulga esta quinta-feira um relatório que faz um levantamento da situação em que vivem as cerca de 1,9 milhões de pessoas com deficiência em Portugal, segundo os Censos de 2011.

Quando se olha para o mercado de trabalho, o diagnóstico está longe de despertar sorrisos: entre 2011 e 2017, o desemprego registado entre as pessoas com deficiência subiu 24% — 10.408 inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Este agravamento contrasta com a queda de 34,5% no desemprego registado na população geral, no mesmo período.

Seis apoios para adaptação do posto de trabalho

“A taxa de emprego na população com deficiência moderada está 20 pontos percentuais abaixo da população sem deficiência. E, quando falamos de pessoas com deficiência grave, desce para metade. É um fosso muito grande”, nota a coordenadora do ODDH. Pior: “Entre as pessoas com deficiência registadas como desempregadas no IEFP, 86% têm mais de 25 anos, 82% procuram um novo emprego e 60% estão desempregadas há mais de um ano”.

A conclusão imediata é: “As medidas que existem não têm sido suficientes para criar emprego de forma sustentável para as pessoas com deficiência”. O relatório mostra, de resto, que, em 2017, houve apenas seis apoios concedidos pelo IEFP à adaptação dos postos de trabalho e à eliminação de barreiras arquitectónicas. “É um número extremamente baixo", aponta Paula Campos Pinto.

Saiba mais aqui:

Fonte: Natália Faria in Público

És emigrante e gostavas de regressar? O Match Point junta-te a empresas

13 de dezembro de 2018

Pelo segundo ano consecutivo, a Fundação AEP vai juntar mais de 200 jovens emigrantes qualificados que "anseiam regressar ao país" com mais de meia centena de empresas que "se deparam com falta de recursos humanos qualificados", esperando, assim "alinhar" as necessidades de ambos, refere a fundação da Associação Empresarial de Portugal (AEP) em comunicado.

A segunda edição do Match Point, a ter lugar em 27 de Dezembro nas instalações da AEP em Leça da Palmeira, acontece numa altura em que os jovens regressam a Portugal para festejar o Natal. Quer assim "promover o regresso de uma geração preparada e tentar minimizar os efeitos que a fuga de talentos tem na actividade económica nacional".

Tal como na edição do ano passado — que juntou meia centena de empresas e 200 jovens qualificados e serviu de palco a mais de mil entrevistas — os jovens são convidados a vir a Portugal apresentar um pitch (apresentação) e contam com uma agenda de speed meetings (encontros rápidos) com empresas, momentos de networking e aconselhamento de carreira. O programa completo pode ser consultado aqui. Sogrape, Auchan e Bosch são algumas das empresas que vão marcar presença, de acordo com a página de Facebook do evento.

Nesta edição, a Fundação AEP acredita que a "maior estabilidade da economia nacional e o consequente efeito no mercado de trabalho português" permitirá ao evento "atrair um número ainda mais elevado de jovens e de empresas". Citado no comunicado, o presidente da Fundação AEP explica que "o Match Point surge na sequência da preocupação que as empresas manifestam junto da AEP em relação à falta de recursos humanos qualificados, sobretudo ao nível das engenharias e biociências".

"No âmbito das iniciativas que temos desenvolvido, nomeadamente o programa Empreender 2020 - Regresso de uma geração preparada, a Fundação AEP tem tido como principal objectivo dar resposta às necessidades de criação de emprego, de inovação, de crescimento e de desenvolvimento económico", sustenta Paulo Nunes de Almeida.

O Match Point 2018 tem uma taxa de inscrição para as empresas, mas é gratuito e aberto aos jovens participantes, que devem apenas inscrever-se previamente. Os jovens podem candidatar-se aqui, enquanto as empresas podem fazê-lo aqui

Fonte: Lusa in Público

Desemprego cai para mínimo de 16 anos

29 de novembro de 2018

Taxa de desemprego mensal foi de 6,6%, o que representa um recuo em relação a Agosto. Em Outubro o desemprego deverá voltar a subir.

Depois da ligeira subida em Agosto, a taxa de desemprego voltou a recuar em Setembro, afectando 6,6% da população activa, mas em Outubro deverá subir novamente. Os números foram divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e apontam para uma redução do desemprego de 0,3 pontos percentuais em relação a Agosto e de 0,2 pontos em relação ao ano passado.

De acordo com o INE, “desde Setembro de 2002 que não era observada uma taxa de desemprego tão baixa”.

No final de Setembro, 340.900 pessoas estavam desempregadas, o que representa uma diminuição de 5% (menos 18.000 pessoas) em relação a Agosto e de 21,5% (menos 93.600 pessoas) em comparação com o mês homólogo de 2017.

O desemprego jovem também baixou em Setembro e afectava 19,9% da população activa entre os 15 e o 24 anos. Trata-se de um recuo face à taxa de 20,4% de Agosto e de 24,5% de 2017.

A população empregada totalizou 4,8 milhões de pessoas, um aumento de 0,2% (mais 8.800 pessoas) face a Agosto e de 1,8% (mais 84.000 pessoas) em relação ao ano passado.

O INE divulgou também a estimativa provisória da taxa de desemprego para o mês de Outubro, esperando que este indicador suba ligeiramente para 6,7% (um aumento de 0,1 pontos percentuais em relação a Setembro).

s dados de Setembro e as estimativas para Outubro estão ajustados dos efeitos sazonais. Mas se a sazonalidade não for tida em conta, as tendências mantêm-se: a taxa de desemprego de Setembro foi de 6,6% e em Outubro espera-se que afecte 6,8% da população activa (um aumento mais expressivo do que o previsto sem sazonalidade).

Desde 2014, o INE divulga todos os meses dados sobre a evolução do mercado de trabalho em Portugal, complementando as estatísticas trimestrais. Há diferenças metodológicas entre os números trimestrais e os mensais, o que leva a que todos os meses o instituto faça uma revisão dos dados mensais.

No terceiro trimestre de 2018 a taxa de desemprego manteve-se em 6,7%, dando sinais de que poderá estar-se perante uma estabilização do desemprego, indo ao encontro do que têm dito vários economistas.

Fonte: Raquel Martins in Público

Metade dos desempregados continua sem receber subsídio

23 de outubro de 2018

Em Setembro, a Segurança Social pagou prestações a 174.501 beneficiários, deixando sem apoio 48,5% dos desempregados registados nos centros de emprego e 50,5% dos desempregados estimados pelo INE.

A Segurança Social pagou, em Setembro, prestações de desemprego a 174.502 beneficiários, deixando sem apoio 48,5% dos desempregados registados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e 50,5% do total de desempregados estimados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com os dados disponibilizados na página da Segurança Social, nesta terça-feira, em Setembro existiam 174.502 beneficiários de prestações de desemprego, mais 3,2% do que em Agosto e menos 7,7% do que em 2017.

Tendo em conta o número de desempregados registados pelo IEFP (para receber as prestações os desempegados têm de estar inscritos nos centros de emprego), as prestações pagas abrangem 51,4% das pessoas, deixando de fora as restantes. Mas se forem consideradas as estimativas do INE que dão conta de 352.500 desempregados em Agosto, as prestações chegam a 45,5% das pessoas, deixando sem protecção mais de metade.

Os números da Segurança Social incluem o subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego inicial, subsídio social de desemprego subsequente e prolongamento do subsídio social de desemprego.

O número de beneficiários de subsídio de desemprego foi de 144.515, mais 5% face a Agosto e menos 6,4% em relação ao período homólogo. O subsídio social de desemprego inicial, por sua vez, abrangeu os 6460 desempregados, registando uma variação positiva de 3,7% face ao mês anterior e uma quebra de 6,1% na comparação com 2017.

Nas restantes prestações (subsídio subsequente e prolongamento do subsídio) registou-se um decréscimo mensal e homólogo.

No caso da medida extraordinária de apoio aos desempregados de longa duração, que em Setembro chegava a 3164 pessoas, registou-se um aumento de 19,7% em relação a Setembro de 2017 o que pode ficar a dever-se ao facto de o Orçamento do Estado para 2019 ter facilitado o acesso. Já na comparação entre Agosto e Setembro, houve uma quebra de 30,5%.

Fonte: Lusa e Público

Precário e desigual. Assim é o emprego em Portugal no pós-crise

17 de outubro de 2018

O relatório da Organização Internacional do Trabalho apresentado ontem elogia algumas das políticas económicas e sociais adoptadas por Portugal nos últimos anos. Mas deixa um aviso: a qualidade do emprego ainda fica aquém e os salários continuam baixos.

“A redução dos dias de férias e dos feriados, bem como dos pagamentos de prémios salariais por trabalho suplementar significam que os trabalhadores têm de trabalhar mais, recebendo menos.” Esta é uma das conclusões do relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apresentado nesta terça-feira, em Lisboa. O estudo é uma análise sobre o trabalho em Portugal antes, durante e após a crise. Esta organização até diz que, em Portugal, se está a recuperar com “resultados surpreendentes”.

Ainda assim, entre 2009 e 2016, o número médio de horas de trabalho aumentou uma hora. As mulheres foram as mais afectadas — passaram das 36,9 para as 38 horas semanais. E se no início da década Portugal já era dos países com um número de horas de trabalho semanais mais elevado, em 2016, passou a estar entre os dez primeiros.

Entrevista ao director-geral da Organização Internacional de Trabalho: Em Portugal, mesmo com a crise, “o diálogo social continuou”

A proporção de trabalhadores que fazem horas extraordinárias também aumentou nos últimos anos. No período entre 2008 e 2017, diz a OIT, este valor duplicou para toda a população empregada. No caso dos homens, dos 7,5% para os 12,8% e, no caso das mulheres, dos 5,5% para os 11,2%. No documento, a OIT admite que “as alterações recentes que permitiram recuperar alguns feriados” poderão atenuar o fenómeno.

Fonte: Rita Marques Costa in Público

Desempregados com 52 anos vão ter acesso mais fácil a “prestação ponte”

13 de outubro de 2018

Os critérios para aceder ao subsídio social de desemprego serão facilitados no caso das pessoas que ficaram desempregadas com 52 ou mais anos e que não têm acesso a qualquer apoio. Pelo menos três mil desempregados poderão beneficiar da chamada "prestação ponte".

O Bloco de Esquerda (BE) garante que chegou a acordo com o Governo para facilitar o acesso ao subsídio social de desemprego subsequente no caso das pessoas que ficaram sem trabalho com 52 ou mais anos. O objectivo é abranger pelo menos três mil desempregados que agora não preenchem a condição de recursos para aceder a esta prestação, e que também ainda não podem pedir a reforma antecipada, ficando numa espécie de limbo sem direito a qualquer protecção.

Esta alteração foi uma das medidas anunciadas por Mariana Mortágua, deputada do BE, durante a conferência de imprensa deste sábado para dar conta das propostas negociadas com o Governo e que serão incluídas no Orçamento do Estado (OE) para 2019.

Propinas, pensões e IRS: o que já sabemos do Orçamento do Estado

Trata-se, disse a deputada, de uma "prestação ponte" que "pretende responder a uma situação muito concreta". "Queremos responder à realidade dos desempregados de longa duração, pessoas que esgotaram o subsídio de desemprego, que têm mais de 52 anos, que já não conseguem encontrar emprego, mas também não conseguem caber dentro das formas muito restritivas da condição de recursos" exigida para aceder ao subsídio social de desemprego subsequente, explicou.

Fonte: Raquel Martins in Público

Por hora, nascem em Portugal 23 empresas e morrem oito

07 de setembro de 2018

Em cada hora que passa, nascem em Portugal 23 empresas, oito encerram e uma empresa inicia insolvência. Este é o retrato da realidade empresarial traçado pelo Barómetro Informa D&B que resulta da análise e monitorização do tecido empresarial em Portugal.

Até ao fim de agosto, foram criadas 30 620 empresas e outras organizações, uma subida homóloga de 10%. Face a este desempenho, a Informa D&B, admite que 2018 poderá bater o recorde na constituição de empresas.

É o negócio turístico que está a impulsionar o empreendedorismo. No polo oposto, liderando a mortalidade encontram-se os setores Grossista e Indústrias transformadoras. Nos dois casos, a criação de empresas é mais lento do que no restante tecido empresarial.

TURISMO IMPULSIONA

A paixão pela constituição de empresas é transversal ao tecido empresarial e a todos os distritos do país. Mas, acentua a Informa D&B, o grande impulso resulta dos setores ligados ao turismo, com uma crescimento de 19%. Em destaque encontram-se os negócios imobiliários,, construção, alojamento e restauração e transporte ocasional - plataformas como a Uber não serão alheias a esta evolução. No conjunto, estes segmentos representam 40% das empresas criadas até ao fim de agosto.

A Informa D&B realça ainda o desempenho das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), em que constituição de 1191 sociedades traduz uma crescimento de 19%.

Serviços (9 977 nascimentos), Alojamento e restauração (3 604) e Retalho (3 564) foram os setores que mais empresas geraram.

Em contraciclo encontram-se setores mais tradicionais como a Agricultura, pecuária e pesca que geraram menos 384 anos do que em 2017 (-30%).

MORTALIDADE SOBE

Os 10 295 encerramentos registados nos primeiros sete meses de 2018 representam uma subida homóloga de 17%, uma evolução que se acentuou a partir de abril. O desempenho inverte a tendência de descida que se verificara em 2017. Considerando o ano móvel terminado em agosto a subida é de 3%

A subida da mortalidade é partilhada pela generalidade das atividades, mas os principais contributos resultam do setor Grossista, com mais 293 encerramentos ( +38%) e Indústrias transformadoras (+26,%), dois setores de elevada importância nas exportações.

O setor dos Serviços (2 406) e Retalho (1 827) são os que registam um número mais elevado de encerramentos, registando crescimentos de 11% e 14%, respetivamente.

Escrutinando a realidade das novas insolvências (1625), a Informa D&B concluiu que 2018 prossegue a trajetória descendente iniciada em 2013. Mas, a velocidade da queda é agora mais lenta (3,6% no ano móvel). Mais de dois terços das novas insolvências ocorrem nas Indústrias transformadoras, Serviços, Retalho e Construção.

Fonte: Abílio Ferreira in Expresso

Excedente da Segurança Social aumentou 198 milhões de euros até junho

06 de setembro de 2018

O excedente da Segurança Social aumentou 198 milhões de euros para 1,846 mil milhões de euros até junho, em termos homólogos, beneficiando da recuperação do mercado de trabalho, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Conselho das Finanças Públicas (CFP).

O crescimento da receita efetiva da Segurança Social – excluindo as transferências do Fundo Social Europeu (FSE) e Fundo Europeu de Auxílio às Pessoas Mais Carenciadas (FEAC) – foi de 2,2%, uma variação superior à previsão de 1,7% implícita no Orçamento da Segurança Social (OSS/2018) para 2018.

“Este resultado reflete o ritmo de crescimento da receita de contribuições e quotizações, que aumentou 6,8% no primeiro semestre (acima dos 5,1% esperados no OSS/2018), beneficiando da recuperação do mercado de trabalho, quer do número de contribuintes quer do valor médio das remunerações declaradas, tendo estas aumentado 4,1% em termos homólogos”, refere o relatório sobre a execução orçamental da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações (CGA) relativo ao primeiro semestre de 2018.

Fonte: Agência Lusa in Observador

Portugal com 3.ª maior quebra homóloga no desemprego em julho

31 de agosto de 2018

A taxa de desemprego homóloga recuou em julho para os 8,2% na zona euro e para os 6,8% na União Europeia, tendo Portugal registado a terceira maior diminuição face a julho de 2017, revelam dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat.

De acordo com os números do gabinete oficial de estatísticas da UE, na comparação homóloga (com o mesmo mês do ano anterior), a taxa de desemprego caiu em todos os Estados-membros, tendo os maiores recuos tido lugar em Chipre (de 10,7% para 7,7%), Grécia (de 21,7% para 19,5%, dados de maio) e em Portugal, onde desceu de 8,9% para 6,8%. Em julho de 2017, a taxa de desemprego era de 9,1% no espaço da moeda única e de 7,6% no conjunto dos 28 Estados-membros.

Na comparação em cadeia, face ao mês anterior, junho de 2018, a taxa de desemprego manteve-se estável na zona euro, ao permanecer nos 8,2% – o valor mais baixo desde novembro de 2008 -, enquanto no conjunto da UE teve um ligeiro recuo, ao baixar de 6,9% em junho para 6,8% em julho, o valor mais baixo desde abril de 2008. Em Portugal, o desemprego manteve-se estável e em cadeia com a UE, nos 6,8%. Em julho, as menores taxas de desemprego foram observadas na República Checa (2,3%), na Alemanha (3,4%) e na Polónia (3,5%), e as mais altas na Grécia (19,5%, em maio) e em Espanha (15,1%).

Fonte: Agência Lusa in Observador

Empregos na aviação devem crescer segundo um inquérito da IATA

22 de agosto de 2018

Operações em terra, serviços ao cliente e tripulação de cabine deverão ser os setores na aviação que terão mais crescimento em número de trabalhadores, segundo um inquérito da IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo).

Promovido junto de mais de 100 profissionais de recursos humanos de companhias aéreas, aeroportos e empresas de operações terrestres, o estudo revelou que mais de 70% dos inquiridos espera que o trabalho aumente, sobretudo entre o pessoal de terra, serviço ao cliente e tripulantes de cabine, nos próximos dois anos.

Os inquiridos preveem sobretudo crescimento nas operações terrestres: 76% responderam este setor na perspetiva de dois anos e 81% quando a pergunta era feita num horizonte de 10 anos. Os outros setores indicados, com menos expressão, para crescerem em termos laborais foram da regulamentação e segurança.

Em maior risco estarão profissionais de gestão, finanças e contabilidade. O inquérito mostra que os especialistas em recursos humanos notam que a qualidade das formações não suficientemente boa (só 28% afirma ser muito eficaz). Outra conclusão é que garantir formação em segurança e competências no serviço ao cliente são maiores prioridades do que as áreas tecnológicas.

A tecnologia está a alterar, não a substituir, o papel do atendimento ao cliente, lê-se nas conclusões do relatório, que garante que, mesmo com a opção de serviços ‘self-service’, continuarão as funções tradicionais no ‘check-in’ e nas portas de embarque para ser proporcionada uma “experiência tranquila e agradável” aos passageiros.

A IATA deixou de fora deste inquérito os pilotos e a manutenção porque “a escassez esperada” nessas profissões “já foi amplamente coberta pela indústria”. Segundo a associação, cerca de 10 milhões de pessoas são diretamente empregadas pela indústria do transporte aéreo.

Fonte: Agência Lusa in Observador

Dirigentes do Norte recebem triplo de trabalhadores não qualificados

10 de agosto de 2018

Os trabalhadores com funções de dirigentes auferem, na região Norte, um rendimento médio mensal líquido de 1.585 euros, valor que representa o triplo daquele recebido por trabalhadores não qualificados, revelam dados do relatório Norte Estrutura hoje divulgado.

“Uma análise por grupos de profissões mostra que a disparidade entre os trabalhadores por conta de outrem com maior e menor salário médio se manteve aproximadamente constante na Região do Norte desde 2014, com os chamados dirigentes a auferirem entre o triplo e 3,2 vezes o rendimento médio dos trabalhadores não qualificados (depois de em 2012 terem auferido o quádruplo)”, conclui o documento elaborado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

Na região, e entre os trabalhadores por contra de outrem, o grupo profissional dos dirigentes (onde se incluem representantes do poder legislativo e de órgãos executivos, dirigentes, diretores e gestores executivos) é também um dos de menor dimensão (apenas cerca de 39 mil empregados em 2017).

A nível salarial, seguem-se os especialistas das atividades intelectuais e científicas (1.244 euros em 2017), o grupo dos técnicos e profissões de nível intermédio (919 euros), pessoal administrativo (716 euros mensais), trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices (667 euros), operadores de instalações e máquinas e trabalhadores da montagem (648 euros) e trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores (630 euros).

Com os níveis salariais mais baixos do Norte estão os grupos de trabalhadores qualificados da agricultura, pesca e floresta (507 euros) e trabalhadores não qualificados (502 euros).

Saiba mais aqui:

Fonte: Agência Lusa in Observador

 

“O desafio da economia de biscates é tornar os empregos dignos”

30 de julho de 2018

O mundo do trabalho está a sofrer profundas transformações com a robotização da economia e com a emergência de novas actividades baseadas nas plataformas digitais, o que cria pressões e oportunidades para o futuro. Para Jeff Johnson, director adjunto do Departamento de Estudos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o grande desafio que a economia de biscates (a chamada gig economy) enfrenta é conseguir que o emprego criado seja digno e respeite os direitos dos trabalhadores. O economista, que nos últimos anos se tem dedicado ao estudo do futuro do trabalho, não tem dúvidas de que os empregos repetitivos têm os dias contados, o que obrigará a reconverter um elevado número de trabalhadores. As empresas, garante, quererão cada vez mais trabalhadores com capacidade de trabalhar em equipa, com inteligência emocional e que compreendam a diversidade do mundo. E são essas competências que a escola também tem de ajudar a desenvolver, defende.

 

Estamos a assistir a grandes avanços na automatização e na robotização da economia. De que forma estas alterações vão determinar o futuro do trabalho?

Globalmente, há várias dimensões que estão a mudar a natureza do trabalho. A mais abordada nos meios de comunicação social é, de facto, a que está relacionada com a inovação e com a tecnologia. A forma como integramos a tecnologia e a inovação nos processos produtivos e como usamos a inteligência artificial nos modelos de negócios está a mudar a forma como trabalhamos e isso cria pressões e oportunidades para o futuro. Mas este é apenas um dos factores. Estamos também a assistir a grandes mudanças demográficas e confrontados com as alterações climáticas. Todos estes factores estão a conduzir a alterações na forma como trabalhamos, nos processos produtivos e até na forma como consumimos.

 

As actividades baseadas nas plataformas digitais, como a Uber ou a Airbnb, também têm vindo a crescer e trazem consigo novas formas de trabalhar e novas relações entre os trabalhadores e as empresas. Como é que os governos podem fazer face aos problemas laborais que emergem do desenvolvimento destas plataformas?

A resposta tem de ser encontrada não só pelos governos, mas em diálogo com as empresas e com os trabalhadores. Estamos perante novas formas de trabalho e a questão é saber se temos de adaptar a legislação dos vários países para responder às novas preocupações ou se precisamos, sobretudo, de obrigar as empresas a cumprir a lei. Na Alemanha, assim como noutros países, está-se a olhar para estes trabalhadores como sendo trabalhadores por conta de outrem e a tentar enquadrá-los no quadro legal. Nos últimos anos, temos vindo a mudar os modelos de negócios e é preciso saber como adaptamos estas formas alternativas de trabalho, garantindo que o trabalho é digno e produtivo

 

“Os consumidores têm uma responsabilidade que devem assumir ao escolher comprar bens e serviços que apoiam o trabalho produtivo e não a exploração.”

 

O que está a dizer é que temos de aprender a viver com estes novos negócios?

Uma coisa de que por vezes nos esquecemos é que temos de garantir que a actividade económica tem de servir a sociedade e não outra coisa. Temos de garantir que estas actividades acrescentam valor às nossas sociedades.

 

No caso de alguns trabalhadores, estas plataformas digitais proporcionam-lhes uns biscates que lhe permitem ganhar algum dinheiro enquanto estudam, por exemplo. Mas para outros, este é o único emprego que conseguem, com o que isso implica ao nível dos direitos e do acesso à protecção social. Como é que aqui se encontra algum equilíbrio?

Sempre que viajo, faço questão de andar de Uber, para poder falar com os condutores. Há pessoas que, de facto, consideram estes trabalhos como um biscate e como uma forma de sustentarem o seu estilo de vida. No extremo oposto temos pessoas que aceitam este tipo de empregos como um emprego de último recurso, têm de fazer alguma coisa para sobreviver e esta é a solução que encontram. A questão é que não queremos apenas que as pessoas sobrevivam, queremos que as pessoas possam escolher. E é aqui que a sociedade e o diálogo social têm um papel relevante para assegurar que estas actividades asseguram um emprego com direitos. Temos de perceber que o problema não se resolve apenas com medidas num país. Em muitos casos, o empregador pode estar num país, a plataforma noutro e o trabalhador noutro totalmente diferente e, por isso, é preciso garantir que os sistemas funcionam de tal forma que dão uma protecção adequada neste contexto.

 

E como é que se garante essa protecção?

A primeira pergunta que temos de fazer é se estes trabalhadores são efectivamente independentes e fazem apenas um biscate. Quando olhamos para os condutores da Uber, ou de outras actividades semelhantes, eles são trabalhadores independentes ou respondem a ordens e a indicações da empresa? Esta é uma oportunidade para os governos trabalharem de perto com as organizações de trabalhadores e de empregadores para determinarem isso e, a partir daí, definirem qual a protecção adequada.

Saiba mais aqui:

Fonte: Raquel Martins in Público

Randstad produz em Portugal apps para todo o mundo

30 de julho de 2018

Empresa de recrutamento decidiu criar uma fábrica digital e escolheu Portugal para a instalar. A partir de Lisboa são coordenadas equipas num total de 80 pessoas, com impacto em 36 países.

 

Sentados no open space do escritório da Avenida da República, em Lisboa, os programadores não tiram os olhos dos ecrãs dos computadores, mesmo que a voz se cruze muitas vezes entre conversas de equipas. Há poucos anos, o cenário era diferente: “Este é o novo aspeto, tínhamos um ar muito corporativo. Acabámos com os gabinetes, e isso faz parte da mudança de mentalidades, da busca pela transparência”, explica Gonçalo Vilhena, na Randstad desde 2008.

 

Em 39 países, a Randstad decidiu escolher Portugal para instalar a sua Digital Factory, aliada da estratégia digital da empresa para o mundo. “Temos uma multinacional, mas cada país faz as coisas à sua maneira: cada um tem o seu budget de IT, decide o que quer fazer localmente, e são estruturas muito pequenas. Mas queremos ter cada vez mais soluções que permitam aos nossos clientes globais ter uma oferta global”, explica Gonçalo Vilhena, em conversa com o ECO.

Por isso, a Digital Factory nasce com a entrada do Chief Digital Officer (CDO) há um ano e meio: na altura em que se unificou o IT com o marketing, a empresa começou também a criar a cultura de equipas multidisciplinares. E não só isso: também aqui numa lógica multi-país, conforme os centros de excelência. “Isto é muito importante porque o clássico tem sido, ou deslocaliza-se ou centraliza-se. E, historicamente, foi numa perspetiva de dar guidelines. Mas os projetos mudam de países e podemos ter eventualmente pessoas a trabalhar na Suécia para Portugal. E este conceito não existia na Randstad”, esclarece.

 

Definido o plano, foi necessário passar à ação. E rapidamente. Primeiro, as equipas, já a 100% no Porto, começaram a implementar na sede o planeado: fazer da empresa remote friendly, ou seja, transformar o espaço de trabalho em apenas um a juntar-se a outros possíveis. Depois, na prática, foi altura de criar, na holding, um sistema centralizado. “O conceito era conseguirmos criar o espírito de inovação nos diferentes locais — localmente conseguem identificar necessidades do mercado — e experimentá-las. Depois, com o suporte das local factory, fazer crescer um bocadinho o âmbito da experimentação e, no último passo, colocar isto numa fábrica, digital factory, onde fazes o replatform que significa colocar tudo o que se faz numa plataforma que os transforme em copiáveis e replicáveis para todos os países, fazendo um scaleup muito rápido”, explica Gonçalo Vilhena.

 

Saiba mais aqui:

Fonte: Mariana de Araújo Barbosa in Eco 

Consumidores menos confiantes, mas empresas mais optimistas

30 de julho de 2018

O índice do Instituto Nacional de Estatística (INE) que mede a confiança do consumidor baixou em julho, pelo segundo mês consecutivo, afastando-se dos recordes atingidos em maio. Porém, o mesmo relatório estatístico indica que os indicadores do INE para a confiança das empresas melhoraram, em especial na área das empresas da indústria transformadora.

 

De acordo com o relatório divulgado esta segunda-feira pelo INE, a redução do indicador de confiança dos consumidores em julho “resultou do contributo negativo de todas as

componentes, destacando-se as perspetivas relativas à evolução do desemprego e da situação económica do país.”

 

O INE indica que as “opiniões sobre a evolução da situação económica do país diminuiu pelo quinto mês consecutivo, de forma expressiva em junho e julho. No mesmo sentido, o saldo das expectativas relativas à evolução da situação económica do país diminuiu nos últimos quatro meses, também de forma mais significativa em junho e julho, dando continuidade ao perfil descendente observado desde setembro de 2017”.

Melhores notícias vêm da indústria, em especial a transformadora. A confiança tinha diminuído nos primeiros seis meses do ano mas voltou a aumentar em julho. Segundo o INE, “o comportamento do indicador deveu-se ao contributo positivo das perspetivas de produção, tendo os saldos das apreciações sobre a procura global e sobre a evolução dos stocks de produtos acabados apresentado contributos negativos”.

 

Já na área da construção e obras públicas a confiança diminuiu em julho, interrompendo a tendência crescente observada desde dezembro de 2012. “A evolução do indicador refletiu o contributo negativo da carteira de encomendas, uma vez que o saldo das opiniões sobre as perspetivas de emprego apresentou um contributo positivo”, afirma o organismo.

 

 Fonte: Edgar Caetano in Observador

Taxa de desemprego em Portugal desce para 6,7% em junho

30 de julho de 2018

A taxa de desemprego voltou a recuar em Portugal e terá ficado nos 6,7% em junho, segundo a estimativa provisória divulgada esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatístics (INE). Este valor (que é ajustado da sazonalidade) compara com 9,1% em junho de 2017 e para encontrar uma taxa inferior é preciso recuar a setembro de 2002, quando o desemprego em Portugal estava nos 6,5%.

 O INE reviu ainda em baixa o número de maio para a taxa de desemprego. A estimativa provisória, divulgada há um mês, tinha sido de 7,3%, um valor que, afinal, foi de apenas 7%, diz agora o INE na estimativa definitiva.

 Olhando para a população empregada, terá ascendido a 4,805 milhões de pessoas em junho, segundo a estimativa provisória do INE. Este número traduz um aumento de 0,3% face a maio (mais 13,2 mil pessoas) e de 2,7% (mais 124,1 mil pessoas) em relação a junho de 2017.

 Quanto à população desempregada, a estimativa provisória do INE indica que terá ficado nas 347,1 mil pessoas em junho, menos 4,3% (15,7 mil pessoas) do que em maio. Em termos homólogos, a queda foi de 26,1% (122,6 mil pessoas).

 Por fim, a taxa de desemprego dos jovens (dos 15 anos aos 24 anos) baixou para 19,6% em junho (valores ajustados de sazonalidade), segundo a estimativa provisória do INE. No mês anterior tinha sido de 20,5% e, há um ano, em junho de 2017, estava nos 23,8%.

 

 Fonte: Sonia M. Lourenço in Expresso

 

Empresas com maiores dificuldades na contratação de trabalhadores em 2017

27 de julho de 2018

As empresas demonstraram que em 2017 tiveram maiores dificuldades na contratação de trabalhadores e no acesso a técnicos qualificados do que em 2014, segundo o Inquérito aos Custos de Contexto divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

 O inquérito divulgado esta sexta-feira, com referência a 2017, compara com a primeira edição, com dados de 2014 e publicada pelo INE em 2015. Assim, em 2017, o indicador global de custos de contexto, que agrega nove domínios, registou um valor intermédio de 3,05 pontos numa escala de 1 a 5, semelhante ao registado em 2014.

 Entre os domínios em análise, as empresas identificaram os maiores obstáculos, à semelhança do registado em 2014, no sistema judicial, nos licenciamentos e no sistema fiscal. No domínio dos recursos humanos foi, no entanto, onde se registou o maior aumento entre 2014 e 2017, 0,17 pontos, refletindo principalmente dificuldades na contratação de trabalhadores (0,28 pontos) e no acesso a técnicos qualificados (0,23 pontos).

 Por setor de atividade, o setor do alojamento e restauração continuou a apresentar o indicador mais elevado (3,16), apesar da diminuição face a 2014 (de 0,05 pontos).

 Por dimensão, as empresas de pequena e média dimensão continuaram a ser aquelas que apresentaram o indicador mais elevado, 3,09 pontos (0,02 que em 2014), enquanto as de micro dimensão percecionaram níveis de custos de contexto mais baixos (2,94 em 2017, menos 0,4 pontos do que em 2014).

 Em 2017, no conjunto dos custos associados ao cumprimento das obrigações de informação, 88,5% foi suportado com meios da própria empresa e 13,5% determinado pela subcontratação de terceiros. A prestação e entrega de informação empresarial e fiscal registou o maior peso no custo médio anual com o cumprimento das obrigações de informação (37,5%), seguida das licenças, certidões, autorizações ou permissões (23,2%).

 O Inquérito aos Custos de Contexto pretende conhecer a perceção das empresas relativamente à existência, evolução e impacto dos custos de contexto na sua atividade económica. Entendem-se como custos de contexto, os efeitos negativos decorrentes de regras, procedimentos, ações e/ou omissões que prejudicam a atividade das empresas e que não são imputáveis ao investidor, ao negócio ou à organização, explica o INE

 

Fonte: Agência Lusa in Observador

Governo já entregou oficialmente em Bruxelas a reprogramação do Portugal 2020

27 de julho de 2018

O Governo português já entregou formalmente o exercício de reprogramação do atual quadro comunitário de apoio à Comissão Europeia, confirmou ao ECO fonte oficial do Ministério do Planeamento e Infraestrturas. Em causa está a reafetação de 2,93 mil milhões de euros, que passam de umas gavetas para outras, ou seja de áreas com pouca execução para outras onde já faltam fundos comunitários.

 “A documentação seguiu na sexta”, dia 20 de julho, avançou a mesma fonte. “A expectativa é de que só haja desenvolvimentos em setembro”, acrescentou.

 O porta-voz da Comissão Europeia confirmou, esta segunda-feira, ao ECO a receção de todos os programas alterados da Política de Coesão enviados pelas autoridades portuguesas.

 O ECO apurou junto de fonte comunitária que Bruxelas pretende entregar a decisão formal antes do final de 2018. As regras determinam que a Comissão depois de receber as propostas — as primeiras a chegar foram as do Programa Operacional da Madeira, Po Açores e o Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), sabe o ECO — tem um mês para fazer comentários e pedir esclarecimentos adicionais, aos quais os Estados membros são obrigados a dar resposta. Mas em agosto os serviços da Comissão estão praticamente fechados devido às férias. Contudo, como houve uma negociação informal entre o Governo português e os serviços da comissária da Política Regional, Corina Cretu, ao longo dos últimos meses, é previsível que o exercício de reprogramação esteja mais ou menos limpo.

 Recorde-se, tal como o ECO avançou, que Bruxelas pôs em causa várias opções do Executivo nacional, nomeadamente em termos de mobilidade urbana — o projeto de mobilidade do Mondego, que começou por ser no papel um papel, mas agora passou a ser um autocarro, foi dos que mais controvérsia gerou –, tendo mesmo sugerido que o Plano Juncker seria mais indicado para financiar alguns depois projetos e não os fundos estruturais do Portugal 2020.

 Houve também exigências em termos de criar novos indicadores e objetivos de empregabilidade para os projetos apoiados com verbas de Bruxelas, nomeadamente através do Programa Operacional Capital Humano (POCH). “A Comissão Europeia encorajou Portugal a rever, e quando relevante, definir novos indicadores e objetivos de empregabilidade, tal como especificado nas atuais regras do Fundo Social Europeu”, disse ao ECO, fonte comunitária. Ou ainda as opções que punham em causa o equilíbrio entre o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e o Fundo Social Europeu, o respeito da concentração temática, etc.

 Mas apesar de este exercício não ter conclusão prevista nas próximas semanas, isso não significa que o Governo não possa lançar novos concursos, nomeadamente para empresas, cuja aprovação de candidaturas é feita em regime de overbooking há pelo menos cinco meses, segundo os últimos dados disponíveis. Isto porque as despesas são elegíveis desde o momento de lançamento do concurso. “A dotação dos fundos que apoiam o investimento empresarial será reforçada em 650 milhões de euros”, no âmbito deste exercício de reprogramação, de acordo com o secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão. Ou seja, o sistema de incentivos ficará com uma dotação global de 4.633 milhões de euros.

(Notícia atualizada segunda-feira 30 de julho com a confirmação oficial do porta-voz da Comissão Europeia)

 

Fonte: Mónica Silvares in Eco

Funcionários públicos. Portugal com uma das menores percentagens da EU

23 de julho de 2018

Portugal está entre os países da União Europeia onde o emprego público pesa menos. De acordo com os dados divulgados pelo Eurostat, em Portugal 15% dos cidadãos empregados eram funcionários públicos, em 2016, o que fica abaixo da média comunitária (16%). A liderar o ranking está a Suécia (29%), seguida pela Dinamarca (28%) e Finlândia (com 25%).

 Atrás de Portugal estão apenas a Alemanha (10%), o Luxemburgo (12%), a Holanda (13%) e a Itália (14%). Do outro lado da realidade estão os países nórdicos. Na Suécia, 29% do mercado de trabalho corresponde a funcionários públicos, seguido de 28% na Dinamarca, 25% na Finlândia, 23% na Estónia e 22% na Lituânia, França e Hungria.

 Os dados do Eurostat revelam ainda que, em 2014, os funcionários públicos na União Europeia ganhavam, em média, 2.600 euros brutos mensalmente.

 Nessa altura, os setores mais bem remunerados eram “as finanças e os seguros” (com um rendimento mensal bruto de 3.800 euros), as “atividades profissionais e técnicas (3.500 euros) e a gestão de esgotos e águas (2.100 euros). Por cá, nesses mesmos setores, os funcionários ganhavam, respetivamente, 2.500 euros, 1.555 euros e 1.074 euros, o que revela uma diferença significativa em relação à media comunitária.

 or Estado-membro, era na Dinamarca (4.500 euros), na Irlanda (4.300 euros), na Suécia (3.700 euros) e nos Países Baixos (3.600 euros) que se ganhava melhor enquanto funcionário público. Em contraste, a Bulgária (500 euros), a Roménia (600 euros) e a Hungria (700 euros) eram os países com remunerações mais baixas

Fonte: in Sol

Idade da reforma no setor privado sobe para os 64 anos

23 de julho de 2018

Nos últimos 17 anos, nunca os trabalhadores do privado se reformaram tão tarde

 

A esperança média de vida tem vindo a aumentar nos últimos anos, e o mesmo tem acontecido com a idade da reforma. De acordo com o “Jornal de Negócios”, em 2017, os pensionistas de velhice reformaram-se em média aos 64,2 anos, segundo dados do Ministério da Segurança Social recentemente atualizados pela Pordata.

 

Nos últimos 17 anos, nunca os trabalhadores do privado se reformaram tão tarde. A idade normal de reforma tem vindo progressivamente a subir desde 2014 e no ano passado estava já nos 66 anos e três meses, conta o matutino.

 

Na prática, a evolução da esperança média de vida tem vindo a ditar um progressivo aumento das penalizações aplicadas a quem quer reformar-se antecipadamente: o fator de sustentabilidade chegou no ano passado aos 13,88%.

 

Fonte: in Expresso

Portugal já lidera emprego online em plataformas como Uber, Airbnb e similares

23 de julho de 2018

Quem ganha mais de metade do rendimento mensal e trabalha mais de 20 horas por semana, conta.

 

 Reino Unido lidera, Portugal terceiro, diz centro da CE. A seguir Plataforma Airbnb em Portugal acolheu mais de 2,6 milhões de visitantes em 2017. Em Portugal, o peso do emprego gerado direta e indiretamente por negócios de plataformas digitais deverá ser já um dos mais elevados num conjunto de 14 países europeus, quase 11% do total, segundo um estudo pioneiro do Joint Research Centre (JRC), da Comissão Europeia (CE).

 

Estamos a falar de negócios como Uber, Ubereats, Glovo, Cabify, Taxify, Zomato, Booking, Airbnb, mas também pode envolver centros de contacto e retalhistas comerciais com presença virtual (supermercados, lojas de roupa e calçado, de artigos eletrónicos, por exemplo). Uns empregam diretamente os seus trabalhadores, mas a maior parte da estatística conta com aqueles que trabalham com a marca (usam a plataforma) e ganham dinheiro com isso. É o caso dos milhares de proprietários de casas, alojamentos locais, que estão a acompanhar a onda do turismo, por exemplo. Segundo os inquéritos conduzidos por aquele serviço de ciência da Comissão Europeia, 10,6% da população adulta em Portugal poderá estar envolvida de forma significativa e ter uma dependência financeiramente relevante face a estas atividades baseadas na internet. A média dos 14 países analisados deu 9,7% do emprego adulto a nível europeu. O líder do ranking é o Reino Unido, com 12% do total do emprego adulto que cai nas plataformas digitais, integrando a chamada “economia colaborativa” ou “economia da partilha”. A mesma fonte confirma que “existem diferenças significativas entre países: o Reino Unido tem a maior incidência de trabalhos de plataforma. Outros países com valores relativamente elevados são Alemanha, Países Baixos, Espanha, Portugal e Itália”. “Já Finlândia, Suécia, França, Hungria e Eslováquia apresentam valores muito baixos em comparação com o resto”, acrescenta.

 

Fonte: Luís Reis Ribeiro In Dinheiro Vivo

 

Velozes na criação de emprego

22 de julho de 2018

Em três anos, as empresas de crescimento elevado criaram mais de 90 mil empregos em Portugal

 

Entre 2013 e 2016, as chamadas empresas de crescimento elevado (ECE) criaram em Portugal mais de 90 mil novos postos de trabalho, 41,6% dos quais no sector dos serviços. Os dados do último estudo “As empresas mais velozes (2013-2016)”, agora divulgado pela Informa D&B, apontam para um crescimento de 136% no número de trabalhadores ao serviço destas empresas, no período considerado. Mas a dinâmica na criação de emprego não foi uniforme ao longo destes anos.

 

As empresas de elevado crescimento — organizações com mais de dez funcionários que se caracterizam por um crescimento orgânico médio anual de empregados superior a 20%, durante três anos consecutivos — são uma minoria (0,5%) num tecido empresarial nacional dominado por micro, pequenas e médias empresas (99,9%). Mas, nestes quatro anos, responderam por 11,4% do total de novos empregos criados pelas empresas em Portugal. As ECE estão em todos os sectores de atividade, mas é nas indústrias transformadoras (25,5%) e nos serviços (19,5%) que atingem maior expressão.

 

A análise agregada da evolução destas empresas entre 2013 e 2016 mostra que, com os 90.043 novos postos de trabalho criados, as ECE atingiram em 2016 o seu melhor ano desde 2009, altura em que o acumulado dos novos empregos gerados pelas empresas mais velozes do mercado, nos três anos anteriores, totalizava 82.647. Contudo, os dados desagregados relativos à criação de emprego por sector de atividade, cedidos pela Informa D&B a pedido do Expresso, revelam que a evolução da criação de emprego não foi uniforme, entre 2013 e 2016, com quebras registadas sobretudo no último ano. Em 2016, o último ano analisado pelo estudo, as empresas mais velozes do mercado nacional abrandaram o ritmo de contratação e criaram menos 666 empregos do que no ano anterior. Construção e serviços foram os sectores onde as contratações mais abrandaram. Mas vamos aos números.

 

Criação de emprego abranda em sector-chave

 

Há 1575 empresas de elevado crescimento em Portugal. O sector das indústrias transformadoras é o que absorve a maior parte destas empresas (402) e o segundo maior criador de emprego com 16.703 novos postos de trabalho criados entre 2013 e 2016. A análise anual isolada do desempenho destas empresas demonstra que as ECE a operar neste sector criaram menos 236 empregos em 2016 do que em 2015. O comportamento é semelhante nos sectores da construção e serviços que lideram o ranking dos que mais abrandaram na criação de postos de trabalho nos dois anos, com menos 1229 e 812 empregos criados, respetivamente. A análise da totalidade dos sectores aponta para uma redução de 666 novos postos de trabalho no total dos novos empregos criados em 2016, face a 2015.

 

Apesar deste revés, os indicadores das ECE mostram que nos três anos analisados aumentaram as empresas mais maduras (com mais de 20 anos de mercado) e o perfil exportador das organizações nacionais foi reforçado. Segundo o relatório, 53% das empresas nacionais de crescimento acelerado são exportadoras. Entre elas está a Science4you, liderada por Miguel Pina Martins. A empresa que soma dez anos, internacionalizou-se logo ao segundo ano de atividade. Um passo que, para Miguel Pina Martins, “foi fundamental” já que os negócios no exterior garantem mais de 70% da faturação anual da empresa. “Em 2017 faturámos 27 milhões de euros em vendas totais nos mais de 40 países onde a marca está presente”, explica acrescentando que o valor representa um crescimento de 66% face a 2016.

 

Saiba mais aqui:

Fonte: Cátia Mateus in Expresso

22 mil portugueses trabalham sem salário

22 de julho de 2018

O trabalho em negócios familiares empurra muitos para a precariedade

 

Pedro e Rita são os rostos de uma estatística, a dos “trabalhadores familiares não remunerados”. Todos escolheram não divulgar a sua verdadeira identidade, mas personificam o que o Instituto Nacional de Estatística (INE) define como “indivíduos que exercem uma atividade independente numa empresa orientada para o mercado e explorada por um familiar, não sendo contudo seus associados nem estando vinculados por um contrato de trabalho”. Em 2017, eram 22 mil em Portugal. No primeiro trimestre deste ano, a contabilização do INE já soma 21,5 mil portugueses que trabalham em negócios familiares, sem remuneração ou pelo menos sem que os empregadores a declararem. Quem são estes trabalhadores, que qualificações têm e quantas horas trabalham permanece um mistério para os economistas, sindicatos e até para a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

 

Fonte: Cátia Mateus in Expresso

Portugal é dos países que mais recebe de Bruxelas

22 de julho de 2018

Portugal recebeu, nos últimos três anos, quase cinco mil milhões de euros da Comissão Europeia, ocupando o terceiro lugar entre os Estados-membros que mais fundos comunitários receberam, segundo dados divulgados por Bruxelas.

 

"Até ao final de março de 2018 foram transferidos 4.849 milhões de euros para Portugal pela Comissão Europeia (CE). Este valor equivale a 18,6% do valor programado no Portugal 2020 e mantém-se acima da média da União Europeia (que se encontrava em 12,9%)", lê-se no último Boletim Informativo dos Fundos da União Europeia, divulgado em 31 de março.

 

Trata-se da "taxa mais elevada de entre os Estados-membros com envelopes financeiros mais elevados (acima de sete mil milhões de euros)", segundo a mesma fonte.

 

Nos últimos três anos, altura em que foram abertos os primeiros concursos do programa Portugal 2020, no total, foram transferidos pela CE para os 28 Estados-membros 58.819 milhões de euros, sendo que, desse montante, 8,2% foram destinados a Portugal.

 

No período em causa, mais de dois mil concursos foram abertos e apresentadas mais de 382 mil candidaturas, tendo sido aprovadas mais de 297 mil operações.

 

No que se refere à aplicação dos fundos europeus em Portugal, até ao final do período em causa, foram apresentadas candidaturas com intenções de investimento até 51 mil milhões de euros, 53% dos quais ligados ao setor da competitividade e internacionalização.

 

Por sua vez, o volume de fundos aprovados no Portugal 2020 fixou-se em 16,6 mil milhões de euros, "destinados a financiar operações de investimento no valor de 24,7 mil milhões de euros".

 

"A taxa de financiamento média sobre o investimento elegível era de 67%. A taxa de compromisso situava-se em 64%, tendo registado uma evolução de 5,3 pontos percentuais [p.p.] em relação ao último trimestre", explica a CE.

 

A liderar os valores de fundos aprovados estão os apoios às pequenas e médias empresas (24%), destacando-se ainda a educação (11%), ciência e investigação (9%), ambiente e recursos naturais (7%) e a área da competitividade, no âmbito do desenvolvimento rural (6%).

 

A concretização dos projetos financiados fixou-se em cerca de 6,1 mil milhões de euros de fundos executados, o que se traduziu numa taxa de execução de 24%, mais 2,3 p.p. do que em dezembro de 2017.

 

"Do lado da execução destacam-se os domínios temáticos do desenvolvimento rural e da competitividade e internacionalização com 28% dos fundos executados e o domínio do capital humano com 22%", revelou.

 

Por fundos, os maiores acréscimos em termos de aprovações registaram-se no Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), com um aumento de 708 milhões de euros, e no Fundo Social Europeu/Iniciativa Emprego Jovem (FSE/IEJ), com uma subida de 470 milhões de euros.

 

Com uma dotação global de cerca de 26 mil milhões de euros, o programa Portugal 2020 consiste num acordo de parceria entre Portugal e a Comissão Europeia, "no qual se estabelecem princípios e as prioridades de programação para a política de desenvolvimento económico, social e territorial de Portugal, entre 2014 e 2020".

 

Fonte: in Jornal de Notícias

Calçado quer exportar 150 milhões para os EUA em cinco anos

21 de julho de 2018

Entre 2010 e 2016, as exportações nacionais de calçado para os EUA cresceram 537%, passando de 12 milhões para 76,6 milhões de euros.

 

 

O mercado americano é a "prioridade estratégica" para a indústria de calçado na próxima década. O objetivo é duplicar as exportações, com ou sem acordo de livre comércio entre a União Europeia e os EUA. "Naturalmente que teríamos mais vantagens se o acordo tivesse sido concretizado, mas não nos deixamos condicionar por questões do foro conjuntural. A nossa aposta é de médio prazo, ambicionamos um crescimento sustentado", garante Luís Onofre, presidente da associação do setor, a APICCAPS.

 

Entre 2010 e 2016, as exportações nacionais de calçado para os EUA cresceram 537%, passando de 12 milhões para 76,6 milhões de euros.

O valor mais elevado de sempre, correspondente a 2,2 milhões de pares de sapatos exportados. Mas, em 2017, o mercado caiu 5,9% e, este ano, entre janeiro e maio, a quebra é de 17,4%. Números que não desmotivam os empresários. "A quebra é, infelizmente, extensiva à economia portuguesa em geral, mas o facto de, em poucos anos, multiplicarmos por seis as nossas vendas nos EUA mostra que o potencial de mercado existe. O último ano e meio, por via das flutuações cambiais, tem sido prejudicial e, por isso mesmo, estamos a fazer um grande investimento no mercado precisamente para não estarmos dependentes dessas flutuações", argumenta Luís Onofre.

 

A indústria portuguesa do calçado apresenta-se ao mercado nova-iorquino, na MRKT e na Project, certames de moda masculina e feminina, respetivamente, que decorrem de 22 a 24 de julho no Jacob Javits Center. São 18 empresas, responsáveis por 21 marcas, que estarão no espaço coletivo Portugal procurando, em 100 metros quadrados, "mostrar a excelência da oferta nacional". Carlos Santos, Felmini, Lemon Jelly, Tatuaggi e Fly London são algumas das marcas representadas, sendo que a Fly tem uma loja própria em Nova Iorque desde 2014.

 

Em simultâneo, a 23 de julho, o calçado associa-se ao vestuário e à ourivesaria para promover a moda portuguesa num hotel nova-iorquino. São 30 as marcas representadas, numa iniciativa enriquecida com a gastronomia e a música portuguesa, a cargo dos Best Youth.

 

Esta é uma investida que está a ser preparada há meses. Além de três viagens de prospeção ao mercado e da organização, em março, de uma conferência no Porto com especialistas, designada de 'Road to America', a APICCAPS trouxe a Portugal 11 importadores americanos, em maio, para visitarem algumas das principais empresas. Agora é a vez dos empresários nacionais visitarem lojas de referência e reunirem com cadeias de retalho e distribuidores.

 

Saiba mais aqui:

 

Fonte: Ilídia Pinto in Diário de Noticias

Quando o trabalho nos consome

21 de julho de 2018

Quando não existe vida além da profissional, é altura de entrar em alerta. O burnout, um esgotamento provocado pelo trabalho, pode atingir 13% dos portugueses

 

A vida parece perfeita vista de fora. Pedro salva vidas todos os dias. Vive entre explosões constantes de adrenalina, que se alimentam umas às outras. A sua é mais do que apenas uma profissão, é um sonho realizado que lhe dá um salário bem acima da média. Secretamente sente-a quase como um dom. No consultório que ocupa num hospital da margem Sul do Tejo, as fotografias de doentes misturam-se com os desenhos de crianças.

 

Ampliada, a perfeição dilui-se. As vidas são salvas no limite. No limite do cansaço, dos meios, do tempo possível para o fazer. E, de cada vez, parecia que o tempo chegava mais ao limite. O sistema ‘crashava’, as filas de espera aumentavam, os utentes desesperavam. A adrenalina e a excitação de andar a correr nos corredores do hospital transformaram-se em palpitações. As tais imagens da parede não contavam as histórias dos bastidores, do excesso de horas para conseguir salvar aquelas vidas. Sem rede de apoio. O salário que permitia a vida acima da média era uma junção de três, um no Serviço Nacional de Saúde, outros dois feitos no privado, entre consultas e urgências. De turno em turno, o trabalho tornou-se a própria vida. E o corpo e a mente chegaram ao limite. Pedro é uma das vítimas de burnout, uma síndrome de carácter psíquico que leva a um esgotamento físico e mental cujo causa é o trabalho. É uma espécie de fim de linha. Uma fadiga, dividida entre a exaustão emocional, despersonalização e falta de realização pessoal, cuja causa é o trabalho. E que impede o corpo e a mente de seguirem o rumo natural.

 

“De início adorava o que fazia. E fazia mais, aceitava mais trabalho, por isso mesmo, por adorar. O trabalho passou a ser tudo na minha vida. E o tudo tornava-se sempre mais. A ser feito com menos. Menos gente, menos recursos, menos colegas”, conta Pedro, 43 anos, especialista em medicina interna, agora a viver uma espécie de pausa.

 

Vários estudos têm demonstrado os efeitos do excesso de trabalho e do stresse em diferentes profissões. A maioria relaciona a síndrome de burnout a profissões de grande stresse e exigência, ligadas a serviços públicos. Uma análise da Unidade de Investigação em Epidemiologia, do Instituto de Saúde Pública, da Universidade do Porto, afirma que afeta todos os profissionais de saúde, independentemente do cargo e da função que desempenham. Já os dados da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho dizem que oito em cada dez dirigentes europeus manifestaram preocupação com o stresse nas empresas. O mais recente estudo feito em Portugal, centrou-se nos professores e concluiu que mais de 65 mil docentes estão em exaustão emocional.

 

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Fonte: Carolina Reis in Expresso

Portugal mantém 3.ª maior dívida pública da UE no primeiro trimestre

20 de julho de 2018

Portugal continua a registar a terceira maior dívida em percentagem do PIB (126,4%), depois da Grécia (180,4%) e de Itália (13,4%)

 

 

A dívida pública fixou-se nos 86,8% do PIB na zona euro e nos 81,6% na União Europeia (UE), no primeiro trimestre, com Portugal a manter a terceira maior (126,4%), divulga esta sexta-feira o Eurostat.

 

De acordo com o gabinete de estatísticas da UE, na zona euro, a dívida pública aumentou ligeiramente face aos 86,7% do trimestre anterior, mas recuou na comparação com os primeiros três meses de 2017, quando atingiu os 89,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

 

No conjunto os 28 Estados-membros, a dívida pública recuou para os 81,5%, face à de 81,6% do trimestre anterior, quer à de 83,6% do homólogo.

 

Portugal continua a registar a terceira maior dívida em percentagem do PIB (126,4%), depois da Grécia (180,4%) e de Itália (13,4%), enquanto as menores se observaram na Estónia (8,7% do PIB), no Luxemburgo (22,2%) e na Bulgária (24,1%).

 

A dívida pública portuguesa recuou, entre janeiro e março, 3,7 pontos percentuais face à de 130,1% do PIB registada no período homólogo e aumentou 0,7 pontos na comparação com a de 125,7% do PIB do quatro trimestre de 2017

 

De acordo com o gabinete de estatísticas da UE, na comparação homóloga, só a Grécia viu a sua dívida pública aumentar em relação ao PIB nos primeiros três meses do ano (2,7 pontos percentuais), tendo os recuos mais significativos sido observados em Chipre (-11,3 pp), na Irlanda (-6,5 pp) e na Croácia (-6,4 pp).

 

Já face ao quarto trimestre de 2017, a Bélgica foi o país cuja dívida mais cresceu (2,9 pontos percentuais), seguindo-se a Grécia (1,8 pp) e a Itália (1,6 pp), tendo as maiores quebras sido registadas na Letónia (-4,4 pp), na Lituânia (-3,5 pp) e em Chipre (-2,8 pp).

 

A dívida pública portuguesa recuou, entre janeiro e março, 3,7 pontos percentuais face à de 130,1% do PIB registada no período homólogo e aumentou 0,7 pontos na comparação com a de 125,7% do PIB do quatro trimestre de 2017.

 

Fonte: in Diário de Noticias/ Lusa

Desemprego jovem: Portugal é dos que mais recuperou mas ainda está entre os piores

19 de julho de 2018

O FMI assinala que, embora a UE tenha recuperado bastante no desemprego jovem, tal não se deve só à criação de emprego, mas também ao desencorajamento e prolongamento dos estudos de milhões de jovens.

 

Portugal é um dos países onde o desemprego jovem mais recuperou desde a crise, tendo caído mais do que dez pontos percentuais, mas permanece entre aqueles que têm valores mais altos para o desemprego nesta faixa etária. A recuperação, embora tenha sido das mais acentuadas, não bastou para retirar Portugal do fundo da lista, revela esta quinta-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI) num relatório sobre as políticas implementadas na União Europeia.

 

Recentemente, assinalam os responsáveis do FMI, os países da União Europeia têm registado uma queda do desemprego jovem, com “as melhores melhorias (…) a acontecer na Irlanda, Eslováquia, Lituânia, Letónia e Portugal, onde o desemprego jovem caiu mais de dez pontos percentuais”. No entanto, em muitos países as taxas continuam altas, e Portugal está entre os oito com as mais elevadas.

 

Na União Europeia, porém, a queda no desemprego jovem não tem acontecido principalmente pela criação de emprego. O FMI assinala que quase dois terços da recuperação na taxa de desemprego jovem se deve à saída de muitos do mercado de trabalho, seja por estarem desencorajados, seja por apostarem na formação ou educação. São quase três milhões de jovens a menos no mercado de trabalho entre 2008 e 2017, acrescenta o FMI. Só desde 2013, foram criados 300 mil trabalhos mas o desemprego jovem reduziu-se em 900 mil pessoas — ou seja, 600 mil “desapareceram”.

 

Para onde foram os três milhões desaparecidos?

 

Há várias razões para a diminuição do número de jovens no mercado de trabalho, que se reflete, por sua vez, na redução do desemprego jovem. Por um lado, assinala o relatório do FMI, o número de jovens diminuiu devido a uma imigração menor para os países europeus na consequência da crise económica. Por outro lado, muitos jovens decidiram dedicar-se à educação e formação. “A proporção de jovens na educação aumentou cinco pontos percentuais desde 2008, para chegar aos 57% em 2017”, assinalam os técnicos do FMI.

 

Saiba mais aqui:

 

Fonte: Marta Santos Silva in Eco online

 

Há 16 anos que não havia tão poucos desempregados inscritos no IEFP

19 de julho de 2018

De maio para junho, o desemprego registado pelo IEFP caiu 5,1%, uma diminuição que é a maior deste tipo desde 1989. No total, há 332,4 mil desempregados inscritos nos centros de emprego.

O número de desempregados registados nos centros de emprego baixou em junho 20,5% relativamente ao mesmo mês de 2017, para 332,4 mil pessoas, o número mais baixo dos últimos 16 anos, divulgou hoje o Ministério do Trabalho.

 

De acordo com um comunicado do Ministério do Trabalho, a diminuição homóloga de 20,5% foi a maior registada desde 1989 e corresponde a um decréscimo de 85,8 mil desempregados. Comparando com o mês de maio, o desemprego desceu 5,1%, o que corresponde a menos 17,8 mil pessoas inscritas nos centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

 

O número de desempregados jovens baixou para 31,5 mil pessoas, com um decréscimo homólogo de 29,0% (menos 12,9 mil pessoas) e uma diminuição em cadeia de 10,1% (menos 3,5 mil pessoas), representando em junho 9,5% do desemprego registado (abaixo dos 10,6% do mesmo mês do ano passado).

 

O desemprego de longa duração teve uma redução homóloga de 23,6%, baixou para 162,8 mil pessoas, menos 50,2 mil pessoas, e teve um decréscimo de 5,6% face ao mês de maio (menos 9,7 mil pessoas).

 

Segundo o Ministério do Trabalho, desde o início da legislatura, mais de 222 mil pessoas saíram do desemprego (40%), sendo que mais de 97 mil eram desempregados de longa duração (37%) e quase 38 mil eram jovens desempregados (54%).

 

Fonte: Lusa in Eco online

Trabalhar menos dias e ganhar o mesmo. Numa empresa neozelandesa já é uma realidade

19 de julho de 2018

Os trabalhadores da Perpetual Guardian trabalharam menos um dia por semana com o mesmo salário e os resultados foram "um sucesso absoluto".

 

Trabalhar menos um dia por semana e ganhar o mesmo salário pode parecer um sonho, mas uma empresa da Nova Zelândia tornou-o realidade. A Perpetual Guardian experimentou durante oito semanas reduzir o horário laboral dos seus funcionários para quatro dias, sem reduzir os ordenados e sem exigir horas extras.

 

De acordo com o jornal The Guardian, os resultados foram um "sucesso absoluto" com a diminuição dos níveis de stress dos trabalhadores em 7% e uma maior capacidade para conciliar o trabalho com a vida profissional. Se antes da experiência apenas 54% dos funcionários conseguia equilibrar os compromissos pessoais com os laborais, depois das mudanças de horários a percentagem subiu para 78%.

 

Mas menos um dia de trabalho significa menos produtividade? Neste caso, pelo menos, isso não aconteceu, porque os colaboradores foram chamados a debater formas de manter a produtividade com menos dias de trabalho por semana.

 

"Os funcionários projetaram uma série de inovações e iniciativas para trabalhar de maneira mais produtiva e eficiente, desde a automação de processos manuais até à redução ou eliminação do uso de internet para assuntos não relacionados com o trabalho", explicou uma conferencista na Universidade Auckland Business School, citada pelo The Guardian.

 

Saiba mais aqui:

Fonte: Sara Beatriz Monteiro in TSF online

Alterações ao Código do Trabalho aprovadas na generalidade com votos do PS

18 de julho de 2018

A proposta de lei do Governo para alterar várias matérias do Código do Trabalho foi, esta quarta-feira, aprovada na generalidade com os votos favoráveis do Partido Socialista.

 

O diploma recebeu os votos contra do Partido Comunista, dos Verdes e do Bloco de Esquerda e as abstenções do PSD, CDS e PAN.

 

A Proposta de Lei n.º 136/XIII, que resulta de um acordo de concertação social assinado há um mês, vai também alterar algumas matérias do Código Contributivo.

 

O diploma vai baixar à Comissão Parlamentar de Trabalho para ser discutido na especialidade, o que deverá ocorrer após as férias parlamentares, em setembro.

 

No momento em que o vice-presidente da Assembleia da República Jorge Lacão perguntou aos deputados quem votava contra a proposta do Governo, além das bancadas do PCP, PEV e BE, levantaram-se várias dezenas de sindicalistas da CGTP, que acompanharam o plenário nas galerias, nomeadamente o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, e a dirigente da federação sindical da função pública Ana Avoila.

 

A CGTP foi o único parceiro social que não subscreveu o acordo tripartido, por considerar que ele não resolve os problemas dos trabalhadores nem do país e, no caso da precariedade e da contratação coletiva até os agrava.

 

A proposta legislativa do Governo prevê, entre outras alterações, o alargamento do período experimental de 90 dias para 180 dias para contratos sem termo de jovens à procura do primeiro emprego ou desempregados de longa duração e o fim ao banco de horas individual, criando a possibilidade de um novo regime de banco de horas por acordos de grupo, dependente da aprovação de 65% dos trabalhadores.

 

Fonte: in Jornal de Notícias

Emprego dos jovens que acabaram agora o curso volta aos níveis pré-troika

18 de julho de 2018

Em Portugal, em 2017, quase 81% conseguiram arranjar trabalho. Na Alemanha, nível de concretização está em 91%.

 

O nível de emprego dos jovens que, em Portugal, acabaram recentemente cursos de grau mais elevado - secundário do 10.º ao 12.º ano, pós-secundário e ensino superior - regressou aos níveis pré-troika, mas continua a ser um dos mais baixos da Europa, indicam dados do Eurostat obtidos pelo DN/Dinheiro Vivo. Segundo os números oficiais, em 2017, 80,7% desses indivíduos (com idades dos 20 aos 34 anos e que acabaram o respetivo curso há três anos, no máximo) conseguiram arranjar emprego. Trata-se de uma proporção que está ao nível de 2010 (80,6%), último ano antes da bancarrota e do início do programa de ajustamento da troika.

 

Esta taxa de empregabilidade dos jovens com cursos mais avançados (licenciaturas e não só), que no fundo acaba por ser um indicador que também ajuda a medir o retorno do investimento em qualificações, está a subir desde 2012, ano em que atingiu o valor mais baixo da série do gabinete de estatísticas da União Europeia. Nessa altura, a taxa de emprego deste grupo de pessoas atingiu um mínimo de 67,5%.

A recuperação nos níveis de empregabilidade assente em qualificações mais altas não é um exclusivo de Portugal. Isso aconteceu em todos os países europeus.

 

Em termos comparativos, Portugal, embora esteja ligeiramente acima da média da União Europeia, continua a ter das empregabilidades mais baixas ao nível dos tais jovens mais qualificados que acabaram o curso há três anos ou menos.

 

A média da UE está nos 80,2%. Portugal está em 18.º lugar no grupo dos 28 da União. Em termos de empregabilidade, está atrás de concorrentes diretos do Leste Europeu, como Eslovénia, Estónia ou Eslováquia.

 

Os países com maiores taxas de sucesso na obtenção de emprego são Malta (94,5%), Alemanha (90,9%) e Holanda (90,4%). No fundo da tabela estão Croácia (65,9%), Itália (55,2%) e Grécia (52%).

 

Saiba mais aqui:

 

Fonte: Luís Reis Ribeiro in Diário de Notícias

Emprego na OCDE aumenta no 1º. trimestre, Portugal com uma das maiores subidas

17 de julho de 2018

A taxa de emprego em Portugal no primeiro trimestre foi de 69,2%, acima do valor observado um ano antes (66,8%).

A taxa de emprego na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) aumentou 0,2 pontos percentuais no primeiro trimestre, face ao anterior, para 68,2%, com Portugal a apresentar uma das subidas mais elevadas.

De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pela OCDE, a taxa de emprego em Portugal no primeiro trimestre foi de 69,2%, acima do valor observado um ano antes (66,8%) e no trimestre anterior (68,9%).

Em termos homólogos, no conjunto dos países da OCDE, a taxa de emprego (percentagem de pessoas com emprego entre a população com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos) tinha sido 67,4% no primeiro trimestre do ano passado.

Na zona euro, a taxa de emprego subiu dos 66% observados no primeiro trimestre do ano passado para os 66,9% (face aos 66,8% registados no trimestre anterior). O aumento trimestral, segundo a OCDE, beneficiou todos os grupos, embora tenha sido mais pronunciado nos jovens (dos 15 aos 24 anos).

 

Fonte: Lusa in Eco online

Robôs vão substituir os humanos? Também vão ajudar a criar empregos

17 de julho de 2018

De acordo com o estudo da PwC, os setores do transporte e da indústria serão os mais afetados. Em meados de 2030, 30% deverão ser substituídos por robôs.

 

São vários os especialistas que defendem que, mais tarde ou mais cedo, os humanos serão substituídos por robôs no mundo do trabalho. Para tirar esta questão a limpo, a consultora PwC realizou um estudo, analisando 29 países, onde concluiu que haverá um equilíbrio, ou seja, a Inteligência Artificial (AI) substituirá alguns empregos em determinados setores mas, em contrapartida, ajudará a criar outros tantos.

 

Bill Gates e Elon Musk são dois dos muitos nomes que acreditam que o mercado laboral será dominado pela robótica. Mas, do lado da PwC, não passarão de suposições. De acordo com o estudo realizado pela consultora, citado pelo Business Insider (conteúdo em inglês), os robôs substituirão os humanos em certos empregos, especialmente nos setores dos transportes (38%)e da indústria (30%). Mas, em contrapartida, noutros setores ajudarão a criar emprego, possibilitando um equilíbrio, como por exemplo na saúde, prevê o estudo.

“A IA, a robótica e outras formas de automação inteligente têm o potencial de trazer grandes benefícios económicos, contribuindo com até 15 biliões de dólares (12,8 biliões de euros) para o PIB mundial até 2030“, lê-se nas conclusões. “Essa riqueza extra também impulsionará a procura por muitos empregos, não esquecendo que também poderá substituir muitos outros existentes”.

 

Até ao início de 2020, a PwC espera que sejam substituídos 3% dos empregos existentes atualmente, podendo esta percentagem aumentar à medida que as tecnologias vão sendo aperfeiçoadas. Em meados de 2030, esse número sobe para 30%, sendo os homens os mais afetados a longo prazo à medida que novas máquinas vão substituindo as tarefas manuais.

 

Ainda de acordo com um relatório publicado no início do ano pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), apenas 14% dos empregos nos países-membros estavam em risco de automação. Mas, ambas as entidades concordam que os setores que mais irão beneficiar da Inteligência Artificial, ou correm menos riscos de automação, serão aqueles envolvem tarefas mais complexas e especializadas: educação, trabalho científico e técnico, e alojamento e restauração.

 

Por outro lado, os setores que correm mais riscos de serem dominados pela robótica são aqueles que envolvem tarefas administrativas repetitivas, tais como: finanças e seguros, retalho, construção, administração pública, transportes e indústria.

 

Fonte: Rita Neto in Eco online

Governo reconhece que Vistos Gold falharam na criação de emprego

14 de julho de 2018

Em reação à proposta do Bloco de Esquerda de acabar com os Vistos Gold, o ministro dos Negócios Estrangeiros lembra, no entanto, que o programa tem trazido investimento para o país.

 

O ministro Augusto Santos Silva reconhece que o programa dos Vistos Gold não cumpriu os objetivos iniciais de criação de emprego.

 

O Bloco de Esquerda quer acabar com os vistos dourados, alegando que abriram a porta à corrupção em Portugal, favorecendo a criminalidade económica e a especulação imobiliária. O Bloco lembra ainda que, em mais de 5700 pedidos de vistos, apenas nove foram para criar emprego.

 

À TSF, o ministro dos Negócios Estrangeiros admite que, nesse capítulo, o programa ficou abaixo das expectativas.

 

"Infelizmente é verdade que, no que diz respeito à terceira razão pela qual pode ser concedida autorização - projetos de investimento com criação de postos de trabalho - , essa razão tem sido usada residualmente. Introduzimos entretanto alterações no sentido de baixar o limiar neste último caso e também no sentido de atrair capital para fins culturais. Portanto, no sentido de valorizar também as razões de mecenato na concessão de autorização de residência", explicou.

 

Ainda assim, Augusto Santos Silva defende que é um programa importante para Portugal porque tem atraído muito investimento. "Este instrumento é útil, tem um efeito limitado, mas útil".

 

À TSF, o ministro admite também alguns casos irregulares na atribuição de Vistos Gold, mas sublinha que foram todos entregues à Justiça.

 

"Os pedidos têm sido analisados e concedidos seguindo todas as regras", garantiu. "Quando houve indícios de fraude no processamento das autorizações de residência por investimento, o Ministério Público atuou e os Tribunais procederam aos julgamentos que entenderam fazer".

 

Augusto Santos Silva salientou também que nada indica que este regime crie mais criminalidade. "Não tenho nenhuma informação que me permita dizer que neste regime se encontre uma taxa de criminalidade, delinquência ou evasão fiscal superior a outros regimes".

 

Fonte: in TSF

Bruxelas piora estimativa de crescimento da economia portuguesa

12 de julho de 2018

A Comissão Europeia reviu em baixa o crescimento da economia portuguesa para este ano, para 2,2%, e espera um abrandamento da criação de emprego.

 Nas previsões de verão divulgadas esta quinta-feira, Bruxelas piora a sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) português de 2,3% para 2,2%, ficando agora ligeiramente abaixo do que estima o Governo de António Costa (que é 2,3%).

 "O crescimento do PIB português abrandou para 2,1% (em cadeia) no primeiro trimestre de 2018, devido, sobretudo, a um enfraquecimento das exportações líquidas. Parte da moderação é explicada por fatores temporários, como más condições meteorológicas que afetaram a construção e a atividade portuária", explica a Comissão.

 Apesar do "arranque suave" no início do ano, o sentimento económico "melhorou em maio e junho, apontando para uma "performance mais favorável no segundo trimestre".

 O consumo privado continua a beneficiar da melhoria das condições de trabalho, mas, no entanto, Bruxelas estima que abrande na segunda metade do ano à medida que "o ritmo de criação de emprego abrande e, com menor medida, em resultado do impacto da subida do preço do petróleo nos rendimentos disponíveis".

 A Comissão prevê que tanto as exportações como as importações continuem a crescer a taxas elevadas, com uma contribuição para o crescimento negativa, devido a um ambiente externo menos favorável.

 O executivo comunitário mantém a estimativa de crescimento do próximo ano em 2% - abaixo da projeção do Governo, que espera que o ritmo de expansão do PIB se mantenha nos 2,3% em 2019.

 Já no que diz respeito à inflação, e depois de um "abrandamento significativo no início do ano", os preços começaram a recuperar em maio, devido à subida do preço do petróleo.

 Por isso, a inflação deve rondar os 1,4% em 2018 e os 1,6% em 2019, antecipa Bruxelas.

 "O crescimento dos salários tem estado subjugado, mas espera-se que recupere gradualmente no horizonte da projeção [até 2019], empurrando o preço dos serviços além da meta de inflação [que é de 2%]", segundo a Comissão.

 Lembrando que os preços na habitação cresceram 12,2% no primeiro trimestre, devido ao turismo e à entrada de capitais estrangeiros, a Comissão espera que a recuperação na construção de casas controle gradualmente os preços na habitação, embora a diferença face à meta de inflação permaneça substancial.

 Este ano, a Comissão Europeia voltou a publicar duas previsões abrangentes (primavera e outono) e duas previsões intercalares (inverno e verão) a cada ano, em vez das três previsões abrangentes no inverno, na primavera e no outono que produziu todos os anos desde 2012.

 Isso faz com o relatório intermédio apresente apenas atualizações do PIB e da inflação. Nos relatórios publicados desde 2012, a Comissão apresentava previsões também para a taxa de desemprego, o défice orçamental, a dívida pública e o saldo das contas externas, entre outros.

 

Fonte: in Jornal de Notícias

Rede Europeia diz Portugal tem dois milhões de pobres por falta de inclusão

12 de julho de 2018

O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, padre Agostinho Jardim Moreira, criticou esta quinta-feira, no Funchal, a falta de políticas governamentais para a inclusão, vincando que o número de pobres em Portugal mantém-se igual há quatro décadas.

 "Desde o 25 de Abril mudam os governos, mas as políticas mantêm-se. Mantemos sempre os índices estatísticos [da pobreza] entre os 18% e os 20%. Isto é, andamos a manter dois milhões de pobres no país. Isto não é política", alertou.

 Agostinho Jardim Moreira falava aos jornalistas após a assinatura de um protocolo com a Câmara Municipal do Funchal, que concede à Rede Europeia Anti-Pobreza um apoio de 20 mil euros para criar um programa de formação e elaborar um diagnóstico da situação no município.

 "Pretendemos uma Europa de cidadãos, uma Europa de dignidade, uma Europa de toda a pessoa humana", realçou, acentuando que as situações de pobreza em que caiem as pessoas resultam de "injustiças", muitas vezes "institucionais", e também do "modelo político que temos".

 O responsável evocou, por outro lado, um relatório da OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico - que indica que são necessárias cinco gerações para tirar uma pessoa da pobreza em Portugal, situação que, segundo disse, "devia envergonhar-nos".

 "Não queremos alimentar a pobreza. Queremos tirar as pessoas da pobreza", realçou, sublinhando que a Rede Europeia é "apartidária e aconfessional" e opera diretamente no terreno, numa "observação científica independente" e em colaboração com "todas as entidades".

 O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, disse, por seu lado, que o protocolo com a Rede Europeia Anti-Pobreza vai "ajudar a dar substância" às políticas sociais da autarquia.

 "Com a vossa experiência, termos uma ajuda em termos de consultadoria e de formação, para lidarmos de uma forma profissional e consciente [com as situações de pobreza] e elaborar um diagnóstico que nos garanta um conhecimento mais profundo da realidade no concelho", afirmou.

 

Fonte: in Jornal de Notícias

Contratos a prazo dominam primeiro emprego

08 de julho de 2018

Vieira da Silva tem confiança que vai haver maioria parlamentar para aprovar o acordo laboral que foi assinado na concertação social. Um acordo que tem sido criticado pelo Partido Comunista e pelo Bloco de Esquerda.

 Entrevistado pelo jornal online ECO, o ministro da Segurança Social defende as alterações à Lei do Trabalho como uma forma de criar estabilidade no mercado.

 O ministro que prefere "falar em instabilidade das relações laborais do que precariedade" está impressionado com as estatísticas.

 "Os números são muito impressionantes. Dos novos vínculos à Segurança Social, das pessoas que entram no mercado de trabalho, entre 80 a 85% fazem-no através de contratos a prazo. Não quer dizer que todas ficam condenadas a terem contratos a prazo para o resto da vida," sublinha Vieira da Silva.

 De resto a prestação social do desemprego também reflete esta tendência. "60% dos novos subsídios de desemprego são pagos porque alguém terminou um contrato a prazo mas as outras razões, o fim por extinção do posto de trabalho e todas as razões que a lei permite têm hoje um peso significativo".

 O ministro quis também desmistificar a ideia de que o mercado de trabalho está petrificado. "Em abril do ano passado eram cerca de 200 mil as pessoas que tinham mudado de empresa com um prémio salarial à volta dos 6%, em outubro eram 220 mil com um prémio salarial à volta dos 8% em média. Ou seja, a nossa economia não está parada". Não está presa a "relações laborais intermináveis".

 Vieira da Silva argumenta também que as novas regras não vão aumentar o desemprego. "A pior precariedade é não ter emprego mas não estamos condenados a ter um mau emprego porque um emprego assumidamente mais estável é um emprego com capacidade de se qualificar".

 Para o futuro o ministro defende que seria interessante que pudesse haver um acordo de concertação para se promover a competitividade da economia portuguesa.

 

Fonte: José Milheiro in TSF online

Há 30 cursos superiores que garantem emprego a recém-diplomados

06 de julho de 2018

A taxa de desemprego para os alunos que tiraram um curso numa instituição pública é de 5,5%, aumentando para 5,7% para os que frequentaram o ensino privado.

 Há 30 cursos superiores que têm uma taxa de desemprego entre os recém-licenciados de 0%, sendo que 20 fazem parte do ensino privado e dez do ensino público. A nível nacional, há menos recém-diplomados do ensino público no desemprego face aos últimos anos, de acordo com o portal Infocursos, citado pelo Público (acesso condicionado).

 Com a fase de acesso ao ensino superior à porta, poderá ser uma boa opção analisar esta lista de cursos com uma taxa de desemprego de 0%: licenciatura em Tradução e Interpretação de Português/Chinês e Chinês/Português, do Politécnico de Leiria; três licenciaturas em Teologia da Universidade Católica Portuguesa; os seis mestrados integrados de Medicina que existem no país.

 Para além destes, os três cursos de Enfermagem — Escola Superior de Saúde Egas Moniz, Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa e Instituto Politécnico de Setúbal –; Ciências do Mar, da Universidade de Aveiro; Meteorologia, Oceanografia e Geofísica, da Universidade de Lisboa ou ainda Música, variante de Execução, do Politécnico de Lisboa, também apresentação o mesmo nível de empregabilidade. Estes são alguns dos exemplos.

 De acordo com a Direção-Geral do Ensino Superior e a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, a taxa de desemprego para os alunos que frequentaram um curso numa instituição pública é de 5,5%, aumentando para 5,7% para aqueles que frequentaram o ensino privado. Relativamente a 2016, isto representa uma melhoria no caso do público (7,2% na altura) e um agravamento no caso do privado (5,4% na altura).

 Arquitetura, Comunicação Multimédia e Educação Ambiental — respetivamente da Universidade de Évora, do Politécnico da Guarda e do Politécnico de Bragança –, aparecem com as taxas de desemprego entre recém-diplomados mais altas: 22% ou mais. Há, no total, 43 cursos com taxas de desemprego de 15% ou mais.

 

Fonte: in Eco online

Tem recibos verdes? Guia para saber o que mudou

03 de julho de 2018

Desemprego, descontos, despesas. Tudo o que mudou para os trabalhadores independentes

As alterações ao regime de proteção social dos trabalhadores a recibos verdes, como a redução do prazo de garantia de acesso ao subsídio de desemprego ou as novas regras que facilitam as baixas por doença, entraram em vigor a 1 de julho. Saiba o que mudou.

Acesso ao subsídio de desemprego

Acesso ao subsídio de desemprego após 360 dias de trabalho. Até esta data os trabalhadores tinham que acumular 720 dias de trabalho para terem acesso ao subsídio de desemprego. Assim é ditado pelo diploma promulgado a 15 de junho pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa

Valor do subsídio de desemprego

Prestação mensal do subsídio de desemprego equivalente a 65% do rendimento bruto relativo aos 360 dias de trabalho em causa. Até á data não podia ser inferior a 428 euros - Indexante de Apoios Sociais - nem superior a 1072 euros

 

Meses de descontos

Descontos para a Segurança Social reduzidos para 24 meses. Até essa data tinham de fazer descontos durante 48 meses imediatamente anteriores à data de cessação de atividade

 

Taxa de Desconto

A taxa de desconto baixa de 29,6% para 21,4%. A taxa de desconto do trabalhador independente que é empresário em nome individual baixa de 34,75% para 25,2%

 

Rendimento relevante

Rendimento relevante passa a corresponder a 70% do rendimento médio do último trimestre. Até à data, eram considerados 70% do rendimento do ano anterior

 

Descontos mais próximos do rendimento

Aproximação do valor sobre o qual incidem os descontos do rendimento do trabalhador, acabando os escalões e criando uma contribuição mínima de 20 euros

 

Período declarado

Passa ao período dos últimos três meses o montante mensal declarado à Segurança Social relativo à prestação de serviços e de vendas, sendo que poderão ajustar o rendimento 25% para cima ou para baixo

 

Despesas

A presunção automática de despesas passa a ser limitada: é presumida automaticamente uma dedução de 4.014 euros e 15% das despesas devem ser justificadas. Algumas outras despesas são consideradas em apenas 25%.

 

Empresários em nome individual

O diploma introduz uma alteração no conceito de redução do volume de negócios, que passa de 60% para 40%

 

Regime de proteção de doença

As novas regras estabelecem que os trabalhadores a recibos verdes passem a ter direito ao subsídio de doença a partir do 11º dia de incapacidade, quando até agora só tinham acesso ao mesmo a partir do 31º dia

 

Regime de parentalidade

Os trabalhadores independentes passam a ter direito aos subsídios para assistência a filhos e netos doentes e ao subsídio para assistência em caso de nascimento de neto, correspondente a um período até 30 dias consecutivos após o nascimento de neto que resida com o beneficiário em comunhão de mesa e habitação, desde que seja filho de adolescente menor de 16 anos

Fonte: in Diário de Noticias /Lusa

Portugal com 4.ª maior quebra homóloga no desemprego em maio

02 de julho de 2018

A taxa de desemprego recuou para os 8,4% na zona euro, face aos 9,2% do mesmo mês de 2017, e na UE para os 7,0%, que se compara à de 7,7% homóloga

A taxa de desemprego homóloga recuou em maio para os 8,4% na zona euro e para os 7,0% a União Europeia (UE), com Portugal a registar a quarta maior quebra entre os Estados-membros, segundo o Eurostat.

A taxa de desemprego recuou, em maio, para os 8,4% na zona euro, face aos 9,2% do mesmo mês de 2017, e na UE para os 7,0%, que se compara à de 7,7% homóloga.

Face a abril, o indicador manteve-se estável em ambas as zonas.

Segundo o gabinete de estatísticas da UE, o maior recuo homólogo na taxa de desemprego foi observado em Chipre (de 11,4% para 8,4%), na Croácia (de 11,3% para 8,9%), na Grécia (de 22,1% para 20,1%, em março) e em Portugal (de 9,2% para 7,3%).

Em maio, as menores taxas de desemprego foram registadas na República Checa (2,3%) e na Alemanha (3,4%) e as mais altas na Grécia (20,1% em maio) e em Espanha (15,8%).

Em Portugal, a taxa de desemprego de 7,3% regista um recuo em termos homólogos (9,2% em maio de 2017) e uma subida face aos 7,2% de abril.

Fonte: in Diário de Noticias /Lusa

Taxa de desemprego desce para 7,2% em abril, mínimo desde novembro de 2002

29 de junho de 2018

A taxa de desemprego desceu para 7,2% em abril, atingindo o valor mais baixo desde novembro de 2002, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

 A taxa de desemprego de abril de 2018 situou-se em 7,2%, menos 0,3 pontos percentuais do que no mês anterior, menos 0,7 pontos percentuais em relação a três meses antes e menos 2,3 pontos percentuais face ao mesmo mês de 2017", refere o INE. "Aquele valor representa uma revisão em baixa, de 0,2 pontos percentuais, face à estimativa provisória divulgada há um mês e ter-se-á de recuar até novembro de 2002 para encontrar uma taxa inferior a esta", acrescenta.

 A população desempregada de abril foi estimada em 369,4 mil pessoas, tendo diminuído 4,3% em relação ao mês anterior (menos 16,6 mil pessoas), decresceu 9,5% (39 mil) face a janeiro e 24,8% (121,7 mil) relativamente ao mês homólogo de 2017. "Aquele valor representa uma revisão em baixa de 3,1% (12 mil) face à estimativa provisória divulgada há um mês", refere o INE.

 Em abril, a população empregada foi estimada em 4.788,1 mil, tendo aumentado 0,2% (10,4 mil) em relação a março, 0,2% (10,3 mil) face a três meses antes (janeiro) e 2,6% (121,3 mil) a igual mês de 2017. "Aquele valor foi revisto relativamente ao provisório publicado há um mês em mais 0,5% (21,6 mil)", adianta o INE.

 Em maio, a estimativa provisória da população empregada ascendeu a 4.779,5 mil pessoas, representando decréscimos de 0,2% (8,6 mil) face a abril e de 0,1% (2,6 mil) face a três meses antes (fevereiro), "tendo aumentado 2,3% (105,5 mil) face ao mesmo mês de 2017".

 A taxa de emprego situou-se em 61,5%, diminuindo 0,1 pontos percentuais em relação ao mês anterior, mantendo-se face a três meses antes e aumentando 1,5 pontos percentuais em relação ao período homólogo de 2017.

 A população ativa foi estimada em 5.157,5 mil pessoas em abril, uma redução de 0,1% (6,2 mil) face a março e de 0,6% relativamente a janeiro, mantendo-se praticamente inalterada face a igual mês de 2017. "Aquele valor foi revisto, relativamente ao provisório publicado há um mês, em mais 0,2% (9,6 mil)", aponta o INE.

 

Fonte: Lusa in Diário de Noticias

 

Dívida à Segurança Social aumentou 243 milhões em 2017

28 de junho de 2018

Dívida agravou-se 2,5% em 2017. Ministério prefere destacar maior eficácia da cobrança e descida das dívidas em processo de execução fiscal

 No último ano, a dívida total bruta à Segurança Social chegou aos 9.727,5 milhões de euros, registando um aumento de 234 milhões face a 2016, avançou o Negócios esta quinta-feira. Apesar deste aumento, os números fornecidos pelo Ministério do Trabalho ao mesmo jornal revelam que a dívida de cobrança duvidosa, ou seja, aquela que já foi participada para efeitos fiscais em mora há mais de seis meses, diminuiu 48,8 milhões, para 5.681 milhões de euros.

 O Ministério não quis revelar o valor das dívidas incobráveis e preferiu apenas destacar que a receita das contribuições em 2017 chegou aos 15.714,4 milhões de euros, uma variação positiva de 6,34% face a 2016, “denotando-se uma maior capacidade e eficácia de cobrança de contribuições nos prazos legais de pagamento, sem que constituísse dívida de contribuições”. Foi ainda revelado que a dívida da conta-corrente de curto prazo subiu 3,3%, onde se verificou “um aumento do montante total da dívida abrangida por acordos prestacionais em cerca de 204,3 milhões de euros” e que a cobrança de dívidas totalizou 1.249,3 milhões de euros nos dois anos.

 

Fonte: in Dinheiro Vivo

Há alternativa para diversificar o financiamento da Segurança Social

27 de junho de 2018

Para justificar cortes nas prestações sociais e a redução de direitos ao nível da proteção social, atacando a matriz da criação do Sistema Público, Solidário e Universal da Segurança Social, é recorrente introduzir-se a problemática da sustentabilidade da Segurança Social, sem abordar a questão de fundo.

O que efetivamente não é sustentável para a Segurança Social são os encerramentos de empresas, o reduzido número de trabalhadores no ativo, com baixos salários, a par do desemprego e da emigração ao mesmo tempo que não há uma intervenção firme para combater o elevado volume de dívidas à Segurança Social e utiliza-se receitas suas para fins bem distintos da sua missão.

O que efetivamente não foi sustentável foram as opções políticas de exploração e empobrecimento, que introduziu mais desigualdades e injustiças e que colocou a Segurança Social ao serviço de uma política económica contrária aos interesses do país, ditada pelos interesses do grande capital e ao processo de concentração da riqueza.

A criação de um sistema de proteção social dos cidadãos, pública, universal e solidária constituiu um enorme avanço civilizacional conquistado na Revolução de Abril.

Para reforçar as receitas da Segurança Social, em primeiro lugar é necessário a adoção de uma política de valorização dos salários e de uma justa redistribuição da riqueza entre o capital e o trabalho; da criação de emprego com direitos e consequentemente a redução da despesa com o subsídio de desemprego; do combate à fraude e à evasão contributiva e do combate ao elevado volume em dívida à Segurança Social e da reavaliação das medidas de isenções e da redução da TSU.

Em segundo lugar é necessário diversificar as fontes de financiamento da Segurança Social. As contribuições devem não só incidir sobre os salários, mas igualmente sobre o valor gerado na atividade económica. Uma solução que passa pela contribuição de empresas com elevados lucros tendo em conta a riqueza líquida refletida no valor acrescentado líquido.

Uma empresa com um elevado número de trabalhadores contribui muito mais do que uma empresa, por exemplo do setor das novas tecnologias cujos lucros são avultadíssimos, mas que contribui menos para a Segurança Social porque tem poucos trabalhadores. A proposta que o PCP amanhã leva à discussão na Assembleia da República, é que as empresas com elevados lucros possam ter uma contribuição complementar correspondente a uma taxa do valor acrescentado líquido.

Propomos que se aplique do seguinte modo: “Se a soma das contribuições patronais pagas pela empresa durante o ano anterior calculadas com base nos “ordenados e salários” for superior ao valor obtido aplicando a taxa sobre o valor acrescentado líquido fixada para esse mesmo ano, a empresa não tem de pagar mais à Segurança Social”; mas “se a soma das contribuições patronais pagas pela empresa durante o ano anterior, calculadas aplicando a taxa de 23,75% aos “ordenados e salários”, for inferior ao valor que se obtém aplicando a taxa sobre o valor acrescentado líquido que foi fixada, então a empresa paga à Segurança Social a diferença em falta”.

É preciso dar passos no reforço do carácter Público, Solidário e Universal da Segurança Social.

 

Fonte: Paula Santos in Expresso

Excedente da Segurança Social cresceu 15,7% até maio

26 de junho de 2018

Saldo representa mais 202,1 milhões de euros face ao período homólogo.

 

O saldo da Segurança Social aumentou 15,7% até maio, atingindo 1.488 milhões de euros, anunciou hoje o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Num comunicado que antecede a síntese de execução orçamental, o ministério tutelado por Vieira da Silva adianta que "a melhoria do saldo resulta de um aumento de 3,3% da receita efetiva, que compara com um ritmo inferior de crescimento da despesa efetiva, na ordem de 1,6%".

A receita da Segurança Social totalizou 10.950,1 milhões de euros até maio, apesar da redução das transferências correntes do Orçamento de Estado (OE), "uma vez que foi eliminada em 2018 a transferência extraordinária do OE para cobertura do défice" do sistema que, segundo o Ministério, tinha atingido 179 milhões de euros até maio de 2017.

 

Para a evolução da receita contribuiu "de forma muito significativa" o aumento de 6,7% das contribuições e quotizações face ao período homólogo, o equivalente a mais 413,3 milhões de euros.

Segundo o ministério, outro fator que influenciou positivamente a receita foi o aumento das transferências correntes do Fundo Social Europeu (mais 38,1%, ou seja 113,4 milhões de euros) para financiamento de formação profissional no contexto da execução do PT2020.

Já a despesa da Segurança Social até maio ascendeu a 9.462 milhões de euros, um acréscimo homólogo de 1,6% que ficou a dever-se principalmente à despesa com prestações sociais, nomeadamente de parentalidade (+11%), do Rendimento Social de Inserção (+6,3%), do Complemento Solidário para Idosos (+2,5%), ou do abono de família (+6,2%).

A nova Prestação Social para a Inclusão (PSI), que teve início em outubro de 2017, registou uma despesa de 100 milhões de euros até maio, compensando parcialmente a redução da despesa com pensões de invalidez que migraram para esta nova prestação.

 

Em maio existiam 77.877 beneficiários da PSI, indica o Ministério.

Entre janeiro e maio, a despesa com prestações de desemprego e apoio ao emprego diminuiu 5,8% (menos 33,6 milhões de euros) em termos homólogos devido à redução do desemprego.

O número de beneficiários de prestações de desemprego foi, em maio inferior em 11,6% comparando com o mesmo mês de 2017.

A despesa com pensões e complementos caiu 1,1%, o que representa 66 milhões de euros, refletindo a alteração do calendário de pagamento do subsídio de Natal que será pago na íntegra em dezembro, ao contrário do que aconteceu em 2017, em que metade deste subsídio foi paga em duodécimos.

 

Fonte: Lusa in TSF

Só 316 trabalhadores independentes tiveram subsídio de desemprego em 2017

26 de junho de 2018

Em 2017, só 316 trabalhadores independentes conseguiram garantir o acesso ao subsídio por cessação de atividade, o equivalente ao subsídio de desemprego. O número é avançado pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), no último Relatório de sobre Emprego e Formação, do Centro de Relações Laborais, e retrata a fraca abrangência desta prestação social.

A modéstia dos números já foi reconhecida pelo Governo que aprovou novas regras de proteção social para os trabalhadores independentes. A partir do próximo ano, passam a ser elegíveis para esta prestação os trabalhadores independentes que concentrem mais de 50 % da sua faturação numa única entidade, quando agora se exigem 80%. Mas, a este valor não será também alheio o facto dos 'falsos recibos verdes' estarem obrigados a comprovar a involuntariedade do desemprego, apresentando uma declaração da própria empresa a assumir a autoria do "despedimento". Uma exigência burocrática que, tal como o Expresso já havia noticiado, está a complicar a vida a muitos 'recibos verdes'.

E os números parecem comprová-lo. É que os 316 subsídios por cessação de atividade concedidos no último ano, representam uma diminuição para quase metade, face a 2016. Nesse ano, 602 trabalhadores independentes viram garantido acesso a esta prestação social. O Governo prevê que o novo regime de proteção - que entrará em vigor em dois momentos, o primeiro a 1 de Julho e o segundo no início do próximo ano - possa beneficiar um universo de 95 mil trabalhadores independentes.

O Relatório sobre Emprego e Formação 2017 é divulgado na tarde desta terça-feira pelo Centro de Relações Laborais e traça uma radiografia à evolução do mercado de trabalho durante o último ano. O documento a que o Expresso teve acesso, destaca o crescimento da taxa de emprego nacional, que atingiu o valor mais elevado dos últimos sete anos (53,7%), superando pela primeira vez, desde 2010, a taxa de emprego da União Europeia (53,5%), a par com a diminuição do desemprego. Portugal fechou 2017 com uma taxa de desemprego de 8,8%, menos 2,2% do que em 2016 e apenas 1,4% acima da taxa apurada na Europa.

 O que muda para os independentes

 

Saiba mais aqui:

 

Fonte: Cátia Mateus in Expresso

Nível de vida dos portugueses está a regredir há 15 anos

21 de junho de 2018

Imagine dois irmãos, com a mesma escolaridade, que têm cinco anos de diferença entre si. O nível de vida que o irmão mais velho tem hoje já não está ao alcance do irmão mais novo, quando este chegar à sua idade, daqui a cinco anos. A comparação é muito simplificada, mas serve para resumir uma das ideias-chave de um estudo levado a cabo pelo Banco de Portugal: cada geração que passa regride face à anterior, em termos de rendimento e consumo.

O período de observação do estudo são 15 anos (entre 2000 e 2015/2016), precisamente o período coberto pelos três inquéritos aos orçamentos familiares levados a cabo pelo do Instituto Nacional de Estatística (INE), uma base de dados que tem servido para estudar as desigualdades do rendimento e consumo em Portugal.

Uma das conclusões do trabalho da equipa liderada por Nuno Alves, e que vai ao encontro de outros estudos, é que as famílias com formação secundária ou superior têm níveis de rendimento e de consumo bem acima das apresentadas por famílias com baixo níveis de escolaridade. Para se ter uma ideia, em 2015, em média, quem tinha formação secundária ou superior apresentava cinco vezes mais rendimento e consumia três vezes mais do que um agregado com baixas qualificações. Ou seja, estudar compensa – em média, pelo menos.

Outra conclusão previsível é que, entre 2010 e 2015, período em que Portugal atravessou uma profunda recessão, com o desemprego a disparar, os impostos a subir e a proteção social a encolher, registou-se uma quebra generalizada do rendimento e do consumo. Sejam jovens ou mais velhos, mais ou menos escolarizados, os níveis de rendimento e consumo baixaram (em contraste com uma tendência maioritária de aumento de rendimento e de despesas de consumo entre 2000 e 2010). E, também aqui, quem tinha mais escolaridade, apesar de ter perdido nível de vida (medido pelo rendimento e consumo), manteve-se acima do nível de vida de quem tinha até ao 9º ano (sempre em termos médios).

Filho com canudo vive pior que o pai doutor na sua idade

Mas, embora a escolaridade não seja indiferente em termos de nível de vida, as suas vantagens depressa se estreitam, e, a cada intervalo de cinco anos, reduzem-se, com o estudo a concluir que “para o mesmo nível educacional, há evidências de regressão de cada geração face às gerações anteriores quando tinham a mesma idade”.

Um exemplo: a geração que em 2010 tinha 45 anos, nessa altura, ganhava e consumia mais do que a geração seguinte, em 2015, quando fez 45 anos. E assim sucessivamente. Esta última geração que em 2015 tinha 45 anos, quando tinham 40 de idade (em 2010, portanto) vivia melhor do que a que em 2015 tinha 40 anos de idade. E por aí adiante.

Em termos simplificados, para se perceber melhor, pode dizer-se que o filho licenciado vive pior que o seu pai licenciado, quando este tinha a sua idade. E pior que o seu irmão mais velho, mas melhor que o seu irmão mais novo.

Esta tendência também se verifica entre a população que tem até ao 9º ano de escolaridade mas como dispersão de rendimentos é menor, as diferenças são muito mais esbatidas.

Uma quarta conclusão interessante do estudo é que entre grupos de pessoas com características semelhantes, há grandes diferenças de rendimento e consumo. Até aqui temos estado sempre a falar de médias, mas uma análise mais fina aos dados leva os economistas a concluírem que “existe uma elevada dispersão da despesa e do rendimento em cada geração, escalão educacional e escalão etário” e que “a dispersão aumenta ao longo do ciclo de vida, em particular ao longo da vida ativa”.

Isto é, duas pessoas com o mesmo nível de educação e a mesma idade podem ter níveis de vida muito distintos. E a desigualdade é tanto maior quanto mais velha é a geração.

 

Fonte: Elisabete Miranda in Expresso

IEFP. Número de desempregados inscritos cai para mínimos de 16 anos

21 de junho de 2018

Esta é a maior queda em cadeia desde, pelo menos, 1989, uma vez que num espaço de um mês, passaram a estar inscritos no centro de Emprego menos de 25,8 mil pessoas, de acordo com dados divulgados pelo IEFP.

Há cerca de 16 anos que os centros de emprego não tinham tão poucos desempregados inscritos. Por exemplo, no final do mês de maio, estavam registados nos centros do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) cerca de 350 mil desempregados - uma queda bastante significativa relativamente a 2017.

No total, estavam registados nos centros de emprego 350.174 pessoas no final de maio deste ano, o valor mais baixo desde agosto de 2002, e um número que representa uma quebra de 19% em relação ao mês de maio do ano passado e de 6,9% em relação a abril.

“Para a diminuição do desemprego registado contribuíram todos os grupos de desempregados, com destaque para os homens, os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos, os inscritos há um ano ou mais, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o 1º ciclo básico, e ainda ensino secundário”, pode ler-se no relatório do IEFP.

 

Fonte: in Jornal I

Desemprego em Portugal cai quase 7% em apenas um mês

21 de junho de 2018

Portugal encerrou o mês de maio com 350 mil desempregados inscritos nos centros do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), um valor 6,9% abaixo do registado em abril, indicam os dados publicados esta quinta-feira pelo IEFP.

Em apenas um mês saíram da estatística de desemprego registado no IEFP mais de 25 mil pessoas. Já na comparação com maio de 2017 o desemprego baixou 19%, equivalendo a menos 87 mil cidadãos sem trabalho.

Embora o número de desempregados tenha tido uma queda significativa, o total de pessoas à procura de trabalho é ainda superior, com 523 mil pedidos de emprego contabilizados pelo IEFP em maio, o que ficou 4,4% abaixo de abril e 15,3% abaixo de maio de 2017.

Em termos homólogos, todos os grupos analisados pelo IEFP contribuíram para a queda do desemprego, sendo que as diminuições foram mais acentuadas na faixa etária acima dos 25 anos e entre quem estava sem trabalho há mais de um ano.

Por regiões, o Alentejo, o Algarve e Lisboa e Vale do Tejo tiveram reduções do desemprego mais expressivas, acima da média nacional. Açores e Madeira foram as regiões com as quedas menos acentuadas do desemprego registado.

 

Fonte: Miguel Prado in Expresso

Há mais de 160 mil jovens em Portugal que não estudam nem trabalham

19 de junho de 2018

 Em Portugal, há mais de 160 mil jovens que não estudam nem trabalham, adianta esta terça-feira o Garantia Jovem – um programa europeu coordenado em Portugal pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

De acordo com os dados divulgados, dos mais de 160 mil jovens portugueses que não estudam nem trabalham, 50,2% são do sexo feminino e 49,8% do género masculino.

Relativamente às idades destes jovens, 45% tem idades compreendidas entre os 20 e os 24 anos, 41% entre os 25 e os 19 anos, e 14% estão distribuídos pelas restantes faixas etárias.

Os dados mostram que 59% dos jovens em Portugal são desempregados que estão inscritos no serviço público de emprego, e 41% não se encontram sequer registados nos serviços de emprego, de educação e de formação.

A Garantia Jovem tem como objetivo dar resposta à inatividade e ao desemprego jovem.

 

Fonte: in jornal Sol

Portugal é um dos países com menos ofertas de emprego da UE

18 de junho de 2018

Portugal é o segundo a contar do fim na lista da taxa de ofertas de emprego, registando 0,9%. Abaixo só está a Grécia com 0,7%.

No entanto, este valor representa uma subida em comparação com os primeiros três meses do ano, onde Portugal registou 0,8%.

O valor atingido pelo país lusitano não chega a metade da média registada na Zona Euro, que atualmente está nos 2,1%, ou na União Europeia, que chega aos 2,2%. Ambos os indicadores registaram um aumento face aos valores homólogos, 1,9%, e em relação ao último trimestre, 2,0%.

Também a Espanha registou um valor igual a Portugal, enquanto a Bulgária e a Irlanda ficaram com pior resultado, com 1%.

As maiores taxas de ofertas de emprego vão para a República Checa, que chega aos 4,8%, seguida da Bélgica, com 3,5%, e da Alemanha e da Suécia, com 2,9%.

 

Fonte: in Jornal I

Falsos recibos verdes reféns das empresas

09 de junho de 2018

Governo prepara-se para alargar o regime de proteção social dos trabalhadores independentes, mas a medida arrisca-se a não alcançar o efeito desejado. Pelo menos no que respeita ao acesso ao subsídio por cessação de atividade, o equivalente ao subsídio de desemprego nos trabalhadores por conta de outrem.

 

Saiba mais aqui

 

Fonte: Cátia Mateus e Sónia M. Lourenço in Expresso

Emprego ou salários?

09 de junho de 2018

Apesar de uma taxa de desemprego ainda de 7,5%, não há hoje um único sector de atividade em Portugal que não se queixe de dificuldade de recrutamento de trabalhadores. A emigração, primeiro, um crescimento intensivo em trabalho, depois, e a baixa empregabilidade da generalidade dos trabalhadores que continuam a declarar-se desempregados aproximaram o país do pleno emprego. Os salários começaram a subir.

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Fonte: Daniel Bessa in Expresso

Há um novo unicórnio em Portugal e está a contratar

07 de junho de 2018

A empresa OutSystems juntou-se ao grupo de elite de startups e está à procura de pessoas para integrar a equipa. Foi graças ao investimento no valor de 360 milhões de dólares por parte da Goldman Sachs e da KKR, alcançado na terça-feira, que a OutSystems ultrapassou o patamar dos mil milhões de dólares de valorização.

 Esta é a segunda empresa com origem portuguesa a atingir este valor. E está a contratar: no dia antes de ser galardoada, a startup de criação de aplicações e plataformas com recurso a low-code – uma forma simplificada de criar software através de interfaces gráficas – anunciou 131 vagas que vão desde engenharia a marketing, passando pelo apoio ao cliente, 72 delas em Lisboa, Braga e Proença-a-Nova. Paulo Rosado, CEO da OutSystems, explicou em comunicado que o valor do investimento será aplicado para “trazer mais inovação aos nossos clientes, redefinindo o futuro do desenvolvimento do software empresarial”.

 A startup está “a combater um dos maiores problemas que as empresas enfrentam atualmente – a falta de velocidade e agilidade do desenvolvimento tradicional de software que está a dificultar as iniciativas de transformação digital em todo o mundo”, acrescenta o CEO. Já Stephen Shanley, diretor da KKR, acredita que estão “no início do que será um longo percurso de crescimento significativo no mercado do desenvolvimento de aplicações low-code”. O sentimento é partilhado também pela Goldman Sachs, que está “ansiosa” para começar a trabalhar com a startup portuguesa: “A OutSystems está diretamente alinhada com o que procuramos para novos investimentos”, disse Christian Resch, diretor executivo, “o apoio de fundadores excecionais e equipas de gestão em negócios inovadores que oferecem uma oportunidade significativa para criar valor a longo prazo.”

Desde que foi criada, em 2001, em Linda-a-Velha, Oeiras, a empresa que permite a criação de aplicações e plataformas com o recurso a low-code tem crescido a nível mundial e, atualmente, é utilizada por multinacionais como a Toyota, Logitech e Deloitte, entre outras. Ao atingir os mil milhões, a OutSystems junta-se à plataforma de venda de artigos de luxo, Farfetch, que atingiu o nível de unicórnio no ano passado.

“Sempre acreditámos neste potencial e a nossa estratégia está muito bem definida”, explicou na altura Luís Teixeira, diretor-geral da Farfetch, ao suplemento do “Sol”, o “B,I.”. “Fomos desenvolvendo o negócio e investindo para que a nossa capacidade de inovação e operação nos colocasse nesse patamar.” No entanto, mais recentemente, José Neves, fundador e CEO, disse, em entrevista ao “Expresso”, que a distinção não trouxe responsabilidade “nenhuma que já não” tivessem.

Também na lista das 50 empresas com maior probabilidade de atingir este galardão está uma portuguesa. A Feedzai, uma empresa de cibersegurança dedicada ao combate à fraude financeira, criada em 2008, figurou na lista elaborada pela Tech Tour Growth pela terceira vez consecutiva. Atualmente tem um total de capital de 82 milhões de dólares, ainda longe dos mil milhões necessários para integrar o clube de elite. No entanto, a prestação portuguesa foi reduzida, tendo a TalkDesk e a Uniplaces abandonado a lista entre 2017 e 2018. Ao contrário da Feedzai, a OutSystems não fazia parte da lista.

 

O que é um unicórnio? O termo unicórnio foi criado por Aileen Lee, a fundadora da RMG Networks e da Cowboy Ventures, ao publicar um artigo no “New York Times”, em 2013, chamado “Bem-vindos ao grupo dos Unicórnios: aprender com as startups de mil milhões de dólares”. O termo unicórnio entra aqui como uma criatura mitológica e rara, e por isso só distingue as startups que realmente conseguem atingir valores extraordinários, como os mil milhões de dólares.

As startups com maior avaliação, segundo a mais recente listagem feita pela Tech Startup em abril deste ano, são a chinesa Ant Financial, com o valor de 70 mil milhões de dólares, seguida da Uber, com 62,5 mil milhões, e da chinesa Didi Chuxing, com 56 mil milhões. No top-10 está também a Airbnb, com 30 mil milhões, numa lista dominada por empresas chinesas.

 Empresas Unicórnio

 Feedzai

A empresa de cibersegurança está pela terceira vez consecutiva na lista das 50 startups mais promissoras, com uma valorização de 82 milhões de dólares. A Feedzai foi fundada em 2008.

Farfetch

A plataforma de venda de artigos de luxo foi a estreia de Portugal no grupo de elite das startups, em 2017. Foi idealizada durante uma Paris Fashion Week por José Neves, o atual CEO.

 OutSystems

É a segunda portuguesa a entrar no clube exclusivo dos unicórnios, depois do investimento de 360 milhões de dólares.Dedica-se à criação de aplicações e plataformas com low-code.

 Uber

A conhecida empresa de transportes foi fundada em 2009 por Travis Kalanick e Garret Camp e atualmente vale 62,5 mil milhões de dólares.

 Airbnb

Marcar férias sem recorrer ao Airbnb pode parecer algo do século passado, mas não é. A empresa foi fundada em 2008 e está avaliada em 25,5 milhões de dólares.

 Xiaomi

Dedicada ao setor do hardware, a Xiaomi é uma empresa chinesa que representa 45 mil milhões de dólares. Foi fundada em 2010 por Lei Jun, que é ainda o CEO da empresa.

 

 Fonte: Filipa Traqueia in Sol

Empregabilidade no setor do turismo sobe para 90%

05 de junho de 2018

A taxa de empregabilidade dos alunos formados nas escolas do Turismo de Portugal subiu para 90%, tendo sido atingido o índice mais elevado dos últimos dez anos, de acordo com o "Estudo de Inserção Profissional" relativo a 2017.

Os cursos que registam maior empregabilidade são o de Técnicas de Cozinha/Pastelaria (94%) e o curso de Gestão Hoteleira em Restauração e Bebidas (95%).

O estudo destaca ainda que, dos alunos empregados, 88% se encontram a desenvolver atividade no setor do turismo e 90% ficaram colocados no mercado de trabalho em menos de três meses.

A Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, congratula-se com a “subida da empregabilidade para 90%, o que evidencia a qualidade do programa formativo das Escolas de Turismo, recentemente premiado pela Organização Mundial de Turismo e que levou as Escolas do Turismo de Portugal a serem as primeiras na rede internacional da OMT. Estes resultados obrigam-nos a trabalhar ainda mais para garantir que aumentamos o número de alunos das escolas”.

Para o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, “ano após ano, procuramos adaptar a nossa oferta formativa à realidade do mercado para, desta forma, contribuirmos para a empregabilidade dos nossos alunos e, consequentemente, a excelência do setor. O nosso objetivo último, inscrito na Estratégia Turismo 2027, é o de potenciar o conhecimento, valorizando as profissões do turismo, a formação de recursos humanos, a capacitação de empresários e gestores, a difusão de conhecimento e informação e a afirmação de Portugal como smart destination”.

 

Fonte: in Sol

Fórum para a Competitividade revê em baixa crescimento do PIB para 2% a 2,3% este ano

04 de junho de 2018

O Fórum para a Competitividade reviu esta segunda-feira em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa este ano para 2,0% a 2,3%, destacando como principal aspeto negativo da desaceleração registada até março a “nova queda de produtividade”.

“No primeiro trimestre o PIB [Produto Interno Bruto] de Portugal desacelerou de 2,4% para 2,1%, como esperado, mas com perspetivas de novos abrandamentos, pelo que atualizamos a nossa estimativa para entre 2,0% e 2,3% [face aos anteriores 2,2% a 2,5%] para o conjunto do ano”, lê-se na nota de conjuntura de maio.

Segundo acrescenta, “um dos aspetos mais negativos desta evolução é que se registou de novo uma queda da produtividade”, ainda mais intensa do que no trimestre anterior, “com o PIB a crescer menos do que o emprego devido à baixa qualidade dos empregos criados”: “Com o emprego a crescer a 3,2%, o PIB deveria estar a crescer a 4,5% e não a 2,1%”, refere.

De acordo com a nota de conjuntura elaborada pelo Gabinete de Estudos do Fórum para a Competitividade, no primeiro trimestre de 2018 o Índice de Custo do Trabalho caiu 1,5%, quando no trimestre precedente tinha subido 3,8%, sendo a descida “generalizada a todos os setores, com exceção da indústria, onde houve estagnação dos custos”.

“A contenção salarial em simultâneo com uma queda continuada da taxa de desemprego é uma boa notícia para a competitividade da economia (os salários representam metade do PIB, não são um custo insignificante como muitos erradamente supõem), mas também um pouco surpreendente”, sustenta.

Segundo o Fórum para a Competitividade, “uma explicação possível é que as empresas ainda têm memória da necessidade e quase impossibilidade de baixar salários durante a crise e não querem aumentar estes custos, que são praticamente irreversíveis”.

O Fórum nota ainda que a avaliação que a Comissão Europeia fez do Programa de Estabilidade “coincide com as duas críticas principais” que o próprio Fórum já tinha feito: “excesso de otimismo quanto ao crescimento económico para lá de 2019” e “consolidação orçamental em termos estruturais muito aquém do necessário”.

 

Fonte: Lusa in Expresso

Como ensinar o seu filho a ser um líder de sucesso

04 de junho de 2018

Fizemos 5 perguntas à neurocientista Pamela Billig Melo Carpes e ficámos a saber que a chave para criar futuros líderes é dar aos filhos muita atenção e carinho na primeira infância A neurocientista brasileira Pamela Billig Melo Carpes esteve em Portugal para explicar como se ensinam as competências de liderança e se formam os profissionais do futuro. A professora de Psicologia na Universidade Federal de Pampa (Unipampa) veio a convite da organização Professional Women’s Network Lisbon (PWN Lisbon) e da Abreu Advogados para abrir a 6.ª edição do Programa de Liderança Neurociências em Ação que se dirige “às mulheres em funções de middle management”, explica Mónica Rodrigues administradora da PWN Lisbon e diretora do Programa de Liderança.

Este ano, o foco foi abrir os olhos dos pais para como é fundamental a primeira infância e a escolaridade pré ensino básico no desenvolvimento de líderes de sucesso. Os estudos mostram que há uma ligação entre a primeira infância e a vinculação parental na promoção de uma vida adulta segura, equilibrada e emocionalmente inteligente. Pamela Billig Melo Carpes, investigadora na área do stress, memória e comportamento, falou sobre o futuro das profissões e a importância do “aprender a aprender.” Estuda a neurociência aplicada à educação, já que, como diz, “para os professores é importante entender como o cérebro aprende e os neurocientistas também têm muito a aprender com os professores.” O seu trabalho é entender o que acontece no cérebro quando aprende e quando não aprende. Neste processo pretende também encontrar formas para proteger o cérebro de perdas de memória. Em entrevista ao Dinheiro Vivo deixou pistas para os pais.

 

Quais as caraterísticas do profissional do futuro?

 

O mundo mudou muito e o cérebro parece estar a mudar com o mundo. Não na perspetiva da anatomia, mas na forma como o cérebro se relaciona com o mundo. As crianças de hoje têm uma relação muito mais amigável com as tecnologias. Esta relação desenvolve-se cedo e com muita naturalidade. Estas crianças, que são os profissionais do futuro, têm o conhecimento disponível a partir de um clique. A grande diferença para os profissionais é saber selecionar o que é relevante perante tanto conhecimento disponível na internet.

 

Como podemos preparar os nossos filhos para as exigências das profissões do futuro?

 

Acho que precisamos de preparar os nossos filhos para o mundo. O mundo de hoje é globalizado, todos têm acesso à informação. O que se torna cada vez mais importante é saber selecionar as informações, ter sentido crítico. Hoje as pessoas têm opinião sobre tudo e sobre os outros, sem muitas vezes conhecerem, de fato, o tema. Outro aspeto que acho que pode ser diferenciador para os profissionais do futuro é a capacidade de relacionar-se com os outros. As crianças relacionam-se cada vez mais virtualmente e menos presencialmente, o que também pode vir a ter impacto no seu desempenho profissional.

 

Como se ensina o “aprender a aprender”?

 

Aprender é um processo muito íntimo. Um aspeto importante para que uma aprendizagem significativa aconteça é o interesse. O nosso cérebro interessa-se por aprender aquilo que lhe parece ter significado ou utilidade para nossa vida. Uma dica que deixo é procurar a aplicabilidade daquilo que se quer aprender. São vários os fatores que determinam se a aprendizagem ocorrerá e como ocorrerá: o nível de atenção, os aspetos emocionais e sociais ou a qualidade do sono, por exemplo. A empatia por quem ensina também é fundamental. Existem por aí muitas dicas de como aprender melhor através de métodos e ambientes de estudo, mas o que eu aconselho é conhecer-se a si próprio, entender qual o método de estudo que lhe permite compreender melhor. Este pode ser diferente de pessoa para pessoa. Muitos aprendem escrevendo, outros lendo, outros precisam de rever o conteúdo de diversas formas diferentes. Entender como eu aprendo melhor é autoconhecimento. Como pais podemos estimular nossos filhos a experimentar métodos diferentes de estudo e a tentar coisas novas.

 

Quais os cuidados parentais essenciais no início da vida para o desenvolvimento da aprendizagem e memória?

 

Nos cinco primeiros anos da criança, o cérebro é especialmente plástico, ou seja, é suscetível às mudanças mediante os estímulos que recebe. A nutrição é importantíssima para que o cérebro se desenvolva bem, mas o cuidado, o carinho e a atenção que os pais dão aos filhos é igualmente essencial.

 

Que estudo pode partilhar sobre este tema?

 

 Pesquisas com animais de laboratório realizadas pelo meu grupo [o Physiology Research Group de que é lider] e por outros, têm demonstrado que o cérebro de animais que foram privados destes cuidados [parentais] no início da vida, mesmo que tenham outras necessidades satisfeitas, como as nutricionais, mostram uma diminuição nos níveis de proteínas importantes para a plasticidade cerebral. Essas alterações têm de tal forma impacto que os animais do estudo apresentam deficits de aprendizagem e memória que persistem até à vida adulta. O cuidado parental é essencial. Esse cuidado implica não só a satisfação das necessidades básicas da criança, mas também a atenção, o carinho e o amor dados. Cada vez mais os estudos da Neurociência e da Psicologia têm demonstrado o quanto isto é importante.

 

Fonte: Maria João Alexandre in Dinheiro Vivo

Ministério lança portal para ajudar os estudantes a escolher o seu futuro

04 de junho de 2018

O fim do ano lectivo aproxima-se, as aulas do 9.º, 11.º e 12.º anos terminam na quarta-feira e o foco de muitos alunos vai virar-se para as provas finais. As do 9.º são mais perto do final do mês (a 22 de Junho é a de Português). E são precisamente os alunos do 9.º ano que estão, para já, no centro das atenções de uma iniciativa do Ministério da Educação. Esta é a altura de decidir o que fazer no próximo ano. Seguir um curso científico-humanístico? E em que área? Ou apostar no ensino profissional?

O Ministério da Educação acaba de lançar o portal da oferta educativa e formativa para ajudar nessa escolha. Desde o final do mês passado oferecem-se informações online sobre os vários níveis de ensino. Contudo, nesta fase dolançamento, aposta-se, sobretudo, em ajudar os estudantes que estão a terminar o ensino básico a escolher o seu caminho escolar a partir do 10.º ano.

“Terminei o 9.º ano, e agora?”, pergunta uma janela em destaque no novo site, juntamente com um menu rápido que permite a estes estudantes pesquisarem as ofertas existentes na sua área geográfica (numa busca através do código postal) ou por área de interesses (procura por nome de curso ou área de interesse). Se um aluno colocar, por exemplo “informática”, o portal vai mostrar-lhe todos os cursos da área de informática do país que existem no secundário.

O lançamento do site é acompanhado por uma campanha que vai chegar a “todos os alunos do 9.º ano” nas próximas semanas, convidando-os a conhecer o portal da oferta educativa e formativa, informa o Ministério da Educação. A campanha é suportada por cartazes e brochuras de divulgação, que vão também passar a ser distribuídos nos estabelecimentos de ensino.

Além disso, as escolas estão a ser convidadas a usar este site nas suas estratégias de orientação vocacional dos alunos do 9.º ano, através dos psicólogos escolares.

Especialmente destinado para os alunos que querem seguir para o ensino profissional, o Ministério da Educação apresenta o portal como um “complemento” da informação sobre os cursos profissionais que passou a estar disponível no portal Infoescolas, desde o início deste ano.

 

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Fonte: Samuel Silva in Público

O que é que os jovens preferem quando optam pela agricultura?

03 de junho de 2018

A crise dos últimos anos empurrou muitos jovens para fora do país mas, muitos dos que não saíram, acabaram por optar pela agricultura.

Dados oficiais apurados pelo Ministério da Agricultura indicam que, entre os jovens que optaram pela lavoura, há uma opção clara pelos investimentos em hortícolas. Dos 2.914 projetos de financiamento aprovados até ao final do primeiro trimestre deste ano, ao abrigo do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020), 522 recaíram precisamente sobre a área da horticultura.

Logo a seguir vêm os projetos de investimento nos pequenos frutos (494), onde se incluem muitos dos frutos silvestres, onde agora Portugal começa a dar cartas, mesmo ao nível das exportações – com largo destaque para a framboesa, o mirtilo, a amora e a groselha. Basta referir que no ano passado 90% da produção de mirtilos e framboesas da região Centro seguiu para o estrangeiro.

767 milhões de euros já aprovados

Curiosamente, quase tão procurada como a área dos pequenos frutos está a ser a da pecuária, para onde foram encaminhados 493 projetos de investimento. Recorde-se que, apesar das ‘guerras’ de preços – entre a produção e a distribuição – Portugal continua a ser um país altamente deficitário neste domínio, pelo que continua a haver espaço para crescer, embora em concorrência aberta com alguns dos principais produtores europeus.

Com 480 projetos para novos investimentos está a área designada por ‘Pomar’, onde se inclui sobretudo a produção de pera, maçã e laranja.

Os projetos dos jovens agricultores estão a desenvolver-se maioritariamente no Continente (62%), com os restantes 38% nas ilhas. Os homens dominam nesta incursão pelo investimento agrícola em todas as regiões do país. Apesar de tudo, é na zona Norte que as mulheres empresárias marcam mais posição, com 40% do total dos investimentos.

Dos 767 milhões já encaminhados para projetos de jovens agricultores, é a região Centro do país que se mostra mais dinâmica, pois acolheu 36% daquele valor. Segue-se o Alentejo, com 30% e o Norte, com 27%.

 

Fonte: Vitor Andrade in Expresso

Portugal chegou ao top do talento

03 de junho de 2018

Portugal entrou para o primeiro quartil de países que lideram o Índice Mundial de Competitividade de Talento (Global Talent Competitiveness Index). O estudo, realizado anualmente pela escola de negócios Insead, a multinacional de recrutamento Adecco Group e a Tata Comunications, foi esta semana divulgado e coloca Portugal na 29ª posição da tabela global, entre 119 países analisados.

Tolerância a minorias e emigrantes, qualidade de vida, publicação de artigos em revistas científicas, sistema de pensões e diferença salarial entre homens e mulheres, são as áreas onde o país pontua melhor nesta análise de competitividade, apesar das notícias recentes sobre uma resistente desigualdade salarial entre homens e mulheres em Portugal.

No reverso desta medalha estão variáveis como a resistência à mudança, a escassa colaboração entre organizações e a comunidade académica, a transparência dos planos de gestão de carreira ou a escassez de oportunidades de liderança para as mulheres. Áreas onde o país continua a ter um longo caminho a percorrer e que o podem ter penalizado no ranking global.

O índice de competitividade de talento analisa o desempenho de 119 países e 90 cidades, avaliando a sua capacidade de desenvolvimento de talento em seis dimensões distintas: formação, atração, desenvolvimento, retenção, competências técnicas e vocacionais e competências globais de conhecimento. É no campo da retenção de talento que o país atinge a melhor posição no ranking global, 19ª em 119 países. Logo a seguir está o seu potencial de atração de talento, onde figura na 30ª posição.

 

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Fonte: Catia Mateus in Expresso

Bruxelas tira 600 milhões do orçamento da PAC às zonas rurais de Portugal

01 de junho de 2018

Portugal não escapa aos cortes do orçamento com que Bruxelas se propõe a "modernizar e simplificar" a Política Agrícola Comum (PAC). A Comissão Europeia apresenta, a esta hora, a proposta em que define os critérios para a distribuição do dinheiro europeu que vai destinar à agricultura no período de sete anos a partir de 2021.

O documento que já mereceu a oposição de seis governos europeus, entre os quais o de Portugal, propõe cortes que, em alguns casos, ultrapassam os 15%, encolhendo a verba que Bruxelas destina ao desenvolvimento das zonas rurais. Portugal deverá receber 3449 milhões de euros. No quadro financeiro que está em vigor, a Comissão tinha destinado 4058 milhões.

Se a "insatisfação" manifestada já pelos ministros da Agricultura de Portugal, Espanha, França, Finlândia, Irlanda e Grécia não for tida em conta no processo negocial que se inicia a partir de agora, Portugal arrisca-se a uma redução da ordem dos 600 milhões de euros, a preços correntes.

 

Pagamentos diretos

 

A proposta não prevê qualquer alteração ao critério atual que vigora para Portugal, relativamente aos pagamentos diretos. O país faz, aliás, parte de um grupo muito restrito, em que se incluem a Eslováquia e a Roménia que, segundo a proposta, não sofrem qualquer corte nas ajudas que são distribuídas aos agricultores, em função dos hectares de exploração.

Portugal vai até ter um ligeiro aumento do montante para os pagamentos diretos. Os 4% a mais, destinados a esta parcela, não são comparáveis ao aumento de 13% que se destina à Estónia, à Letónia e à Lituânia, mas permitirão a Portugal receber 4269 milhões de euros.

Bruxelas admite que os Estados-Membros possam "transferir até 15% das suas dotações para a PAC entre pagamentos diretos e desenvolvimento rural e vice-versa", consoante as necessidades estratégicas, definidas pelo governo.

A distribuição dos montantes destinados aos pagamentos diretos sofrem reduções graduais para explorações que acumulem pelo menos 60 mil euros de ajudas e serão limitadas ao máximo de 100 mil euros.

Cada Estado-Membro "terá de apresentar planos ecológicos" que serão, em parte, financiados "com as dotações dos pagamentos diretos nacionais". Pelo menos "30% de cada dotação nacional para o desenvolvimento rural será dedicada a medidas ambientais e climáticas", refere a proposta.

Bruxelas espera que "40% do orçamento global da PAC contribua para a ações climáticas", permitindo que os Estados-Membros transfiram, do primeiro pilar, para o segundo pilar, ainda outros 15% das atribuições, "para despesas com medidas relativas ao clima e ao ambiente". A verba resultante desta transferência poderá ser usada no desenvolvimento rural "sem cofinanciamento nacional".

 

Ciência

 

O orçamento prevê um gasto global de "10 mil milhões de euros do programa de investigação Horizonte Europa", destinado a projetos de investigação e inovação nos domínios da "alimentação, agricultura, desenvolvimento rural e bioeconomia".

 O objetivo seria "incentivar os Estados-Membros a usar grandes dados e novas tecnologias para controlos e monitorização (por exemplo, verificando tamanhos das explorações para pedidos de pagamentos diretos usando dados de satélite), reduzindo assim significativamente a necessidade de controles no local".

 

Fonte: João Francisco Guerreiro in TSF on-line

O que muda na lei laboral em sete medidas

31 de maio de 2018

Governo e parceiros sociais já se entenderam quanto às mudanças a operar no Código do Trabalho para combater a precariedade. Consulte aqui quais são as principais alterações em cima da mesa.

Fim do banco de horas individual, restrições nos contratos a prazo e temporários. Nova taxa de rotatividade para as empresas que mais recorrem aos contratos a termo. O Governo e os parceiros sociais (à exceção da CGTP) já se entenderam quanto às alterações que pretendem operar no Código do Trabalho. O documento segue agora para discussão no Parlamento, no dia 6 de julho. Veja quais são as principais alterações nas leis laborais que estão em cima da mesa.

 

Banco de horas individual desaparece

 

Era uma medida que estava prevista no programa de governo dos socialistas e avançou. Termina o banco de horas individual, contrariando aquilo que era uma pretensão dos empresários, para dar lugar ao banco de horas grupal. Além disso, acaba-se também com os bancos de horas de grupos com origem em acordos individuais.

Fixou-se um prazo de transição de um ano para a extinção dos bancos de horas já instituídos por acordo individual. Ou seja, estes têm de ser extintos até, no máximo, 12 meses após a entrada em vigor das novas regras laborais.

 

Período experimental estende-se para 180 dias

 

O Governo também já tinha admitido junto dos parceiros sociais a possibilidade de estender o período experimental de 90 dias para 180 dias, no caso de contratos sem termo celebrados com trabalhadores à procura de primeiro emprego e desempregados de longa duração. No documento mais recente, o Executivo acrescenta que, para efeitos de período experimental, conta o período de estágio profissional anterior ao contrato, bem como outras relações de trabalho já previstas na lei.

 

Taxa de rotatividade progressiva até 2%

 

É introduzida uma taxa de rotatividade até 2% para empresas cuja contratação a prazo exceda a média do setor. Será uma taxa progressiva: as empresas que estiverem mais perto da média do setor pagam menos; aquelas que estiverem mais longe da média pagam mais. E haverá algumas exceções, que poderão abranger o setor da agricultura. A taxa começará a ser paga em 2020.

O acordo alcançado esta quarta-feira traz pormenores, nomeadamente quanto ao apuramento da proporção anual de contratos a termo: não contam aqueles contratos que são obrigatoriamente celebrados a prazo por imposição legal “ou em virtude dos condicionalismos inerentes ao tipo de trabalho ou à situação do trabalhador”. Isto além dos contratos de muito curta duração e dos vínculos celebrados para substituir trabalhador em licença de parentalidade ou baixa superior a 30 dias.

 

 Contratos de muito curta duração é alargado

 

 Já se conhecia a intenção de alargar a duração máxima, de 15 para 35 dias, dos contratos de muito curta duração, que atualmente se aplicam apenas a atividade sazonal agrícola ou eventos turísticos. Mas o Executivo aborda agora este alargamento “em situação de acréscimo excecional e substancial da atividade de empresa cujo ciclo anual apresente irregularidades decorrentes do respetivo mercado ou de natureza estrutural que não seja passível de assegurar pela sua estrutura permanente, nomeadamente em atividade sazonal no setor agrícola ou do turismo”.

 

Contratos a termo e temporários com mais restrições

 

São colocadas várias limitações na contratação a tempo certo e na contratação temporária. Por exemplo, há uma redução da duração máxima dos contratos a termo de três para dois anos. As renovações destes contratos vão ser limitadas, não podendo exceder a primeira duração do contrato. Introduzem-se ainda limites ao número de renovações do contrato de trabalho temporário: só pode haver seis renovações.

 

Apoios à conversão de contratos

 

Para estimular a mudança no tipo de contração, o Governo vai reforçar e alargar transitoriamente os apoios à conversão de contratos a termo em contratos permanentes.

 

Contratos intermitentes mais curtos

 

É reduzido o período mínimo de prestação de trabalho anual do contrato intermitente de seis para cinco meses. Proporcionalmente, é reduzido de quatro para três meses o tempo de trabalho consecutivo. Estes contratos estão hoje previstos para empresas que exerçam atividade com descontinuidade ou intensidade variável, admitindo que as partes acordem a prestação de trabalho intercalada por períodos de inatividade.

Além disso, se o trabalhador tiver outra função remunerada durante o período de inatividade, o empregador deve informá-lo do início da atividade no âmbito do contrato intermitente com antecedência de 30 dias e, aí, o montante da segunda atividade é deduzido à compensação prevista na lei ou em convenção coletiva.

 

Fonte: Alberto Teixeira in Eco

Desemprego no nível mais baixo em 14 anos. Emprego abranda

30 de maio de 2018

A taxa de desemprego caiu para 7,5% em Março, atingindo o valor mais baixo dos últimos 14 anos, e as estimativas apontam para uma nova queda em Abril para 7,4%. Mas os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados nesta quarta-feira, trazem alguns sinais de que o mercado de trabalho está abrandar, uma vez que nos dois últimos dois meses a população empregada reduziu-se.

 Embora tenha revisto a taxa de desemprego de Março de 7,4% para 7,5%, o INE nota que ela é inferior à registada em Fevereiro (7,6%) e no período homólogo de 2017 (9,7%). De acordo com o instituto, é preciso recuar 14 anos, até Abril de 2004, para encontrar uma taxa de desemprego inferior.

Em Abril, a expectativa do INE é que o desemprego continue a cair, desta vez para 7,4%, afectando 381,4 mil pessoas.

 Apesar destas melhorias, começam a surgir sinais de que o mercado de trabalho em Portugal poderá estar a registar algum abrandamento. A população empregada em Março diminuiu ligeiramente (menos 4500 pessoas) para 4 776,7mil em relação ao mês anterior. E, em Abril, o INE espera que a queda face ao mês anterior seja mais pronunciada. As estimativas apontam para um recuo de 110.200 pessoas empregadas em relação a Março.Seguindo a tendência da população empregada, a população activa também recuou em cadeia, tanto em Março como em Abril.

 Embora assentem numa metodologia diferente, os dados trimestrais do INE, divulgados a 9 de Maio, também davam conta de um abrandamento na criação de emprego no arranque do ano. Tal como já tinha acontecido no final de 2017, a criação de novos empregos nos primeiros meses de 2018 foi quase nula. De um trimestre para o outro, mais 1800 pessoas entraram para a categoria da população empregada, o que corresponde a um crescimento trimestral de apenas 0,04%.

O INE divulga todos os meses dados sobre a evolução do mercado de trabalho em Portugal, complementando as estatísticas trimestrais. Mas há diferenças metodológicas entre os números trimestrais e os mensais, o que leva a que todos os meses o INE faça uma revisão dos dados mensais.

Os dados destacados pelo INE são ajustados dos efeitos sazonais. Se este efeito não for tido em consideração, a taxa de desemprego em Março foi de 7,7% e em Abril de 7,4%.

 

Fonte: Raquel Martins in Público

Rendimento por habitante: Portugal cai para 21º na União Europeia

26 de maio de 2018

Foi em 1999 que surgiu o euro, que António Guterres ganhou as eleições a Durão Barroso, que o Porto conquistou o pentacampeonato de futebol, que Macau voltou para a China e que o país se emocionou com a luta pela independência de Timor-Leste e a morte de Amália. Foi também nesse ano que o chamado produto interno bruto per capita em paridades de poder de compra (PIB per capita) atingiu o valor recorde de 84% da média da União Europeia (UE). Desde então, o país jamais repetiria a proeza de se aproximar assim tanto do padrão de desenvolvimento europeu.

Os dados agora atualizados pela Comissão Europeia revelam que o ano de 1999 permanece como o “expoente máximo” do desenvolvimento do país. Até porque Portugal está cada vez mais próximo, não do pelotão da frente, mas do “lanterna vermelha” desta corrida europeia pela convergência.

 Em 2017, o país até conseguiu crescer acima da média europeia e evitar ser ultrapassado pelos rivais de Leste: convergiu para 78% do PIB per capita da UE ao registar uma taxa de crescimento económico de 2,7%, a mais elevada no século XXI.

 Mas, em 2018, o ritmo de crescimento previsto para Portugal (2,3%) já não será suficiente para evitar a ultrapassagem, de uma assentada, de três rivais de Leste: Lituânia, Eslováquia e Estónia.

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Fonte: Joana Nunes Mateus in Expresso

Os millennials estão a chegar ao topo

26 de maio de 2018

Trinta anos é a média de idades com que um profissional assume hoje um cargo de liderança. A estimativa é avançada num estudo recente da Harvard Business Review. Se considerarmos que os primeiros millennials nasceram em 1983 (os últimos nasceram no ano 2000), basta fazer contas para concluir que aos 35 anos, aquela que é apontada como a geração mais qualificada e “tecnológica” de sempre, e que representa já 32% da força de trabalho nacional (50% a nível global), está a começar a alcançar cargos de decisão nas empresas.

Em Portugal, um estudo realizado pelo Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (BCSD), em parceria com a consultora Deloitte e a Sonae, estimava que no ano passado cerca de 35% dos millennials portugueses exercessem já funções de liderança em empresas nacionais. E a fasquia dos que aspiram a chegar a funções de topo é muito superior: 81%. Sendo certo que os processos de sucessão geracional no mercado de trabalho são naturais, este, garantem os especialistas, está a mudar drasticamente o quotidiano e a forma de trabalhar de muitas equipas.

“Nada nesta nova geração de líderes é igual às anteriores.” É Nuno Abreu, diretor da consultora Aon Hewitt, quem o diz e sustenta a afirmação num estudo global conduzido pela empresa a nível global, sobre a liderança da geração millennial e a forma como esta está a impactar a cultura e os valores das organizações em todo o mundo, o “The Millennials: today’s employees, tomorow’s managers” (os millennials: trabalhadores de hoje, líderes de amanhã).

E porque é que não é igual? Porque há dois fatores a mudar todo o ecossistema empresarial atual: “Uma flexibilidade crescente, que obriga os novos gestores a liderar equipas complexas e à distância, e uma produtividade sustentada na confiança nas lideranças.” Por outras palavras, nenhum millennial será produtivo a trabalhar para um líder em que não confia e essa visão molda o seu próprio posicionamento enquanto líderes, conclui o estudo.

Na verdade, os millennials não só estão a assumir cada vez mais posições de liderança nas empresas, como não estão dispostos a esperar muito para alcançar o topo. Essa é, de resto, uma das grandes características da nova geração de profissionais que tem vindo a mudar a gestão de recursos humanos, desde que chegou ao mercado de trabalho. Os millennials guiam-se por planos de carreira objetivos e a estagnação profissional é-lhes difícil de gerir.

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 Fonte: Cátia Mateus in Expresso

Governo lança plataforma para ajudar refugiados a procurar emprego

25 de maio de 2018

Os refugiados em Portugal que estão à procura de emprego têm a partir desta sexta-feira uma plataforma especial para procura de trabalho. Chama-se Refujobs e pode ser utilizada por refugiados e empregadores.

A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, explicou à jornalista Sara de Melo Rocha que a plataforma online está também disponível em várias línguas.

Rosa Monteiro avança que estão 163 refugiados à procura de emprego em Portugal, seis deles com habilitações superiores.

A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade explica que as empresas se têm mostrado disponíveis porque "veem na população migrante no geral uma oportunidade" de combaterem a escassez de recursos humanos.

Além de disponibilizar informação acerca de emprego, a plataforma online Refujobs, lançada pelo Alto Comissariado para as Migrações, disponibiliza ainda informação sobre apoios ao empreendedorismo e formação profissional de forma a potenciar ascompetências profissionais das pessoas refugiadas.

A plataforma tem uma área pública com toda a oferta de emprego e informação e um domínio reservado dedicado ao acesso às empresas e às pessoas refugiadas.

 

Fonte: Sara de Melo Rocha in TSF on-line

Portugal sobe 6 posições no ranking das economias mais competitivas do mundo

23 de maio de 2018

Portugal subiu seis posições no ranking das economias mais competitivas do mundo, ficando na 33ª posição. A lista integra 63 países e foi elaborada pelo IMD World Competitiveness com a colaboração da Porto Business School.

A economia portuguesa é uma das três economias da Europa Ocidental que estão a subir na tabela, a par da economia francesa (28º) e italiana (42º), que sobem 3 e 2 posições, respetivamente.

Portugal é, assim, o país que regista a maior subida no índice dos países da Europa Ocidental (6 posições). O resultado "reflete a melhoria da avaliação da economia portuguesa nas quatro dimensões avaliadas: performance económica (+9); eficiência governamental (+6), eficiência nos negócios (+13) e infraestruturas (+1)", explica a Porto Business School, através de um comunicado.

O mesmo ranking indica também os cinco principais fatores-chave que têm mais peso na atratividade da economia portuguesa: a competitividade dos custos, a mão-de-obra qualificada, a qualidade das infraestruturas, a mentalidade aberta e atitude positiva, bem como o elevado nível de educação.

Relativamente aos principais desafios para a competitividade da economia portuguesa durante 2018, o relatório aponta: reduzir o défice público de forma estrutural, por forma a reduzir a dívida pública e adquirir um excedente permanente; assegurar a estabilidade do sistema bancário e do mercado de capitais; acordar com a maioria das forças políticas uma política de educação orientada para o ensino das STEM - Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática; interromper/congelar as reformas previstas para o mercado de trabalho, que irão diminuir a atratividade para a mão-de-obra jovem e qualificada; reduzir a burocracia e melhorar a eficiência do sistema judicial.

Outros países

Em termos globais, as cinco economias identificadas pelo ranking como as mais competitivas mantêm-se, mas com trocas de posições em relação ao ano passado. Os Estados Unidos ocupam, este ano, a 1ª posição, subindo três lugares. Já Hong Kong desce para o 2º lugar, seguido das economias de Singapura (3º), Holanda (4º) e Suíça (5º). Nas alterações registadas nos cinco lugares cimeiros, apenas Singapura mantém a posição do ano anterior (3º).

No que diz respeito aos demais lugares no top 10 são ocupados, maioritariamente, por países nórdicos - Dinamarca, Noruega e Suécia (6.º, 8º e 9º lugares respetivamente) – que evidenciam uma boa performance no que respeita à produtividade do setor privado e às práticas de gestão. Por sua vez, a Áustria (18º) e a China (13º) avançam positivamente, com subidas de 7 e 5 lugares, respetivamente, enquanto a Rússia e a Turquia sobem uma posição, para os 45º e 46ºlugares, respetivamente.

No contexto da Europa Oriental, a maioria das economias tiveram uma melhoria no seu posicionamento, com destaque para as subidas da Polónia, Eslovénia e Hungria, que ascenderam 4, 6 e 5 lugares respetivamente. Por outro lado, a descer no índice da competitividade, estão as economias da República Checa, Estónia e República da Eslováquia.

Já na Europa Ocidental, o cenário é o inverso, com a maioria dos países a descer no ranking, com a exceção da França (28º), Portugal (33º) e Itália (42º) que sobem 3, 6 e 2 posições, respetivamente.

O ranking do IMD World Competitiveness Centre já é realizado há 20 anos e avalia cerca de 260 indicadores de 63 países. Mais de metade dos indicadores avaliados corresponde a dados relativos a emprego e negócios. O restante diz respeito a resultados apurados por inquéritos e estudos que analisam fatores como a corrupção, preocupações ambientais e qualidade de vida de cada país.

 

Fonte: in Jornal Sol

Governo quer atrair jovens para a indústria

22 de maio de 2018

O Governo quer atrair os jovens para o setor da indústria e, para isso, vai apostar nos cursos profissionais.

A secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, disse, citada pela agência Lusa, que a oferta de cursos profissionais para o setor da indústria vai aumentar.

“A percentagem de cursos profissionais em áreas relevantes para a Indústria 4.0 aumentará de 26% para 40% no próximo ano”, disse a secretária de Estado.

“Estamos, por isso, a trabalhar em medidas para aproximar especificamente os jovens da indústria e vamos lançar, em breve, uma campanha, que está a ser trabalhada, para mostrar que a indústria pode ser uma atividade prestigiante para trabalhar”, sublinhou, acrescentando que “a indústria proporciona carreiras de longo prazo e que, com a devida especialização, podem ser potencialmente muito bem remuneradas”.

 

Fonte: in Jornal Sol

Centro de emprego. Número de desempregados inscritos em mínimos

21 de maio de 2018

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego baixou 16,6% em abril face a igual mês de 2017 para cerca de 376 mil pessoas. Este número representa uma queda de 4,4% face ao mês anterior, revelam os dados divulgados pelo IEFP.  Além disso, é preciso recuar quase 16 anos para encontrar um número mais baixo do que o apurado para o mês de abril.

Na comparação com o mesmo mês de 2017, há menos 75 mil desempregados inscritos nos centros de emprego e na comparação com o mês anterior a redução é de 17,3 mil desempregados.

O IEFP destaca também as quedas observados nos inscritos há um ano ou mais (18,3%), os que procuravam novo emprego (16,4%) e os que possuem como habilitação escolar o ensino secundário (14,9%) e ainda os que possuem o 1.º ciclo do ensino básico (18,7%).

Ainda segundo o IEFP, o desemprego afetava em março 39.086 jovens, o que representa uma redução homóloga de 22,9% e de 7,5% em termos mensais, e representava 10,5% do desemprego registado.

Já o número de desempregados de longa duração apurado no final de abril baixou para as 183 mil pessoas, com uma diminuição de 3% face ao mês de março e de 18,3% na comparação homóloga.

O desemprego de longa duração representa 48,6% do desemprego registado.

A nível regional, comparando com o mês de abril de 2017, o desemprego registado diminuiu em todas as regiões do país, destacando-se o Algarve com a descida percentual mais acentuada(19,9%), seguindo-se as regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo (19,0%).

 

Fonte: in Jornal Sol

Emprego. Nova plataforma adequa perfis aos trabalhos disponíveis

21 de maio de 2018

Uma plataforma de recrutamento e gestão de talentos e de projetos que adequa (faz o match) os candidatos à oferta de emprego disponível com base nas suas competências, experiência, características e disponibilidade.”

A definição é da própria Bityond, fundada pelo português Pedro Febrero e que neste momento tem em curso uma ICO - Initial Coin Offering com o objetivo de dar um incentivo económico aos seus utilizadores.

 

“O formato é um pouco diferente das plataformas existentes [como o LinkedIn, Landingjobs ou ITjobs] no sentido em que os candidatos apenas têm de preencher o perfil com as suas skills, disponibilidade, nível de educação ou conhecimentos linguísticos, por exemplo, e a Bityond faz o matching entre os trabalhos disponíveis na plataforma e os seus perfis”, explica ao i Pedro Febrero.

Com a Bityond, “os candidatos não necessitam de procurar trabalhos, apenas de escolher entre aqueles que já foram pré-selecionados consoante o seu perfil”, acrescenta o fundador da plataforma, afirmando que “para quem recruta há uma enorme vantagem, visto que recebem automaticamente perfis de candidatos mal criam as oportunidades de trabalho”.

Pedro Febrero, que começou o projeto em 2015 e fundou a plataforma em maio de 2017, diz ainda ao i que os “empregadores podem também utilizar a Bityond para gerir equipas dentro da sua organização - daí a vertente gestão de talentos” e de gestão de projetos.

A concorrência da Bityond são as plataformas tradicionais, quer sejam bases de dados internas de empresas, quer plataformas online, mas esta distingue-se, segundo Febrero, por dar um “incentivo económico aos seus utilizadores”.

 

Ativo digital

 

O incentivo é a ICO da Bityond, que está a decorrer até julho e que, segundo o responsável, tem como objetivo dotar os participantes de Bityond Tokens. Estes “tokens são uma espécie de ativo digital com utilidade na plataforma” que permitem aos “detentores votar em novos desenvolvimentos, funcionalidades e módulos que serão criados na Bityond”.

Segundo Febrero, “para que exista realmente um incentivo serão também oferecidos Bityond Tokens gratuitamente aos utilizadores da Bityond” à medida que estes criem conteúdo na plataforma. Dessa forma, todos “os utilizadores serão detentores dos tokens e poderão ou trocá--los por Ether na rede Ethereum “ou utilizá-los para governar alguns aspetos da plataforma (através de votação) e decidir quais serão implementados (doando tokens à equipa)”.

Com a criação dos Bityond Tokens, a plataforma oferece a cada utilizador a hipótese de monetizar os seus dados ao mesmo tempo que lhe dá a oportunidade de participar na governação e consenso da Bityond. criando um incentivo económico para participar na rede.

Segundo Pedro Febrero, “a criação de um ativo digital que permite aos utilizadores monetizar os seus dados abre a porta a uma nova possibilidade: a ‘tokenização’ das empresas”. O fundador da Bityond argumenta que “ao serem criados tokens que são distribuídos pelos utilizadores gratuitamente, podendo os mesmos convertê-los posteriormente em criptomoeda, isso dá asas a novos modelos de negócio”. Segundo o gestor, se “os tokens valorizarem e os utilizadores realmente participarem neste modelo de negócio, irão utilizá-los também para melhorar a plataforma, visto que isso iria valorizar ainda mais os tokens que detêm”.

 

Avaliação

 

Ao i, Pedro Febrero diz que, para além da ICO, a plataforma se distingue pelo seu “sistema de matching”, que tem “todas as skills standardizadas” na base de dados. “São estes pontos, mais o fator recrutar/gerir talentos, que tornam a Bityond bastante diferente das plataformas no mercado”, diz.

 A ICO termina a 15 de julho e depois dessa data “iremos perceber, mediante o resultado, qual o interesse do mercado tanto para investir como para explorar e utilizar a plataforma”.

A empresa está registada em Portugal, mas opera em todo o mundo e, por essa razão, existe apenas em língua inglesa. Empresas como a ROFF, Gfi e Cross Border Talents já utilizam a Bityond tanto na Europa como na América Latina, mas ainda não pagam - os candidatos nunca irão pagar pela utilização da Bityond, apenas os recrutadores - porque há um acordo para receber feedback e melhorar a plataforma. “O nosso plano de marketing neste momento passa muito por publicidade em redes sociais, participação em feiras de emprego e também em eventos relacionados com criptomoeda e blockchain”, remata Pedro Febrero.

 

Fonte: in Jornal Sol

Economia cresceu 2,3% no primeiro semestre de 2018

15 de maio de 2018

A economia portuguesa abrandou ligeiramente no primeiro trimestre deste ano em comparação com o período homólogo do ano passado, crescendo 2,1%, quando, em 2017, foi de 2,4%, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

Um crescimento abaixo do previsto pelo governo no Programa de Estabilidade, que previa um crescimento na ordem dos 2,3% para o ano inteiro. Para este resultado contribuiu o abrandar mais acentuado "das exportações de bens e serviços que a registada nas importações" e "uma ligeira desaceleração do consumo privado".

Em 2017, a economia portuguesa cresceu cerca de 2,7%, mas o governo aponta para um crescimento na ordem dos 2,3% para 2018, sendo acompanhado por instâncias internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, que prevê um crescimento de 2,4%.

Fonte: in Jornal Sol

A Comissão Europeia quer lançar também um programa dedicado à transformação digital no valor de 12 milhões de euros

10 de maio de 2018

A comissário europeu Carlos Moedas anunciou esta sexta-feira no parlamento o lançamento do programa Horizonte Europa, dotado com 100 milhões de euros, dedicados às áreas de inovação e ciência. “Na investigação e inovação vamos propor um novo programa — Horizonte Europa -, pela primeira vez, vamos ter um programa de ciência com 100 milhões de euros. Penso que não haja outro programa no mundo com esta dimensão”, disse Carlos Moedas durante uma audição parlamentar na Comissão Eventual de Acompanhamento do Processo de Definição da “Estratégia Portugal 2030”.

No âmbito da definição do novo quadro comunitário plurianual a Comissão Europeia pretende lançar também um programa dedicado à transformação digital no valor de 12 milhões de euros. Segundo o comissário europeu, a proposta prevê ainda “triplicar a despesa em gestão de fronteiras externas para 33 milhões de euros”, para apoiar, por exemplo, a guarda das fronteiras e a guarda costeira. Apesar de não adiantar mais pormenores, Carlos Moedas garante que, no âmbito da segurança, será proposto um “aumento significativo” para fazer face às ameaças terroristas, bem como um novo mecanismo de proteção civil, “inspirado pelos trágicos incêndios”. “Depois dos sacrifícios que vivemos nos últimos anos temos de investir nestas áreas”, vincou. O responsável europeu com a pasta da inovação, investigação e ciência, anunciou ainda o lançamento de dois novos instrumentos: o programa de apoio às reformas, no valor de 25 milhões de euros, e o instrumento de estabilização de investimento, que tem em vista apoiar um determinado país a investir, sem determinar a área em que este deve aplicar o dinheiro. “O processo de elaboração do novo quadro financeiro está agora a começar. Propomos este quadro e nos próximos tempos vamos passar à definição dos quadros setoriais. A União Europeia deve ser, cada vez mais, uma referência, para lidar com um mundo complexo”, concluiu. A Comissão Europeia propôs em 02 de maio um orçamento plurianual para a União Europeia para o período 2021-2027 de 1,279 biliões de euros, equivalente a 1,11% do rendimento nacional bruto da UE a 27 (já sem o Reino Unido), que prevê cortes que podem atingir os 7% na Política de Coesão e os 5% na Política Agrícola Comum.

 

Fonte: Dinheiro Vivo/Lusa

Empresas portuguesas dependem cada vez menos dos bancos nacionais

10 de maio de 2018

O Banco de Portugal (BdP) considera que que as companhias nacionais estão cada vez menos dependentes dos bancos portugueses. No boletim económico de maio o regulador destaca o tema do financiamento das empresas e conclui que apesar de as instituições financeiras a operar no país continuarem a ser a principal fonte de crédito das empresas, as firmas portuguesas recorrem cada vez mais a empréstimos lá fora, junto de outras empresas ou de bancos estrangeiros.

Esta opção é válida para as empresas que conseguem aceder a mercados externos, mas para as outras também há boas notícias: o banco de Portugal conclui que têm vindo a equilibrar a estrutura de financiamento através do reforço de capitais próprios por via da acumulação de resultados que são reinjetados nos cofres das marcas.

Pensões pesam cada vez mais

O pagamento de pensões foi a única rubrica da despesa pública que não caiu entre 2011 e 2016, tendo mesmo aumentado bastante mais do que na zona euro.

 

Saiba mais aqui:

 

Fonte: Hugo Neutel in TSF on-line

Nunca houve tantos portugueses a ganhar mais de 3000 euros

10 de maio de 2018

 

Nunca, desde que os registos do Instituto Nacional de Estatística (INE) começaram, houve um número tão alto de portugueses a receber três mil euros (limpos) ou mais por mês, avança o “Diário de Notícias” esta quinta-feira.

No primeiro trimestre de 2018, o número de trabalhadores (por conta de outrem) nesta categoria disparou 30% face a igual período de 2017. Ao todo, existem, neste momento, cerca de 37,5 mil portugueses com salários superiores a três mil euros.

Segundo o matutino, há vários fatores que ajudam a explicar o aumento significativo do número dos mais bem pagos: a eliminação gradual da sobretaxa do IRS (medida que deixou para o fim o acerto dos salários mais altos), a subida do salário mínimo, a criação de emprego mais forte em profissões mais qualificadas.

Por exemplo, o grupo dos “especialistas das atividades intelectuais e científicas”, que engloba profissões como médicos e professores, expandiu-se a um ritmo significativo de 7% no primeiro trimestre de 2018. No mesmo sentido, o número de “trabalhadores qualificados da indústria e da construção” cresceu mais de 12%.

 

Fonte: in Expresso

Taxa de desemprego recua para 7,9%, a mais baixa desde 2008

9 de maio de 2018

A taxa de desemprego caiu para 7,9% no primeiro trimestre, o registo mais baixo desde 2008, revelou hoje o INE. Esta taxa está em queda em relação ao trimestre anterior há quase dois anos.

A taxa de desemprego recuou para 7,9% no primeiro trimestre do ano, menos 0,2 pontos percentuais (p.p.) do que nos três meses anteriores e 2,2 p.p. abaixo do verificado um ano antes, revelou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). A taxa de desemprego traça uma tendência de queda face ao período imediatamente anterior desde o segundo trimestre de 2016, ou seja, há quase dois anos.

Apesar de ter passado para baixo da barreira dos 8%, a evolução da taxa de desemprego mantém o mesmo mínimo que tinha registado no último trimestre do ano passado. Ou seja, volta a ser preciso recuar ao quarto trimestre de 2008 para encontrar uma taxa mais baixa.

Entre outubro e dezembro de 2017, a taxa de desemprego situou-se em 8,1%. No arranque do ano passado, o desemprego tinha afetado 10,1% da população ativa.

No Programa de Estabilidade, o Governo espera uma redução da taxa de desemprego de 8,9% no conjunto do ano de 2017 para 7,6% em 2018. Também o Banco de Portugal acredita que a situação no mercado de trabalho continuará a melhorar. Nas previsões apresentadas no final de março, a instituição liderada por Carlos Costa apontava para uma redução da taxa de desemprego de 8,9% para 7,3%, entre 2017 e 2018.

Na nota sobre o mercado de trabalho, o INE revela que “a taxa de desemprego dos homens (7,6%) foi inferior à das mulheres (8,1%) em 0,5 p.p., tendo a primeira diminuído 0,1 p.p. em relação ao trimestre anterior e a segunda diminuído 0,3 p.p.“.

“Por seu turno, a taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) foi de 21,9%, o valor mais baixo da série iniciada no primeiro trimestre de 2011. Face ao trimestre anterior, aquela taxa diminuiu 1,6 p.p.”, acrescenta o instituto estatístico.

Apesar da melhoria no mercado de trabalho, as pessoas que estão há mais tempo em situação de desemprego continuam com dificuldades no regresso a uma situação de emprego. “A proporção de desempregados à procura de emprego há 12 e mais meses (longa duração) foi 53,8%, tendo diminuído 0,3 p.p. em relação ao quarto trimestre de 2017.”

Quanto à evolução da taxa de desemprego em relação ao mesmo trimestre de 2017, os dados do INE mostram uma redução em relação ao trimestre homólogo, “mais para as mulheres (2,4 p.p.) do que para os homens (2,2 p.p.)”.

Tal como na variação em relação ao trimestre anterior, também a taxa de variação homóloga da taxa de desemprego entre os jovens aponta para uma redução da taxa, de menos 3,2 p.p..

“Em relação ao primeiro trimestre de 2017, a proporção de desempregados à procura de emprego há 12 e mais meses (longa duração) diminuiu 1,8 p.p..”

População desempregada acima de 400 mil no primeiro trimestre

Nos primeiros três meses do ano, 410,1 mil pessoas estavam sem trabalho. Este universo “diminuiu 2,8% em relação ao trimestre anterior (11,9 mil), prosseguindo as diminuições trimestrais observadas desde o segundo trimestre de 2016”. A explicar esta evolução estiveram principalmente as mulheres, as pessoas dos 15 aos 24 anos, os que completaram, no máximo, o terceiro ciclo do ensino básico, as pessoas à procura do primeiro emprego, provenientes do setor da indústria, construção, energia e água, e as pessoas à procura de emprego há 12 e mais meses.

Em relação ao período homólogo, a população desempregada diminuiu 21,7% (113,8 mil), uma redução ligeiramente inferior à observada no trimestre anterior, com as razões para esta redução a serem mais transversais que as anteriores.

 

Saiba mais aqui:

 

Fonte: Marta Moutinho Oliveira in ECO

Estatísticas: O desempregado é mulher, o empregado é homem, ambos nos serviços

9 de maio de 2018

Os dados do INE permitem conhecer o "empregado" e o "desempregado" típicos em Portugal. Conheça o perfil de quem procura emprego e de quem já o tem, numa altura em que o desemprego cai.

 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou esta quarta-feira que a taxa de desemprego voltou a descer no primeiro trimestre de 2018, chegando aos 7,9%, mínimos de 2008. Na fase de recuperação em que a economia portuguesa se encontra, o ministro Vieira da Silva já valorizou esta queda no desemprego – e também aumento do emprego – como um símbolo do dinamismo da economia portuguesa. Mas os dados do INE não nos dizem apenas isto.

Através das estatísticas divulgadas, é possível conhecer o desempregado médio – e também o empregado. Abaixo, o ECO reúne algumas das tendências que é possível identificar: há (um pouco) mais mulheres desempregadas, tal como há (um pouco) mais homens empregados. A maioria dos empregados e desempregados têm mais de 45 anos e trabalham ou pretendem trabalhar no setor dos serviços.

Os dados do desemprego e do emprego por si também são valiosos para perceber quem avança e quem recua à medida que o desemprego como um índice geral cai. Há menos 11.900 desempregados no primeiro trimestre de 2018, e mais 1.800 pessoas empregadas. No entanto, a taxa de emprego caiu ligeiramente para os homens, o que não é revelado pela tendência geral.

 

Saiba mais aqui:

Fonte: Marta Santos Silva in ECO

Trabalho temporário pode ser uma oportunidade para dar o salto na carreira?

9 de maio de 2018

 

Há novos conceitos e diferentes formas de estar que mudaram as regras do jogo também no mercado do trabalho

 Hoje em dia enfrentamos uma realidade bastante subjetiva sobre estabilidade profissional, apenas vinga quem apresenta resultados e se torna imprescindível à continuidade do negócio, tornando-se menos relevante aspetos que eram valorizados pela anterior geração ativa, agora na merecida fase da reforma. Refiro-me à ideia de ‘um emprego para a vida’, à sugestão da ‘necessidade de um vínculo profissional a uma empresa’, ao que conhecíamos como ‘horário fixo de trabalho’. Há novos conceitos e diferentes formas de estar que mudaram as regras do jogo também no mercado do trabalho. Existem vários motivos para procurar um novo desafio profissional e todos eles resultam numa melhoria específica, as mais comuns são a progressão de carreira ou um aumento salarial. Nem sempre é possível satisfazer todas as vontades num processo de recrutamento, a não ser que… esteja disponível a integrar num processo de Interim Management que passo a explicar.

O Trabalho Temporário Especializado caracteriza-se pelo colmatar de uma necessidade em específico, em perfis maioritariamente de gestão intermédia e de topo, onde o cariz técnico é indispensável, bem como a capacidade de dar uma resposta rápida e eficiente às necessidades de determinada empresa. Esperam-se candidatos altamente autónomos nas suas funções e com pensamento estratégico desenvolvido. Este conceito muitas vezes representa a oportunidade de boost e alavancagem que uma carreira profissional precisa, seja em termos de empresa, da função ou do salário. Um projeto deste cariz, sempre delimitado no tempo por diversos motivos, abre portas a candidatos potenciais e não apenas ideais. É aqui o momento de agarrar aquela promoção que tanto ambiciona, mas que na realidade viva na ânsia de saber se algum dia acontecerá… Já é possível as empresas encontrarem no mercado de trabalho candidatos à procura deste tipo de projetos em específico, onde através da sua flexibilidade e disponibilidade alcançam um maior reconhecimento profissional, ainda que possa ser momentâneo. Neste tipo de oportunidades o reconhecimento é o fator chave e diferenciador, o que resulta muitas vezes em casamentos perfeitos entre candidatos e empresas. Ao aceitar uma oportunidade com esta capacidade de lançamento, automaticamente os desafios futuros irão ao encontro da experiência anterior do candidato. Existem casos de sucesso, onde após o período definido, há a possibilidade de integração do colaborador. Embora não seja sempre assim para a empresa, por vezes pode também não ser o desejo do colaborador, que em determinado momento o que procurou foi precisamente alcançar o reconhecimento expectável, dar a conhecer o seu trabalho e alargar a sua rede de contactos. O mindset para o futuro deverá ser este, ou seja, esperar sempre mais e melhor de cada desafio e, porque não, através deste tipo de oportunidades, onde o percurso profissional é valorizado e também o potencial e a vontade de fazer acontecer de cada profissional.

 

Fonte: Associate Manager da Michael Page in Dinheiro Vivo

Libertar recursos qualificados de tarefas administrativas nas empresas

7 de maio de 2018

A Cegoc, empresa na área da formação e está em Portugal há 55 anos, vai celebrar uma parceria com a Cimes em regime de Business Process Outsourcing.

“As empresas querem resultados, querem ser mais competitivas, ser capazes de demonstrar ao mercado que têm valor e querem que os trabalhadores se sintam valorizados”. O cenário é traçado por Ricardo Martins, diretor-geral da Cegoc – Centro de Estudos de Gestão e Organização Científica, especialista em formação e desenvolvimento de empresas e pessoas, em entrevista ao Dinheiro Vivo. Habituado a que lhe batam à porta à procura de soluções, Ricardo Martins conhece bem o mercado empresarial em todas as suas vertentes e é-lhe fácil desenhar caminhos para os objetivos pessoais ou coletivos de quem contacta a Cegoc. Com um percurso de 55 anos, com presença também em Moçambique e Luanda, o centro que pertence ao grupo internacional Cegos, oferece soluções de formação a vários níveis: coaching, transformação digital, produtividade, recursos humanos, gestão, marketing ou liderança. Além dos programas definidos, são também esculpidas soluções à medida de cada cliente.

“Há empresas com estruturas de recursos humanos relativamente pequenas, com pessoas muito qualificadas mas que depois não tendo recursos suficientes acabam por utilizar essas pessoas para fazerem tarefas administrativas”, explica. Para resolver este problema a parceria propõe uma solução. “A nossa perspetiva é podermos colocar recursos Cegoc com tecnologia que permita aumentar a produtividade e a eficiência das equipas para que seja possível libertar as pessoas qualificadas para tarefas mais estratégicas para as empresas. Isto será numa lógica de Business Process Outsourcing, estaremos no mercado a fazer essa proposta no segundo semestre, estamos a estruturar uma equipa que vai estar na Cegoc e vai trabalhar para França”, informa o diretor.

Saiba mais aqui:

 

Fonte: Rute Simão in Dinheiro Vivo

“Incineradora” de startups e sete outros projetos apoiados pela ScaleUp Porto

5 de maio de 2018

Arranca oficialmente este sábado a Start & Scale, a semana em que os fazedores do Porto mostram aquilo que as startups da cidade Invicta estão a desenvolver ao longo do ano. A iniciativa promovida pela ScaleUp Porto decorre até sexta-feira, 11 de março, e faz parte da estratégia da cidade para promover o empreendedorismo, a inovação e a tecnologia da região. Ao longo da semana, irão decorrer conferências, visitas guiadas, encontros entre investidores e startups e ainda várias masterclasses. A cidade, desta forma “procura criar um ecossistema sustentável que aumente a competitividade económica da região, crie emprego e melhore a qualidade de vida dos cidadãos”.

Estas são as sugestões do Dinheiro Vivo para ficar a conhecer o ecossistema do Porto:

 1. Tecnologia para o bem: A semana começa com o lado bom da tecnologia. Até ao início da tarde de domingo, 170 pessoas vão estar no Palácio dos Correios a encontrar novas soluções para resolver problemas sociais. O Porto recebe pela primeira vez o hackaton da Hack for Good, a iniciativa de empreendedorismo social da Fundação Calouste Gulbenkian. Ao longo de 28 horas, serão desenvolvidas soluções em equipa para crianças, idosos, migrantes e refugiados.

2. Visitas guiadas: Na segunda-feira, dia 7, será possível conhecer, no terreno, o que de melhor o Porto tem para mostrar nas áreas da tecnologia e da indústria. No centro da cidade, entre as 14h00 e as 19h, irá decorrer a “Scaleup walking tour with Porto Tech Hub”, para mostrar algumas das melhores scaleups; entre as 13h30 e as 19h, serão visitadas algumas indústrias da região e conhecidas as boas práticas de inovação e cooperação entre várias entidades.

3. Dados e Internet das Coisas: Terça e quarta-feira, o Palácio da Bolsa acolhe o Fiware Global Summit, evento que reúne programadores empresários, decisores políticos e investidores para trocarem pontos de vista sobre a implementação de soluções que envolvem IoT e Open Data para criação de um futuro mais inteligente nas áreas das cidades, indústria e agricultura. Ainda na área de dados, irá decorrer na quinta-feira, entre as 10h e as 13h, no Palácio da Bolsa, um workshop para resolver problemas com Data Science. Pedro Fonseca, cofundador da James, e Pedro Fonseca, responsável de investigação da Feedzai, serão os oradores.

4. Retenção de talento: Cada vez mais empresas estão a escolher Portugal para instalarem um centro tecnológico. Como não há assim tantas pessoas qualificadas, é cada vez mais necessário saber reter talento. Na sexta-feira, no Palácio dos Correios, irá decorrer a masterclass “Rewarding Talent”, com o responsável da Index Ventures Dominic Jacquesson.

5. Encontro entre arte e tecnologia: A semana Start & Scale encerra na sexta-feira com uma festa artística no Maus Hábitos. Neste espaço será possível encontrar artistas e amantes de tecnologia e assistir a várias performances.

 

Fonte: Diogo Ferreira Nunes in Dinheiro Vivo

Queda do desemprego revela “dinamismo positivo” do mercado, diz ministro

30 de abril de 2018

Vieira da Silva considera revisão em baixa do desemprego, divulgada pela INE esta segunda-feira, uma evolução que revela "um dinamismo muito positivo do mercado"

O ministro do Trabalho considerou, esta segunda-feira, que a descida do desemprego em fevereiro e em março reflete o “dinamismo muito positivo” do mercado de trabalho, destacando que, além desta tendência, “o emprego continua a crescer mais”.

“O número de pessoas desempregadas baixou os 400 mil pela primeira vez em quase 14 anos, o que é um resultado muito importante, mas, mais do que a diminuição do número de desempregados, importa referir que aquilo que é mais importante, é que o emprego continua a crescer mais do que a diminuição do desemprego”, disse o ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Vieira da Silva, em declarações à agência Lusa.

Reagindo aos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), que reviu, esta segunda-feira, em baixa de 0,2 pontos percentuais a taxa de desemprego de fevereiro para 7,6%, o valor mais baixo desde abril de 2004, e estimou para março nova descida para 7,4%, Vieira da Silva vincou que “esta é uma evolução que, a todos os títulos, qualquer que seja a dimensão analisada, revela um dinamismo muito positivo do mercado de trabalho”.

“Esses dados mensais vêm reforçar uma tendência que se vem acentuando e, de facto, Portugal tem hoje uma taxa de desemprego que já se situa bem próxima da União Europeia e claramente abaixo da média da zona euro”, observou o governante, ressalvando que “isto é algo que acontece pela primeira vez desde há muito tempo”.

Até porque “não há muito tempo estávamos a baixar dos 10% de desemprego”, assinalou.

No que toca à criação de emprego, Vieira da Silva notou que “há muitas dezenas de milhares de portugueses que […] aumentaram a população no mercado de trabalho, que continua a ampliar-se, o que quer dizer que a economia está a criar novas possibilidades e novas oportunidades para jovens e pessoas adultas entrarem no mercado de trabalho”.

“Nós, tendo em atenção a previsão para o mês de março, atingiremos um valor superior a 300 mil postos de trabalho líquidos criados nesta legislatura”, realçou, falando ainda no “sinal extremamente positivo da continuação de uma tendência de […] crescimento económico rico em emprego”.

O valor definitivo do desemprego apurado para fevereiro divulgado hoje pelo INE representa uma descida em 0,3 pontos percentuais face ao mês anterior, menos 0,5 pontos percentuais em relação a três meses antes e menos 2,3 pontos percentuais face ao mesmo mês de 2017.

A estimativa provisória da população desempregada de março foi de 381,2 mil pessoas, tendo diminuído 3,5% (13,9 mil) em relação ao mês anterior (fevereiro de 2018), 7,3% (30,2 mil) face a três meses antes (dezembro de 2017) e 24,0% (120,5 mil) face ao mês homólogo.

Já a estimativa provisória da população empregada de março foi de 4 791,8 milhões de pessoas, tendo aumentado 0,2% (8,4 mil) face ao mês anterior (fevereiro de 2018), 0,4% (19,7 mil) em relação a três meses antes (dezembro de 2017) e 3,0% face ao mesmo mês de 2017, refere o INE.

A estimativa provisória da taxa de desemprego avançada pelo instituto para março deste ano (7,4%) compara com os 9,7% apurados um ano antes.

Segundo o INE, em março, a taxa de desemprego dos jovens situou-se em 21,3% e aumentou 0,1 pontos percentuais em relação ao mês precedente. Já a taxa de desemprego dos adultos foi de 6,3% e diminuiu 0,3 pontos percentuais em relação àquele mês

Fonte: Lusa in ECO

 

ONU e OCDE criam plano de emprego para refugiados

24 de abril de 2018

Uma das principais medidas é encontrar potenciais empregadores e refugiados que tenham as competências procuradas

A ONU e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apresentaram esta terça-feira em Genebra um plano destinado a aproveitar, junto do setor privado, o potencial dos refugiados no mercado de trabalho nos países de destino.

"O plano de ação mostra a maneira de garantir que o potencial económico dos refugiados seja aproveitado de forma adequada, contribui para a integração social e oferece uma alternativa em que todos ganham: os refugiados, os empregadores e as comunidades", afirmou o Alto-Comissário da ONU para os Refugiados (ACNUR), Volker Turk.

A proposta contém dez pontos, com base "em boas práticas" e inspirados em experiências concretas já em curso nalguns países europeus.

Entre as ações propostas, destacam-se as que visam facilitar aos empregadores interessados contratar refugiados após os trâmites administrativos, bem como a identificação dos potenciais beneficiários cuja formação e experiência laboral corresponda ao que se procura.

Uma das principais empresas da Dinamarca já pôs em funcionamento uma linha telefónica para disponibilizar este tipo de informação aos seus membros, enquanto no Reino Unido, uma associação encarrega-se de encontrar a coincidência entre as competências dos refugiados e os empregadores que oferecem oportunidades de emprego de muito curto prazo, cerca de 12 dias.

Também na Dinamarca, bem como na Noruega e na Suécia, já se deu início ao processo de identificação das competências profissionais dos refugiados num formato parecido com o existente no Reino Unido, permitindo uma "rápida avaliação" de um "portefólio eletrónico" criado pelos próprios refugiados através de uma aplicação para os telefones inteligentes ("smartphones").

Numa fase mais avançada, países como a Hungria ou a Turquia estão a oferecer atividades de formação prática aos refugiados, incluindo formações vocacionais e aprendizagem da língua nacional, para aumentar a possibilidade de aceder a um emprego.

Na Alemanha, a Associação de Câmaras Alemãs de Comércio e Indústria criou uma rede com as empresas que desejam contratar refugiados ou que já contam com alguns deles como assalariados, com o objetivo de preparar os responsáveis pela "gestão da diversidade" ou em como organizar o primeiro dia de trabalho de um deles.

Sobre todos estes modelos, Volker Turk sublinhou que o plano de ação conjunto da ONU e da OCDE oferece um novo enfoque, através do qual os refugiados são incluídos nas comunidades desde o princípio e, por isso, ganham acesso a empregos, que lhes permitirá autossustentarem-se e contribuindo, ao mesmo tempo, para a economia local.

 

Fonte: DN/Lusa

O emprego do futuro chama-se tecnologias da informação

23 de abril de 2018

A área das tecnologias da informação lidera os pedidos de recrutamento num Portugal cada vez mais tecnológico. Com a falta de mão-de-obra, as empresas são já obrigadas a oferecer salários mais altos

A economia está a crescer, o desemprego a cair a ritmo acelerado e as empresas estão a abrir as portas a novos profissionais. Em áreas como as tecnologias de informação (TI) há já um défice entre a oferta e a procura, e aumentos salariais de 7% e 9% já não seguram o profissional. É um setor que está muito dinâmico, a precisar de contratar para diversas funções e a tendência é para perdurar na década.

Mas não faltam oportunidades em outras áreas. O crescimento do turismo está a alavancar as necessidades de mão-de-obra. As empresas, que têm assegurado aumentos nas vendas via exportações, estão a apostar em comerciais. E profissões ligadas às áreas financeira e de engenharia continuam a ter forte procura. Interessante é verificar que o mercado de trabalho valoriza cada vez mais as soft skills.

A dinâmica nas TI não para. As empresas, e não só as de tecnologia, estão a recrutar programadores, engenheiros de software, profissionais de cibersegurança e especialistas de big data. É "um dos setores de futuro em Portugal", que "se está a transformar num centro tecnológico", com "muitas empresas internacionais a instalarem os seus hubs de tecnologia no país", diz Cristiano Aron, diretor da consultora Robert Walters em Portugal.

Carolina Mesquita, especialista de recrutamento e seleção da Adecco, sublinha que "são várias as empresas em Portugal que procuram profissionais nesta área", mas a oferta de emprego está a embater contra a parca disponibilidade de especialistas. A falta de resposta do mercado está a refletir-se em aumentos salariais. Como sublinha Cristiano Aron, em 2017 "os empregadores já se viram obrigados a aumentar os salários para atrair e reter talento" e essa "tendência vai continuar em 2018". A Robert Walters aponta, para este ano, subidas entre 7% e 9% nos salários.

A procura de engenheiros está também em alta, especialmente nas valências de mecânica, eletrónica, eletrotecnia e gestão e engenharia industrial. Segundo a Talent Portugal, "prevê-se que em breve exista uma carência significativa" de profissionais.

Motor em aceleração

As empresas estão confiantes na economia e, por isso, centradas no crescimento, com o recrutamento a estender-se a várias áreas. Indústria alimentar, saúde, logística, automóvel, turismo, fiscal, imobiliário e construção são setores que mostram grande dinamismo nas intenções de recrutamento, referem as consultoras Michael Page e Robert Walters.

"Acresce também a área comercial nos mais diferentes setores, que tem sido uma das maiores apostas dos nossos clientes", diz Carolina Mesquita, sublinhando que essa tendência terá que ver com a confiança "num crescimento efetivo do negócio". Neste capítulo, a Michael Page reforça a "fase positiva" que o país está a atravessar, mas recorda as previsões do Banco de Portugal que apontam para um progressivo abrandamento do crescimento até 2020, "pelo que é fundamental que haja prudência e que todos os players trabalhem para garantir que este é de facto um crescimento sustentado".

Se o inglês é fundamental, cada vez mais os empregadores exigem conhecimento de mais do que um idioma. Francês, alemão, espanhol, italiano, holandês e russo são as línguas mais solicitadas. E não é apenas para o setor do turismo, muito dinâmico no recrutamento dadas as expectativas de crescimento, mas também os serviços e a indústria.

Hoje em dia, os empregadores estão muito centrados naquilo que entrou no léxico comum como soft skills: capacidade de comunicação, criatividade, resiliência, proatividade, capacidade de relacionamento interpessoal, flexibilidade, espírito de equipa. Cristiano Aron sublinha que, "quando uma empresa está em dúvida entre dois candidatos, a escolha será quase sempre baseada em soft skills e não em qualificações técnicas".

 

Fonte: Sónia Santos Pereira in Diário de Notícias

Centenas de ofertas de emprego na hotelaria

22 de abril de 2018

 

“O que queremos demonstrar é o mundo de oportunidades que existe na nossa realidade e oferecer a possibilidade a todos de poderem iniciar uma carreira de sucesso no mundo Marriott”, resume ao i o diretor de Recursos Humanos da Marriott Hotels em Portugal.

Segundo António Pinto, a iniciativa “surgiu da ponte que temos vindo a desenvolver com as escolas e universidades e que fomos alargando a comunidade universitária e não só, também a todos aqueles que querem abraçar uma carreira na indústria do turismo”.

O responsável revela ainda que “realizámos anteriormente já ações com este objetivo mas nenhuma com esta dimensão” e que para além das nove unidades da Marriott em Portugal, vão estar presentes “23 hotéis vindos de diferentes de países da Europa”, entre os quais Reino Unido, Bélgica, França, Holanda, Alemanha.

O diretor de Recursos Humanos da Marriott prevê para o evento de hoje “cerca de quatro centenas de participantes” que terão ofertas desde “a área operacional, marketing, vendas” para um “processo transversal e cobre todas as funções e departamentos”.

António Pinto lembra que o “mercado hoteleiro cresceu logo a procura aumentou”, mas o que se pretende com esta iniciativa é “qualidade, atitude e coragem”.

O responsável acrescenta que “o resto é processo de formação que dá brilho ao diamante”, lembrando que a formação “é um bem que todos falam” e uma “ferramenta de gestão vital para às organizações e colaboradores”. Mas “tem de ser sustentada em processos de avaliação de desempenho rigorosos , para que possamos entrar no ciclo de desenvolvimento e crescimento e qualidade dos ativos”.

 

Fonte: Magalhães Afonso in Sol

Luz Saúde vai criar mil postos de trabalho em 2019

21 de abril de 2018

A Fosun mantém-se empenhada em investir na área da saúde e a venda de 49% da Luz Saúde pela Fidelidade à casa-mãe —uma transação concretizada este ano dentro do grupo —, visou fortalecer os rácios de capital da seguradora e criar músculo para crescer em Portugal e no exterior. Quem o diz é Jorge Magalhães Correia, presidente da Fidelidade, que não esconde a satisfação com o desenvolvimento do negócio.

A Luz Saúde deu um salto em dimensão desde que foi comprada pela chinesa Fosun ao grupo Espírito Santo no final de 2014. “Não tencionamos vender a nossa posição remanescente [cerca de 50%] e estamos a apoiar o crescimento acentuado do grupo. A abertura de mais cinco unidades desde que entrámos no capital é ilustrativo deste crescimento, que tem como exemplo mais evidente o projeto de expansão do Hospital da Luz em curso e que criará 1000 postos de trabalho em 2019. Estamos muito satisfeitos com o desempenho do Grupo Luz”, diz ao Expresso Jorge Magalhães Correia, também presidente do conselho de administração da Luz Saúde. O grupo Fosun, dono de 85% da Fidelidade, detém 97,78% da Luz Saúde, 49% diretamente.

África e América Latina na rota

Magalhães Correia assegura que “não obteve qualquer mais-valia” com a venda dos 49% da Fidelidade na Luz Saúde à Fosun Healthcare. “O valor de venda foi calculado tendo como base o valor de aquisição, acrescido da capitalização dos dividendos não distribuídos à Fidelidade”. A operação, acrescenta, foi desenhada pela seguradora e contou com o apoio total dos seus acionistas. A Fidelidade comprou a Luz Saúde em bolsa no final de 2014 por €5,01 por ação. Em janeiro vendeu à Fosun por €5,71.

A operação que envolve a Luz Saúde, explica Magalhães Correia, “permitiu-nos aumentar o rácio de capital e atingir os 150% que era o objetivo a que nos propusemos em 2017. Este nível de capital suporta o nosso crescimento em Portugal, com um aumento de 7,5% no segmento Não Vida, e a nossa expansão internacional no Peru, Bolívia e Paraguai”. Mercados em que entrou através da compra de 51% da seguradora peruana La Positiva. Ou seja, foi a venda da Luz Saúde que lhe deu músculo para garantir o investimento na América Latina.

A internacionalização estende-se à Europa e África. “A presença da Fidelidade passa por Espanha, França, Macau, Cabo Verde, Angola e Moçambique”, diz. “São mercados com desafios distintos. Espanha e França, por se encontrarem em mercados mais maduros, serão operações com crescimento e retorno mais estáveis nesta fase. Os mercados africanos serão aqueles onde esperamos investir e crescer mais, em particular em Angola e Moçambique”, remata.

 

Fonte: Anabela Campos e Isabel Vicente in Expresso

Função Pública: conheça os salários que mais caíram desde 2010

21 de abril de 2018

A maior de todas as perdas de salário na Função Pública dos últimos oito anos chega aos 989 euros. E quem a sentiu foram os reitores das universidades que assistiram a uma queda de 24,7% dos seus salários líquidos entre 2010 e 2018, segundo os cálculos do Expresso. Mas há outras seis carreiras e posições ou escalões que perderam pelo menos um quinto do seu vencimento.

Um desses casos é o dos juízes do tribunal do círculo ou equiparado e dos procuradores da República que assistiram a uma perda de 848 euros líquidos, equivalendo a menos 23%. Os professores catedráticos e os embaixadores seguem-se na lista com quedas de €747 e €639, respetivamente.

Os professores do ensino básico e secundário no 5.º escalão perderam 305 euros e os inspetores da Polícia Judiciária de 4.º escalão assistiram a uma queda de 288 euros.

Entre os 29 casos analisados pelo Expresso que abrangem diversas carreiras e posições ou escalões remuneratórios de trabalhadores com vínculo de emprego público, as reduções menos intensas foram as dos assistentes operacionais (menos €25) e dos soldados das Forças Armadas (menos €64).

Além dos congelamento dos salários, a inflação, o agravamento do IRS e o aumento das contribuições para a ADSE e para a CGA ditaram perdas do poder de compra que em alguns casos chegou aos dois dígitos em relação a 2010.

Saiba mais aqui:

Fonte: in Expresso

Inscritos nos centros de emprego abaixo dos 400 mil pela primeira vez em 10 anos

19 de abril de 2018

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego baixou 16,6% em março, face a igual mês de 2017, para 393.335 pessoas, caindo 2,8% face ao mês anterior, segundo dados do IEFP.

De acordo com os dados disponíveis na página do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), para a diminuição do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2017, contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para os homens (menos 19,1%), os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos (menos 15,6%), os inscritos há um ano ou mais (menos 17,4%), os que procuravam novo emprego (menos 16,3%) e os que possuem como habilitação escolar o ensino secundário (menos 15,3%).

De acordo com a série longa do instituto, é preciso recuar a agosto de 2008 para encontrar um valor mais baixo do que aquele que foi apurado em março deste ano.

Segundo o IEFP, o desemprego afetava em março 42.259 jovens, o que representa uma redução homóloga de 23,6% e de 6,2% em termos mensais e representava 10,7% do desemprego registado.

Já o número de desempregados de longa duração apurado no final de março foi de 188,4 mil, diminuindo 17,4% em relação ao mês homólogo e recuando 0,9% em termos mensais. O desemprego de longa duração representa 47,9% do desemprego registado.

A nível regional, comparando com o mês de março de 2017, o desemprego registado diminuiu em todas as regiões do país, destacando-se o Algarve com a descida percentual mais acentuada (-19,7%), seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo (-17,6%).

No que respeita à atividade económica de origem do desemprego, 69,6% do total tinham trabalhado em atividades do setor dos serviços, com destaque para as "Atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio" (25,6%).

 

Fonte: in Jornal de Notícias

Em Portugal há 100 hotéis em construção

17 de abril de 2018

"Neste momento há mais de 100 novos hotéis que estão em construção, muitos deles fora dos locais com maior intensidade turística por todo o país, no interior, em novas regiões que estão neste momento a crescer mais do que as regiões de turismo mais tradicional que continuam a crescer", revelou o ministro da Economia.

Manuel Caldeira Cabral, que falava no ministério da Economia disse que o programa Valorizar, que apoia investimento em projetos turísticos que promovam a coesão económica e social do país, “tem 262 projetos aprovados”.

“No turismo lançámos uma série de linhas especialmente destinadas a apoio a empreendimentos turísticos e de investimentos na área do turismo (...) já disponibilizámos 593 milhões para este setor que está a crescer bem, não apenas na procura, mas também na oferta”, acrescentou.

Já o programa Revive, de incentivo à recuperação do património do Estado por privados para a exploração em regime de concessão para projetos turísticos, tem “uma linha no valor de 150 milhões para apoiar projetos, especialmente projetos de recuperações de imóveis históricos”, para 33 edifícios sinalizado, salientou Caldeira Cabral.

Também as linhas de qualificação da oferta “têm já 163 projetos de mais de 200 milhões de investimento em curso, o que significa muitos hotéis a serem renovados, alguns a serem criados e também alguns hotéis novos que estão a abrir”, afirmou ainda.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), de janeiro a dezembro do ano passado há registo de 20,6 milhões de hóspedes nos estabelecimentos hoteleiros em Portugal – um aumento de 8,9% face a 2016 - e de 57,5 milhões de dormidas, uma subida de 7,4%,

Até ao final de 2019 Portugal deverá ter 115 novos hotéis, com mais de 9500 quartos. 71% dos projetos são de hotéis de 4 e 5 estrelas.

 

Fonte: Magalhães Afonso in Sol

 

CIP. Recuperação da economia é mérito das empresas

11 de abril de 2018

Para o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, a recuperação da economia deve-se ao “mérito” das empresas, lamentando que continuem a ser “insuficientemente” apoiadas pelo governo e penalizadas por uma crescente carga fiscal. E lembrou que, “se a taxa de desemprego está hoje abaixo dos 8%, é porque as empresas geraram mais emprego”, revelou no congresso anual da CIP.

“Em 2017, atingimos o maior nível de crescimento económico em 17 anos por mérito das empresas. São elas que produzem, são elas que inovam, são elas que exportam”, disse, acrescentando que “são também, essencialmente, as empresas que investem: mais de dois terços do investimento em Portugal é realizado pelas empresas”.

Também o défice historicamente baixo atingido em 2017 ficou, segundo o responsável, a dever-se, em grande parte, à aceleração económica registada no último ano e ao aumento do emprego. “Ambos são mérito dos empresários. Não só das escassas centenas de grandes empresas que operam no nosso país, mas principalmente das centenas de milhares de micro, pequenas e médias empresas, cujos responsáveis vivem dos frutos do seu trabalho e da sua capacidade de arriscar e lutam, todos os dias, pela manutenção dos postos de trabalho que criam, prestando, tantas vezes, um apoio social insubstituível nas comunidades onde se inserem”, afirmou António Saraiva.

No entanto, o presidente da CIP, lamentou que o esforço das empresas continue a ser insuficientemente apoiado, quando não contrariado pela ação do governo. Desde logo através do aumento da carga fiscal em Portugal, que atingiu em 2017 o nível mais elevado em pelo menos 22 anos. Só nos impostos indiretos, o aumento foi superior a 6%. “E a imaginação do governo para criar novas forma de tributação permanece viva, fértil e voraz”, concluiu.

“Na sua atividade legislativa, o governo, em vez de apoiar a atividade das empresas, penaliza frequentemente aquele que é o motor do crescimento da economia nacional. Ao mesmo tempo que se promove o SIMPLEX+, continuam a surgir novos procedimentos e novas exigências que vão alimentando a carga administrativa que pesa sobre as empresas”, cujo exemplo mais recente é a legislação nacional relativa à proteção de dados, salientou.

Para combater a esta situação, a CIP defende a inversão do aumento da carga fiscal sobre as empresas, com estabilidade, simplicidade e previsibilidade na tributação, políticas de estímulo à capitalização das empresas, ao redireccionamento do crédito bancário para o setor produtivo, à diversificação de fontes alternativas de financiamento, investimento público, nomeadamente em infraestruturas com vista à competitividade da nossa produção e instrumentos de política pública que apoiem e promovam o esforço de qualificação dos recursos humanos das empresas.

 

Fonte: Sónia Peres Pinto in Expresso

Uma "Porta única" para os empresários

09 de abril de 2018

Os empresários de 33 concelhos do país vão poder tratar das burocracias num único lugar. É a nova geração do "Espaço Empresa". Licenciamento e informações podem ser obtidos nestes balcões como por exemplo, acesso aos fundos do Portugal 2020 e do programa Capitalizar.

Um balcão onde os empresários podem ter acesso a "todos os incentivos e apoios que existem mas também todas as obrigações", explica o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral.

Para o governante, "o espaço empresa terá uma alteração muito importante na relação do Estado com as Empresas, que poderão num único ponto de acesso ter contacto com os diferentes (26) pontos focais da administração pública" central e local.

Nasce assim um caminho para desburocratização em dois níveis dos Estado; "não só o autárquico como também o do governo central", defende.

Da parte da administração central o "Espaço Empresa" vai também ser expandido e vai passar a ir além das questões de licenciamento. Vai ter "um conjunto muito mais amplo de serviços. Vamos ter um espaço presencial com informação e capacidade de ajudar nas candidaturas a todo o tipo de incentivos". Incentivos do Portugal 2020, para o investimento, para a criação de emprego, acesso a linhas de crédito bonificadas e que "muitas vezes os empresários conhecem uns mas não conhecem outros", adianta Caldeira Cabral.

Para o ministro a ideia é alargar o conceito a todo o território nacional mas para já, "não vai estar em todos os municípios mas vai estar espalhado por todo o país num território que abrange 33 municípios, 12 deles agregados na Comunidade Intermunicipal (CIM) do Oeste" mas, "esta já uma escala nacional".

De acordo com o Governo estamos numa fase de arranque do projeto e até ao final do ano ou no incio de 2019 é possível alargar a outras autarquias ou comunidades intermunicipais.

O atendimento presencial é a matriz do "Espaço Empresa" mas na retaguarda estão 26 organismos do Estado, desde o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI), à Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP). "Uma equipa que está no 'BackOffice' mas que está lá para dar apoio direto a quem está à frente do empresário" para dar respostas específicas e detalhadas", revela Caldeira Cabral.

"Não queremos que os projetos de investimento se atrasem fiquem à espera por questões de licenciamento e o que também não queremos é que os empresários continuem a ir a um conjunto muito grande de entidades para terem os seus esclarecimentos. Aqui vão ter uma porta única", conclui.

 

Fonte: José Milheiro in TSF on-line

O que desmotiva os trabalhadores portugueses... segundo os chefes

08 de abril de 2018

Um inquérito a duas centenas de gestores nacionais mostra a perspetiva "de cima" sobre a origem da desmotivação dos trabalhadores

Um trabalhador é exposto diariamente a diversas fontes e formas de quebra na motivação. E a falta de clareza estratégica na empresa é o principal gatilho, na opinião de 70% dos 208 gestores portugueses inquiridos no estudo realizado pela QSP, uma consultora de marketing.

Mas a lista continua. No leque dos desencadeadores da desmotivação laboral contam-se ainda a falta de objetivos e salários desajustados, aos quais se juntam a indefinição de funções e a sobrecarga de trabalho.

A motivação dos trabalhadores também depende do modelo de liderança dos decisores e espelha-se no envolvimento das equipas no cumprimento das tarefas e dos objetivos da empresa.

Ainda que os gestores, na sua generalidade, descrevam a sua liderança como próxima e democrática, o estudo mostra que 31% não consideram que os trabalhadores estão envolvidos nos seus projetos. O número sobe para os 71% quando se fala na falta de conhecimento dos trabalhadores em relação às dificuldades inerentes a um cargo de liderança.

A investigação procurou perceber o valor que os gestores atribuem às questões da inteligência emocional e comunicação no seio das suas empresas. A grande maioria dos "chefes" - 99,5% - concorda com a importância destes pontos, mas esta é uma posição que não se reflete em termos práticos: em 2017, apenas cerca de um terço apostou na formação nestas áreas.

"A utilização da inteligência emocional aprende-se e treina-se com formação e pode ser decisiva para orientar o pensamento e o comportamento e ainda para gerir e ajustar emoções ao ambiente que nos rodeia ou para atingir determinados objetivos", refere Rui Ribeiro, CEO da QSP.

Os resultados do estudo permitem ainda verificar que 98% dos dentetores de cargos de topo nas empresas comunicam preferencialmentre através de e-mail embora recorram a outras alternativas como as plantaformas de messaging, os SMS, a intranet e as redes sociais. No entanto, mais de metade (57%) considera que a quantidade de e-mails que recebe diariamente é exagerada. Cerca de um quinto dos inquiridos afirmou ocupar entre 51 a 70% do seu dia a ler e-mails. Ora, num horário de trabalho normal - 8 horas diárias - um gestor dedica entre 4 a 5 horas e meia, aproximadamente, à leitura de correio eletrónico.

Ainda assim, as decisões de maior relevo continuam a ser comunicadas pessoalmente, pelo menos para 88% das empresas envolvidas neste estudo, representadas pelos seus decisores.

A maioria dos líderes das empresas parece estar alinhada quanto às expetativas em relação do futuro. Conscientes da necessária reconfiguração de funções e criação de novos empregos em virtude dos avanços da tecnologia, poucos acreditam que isso tenha efeito na manutenção dos postos de trabalho já existentes.

 

Fonte: Paulo Miguel Godinho in Visão

Economia circular pode criar 36 mil postos de trabalho

07 de abril de 2018

Mais de cinco milhões de euros é quanto o Ministério do Ambiente tem para apoiar a economia circular em Portugal, um modelo económico que aposta na regeneração dos recursos. Em pouco mais de uma década, além de melhorias ambientais, as transformações geradas por este modelo podem criar 36 mil novos postos de trabalho no país. A “economia do futuro é necessariamente circular” porque “as matérias-primas esgotam-se e não há maneira de poderem ser regeneradas”, defendeu o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

As empresas, a nível mundial, reconhecem, cada vez mais, que um dos problemas que vão enfrentar a médio/longo prazo está associado à escassez de matérias-primas. Por isso, Matos Fernandes assume que “se persistirmos num modelo linear” – assente na extração de matérias-primas, na produção de bens com base nesses materiais e na eliminação dos mesmos – “vamos ter um futuro que não é de abundância. E, ou os recursos vão ficar muito caros e, com isso, vai haver seriação pelo preço e necessariamente vai haver mais excluídos, ou temos mesmo de fazer outra opção”. Esta “outra opção” é a economia circular em que “não há nenhuma perda de bem-estar, não há nenhuma perda de acesso [a bens], há sim um deixar de ter a sua posse, com ganhos para as empresas, porque podem ter relações de confiança com os seus consumidores. E com ganhos para os consumidores, porque passam apenas a pagar o que usam, sem ter que comprar os bens para terem lá em casa”, explica o ministro João Matos Fernandes.

Neste modelo, há assim uma transformação: os consumidores deixam de comprar todos os objetos que utilizam e passam a pagar pela utilização dos mesmos. Berbequins e outro tipo de máquinas que são usadas esporadicamente pelas famílias podem ser alguns dos exemplos. Para as empresas, por outro lado, este modelo requer também uma mudança. Para muitas pode significar deixar de vender concretamente um produto para passar a vender um serviço, mas pode também significar que os produtos passam a ter uma “vida” mais prolongada, passando a haver uma aposta na reparação em caso de avaria, em vez da troca. Matos Fernandes acredita que parte da mudança passa primeiro pelas empresas.” Muitas destas coisas começam no modelo de negócio e na própria conceção dos produtos. O ecodesign é a conceção de produtos preparados para durar mais tempo, para poderem ser reparados e remanufaturados. De uma vez por todas, deixemos de dizer nas nossas casas que avariou o aquecedor, a torradeira e é melhor deitar fora do que mandar arranjar. Isso é um trabalho que começa naturalmente junto de quem fabrica”. Em Portugal, as empresas, diz o ministro do Ambiente, estão conscientes das vantagens que este modelo traz. Embora “não tenho dúvidas nenhumas que há aqui um trabalho a ser feito e que há setores onde isto vai ser mais evidente que em outros”. No ano passado, o Ministério do Ambiente, através do Fundo Ambiental, destinou um milhão de euros para apoiar projetos nesta área. Houve “muitos concorrentes” e o “dinheiro foi todo aplicado”. Por isso, explica Matos Fernandes, “este ano são vários avisos, alguns já fechados, outros a abrir no curto prazo, muito voltados para a indústria” – plásticos, setor da construção e setor público -, mas também para as pessoas e para as comunidades. No total, o governo português, através do Fundo Ambiental, vai disponibilizar este ano 5,35 milhões de euros, sendo que parte dessa verba – 350 mil euros – está destinada ao protocolo com as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) para o desenvolvimento das agendas regionais para a economia circular. A expectativa é que a verba seja distribuída na totalidade até ao final de 2018.

No plano para a economia circular, publicado em dezembro do ano passado, o governo aponta que o impacto da concretização de medidas para a economia circular na Europa pode gerar um aumento de 11% do produto interno bruto europeu até 2030. No caso de Portugal, o ministro do Ambiente refere que os efeitos podem sentir-se, nomeadamente, na criação de emprego. “Os números que temos são relativamente conservadores. A nossa expectativa, por exemplo, é da criação de 36 mil empregos diretos a partir da concretização do plano de ação da economia circular” até 2030, avança. “Mas o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (BCSD) pôs cá fora agora um trabalho onde apenas a partir de 32 empresas concluiu que uma fatia muito grande desses 36 mil postos de trabalho podem ser criados muito depressa”.

 

Saiba mais aqui:

Fonte: Ana Laranjeiro in Dinheiro Vivo

Currículo: Este formato dá-lhe dez vezes mais hipóteses de ser contratado

5 de abril de 2018

Os CV em papel estão a ficar fora de moda. Ter um currículo em formato vídeo é a nova forma de conquistar os recrutadores.

 Os candidatos que apresentam um currículo em formato de vídeo têm dez vezes mais hipóteses de ser contratados face à concorrência que ainda apresenta o histórico profissional em papel. A conclusão é de um estudo da Unono, uma agência digital de recrutamento direccionada para a população mais jovem (os chamados Millennials), e que tem como base as contratações feitas no último ano através da Unono e os mais de 50 mil candidatos registados na plataforma.

Segundo a perspetiva de quem recruta novos talentos, um currículo em formato vídeo garante uma visão geral mais ampliada do candidato, sobretudo ao nível da comunicação, expressão e apresentação. “Todos os dias contacto com responsáveis pelos processos de recrutamento e seleção das empresas que me indicam que é claro que o vídeo CV traz uma vantagem competitiva. Há competências que são mais evidentes neste formato do que num CV. Ter a certeza que um candidato tem as soft skills certas, acelera o processo de recrutamento”, explica Edgar Campos, Country Manager da Unono em Portugal, citado no comunicado da Unono enviado esta quarta-feira às redações. Desde que a plataforma digital de emprego foi criada que inclui este formato de apresentação (o vídeo) no seu processo de candidatura, com vista a facilitar o processo tanto para os candidatos como para quem recruta. “Com esta facilidade no contacto entre as duas partes, a Unono digitaliza mais um contacto que só seria possível no contexto de entrevista, poupando tempo a quem recruta”. Se quer apostar em remodelar o seu currículo para um formato mais moderno, o responsável dá-lhe ainda alguns conselhos, como “olhar a câmara como se estivesse a falar com outra pessoa, ser natural e assertivo é essencial para conseguir passar uma mensagem autêntica e descontraída”.

 

Fonte: in Dinheiro Vivo

Função pública sem aumentos salariais até 2020

04 de abril de 2018

Até ao final do primeiro trimestre mais de 90 mil funcionários públicos receberam o acréscimo remuneratório resultante do descongelamento salarial.

O universo de funcionários públicos que viu em março o seu salário ser descongelado duplicou em relação ao mês anterior. Esta nova atualização foi revelada esta quarta-feira, pela Secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, Maria de Fátima Fonseca, aos sindicatos da função pública. Daqueles 90 mil trabalhadores, a maior parte (66 mil) teve direito a valorização remuneratória na sequência da avaliação de desempenho e dos pontos que lhes foram atribuídos no período de congelamento que vigorou de 2011 a 2017.

Neste momento, estão ainda a ser analisados vários pedidos de ponderação curricular (para as pessoas que não foram avaliadas ou que discordam que lhes seja atribuído um ponto por cada ano sem avaliação). Estima-se que em abril seja reconhecida a valorização remuneratória para cerca de mais 10 mil trabalhadores nas carreiras que progridam por pontos. Relativamente aos trabalhadores da função pública, em que o tempo é o elemento essencial para terem direito a progressões remuneratórias, estão já a receber o acréscimo salarial correspondente 22 mil pessoas. São cerca de 20% do número total que se prevê até ao fim do ano. Entre as carreiras que progridem com o tempo estão os professores, oficiais de justiça ou forças de segurança Apesar de os números terem duplicado face a fevereiro, o secretário-geral da Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP), José Abraão, entende que são ainda “manifestamente insuficientes tendo em conta que as pessoas ganharam em janeiro o direito a progredir”.

 

Fonte: Lucília Salgado in Dinheiro Vivo

Despesa com pessoal do Estado é a mais baixa desde 1989

26 de março de 2018

A despesa com o pessoal do Estado está nos níveis mais baixos dos últimos 29 anos, um cenário favorecido pelo crescimento económico, pelo congelamento de salários e pelas reformas mais recentes no setor público. E será com esse cenário em cima da mesa que o Governo tentará convencer os seus parceiros de esquerda de que não irá atualizar salários na função pública. Isto porque, como explica o Público na sua edição de hoje, o executivo de António Costa irá argumentar que, apesar do bom momento económico, não existe margem para mais aumentos em 2019.

A tendência, aliás, é de descida da despesa com vencimentos, tanto dos novos como dos que se reformam: o governo estima mesmo que pode compensar o fim dos cortes aplicados durante a crise e os efeitos do descongelamento das carreiras iniciado.

De acordo com a estimativa apresentada na semana passada pelo Conselho de Finanças Públicas (CFP), a despesa pública com pessoal terá sido, em 2017, de 11% do PIB: é menos 11,3% face a 2016 e o indicador mais baixo desde 1989, de acordo com as séries publicadas pela Comissão Europeia. Ainda assim, a despesa com pessoal ainda se mantém acima da média do euro, que deverá ficar em 9,9% em 2017.

Esta segunda-feira também serão conhecidas as estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE) que deverão confirmar as boas perspetivas da economia portuguesa em 2017.

 

Fonte: in Observador

Governo espera não ter de cobrar taxa sobre rotatividade nas empresas

25 de março de 2018

O Governo espera não ter de aplicar a taxa sobre o excesso de contratos a prazo nas empresas, já que isso significaria “níveis de rotatividade mais aceitáveis em Portugal”, disse este domingo o secretário de Estado do Emprego.

“Diria que o Governo espera não cobrar taxa alguma, será sinal de que os comportamentos de algumas empresas mudaram e que temos níveis de rotatividade mais aceitáveis em Portugal”, disse Miguel Cabrita, que falava na sessão de encerramento do congresso do Sindicato da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP), em Lisboa.

De acordo com o governante, o objetivo do executivo com a criação de uma taxa anual à Segurança Social entre 1% e 2%, a partir do final de 2019, sobre as empresas que recorram de forma excessiva aos contratos a prazo “não é cobrar a taxa”.

“Aliás, estamos até convictos de que a cobrança da taxa vai ser bastante inferior às expectativas iniciais”, acrescentou.

Em sentido contrário, “o objetivo do Governo, ao implementar a taxa, é induzir a mudança de comportamentos”.

A medida faz parte do pacote de propostas que o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, apresentou na sexta-feira em sede de Concertação Social, visando a redução da segmentação do mercado de trabalho e a dinamização da contratação coletiva. As medidas não estão ainda fechadas.

A taxa proposta pelo Governo será aplicada sobre a massa salarial dos trabalhadores com contratos a termo, sendo progressiva entre 1% e 2%, e terá em conta a média dos contratos a prazo em cada setor de atividade.

Miguel Cabrita frisou que este pacote de medidas sobre a lei laboral “não induz apenas a um agravamento das obrigações das empresas no que diz respeito a pagamentos de taxas”.

“Tem também um apoio acrescido em termos de política ativa para as empresas que decidirem converter os contratos a termo em contratos sem termo”, destacou.

Outra medida prevista é o alargamento do subsídio social de desemprego.

“Temos hoje um nível de cobertura que é baixo, que baixou ao longo dos anos e que é importante alargar”, precisou, referindo-se nomeadamente a quem tem contratos precários ou poucos meses de descontos em contratos a prazo.

Miguel Cabrita vincou que “as medidas correspondem, no essencial, ao programa de governo e ao debate que foi sendo tido com os parceiros sociais”.

“É evidente que não era expectável que houvesse um acordo, pelo menos de início, entre os diferentes parceiros sociais, que têm visões diferentes sobre o mercado de trabalho e sobre a realidade e também sobre aquelas que podem ser as soluções para resolver estes problemas”, reconheceu, sublinhando, contudo, a intenção do executivo de “atacar problemas estruturais”.

Falando num “pacote de medidas suficientemente sólido, robusto e com possibilidade de tradução na prática”, o responsável instou “todos os parceiros sociais e todas as forças da sociedade portuguesa” a apresentar sugestões.

“As propostas do Governo são para combater a precariedade e não para fazer o contrário e para promover o dinamismo da contratação coletiva e não para fazer o contrário”, concluiu.

Fonte do Governo explicou, no final da semana passada, que as médias setoriais dos contratos a termo já existem, sendo geradas pelo atual sistema contributivo através das declarações à Segurança Social, mas terão ainda de ser aperfeiçoadas. Para já, os parceiros sociais irão discutir a medida tendo em conta os valores atuais e provisórios.

O Governo prevê que no final deste ano as médias oficiais já estejam identificadas setor a setor e que, em 2019, o comportamento das empresas será afetado, estimando-se o primeiro pagamento da nova taxa no final de 2019.

 

Fonte: Lusa in Expresso

Governo quer limitar contratos a prazo e penalizar as empresas que abusem destes vínculos

23 de março de 2018

O Governo vai reduzir a duração máxima dos contratos a prazo e limitar as regras de renovação deste tipo de vínculo laboral. Será criada uma nova taxa para penalizar empresas que abusem destes contratos e vai ser limitado o número de trabalhadores que podem ter contratos precários numa nova empresa. Estas e outras medidas constam de um pacote mais alargado apresentado esta sexta-feira aos parceiros sociais, na reunião de Concertação Social.

A grande expectativa é perceber de que forma esta aguardada revisão da lei laboral acompanhará as pretensões e exigências dos parceiros parlamentares mais à esquerda. Mais do que uma reforma profunda, o Governo procurou resolver de forma cirúrgica os dois maiores problemas estruturais que identificou: a excessiva percentagem de vínculos de trabalho de natureza precária e o enfraquecimento da contratação coletiva. “Não tem a ambição de ser uma revisão global do código laboral“, assumiu fonte do Governo, numa sessão de esclarecimento com os jornalistas no Ministério do Trabalho e da Segurança Social.

Contratos a prazo passam para um máximo de dois anos em vez de três

Entre as medidas previstas está, precisamente, a redução da duração máxima dos contratos a prazo de três para dois anos, o que significa que uma empresa não pode contratar um trabalhador para cumprir funções supostamente temporárias por mais de dois anos.

Além disso, as empresas estarão agora muito mais limitadas na renovação desses contratos a termo. O Governo quer introduzir uma norma que impeça que as renovações possam ser superiores à duração do primeiro contrato. Exemplo prático: se uma determinada empresa contrata um trabalhador por seis meses, não pode renovar esse vínculo por mais um ano. Outro caso: uma empresa não pode contratar um trabalhador por seis meses, renovar uma primeira vez por outros seis meses e, terminado esse período, oferecer novo contrato de seis meses. Porquê? Porque a soma do segundo e terceiro contrato seria superior ao período de duração do primeiro contrato. Contas simples: seis meses mais seis meses seriam 12 meses, período superior ao do contrato original (que previa apenas seis meses de vínculo).

O ministério liderado por Vieira da Silva avança ainda com outra proposta: a revogação da norma que permite que as empresas contratem a termo jovens à procura do primeiro emprego ou desempregados de longa duração. Essa possibilidade manter-se-á apenas para desempregados de muito longa duração (mais de dois anos no desemprego).

A medida que se presume que venha a ter mais impacto junto dos representantes patronais já fora antecipada por António Costa e confirmada esta sexta-feira: o Governo vai criar uma nova taxa para penalizar empresas que recorram abusivamente a contratos a prazo.

Empresas que abusem de precários são penalizadas com uma taxa que varia com o setor

As regras são complexas e serão afinadas nos próximos meses: a taxa será progressiva e variará entre 1% a 2% — uma empresa mais prevaricadora pagará mais do que outras menos prevaricadoras; a contribuição será anual e será calculada em função da massa salarial dos trabalhadores com contratos a prazo; para que a taxa não se aplique a todas as empresas de forma indiscriminada, será tida em conta a média sectorial em que a empresa se insere. Exemplo: empresas do sector do turismo recorrem, naturalmente, a mais contratos a prazo; logo a média será superior à dos restantes sectores. O que acontece é que, de acordo com as regras que vão ser adoptadas, as empresas que ultrapassem a média do seu próprio sector serão penalizadas.

O Executivo socialista já definiu, inclusive, um calendário: até ao final de 2018, serão identificadas as médias por sector, que serão de consulta pública; no final de 2019, já será cobrada a taxa. O Governo espera ter com esta medida um encaixe de 70 a 90 milhões de euros. O objetivo do Governo, assumiu fonte do Ministério do Trabalho e da Segurança Social, é imprimir uma “mudança de comportamentos” no mercado de trabalho português.

No entanto, fica uma questão por esclarecer: se a nova taxa (de 1 a 2%) é calculada em função da massa salarial dos trabalhadores precários (presumivelmente baixa), até que ponto será compensatório para uma empresa converter contratos a prazo em contratos sem termo, que representam, naturalmente, mais encargos para a entidade empregadora? O Governo socialista reconhece apenas que a medida ainda pode ser afinada, mas o princípio manter-se-á.

Para compensar de alguma forma as empresas, o Governo vai reforçar os apoios às empresas  que convertam vínculos precários em contratos sem termo.

O Governo tem ainda outras propostas em cima da mesa: as empresas que iniciem atividade não poderão ter mais do que 250 trabalhadores a termo — o limite atualmente é de 750; a lei será clarificada no sentido de impedir que as convenções coletivas alterem o regime legal da contratação a termo — algo que não está exatamente definido atualmente; e ficará também clarificado na lei que, mesmo nos casos em que empresa e trabalhadores concordem na não renovação do vínculo temporário, o trabalhador terá sempre direito a compensação.

Contratos a termo incerto e trabalho temporário também serão afetados

O Governo prepara ainda alterações nas regras dos contratos a termo incerto e do trabalho temporário. À cabeça, o Executivo socialista vai reduzir a duração máxima dos contratos a termo incerto de seis anos para quatro anos.

Mas não só. O ministério de Vieira da Silva estuda ainda a possibilidade de limitar o número permitido de renovações dos contratos temporários, que atualmente é inexistente — as empresas podem oferecer um contrato de um dia a um determinado trabalhador por semanas ou meses consecutivos.

O Governo não se compromete ainda com o limite que vai ser definido, mas a posição de princípio é essa. O grande objetivo dos socialistas é reforçar a transparência no recurso ao trabalho temporário.

Banco de horas dependerá da contração coletiva

Outro do objetivo do ministro do Trabalho e da Segurança Social é reforçar o papel da contratação coletiva no mercado de trabalho português e combater a excessiva individualização da relação laboral.

À cabeça, o Governo pretende reservar para a contratação coletiva o mecanismo do banco de horas. Na prática, os empregadores não poderão discutir individualmente com os trabalhadores essa possibilidade; o banco de horas dependerá sempre do acordo coletivo.

Ao contrário do que pretendiam os partidos mais à esquerda, sobretudo o PCP, o princípio de caducidade da contratação coletiva não será revertido. É essa, pelo menos, a garantia do Governo. Os socialistas pretendem apenas reforçar os mecanismos de negociação entre as partes.

Se as novas regras forem aprovadas, as negociações decorrerão assim: se empregadores e trabalhadores não conseguirem chegar a um acordo de convenção coletiva que se aproxime do fim, uma das partes pode pedir um prolongamento do prazo (máximo de seis meses) e recorrer ao colégio de árbitros criado no Conselho Económico e Social (CES), que conta com representantes de sindicatos, empresas e um árbitro escolhido por ambas as partes.

Esse colégio arbitral avaliará vários aspectos, incluindo se houve ou não empenho de todas as partes na renovação daquela convenção coletiva. Terá, sobretudo, um papel de mediador. No limite, pode não ser possível chegar a acordo e o colégio de árbitros não poderá fazer nada.

O Governo vai ainda reforçar os meios da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e dos meios de apoio ao papel de conciliação e de mediação das leis laborais.

 

Saiba mais aqui:

Fonte: Miguel Santos Carrapatoso in Observador

Europa: Salários não acompanham preços das casas

22 de março de 2018

Das 220 milhões de famílias da União Europeia quase 11 milhões vivem em estado de “privação severa de habitação”; mais de 33 milhões vivem em casas com humidade; quase 37 milhões habitam em lares com demasiadas pessoas; 30 milhões moram em zonas muito poluídas. A grande incógnita é o número de sem-abrigo. A vermelho está escrito: número desconhecido.

O terceiro relatório da francesa Fondation Abbé Pierre e da FEANTSA (sigla da Fédération Européenne d'Associations Nationales Travaillant avec les Sans-Abri; Federação Europeia de Associações Nacionais que Trabalham com os Sem-Abrigo) – duas instituições que atuam em prol dos mais desfavorecidos – mostra o lado negro da Europa através dos dados do Eurostat (a agência estatística da União Europeia) relativos a 2016.

Se, em alguns casos, há dados que espelham o aumento exponencial de pessoas sem-abrigo nalguns países da União Europeia (UE), noutros não há números, como é o caso de Portugal.

Na Alemanha, existem 860 mil sem-abrigo e, só entre 2014 e 2016 o aumento foi de 150%. Já em Inglaterra, entre 2010 e 2017 o aumento foi de 169% e na Irlanda, entre 2014 e 2017, mais 145% passaram a viver nas ruas. A Finlândia é o único país que conseguiu baixar (18%) o número de pessoas sem casa no período entre 2009 e 2016.

De acordo com o estudo, a esperança de vida de uma pessoa sem-abrigo é 30 anos inferior à restante população e, em média, vivem 10 anos na rua.

As crianças sem casa estão a tornar-se no maior grupo que dorme em abrigos e há milhares nas ruas. Na Irlanda, um em cada três sem-abrigo é uma criança, num total de mais de três mil. Na Suécia, 10 mil a 15 mil crianças não têm lar e na Holanda são quatro mil.

O aumento do preço das casas não acompanhou nem de perto, nem de longe os ordenados praticados na UE. Entre 2010 e 2016, o custo das casas para as famílias mais pobres aumentou três quartos. O agravamento dos preços foi de 20% em quase metade dos países, mas nalguns foi mais do dobro. Casos de Portugal, com mais 40% (que ocupa o terceiro lugar neste ponto), atrás do Reino Unido com mais 45% e da Bulgária com 54%.

Já no que diz respeito à proporção média do rendimento disponível das famílias pobres que é gasto na habitação, a Grécia lidera com 75% e Portugal, com 35%, está baixo da média que é de 42.1%.

Entre os cidadãos da UE, com idade entre 18 e 24 anos, abaixo da linha da pobreza, 43% estavam sobrecarregados pelos custos de habitação em 2016, quatro vezes mais do que a população em geral. Os países onde este nível é mais alto são a Áustria (50%), Reino Unido (50%), Bulgária (52%), República Checa (54%), Suécia (54%), Alemanha (57%), Holanda (70%), Dinamarca (87%) e Grécia, onde 90% dos jovens em situação de pobreza está assoberbado pelos custos da casa. Em Portugal são 33%.

Fonte: In Visão

Sindicatos e patrões concordam com combate à pobreza mas divergem na forma

21 de marco de 2018

Sindicalistas e confederações patronais concordam que é necessário combater a pobreza mas discordam na maneira de o fazer, com os primeiros a defender melhores salários e os segundos legislação laboral flexível e mais produtividade.

As duas visões do mesmo problema foram hoje debatidas num Fórum sobre "Estratégia de combate à pobreza e exclusão social: importância de uma responsabilidade coletiva", organizado pela Rede Europeia Anti-Pobreza e que decorreu n Fundação Gulbenkian, em Lisboa.

Numa mesa redonda sobre "o investimento social em linha com o pilar europeu dos direitos sociais", concordou-se que o facto de se ter emprego não significa que não se seja pobre, como também se concordou que esse pilar europeu dos direitos sociais é vago, embora seja uma tentativa de construir uma Europa mas solidária.

Mas enquanto Gregório da Rocha Novo, da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) defendeu uma legislação laboral mais flexível, porque a flexibilidade "leva a menos exclusão", José Cordeiro, da União Geral de Trabalhadores (UGT) defendeu mais solidariedade e sindicatos mais fortes para combater a pobreza.

"Temos de conviver com a ideia de que não basta ter trabalho para se sair do ciclo da pobreza", disse o sindicalista, acrescentando que é preciso "pensar seriamente num rendimento básico universal" e sugerindo aos parceiros sociais a criação de um conselho informal que monitorize o pilar europeu dos direitos sociais.

Se para a CIP a pobreza combate-se também com a luta contra o abandono escolar precoce, e a melhor maneira de melhorar a coesão social é aumentar a competitividade da Europa, para Arménio Carlos, da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), a pobreza decorre "da continuada redução dos rendimentos dos trabalhadores e das alterações das leis laborais".

"O modelo que temos em Portugal é o do trabalho precário e baixos salários. É o modelo que mais rapidamente acrescenta lucros a alguns mas deixa trabalhadores e o país em situação delicada", afirmou Arménio Carlos.

João Vieira Lopes, que preside à Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), já tinha pedido "cuidado" em estabelecer regras que as empresas não possam cumprir, quando considerou preocupantes as taxas de pobreza em Portugal, "que atinge parte significativa de pessoas que têm emprego".

"A visão simplista é aumentar salários. Temos que olhar para 400 mil empresas com limitações claras de funcionamento", disse, admitindo que é necessário "evoluir na produtividade e nos salários, que são baixos", mas acrescentando que a questão da produtividade "é central".

Na questão dos salários a mesma posição do presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Eduardo Oliveira e Sousa, que a defendeu assim: "Temos reconhecido que o salário mínimo e baixo e é desejável que haja subida sustentada das condições que permitam às empresas acompanhar".

E ainda na mesma linha, de colocar o acento no crescimento económico, esteve Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo Português (CTP).

"É mais fácil combater a pobreza com uma economia mais forte", disse, acrescentando que sendo Portugal o sexto país mais envelhecido do mundo, "por mais combate à pobreza que queiramos fazer é impossível".

Arménio Carlos respondia no final que é a partir de um "salário digno" que as pessoas se organizam, que é preciso valorizar o trabalho, que a Europa esteve durante anos a impor políticas erradas, que levaram a redução de rendimentos, à recessão, a desemprego e a mais pobreza.

E que o pilar europeu dos direitos sociais "não passa de generalidades" e de recomendações para quem as quiser aplicar, e que a "vertente social continua a ser secundarizada".

Joaquina Madeira, da Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal, já tinha dito que o pilar reconhece que há pobreza mas que tem aspetos omissos e as medidas previstas não são de cumprimento obrigatório.

Agostinho Jardim Moreira, presidente da Rede Europeia Ant-Pobreza Portugal, não falou do pilar europeu mas defendeu na sessão de encerramento que é necessário "recuperar a estratégia nacional de luta contra a pobreza".

E sugeriu até a criação de uma secretaria de Estado de combate à pobreza. A ideia não mereceu do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que encerrou o Fórum, grande acolhimento. "Não sei se não é um mau principio" para lidar com a questão da pobreza, disse. 

Fonte: Lusa in Diário de Notícias

Portugal e mais oito países da UE continuam com salários abaixo de 2010 apesar da retórica da retoma

19 de marco de 2018

Portugal é um dos nove Estados-membros da União Europeia onde os trabalhadores continuam a ganhar menos do que antes da crise, “apesar de toda a conversa sobre a retoma económica”, denuncia esta segunda-feira a Confederação Europeia de Sindicatos (CES).

Apoiando-se em dados contidos num relatório publicado esta segunda-feira pelo Instituto Sindical Europeu sobre o mercado laboral na Europa, o CES aponta que há nove países na UE onde os trabalhadores ganharam menos em 2017 do que ganharam em 2010 – Itália, Reino Unido, Espanha, Bélgica, Grécia, Portugal, Finlândia, Croácia e Chipre -, sendo que em seis deles os salários em 2017 foram inferiores aos de 2016 (Portugal, Croácia e Chipre são as exceções).

Segundo os dados do Instituto Sindical Europeu — que estima os “salários reais” tendo em conta o aumento do custo de vida -, os salários reais recuaram 8,3% em Portugal entre 2010 e 2017, tendo conhecido um aumento “muito modesto”, de 0,1%, entre 2016 e 2017. Portugal esteve sob programa de assistência financeira entre 2011 e 2014.

“Apesar de toda a conversa sobre a retoma económica, os trabalhadores em muitos países encontram-se ainda pior do que antes da crise e continuam a perder”, lamentou a secretária confederal da CES, Esther Lynch. Sublinhando que “até a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu estão a pedir um crescimento salarial mais forte”, a mesma responsável sustenta que “é chegada a altura de considerar ações muito mais fortes para promover as melhores formas de alcançar aumentos salariais justos”.

“As regras dos contratos públicos da UE deveriam contemplar contratos apenas para as empresas cobertas por acordos coletivos. A UE e os Estados-membros poderiam fixar objetivos para aumentar o número de trabalhadores cobertos por contratos coletivos, e a UE deveria exigir imediatamente aos Estados-membros que deem conta das medidas que se propõem tomar para aumentar a cobertura dos acordos coletivos”, sugere a CES.

Fonte: Agência Lusa in Observador

Também emigrámos das estatísticas?

12 de março de 2018

O serviço público de emprego não está a acautelar ou a resolver a vertente social, nem a lidar com a qualidade do emprego.

No último artigo que escrevi sobre emprego (ou desemprego) jovem, questionava-me sobre a pertinência das estatísticas e das percentagens nesta discussão. Há indicadores para todos os gostos: os do IEFP retratam o número de cidadãos que quer trabalhar e que vai diminuindo ao passo que os mesmos passam a estar “ocupados” em estágios e formações profissionais; os do INE retratam o número de cidadãos da população ativa que estão empregados; os da OCDE misturam os dois… enfim.

Permitam-me que ilustre o problema da inutilidade das estatísticas quando vistas por si só, sem contexto, com um exemplo de choque: num país em guerra a taxa de desemprego pode ser zero, porque as pessoas estão a fugir, não estão à procura de emprego.

Esta semana, e em boa hora, o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia mostrou-nos que existe uma taxa de desemprego para além dos indicadores tradicionais, que inclui as pessoas que estão em situação de subemprego ou de “trabalhos” temporários, as pessoas que desistiram de procurar emprego e as pessoas que não estão em condições de aceitar uma proposta de trabalho (por hipótese: quem tem pessoas a seu cargo, quem engravida…). Em 2008 estes representavam 176 mil cidadãos, hoje são 484 mil. Nenhum deles está incluído nas estatísticas do desemprego.

Durante a crise, a dimensão económica do desemprego diminuiu face à sua componente social. Essa mantém-se absolutamente determinante e não pode ser desvalorizada nem ofuscada por estatísticas que tantas vezes falham em espelhar a realidade, porque não são lidas no seu contexto. E a realidade passa a mostrar assim que a emigração não foi só para fora do país: foi também para fora das estatísticas.

No desemprego jovem, que – já agora – continua a ser o dobro do da população no geral, precisamos de uma abordagem que integre quem os números não representam, desafiante do sistema, crítica da forma como queremos resolver este problema. Continuamos a ver anúncios que não se concretizam, porque tem havido sempre outras prioridades e opções políticas: mas temos ficado sempre por aí, pelos anúncios… Onde está o plano nacional de combate à precariedade? Para quando o inovador contrato-geração? Como refinanciaremos em larga escala as medidas ativas de emprego, para aproveitar o ciclo económico positivo para dar soluções aos desempregados? Quem terá a coragem política de abordar com seriedade o tema do subemprego e dos postos de trabalho com condições e vínculos precários?

Volto a dizer: o serviço público de emprego não está a acautelar ou a resolver a vertente social, nem a lidar com a qualidade do emprego. E, pelo visto, vai continuar a refugiar-se em descidas de uns números que deixam de fora quase meio milhão de pessoas, que nem cumprem os critérios estatísticos para serem representados num gráfico.
É célebre a frase de que os números das estatísticas, quando suficientemente torturados, acabam por dizer o que se pretende. Temos de parar de discutir números e décimas, para começar a olhar para as pessoas e para o seu contexto: e estas pessoas precisam de soluções.http://feeds.feedburner.com/~r/PobrezaNaImprensa/~4/VtNl5rl6ZEw?utm_source=feedburner&utm_medium=email

Fonte: Hugo Carvalho, in Público on-line

Os pobres continuam pobres, mesmo depois de arranjarem emprego

12 de março e 2018

Investigadores acompanham desde 2011 um grupo de pessoas em situação de pobreza, em Lisboa. "O combate à pobreza necessita forçosamente de uma mudança de paradigma", defendem.

Olegário (nome fictício) tem 30 anos. Vive numa carrinha, em Lisboa, com a mulher e os dois filhos. Tem o 5.º ano e esteve desempregado durante muito tempo. Em 2017 arranjou trabalho como jardineiro. Ainda assim, pouco (ou nada) mudou. Continuam nessa carrinha e pesa-lhe não poder garantir condições de higiene e estudo aos filhos, que normalmente tomam banho em casa de outra família vizinha. Na verdade, a sua situação habitacional nunca foi “estável”.

Em 2007, quando Olegário se casou, mudou-se para casa dos sogros, uma habitação social no Bairro Marquês de Abrantes, em Marvila. Os conflitos familiares frequentes levaram à sua saída e depois à ocupação abusiva de uma habitação durante três anos. Agora, Olegário e a família encontram abrigo na carrinha emprestada. Está inscrito para aceder a uma habitação social há dez anos.

A situação de Olegário e da família é uma das que são pormenorizadas no relatório da terceira fase do Barómetro de Pessoas que se Encontram em Situação Vulnerável, feito pelo Dinâmia-CET (Centro de Estudos sobre a Mudança Socioeconómica e o Território) do ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa, em parceria com o Observatório de Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa. Será apresentado publicamente na terça-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Nunca vamos para lado nenhum. O dinheiro das férias é sempre para comprar mais qualquer coisa, roupa, sapatos. Eu nunca faço férias, vou só à praia de vez em quando. 

(Julieta, 51 anos, trabalhadora pobre) 
O projecto, que começou em 2011 e terminará apenas em 2020, tem como objectivo acompanhar ao longo de uma década o mesmo grupo de pessoas que vivem em situação de pobreza, em Lisboa. “As abordagens de percursos de vida são de particular relevância no quadro de uma avaliação de políticas” sociais, explicam os investigadores.

Em 2011 foram entrevistadas 74 pessoas. Em 2014, a equipa conseguiu localizar e entrevistar 57. E, em 2017, apenas 47 (perdeu o rasto a várias o que é, dizem, habitual neste tipo de estudos longitudinais). 

Desde o início do barómetro, em seis anos, portanto, apenas duas pessoas das que os investigadores seguiram “podem ser consideradas como tendo saído da pobreza”. Para ambas isso aconteceu em 2014. Arranjaram um trabalho que lhes permite “auferir um rendimento suficiente para uma vida condigna”, explica o estudo.

Muitas outras, mesmo com emprego, não tiveram a mesma sorte. Das 47 cujo percurso é acompanhado desde 2011 um total de 20 são classificadas em 2017 como trabalhadores pobres. Em 2011 eram 12. 

Para a equipa esta é uma primeira conclusão que se pode retirar já, nesta fase do estudo: o trabalho não tira as pessoas da pobreza. “Essa permanência em grupos de fragilidade observa-se, apesar do aumento do número de elementos integrado no mercado de trabalho.” O estudo fala mesmo de um “paradoxo” que é preciso entender: mais pessoas no mercado de trabalho não se traduziu em menos pessoas pobres.

[A vida melhorou] Muito. Paguei as minhas despesas, paguei tudo. Mudei de casa, mudei de carro, tenho o meu trabalho. Os meus filhos continuam comigo, nunca há uma assistente social a bater à porta. 

(Sofia, 44 anos, trabalhadora pobre) 
“A inserção no mercado de trabalho é mal remunerada e, embora melhorando a situação económica familiar, não é suficiente” para que as pessoas saiam dessa condição, explicam. “A fraca intensidade laboral” (poucas horas de trabalho) também não ajuda a ultrapassar esse cenário.

Os números mais recentes do EU-SILC (estatísticas sobre o rendimento e condições de vida na União Europeia) dão conta que, em Portugal, 10,8% dos trabalhadores estão em risco de pobreza (a taxa para população em geral é 18,3%). O fenómeno não é exclusivo de Portugal. “É um problema social emergente em toda a Europa”, dizem os autores do estudo. Para quem é essencial “acompanhar cuidadosamente a evolução da pobreza entre estes trabalhadores e as suas famílias”, bem como, “reflectir sobre o acesso às pensões de invalidez quando se verificam problemas de saúde impeditivos do acesso ao mercado de trabalho”.

Saúde e habitação

Em 2011, quando o estudo começou, os entrevistados viviam nas freguesias de Marvila/Santa Clara e Santa Maria Maior/São Vicente. Entretanto, duas pessoas mudaram de concelho (Amadora e Seixal) e cinco trocaram de freguesia, mas mantêm-se em Lisboa. “Em 2017, arrendar uma habitação no mercado privado tornou-se praticamente impossível, dada a crescente procura de habitações para o arrendamento turístico”, lê-se no estudo. Apesar do enraizamento destas pessoas ao local onde vivem, o pouco dinheiro que têm disponível para habitação tornou a mudança para as freguesias mais afastadas do centro inevitável.

Pronto, o que eu gostava mesmo era de uma ajuda para a casa, que me arranjassem uma casa, pronto, uma casa melhor que esta.

(Márcia, 60 anos, trabalhadora pobre) 
Mesmo assim, aumentou o número de titulares de habitação privada e social. Mas ainda prevalecem algumas formas “pouco dignas” de habitação. De resto, um levantamento divulgado em Fevereiro de 2018 sobre as necessidades de realojamento habitacional dos portugueses mostra que há quase 26 mil famílias no país que precisam de casa ou que vivem em casas a necessitar de reabilitação.

Quanto às condições de saúde destas pessoas, os resultados da fase três do barómetro vêm reforçar a ligação entre a pobreza e a saúde. “A pobreza desencadeia uma saúde frágil e uma saúde frágil desencadeia também a pobreza.” 

O Sistema Nacional de Saúde fica aquém na forma como lida com estas situações, uma vez que “tende a diagnosticar os casos de doença, mas não disponibiliza os recursos terapêuticos necessários para o seu restabelecimento, controlo ou mitigação”. Faltam alternativas para as pessoas que não têm capacidade económica “para pagar medicamentos e exames complementares de diagnóstico”, diz o estudo. Que fala ainda da demora, ou mesmo, nalguns casos, do “não reconhecimento da incapacidade para o trabalho por motivo de saúde”.
Miserável não me sinto, pobre sinto-me. 


(Gonçalo, 75 anos, idoso) 
À medida que o fim do estudo se aproxima, Sérgio Aires, director do Observatório de Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, explica que se começa a desvendar uma conclusão: “O impacto das políticas públicas é positivo até certa medida. Leva as pessoas até a um determinado patamar, mas dificilmente as consegue tirar dali. Depois, são as outras coisas que começam a ter influência. O mercado de trabalho, a própria economia, o acesso aos serviços e outras coisas que ultrapassam as medidas de política pública.”

Os investigadores detalham que “das oito integrações no mercado de trabalho” registadas no grupo que tem vindo a ser seguido, “nenhuma foi mediada pelos mecanismos sociais previstos, ainda que o registo dessa necessidade fosse do conhecimento do sistema”. Isto mostra “que a acção dos dispositivos de assistência parece estar insuficientemente articulada com as políticas de emprego”.
Lidamos com outras pessoas e comecei a ver que aquilo [violência doméstica] não estava certo para mim. Queria ser eu, queria-me encontrar, a força que me davam era suficiente para me sentir apoiada. 

(Anabela, 50 anos, trabalhadora pobre) 
Resignação ou resiliência
Se há sentimento que oscila no discurso destas pessoas é a esperança (e a falta dela), diz Sérgio Aires. “Vão-se abaixo.” Quão mais persistente é o quadro de vulnerabilidade em que se inserem, maior a atitude de resignação e de desresponsabilização dos próprios em relação à sua situação.

Ainda assim, Sónia Costa, coordenadora do barómetro detalha que, nesta fase, depararam-se com “uma melhoria do estado de espírito” dos entrevistados. Metade está activamente à procura de oportunidades que lhes permitam reverter as situações de vulnerabilidade em que se encontram. E desses, há seis pessoas cuja trajectória de pobreza é persistente, mas que “mantêm a crença em si”.
O melhor do Público no email

Às vezes tenho esperança [de encontrar trabalho]. Tudo depende do dia em que acordo. 

“Os salários que as pessoas têm não as fazem sair da pobreza”
Por que razão Ana diz que pobreza não se mede só com números?
Para Sérgio Aires não há dúvidas: “O combate à pobreza necessita forçosamente de uma mudança de paradigma.” “O nosso modelo não se adequa à dimensão da pobreza que nós temos”, prossegue. 
Nas últimas linhas do relatório, os investigadores recomendam uma “aposta nas políticas de emprego, nomeadamente por via do apoio ao microcrédito, a par de orientações estratégicas nas políticas de saúde e protecção social, bem como um acompanhamento social que faça efectivamente a mediação entre os perfis de vulnerabilidade e os recursos disponíveis” como formas de promover a “autonomização” e a “vida condigna” das pessoas.

Saiba mais aqui:

Fonte: Rita Marques Costa, in Público on-line

Os salários que as pessoas têm não as fazem sair da pobreza

12 de março de 2018

Sérgio Aires, director do Observatório de Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, defende que é preciso ouvir mais as pessoas de modo a desenhar políticas que sejam realmente úteis.

Quais são as principais conclusões a que chegam nesta fase do barómetro?
As pessoas mexem-se. Mas nem todas, porque a nem todas lhes é permitido o movimento na direcção do emprego ou noutras direcções de iniciativas individuais. Quanto às que se tentam mexer, têm sempre o trânsito um pouco condicionado. Quando ingressam no mercado de trabalho, entram pela porta pequena, ou têm actividades relativamente parciais. Os salários que as pessoas ganham não as fazem sair da situação de pobreza ou de risco de pobreza.

Outra conclusão prende-se com o facto de as políticas públicas de combate à pobreza terem um efeito assistencial, de ajuda em vários universos, mas não conseguirem tirar as pessoas da pobreza.

As políticas falham?
Algumas poderão estar a falhar ou ser menos adequadas, ou precisarem de ser revistas... Mas uma das coisas muito importantes é a participação das pessoas. Uma das recomendações permanentes do barómetro é que as pessoas sejam ouvidas. O respeito por aquilo que elas dizem e por aquilo que lhes acontece é muito pouco vertido nas políticas. Há muitos indicadores que nos indicam que ouvir as pessoas de forma mais atenta, seja a nível local ou central, poderia ajudar a ter melhores políticas.

No estudo só são entrevistadas pessoas de Lisboa. É possível extrapolar a realidade que encontraram para outros territórios?
É natural que se replicássemos este estudo noutro concelho com características semelhantes fôssemos encontrar as mesmas circunstâncias. Mas a economia que existe noutros sítios é diferente [da da capital]. Lisboa tem um problema: quase toda a economia são serviços e estão cada vez mais qualificados. O que deixa ficar muita gente de fora a nível de qualificação e da idade — "Tenho 50 anos, mas sou muito nova para reforma e muito velha para trabalhar", como dizem algumas pessoas.

 

Fonte:Rita Marques Costa, in Público on-line

Tem de haver tolerância zero à precariedade

11 de março de 2018

Criado há 10 anos pelo ISCTE, o Observatório das Desigualdades apresentou esta semana um livro que compila investigações em várias áreas, desde o mercado de trabalho, à educação e ao acesso à saúde, e que revela que as assimetrias aumentaram em Portugal ao longo da última década. O diretor do Observatório defende a proibição da discriminação salarial entre homens e mulheres e considera que as empresas e instituições públicas com grande rotatividade de recibos verdes e contratos a prazo devem ser penalizadas.

O Observatório concluiu que as desigualdades aumentaram em Portugal nos últimos dez anos. De que forma?
A intervenção da troika e as consequentes políticas de austeridade tiveram um impacto muito forte no aumento das desigualdades, desde logo ao nível do rendimento. As populações mais pobres empobreceram ainda mais, em grande medida devido ao corte das políticas sociais. Por outro lado, houve também o impacto do desemprego, que atingiu o pico em 2013 e que foi um motor de produção de desigualdades. 

Já se nota o impacto da retoma?
Nos últimos anos assistimos a uma inversão de tendência, no sentido em que as desigualdades diminuíram, mas é uma inversão ainda ténue. Não se trata de uma alteração estrutural. Em 2015 e 2016 houve alguma recuperação, não apenas pela descida do desemprego, mas também pela reposição de rendimentos e pelo incremento de políticas sociais.

Vão continuar a diminuir?
O problema é que uma parte considerável do emprego que está a ser criado é precário e associado a baixos salários, afetando sobretudo os jovens, que não conseguem sair de uma situação de precariedade. E isso pode ser um forte obstáculo à redução das desigualdades, que são o maior problema do país. 

Porquê?
O nosso grande défice é a desigualdade social. Não temos grandes problemas no sistema político, que é relativamente estável e até ficou mais enriquecido desde as últimas eleições, no sentido em que o arco da governação passou a incluir todos os partidos com representação parlamentar. Não existem e não se prevê que venham a surgir movimentos populistas, nomeadamente de direita, racistas, com um discurso anti-imigração, como os que estão a crescer noutros países europeus. A esse nível Portugal começa a ser uma excecionalidade à escala europeia. Mas as desigualdades persistem e reproduzem-se.

Como se explica que Portugal seja dos países mais desiguais da Europa?
É-o do ponto de vista do rendimento. Temos um problema de baixos salários que afeta uma parte significativa da população, enquanto no topo há salários muito altos. Há uma disparidade muito grande. E se olharmos só para o topo do topo, então essa disparidade é quase estratosférica. Mas há também outro tipo de desigualdades, como as educacionais.

O estudo mostra, aliás, que as desigualdades são muito transversais, da educação à saúde, ao acesso à cultura, à participação cívica, etc. É um círculo vicioso?
Essa é que é a questão. Para rompermos com esse círculo é necessário termos políticas também elas transversais e estruturais. O mercado de trabalho está a gerar um conjunto de dinâmicas que, se não forem invertidas, vão perpetuar as desigualdades. Temos uma população com níveis de instrução bastante baixos em comparação com a média europeia, o que se verifica também nas chefias, nos empresários, nos empregadores e na classe dirigente, o que é um problema.

Que esperança há para um país como Portugal onde os patrões têm um nível médio de instrução mais baixo do que os empregados? 
As políticas públicas dirigidas para a formação contínua deveriam também incluir os empregadores e dirigentes. Esta ainda é uma questão tabu. Mas é fundamental para a competitividade da economia e para aumentar os níveis de produtividade. Aliás, um dos nossos estudos desmitifica algumas das razões que se aludem para a baixa produtividade do país. A questão não está no facto de os portugueses trabalharem pouco ou menos do que a média europeia, como foi veiculado no período da troika.

Passou-se a mensagem de que somos preguiçosos.
Exatamente. Mas a questão nunca foi essa. Tem a ver precisamente com a qualificação, quer dos trabalhadores quer das chefias. E isto tem repercussões, nomeadamente a nível da valorização das qualificações no mercado de trabalho, como algo em que as empresas devem investir.

A prova é que as mulheres são mais qualificadas do que os homens e, ainda assim, ganham menos e não chegam aos lugares de topo.
É verdade. Apesar de serem mais escolarizadas, as mulheres não têm o devido retorno ao nível do mercado de trabalho. Em Portugal, a desigualdade de género até está a aumentar a nível salarial. A precariedade e o subemprego também afetam mais as mulheres. 

Saiba mais aqui:

Fonte: Joana Pereira Bastos e Raquel Albuquerque (texto), José Caria (foto) in Expresso

Carlos Farinha Rodrigues: ‘A desigualdade é algo que construímos com a nossa economia’

10 de março de 2018

O que vais ouvir, ler ou ver foi produzido pela equipa do É Apenas Fumaça, um projeto de media independente, e foi originalmente publicado emwww.apenasfumaca.pt

Ter um emprego estável não significa uma vida livre de privações. Não significa sequer escapar à pobreza e pode significar ter de apagar as luzes, mesmo quando a luz que entra pela janela não chega.
O Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que, em 2016, já com a Geringonça no poder e as actualizações ao salário mínimo nacional em vigor, 10,8% dos trabalhadores portugueses permaneciam em risco de pobreza. O que significa isto? Estar em risco de pobreza significa – apesar da tentativa de branqueamento da realidade que o nome do indicador parece procurar – ser-se pobre. Não há como dar a volta. Significa estar-se abaixo do limiar da pobreza. Em Portugal, receber o salário mínimo é viver entre a espada e a parede.

Isabel Nascimento, retratada pelo semanário Sol na reportagem “Viver com o salário mínimo: o milagre da multiplicação”, de 2014, era uma das faces desta realidade. Recebia o salário mínimo e via-se obrigada a falar aos jornalistas às escuras. Dos 431,65 euros que recebia, 300 perdiam-se imediatamente na renda da casa que dividia com o marido, desempregado, e os dois filhos. Teve que apagar as luzes para poupar. Isabel faz parte daqueles que recebem o salário mínimo nacional. São “trapezistas equilibrados num fio muito fino”. Quem o disse,num artigo do jornal Público, foi Susana Peralta, investigadora e professora na Universidade Nova de Lisboa. O número de trabalhadores a receber o salário mínimo passou de “5% em 2008 para cerca de 25% no final de 2016”. “Preocupante”, considera a economista.

A pobreza em Portugal é uma realidade demasiado abrangente. Em 2016 o INE contava 2,4 milhões de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social em Portugal. É o mesmo que dizer 23,3% da população do país, menos 1,8 pontos percentuais em relação a 2015. Mas se a taxa de risco de pobreza desceu neste período, o mesmo não pode dizer-se da taxa de intensidade da pobreza, que mede quãodistantes estão os rendimentos mais baixos relativamente ao limiar definido para a pobreza. De 2015 para 2016 esta taxa subiu 0,3 pontos percentuais, para os 27%. A subida é curta, é certo, mas revela uma intensificação da pobreza entre os mais pobres dos pobres.

“A cada 2 dias” aparece um novo bilionário e 82% de toda a riqueza gerada acaba nos bolsos das 1% mais ricas. “Nada para as 50% mais pobres”. Foi assim em 2017, segundo o relatório “Reward Work, Not Wealth”, lançado em 2018 pela Oxfam International. O nome do relatório revela o desejo, longínquo: “Recompensar o Trabalho, Não a Riqueza”. Mas o fosso não para de aumentar, sobretudo quando comparamos os mais ricos e os mais pobres.
Esta semana fomos até ao Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) falar com Carlos Farinha Rodrigues, doutorado em Economia e professor naquela instituição de ensino superior. É membro do Observatório das Desigualdades do CIES-IUL, assessor do INE e um dos mais proeminentes especialistas em pobreza e desigualdade em Portugal.

Qual é o caminho para eliminar a pobreza e reduzir a desigualdade?
Terão os estados os recursos que lhes permitam acabar com a pobreza, quando nas últimas décadas o denominador comum tem sido odeclínio generalizado do capital público perante o aumento desmesurado do capital privado? Quão importante é o papel das transferências sociais na redução da pobreza e da desigualdade? Terá Pedro Ferraz da Costa razão, quando afirma que“as pessoas não querem trabalhar”, ou estaremos nós perante um problema pandémico de precariedade no emprego que nos está a conduzir a situações de pobreza?
Ouve aqui o novo episódio:

Fonte: Frederico Raposo, Pedro Santos e Ricardo Ribeiro in É Apenas Fumaça

Quanto mais mulheres trabalham, maior é o fosso salarial

08 de março de 2018

A diferença salarial entre homens e mulheres mantêm-se há anos nos 16% e voltou hoje a ser confirmado pelo Eurostat. A Comissária para a Justiça e Igualdade de Género diz-se frustrada com esse facto e pede mais ação aos Governos. Portugal é o país onde o fosso mais aumentou entre 2011 e 2016. Vera Jourová pede ao Executivo português que procure as causas do problema 

O relatório publicado esta quarta-feira dá conta da estagnação da diferença salarial entre homens e mulheres. Há vários anos que está nos 16%. Significa isto que os esforços feitos são insuficientes?
Sim. É o que isso significa. Vemos que a diferença salarial entre homens e mulheres está estagnada. Todas as propostas que temos feito têm de ser levadas à prática. Tentamos dar resposta à discriminação direta, quando há diferença de salários entre homens e mulheres que têm o mesmo trabalho. Isto é proibido pela lei e os Estados-membros deveriam garantir que a lei é aplicada. Depois existe a questão da família, que está principalmente nos ombros das mulheres, e isso também contribui para a diferença. E é por isso que estamos a propor medidas para melhorar as condições para as mães que trabalham. Estou muito frustrada com a estagnação destes números.

Olhando para Portugal: em 2011, antes do resgate, a diferença salarial entre géneros era de 12,9%, bem abaixo da média. Em 2015 era de 17,8% e os últimos números disponíveis, referentes a 2016, apontam para 17,6%. 

Portugal foi o país da UE onde a diferença mais aumentou. O que é que explica isto?
Há mais um fator, que tem a ver com a diferença no emprego. Em Portugal, a taxa de mulheres empregadas aumentou, mas também aumentou a diferença salarial. Isto é um paradoxo. Quanto mais mulheres trabalham, maior é o fosso salarial. Recomendaria ao Governo português - e vou discuti-lo com o ministro com esta pasta - que olhe para a origem desta tendência de aumento do fosso. Deve haver um problema estrutural no sistema. Quando tento entender este fenómeno de “quanto mais emprego, maior o fosso salarial”, percebo que a raiz do problema pode estar relacionada com os trabalhos em “part-time”.

Em todos os países ou só em Portugal?
Em geral. Porque tem acontecido também noutros países. 
Por outro lado, o relatório divulgado hoje também dá como exemplo a lei portuguesa de agosto de 2017, que define o regime da representação equilibrada entre mulheres e homens nos órgãos de administração e de fiscalização das entidades do sector público empresarial e das empresas cotadas em bolsa. Foi uma boa decisão?
Dentro de dois anos devemos começar a ver os efeitos destas medidas, com um aumento das mulheres em cargos mais elevados das empresas. Este tipo de decisão é algo que deveríamos ter nos vários estados membros. É por isso que tento pressionar para que a diretiva sobre o número de mulheres nos conselhos de administração avance. Queremos assegurar que haja 40% de mulheres nos cargos de supervisão das empresas cotadas. Esta legislação está bloqueada (no Conselho). Espero que seja retomada, e haverá um novo debate na primavera.

Esta quinta-feira é o Dia Internacional da Mulher. Que conselho deixa às mulheres portuguesas?
São necessárias três condições para que haja mudanças nesta área: vontade política, mudanças culturais e de mentalidade e remoção das barreiras que as mulheres têm dentro delas. Muitas mulheres dizem que não querem mudanças e aquelas que querem uma mudança devem pedir melhores condições, melhores salários. Se algo de errado se passa com elas, devem pedir explicações aos seus superiores. Temos de ser mais ativas.http://feeds.feedburner.com/~r/PobrezaNaImprensa/~4/XKlUXrDjjks?utm_source=feedburner&utm_medium=email

 Fonte: Susana Frexes, correspondente em Bruxelas, in Expresso

Portuguesas ganham em média menos 17,5 cêntimos por hora que os homens

08 de março de 2018

Por cada euro que os homens ganharam em 2016, por uma hora de trabalho, as mulheres receberam apenas 82,5 cêntimos. A desigualdade salarial em Portugal agravou-se nos últimos anos. 

As mulheres portuguesas com mais de 65 anos ganham menos 43,4% do que os homens, avança o Público. Portugal posiciona-se assim no terceiro lugar da tabela de diferenças salariais mais elevadas da Europa, a seguir ao Chipre e à Espanha. É o país onde a diferença salarial entre homens e mulheres mais se agravou nos últimos anos.

Ainda que em Portugal a participação das mulheres no mercado de trabalho seja equiparada “aos países europeus mais igualitários em termos de género”, o mesmo não se reflete nas condições económicas das portuguesas que continuam afastadas dos cargos de liderança. Estas conclusões podem ser lidas num dos capítulos do livro Desigualdades Sociais — Portugal e a Europa, das investigadoras Sandra Palma Saleiro e Catarina Sales de Oliveira do 

Também os dados lançados na quarta-feira pelo Eurostat demonstram que as trabalhadoras portuguesas ganham, em média, 82,5 cêntimos por hora, ao passo que os homens ganham um euro para o mesmo tempo de trabalho. Uma diferença de 17,5 cêntimos que fica acima da média de 16 cêntimos a menos que as mulheres recebem a nível europeu.

Apesar de não se encontrar entre os piores no ranking europeu do gender pay gap — ou de diferenças salariais entre homens e mulheres — destaca-se por ter sido o país onde este indicador mais se agravou: entre 2011 e 2016 aumentou 4,6 pontos percentuais contra uma média europeia de desagravamento em 0,6 pontos percentuais.

Diferenças na escolaridade e áreas vocacionais
As desigualdades entre homens e mulheres vão muito para lá dos salários: em 2016, 20,4% das mulheres tinham o nível superior contra apenas 14,9% homens. Entre 2003 e 2015 aumentou o número de mulheres a fazer doutoramentos, pelo que Portugal se destaca no que ao número de investigadoras diz respeito: 44% contra uma média mundial de apenas 28,4%. Contudo as mulheres permanecem “em maior número na população analfabeta”.

67,4% das mulheres trabalham a tempo inteiro face a 74,2% dos homens e as assimetrias são claras: se as mulheres se fazem representar mais em profissões ligadas ao cuidado e trabalho com pessoas dependentes (serviço social, educação, saúde) é certo que os homens dominam nas áreas tecnológicas, da construção ou dos transportes.http://feeds.feedburner.com/~r/PobrezaNaImprensa/~4/FQWsYdJyzpw?utm_source=feedburner&utm_medium=email

Fonte: in o Observador

Bruxelas diz que subidas do salário mínimo não prejudicaram emprego

07 de março de 2018

A Comissão Europeia considera que os rendimentos dos trabalhadores de menores salários subiram e não houve efeitos negativos na criação de postos de trabalho. Mas pede ao Governo e aos parceiros sociais para monitorizarem a situação 

A comissão Europeia considera que as subidas do salário minimo nacional não prejudicaram a criação de emprego e até apoiaram o rendimento dos trabalhadores com salários mais baixos. Esta conclusão sublinhada no Country Report sobre Portugal divulgado hoje em Bruxelas contrasta com posições anteriores da Comissão que, em análises anteriores, sempre mostrou receios sobre os impactos das subidas do salário mínimo.

“As subidas do salário mínimo apoiaram o rendimento dos trabalhadores de salários baixos e não parecem ter afetado negativamente a criação de emprego”, lê-se no documento. E acrescenta: “Em particular, as subidas do salário mínimo não impediram a taxa de emprego dos trabalhadores menos qualificados subir durante a recuperação, também devido a expansão dos setores intensivos em trabalho como o turismo e a construção.”
Bruxelas considera, no entanto, que permanecem alguns riscos sobre a empregabilidade destes trabalhadores e pede ao Governo e parceiros sociais para monitorizarem o impacto do salário mínimo.http://feeds.feedburner.com/~r/PobrezaNaImprensa/~4/qR_qnpvrJFo?utm_source=feedburner&utm_medium=email

Fonte: João Silvestre, in Expresso

Por cada 10 homens a trabalhar só existem 6 mulheres

07 de março de 2018

Mulheres recebem 20% do que os homens pelo mesmo trabalho

Por cada 10 homens que trabalham, só há seis mulheres nas mesmas condições, segundo um relatório da Organização Internacional do Trabalho, que alerta que esta relação se pode deteriorar até 2021.

O documento, intitulado "Perspetivas Sociais e do Emprego no Mundo: As Tendências do Emprego Feminino 2018", prevê que a taxa mundial de atividade das mulheres se situe em 2018 nos 48,5%, ou seja 26,5 pontos percentuais abaixo da dos homens.
Por outro lado, a taxa de desemprego das mulheres para 2018 deve atingir os 6,0%, nas previsões da OIT, ou seja, mais 0,8 pontos percentuais do que a dos homens. Significa isto que por cada 10 homens a trabalhar existem apenas seis mulheres empregadas.
Com esta informação, os peritos da OIT deduzem que, "à escala mundial, as mulheres têm menos possibilidade de participar no mercado de trabalho do que os homens".

A distância entre as taxas de atividade de homens e mulheres reduziu-se em dois pontos percentuais desde 1990, com a maior parte da redução a verificar-se até 2009. Porém, desde 2009 a tendência desacelerou. As estimativas da OIT são que "vai parar no período 2018-2021 e possivelmente até pode retroceder e invalidar as melhorias relativamente menores registadas na última década, na igualdade de género em termos de acesso ao mercado de trabalho". A propósito da disparidade salarial, em termos médios e mundiais, as mulheres recebem 20% do que os homens pelo mesmo trabalho.

A OIT apontou ainda que as mulheres representam menos de um terço dos cargos intermédios e superiores de direção na maioria dos designados países desenvolvidos e menos de 5% dos cargos de direção-geral nas empresas cotadas.

Por junto, o relatório realça que o nível de participação feminina na força de trabalho, as diferenças consideráveis de remuneração entre os géneros, a maior probabilidade de uma carreira profissional mais curta ou com mais interrupções e a presença excessiva de mulheres no trabalho informal e vulnerável afetam negativamente a sua capacidade de consolidar direitos de jubilação.http://feeds.feedburner.com/~r/PobrezaNaImprensa/~4/m8eGD1bs1CI?utm_source=feedburner&utm_medium=email

Fonte: Lusa in Jornal de Notícias

 

Desemprego real atingiu os 17,5% no final de 2017, o dobro do oficial

2 de março de 2018

O número de desempregados a receber subsídios caiu 13,1% em janeiro, face ao mesmo mês do ano passado, e subiu 3,8% relativamente a dezembro de 2017, para os 192.331, divulgou esta terça-feira a Segurança Social.

De acordo com os dados mensais da Segurança Social, o número de beneficiários do subsídio de desemprego foi de 157.440 em janeiro, menos 10,1% que no mês homólogo e mais 4,4% que no último mês do ano

E se aos chamados desempregados oficiais somarmos os desencorajados, os subempregados, os inactivos indisponíveis para trabalhar, porque estão doentes ou têm um familiar a seu cargo, por exemplo, e os chamados “ocupados dos centros de emprego”? Teremos uma taxa redimensionada que atira o desemprego real para valores muito acima das estatísticas oficiais: 17,5%, no terceiro trimestre do ano passado, contra os oficiais 8,5%. O cálculo foi feito pelos investigadores Frederico Cantante e Renato Miguel do Carmo, do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES) do Instituto Universitário de Lisboa, num trabalho de desocultação do verdadeiro impacto da crise na cada vez mais frágil e precária relação das pessoas com o trabalho.

Ao chamarem para esta “taxa de desemprego redimensionada” estes “conjuntos de pessoas que não contam” para os cálculos oficiais, os investigadores concluíram que, no pico da crise, no primeiro trimestre de 2013, o desemprego real subiu até aos 28,1% - muito acima dos históricos 17,5% admitidos então pelas estatísticas. E que os desempregados se mantiveram sempre acima dos 25% até ao primeiro trimestre de 2015, tendo gradualmente começado a decrescer até aos referidos 17,5% do final de 2017.

“Durante a crise foi-se mascarando a situação real de desemprego até por via de uma alteração de critérios estatísticos que levou à exclusão das estatísticas oficiais de várias realidades sociais ocultas”, constata Renato Miguel do Carmo, um dos coordenadores do livro Desigualdades Sociais: Portugal e a Europa, que vai ser lançado no dia 7 de Março, num colóquio comemorativo dos 10 anos de actividade do Observatório das Desigualdades.

Saiba mais aqui:

Fonte: Natália Faria in Público

Taxa de desemprego no valor mais baixo desde 2004

28 de fevereiro de 2018

O Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou nesta quarta-feira os números finais do desemprego relativos a Dezembro de 2017 que dão conta de uma revisão face à estimativa provisória divulgada no mês passado.

Assim, segundo o INE, “a taxa de desemprego de Dezembro de 2017 situou-se em 8,0%, menos 0,1 pontos percentuais (p.p.) que no mês anterior, menos 0,5 p.p. em relação a três meses antes e menos 2,2 p.p. face ao mesmo mês de 2016”. Adicionalmente, a taxa final “representa uma revisão de mais 0,2 p.p. face à estimativa provisória divulgada há um mês”. O INE acrescenta que “ter-se-á de recuar até Julho de 2004 para encontrar uma taxa inferior a esta”.

No que diz respeito à população desempregada registada em Dezembro, o número foi estimado “em 412,3 mil pessoas, tendo diminuído 1,3% em relação ao mês precedente (menos 5,5 mil pessoas), enquanto a população empregada foi estimada em 4771,5 mil pessoas, tendo aumentado 0,4% (mais 19,7 mil pessoas) face ao mês anterior”.

Já os números de Janeiro dão conta de uma melhoria adicional dos indicadores. “A estimativa provisória da taxa de desemprego de Janeiro de 2018 situou-se em 7,9%”, sublinha o INE, acrescentando que “neste mês, a estimativa da população desempregada terá sido de 410,6 mil pessoas e a da população empregada de 4773,4 mil pessoas”.

Fonte: in Público

Programas como o Garantia Jovem nivelaram os salários por baixo

27 de fevereiro de 2018

O recurso a instrumentos financiados por fundos europeus como o Garantia Jovem, destinado a reduzir o desemprego entre os jovens, está a ter efeitos perniciosos no mercado de trabalho que o Estado não soube acautelar: dos empregos temporários e precários que se perpetuam à nivelação por baixo dos salários pagos aos trabalhadores mais jovens.

“Não é com estágios sucessivos nem com formações financiadas por bolsas que um jovem adquire autonomia financeira que depois leve à autonomia de vida. E, por outro lado, estes estágios estão a servir para nivelar por baixo aquilo que um empregador está disposto a pagar. Há que providenciar um sistema de acompanhamento destas medidas, fixando, por exemplo, plafonds de estagiários na proporção de postos de trabalho efectivamente criados”, sugeriu ao PÚBLICO o presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, antecipando algumas das recomendações contidas no estudo Os Jovens na Europa Precisam de um Futuro que é apresentado esta terça-feira.

Da disponibilização de habitação a preços acessíveis à manutenção de níveis salariais dignos e ao alargamento da protecção social em caso de desemprego, são cinco as recomendações que a instituição responsável pela acção social da Igreja Católica lança ao Governo. Objectivo: libertar os jovens dos espartilhos que os impedem de se projectar no futuro.

Utopia? “Há utopias que não podem ser remetidas para muito mais tarde sob pena de passarmos a ter gerações, como alguns economistas já admitem, que possam nunca vir a ter trabalho. Não é utópico defender políticas firmes que defendem os direitos fundamentais das pessoas, nomeadamente o direito a trabalho capaz de garantir a estabilidade de que os jovens precisam para gerar um filho”, reage o presidente da Cáritas, quando questionado sobre a exequibilidade das recomendações contidas no estudo. “E não é com um cheque de mil euros aquando do nascimento que se motiva para o crescimento da natalidade”, acrescentou.

Cruzando estatísticas oficiais, a Cáritas conclui que a média do salário mensal dos trabalhadores jovens era de 621,05 euros em 2015, apenas 64,5 euros acima do que era então o salário mínimo nacional (subiu para os 580 euros, em Janeiro último).

A Cáritas precisa que o apoio nos estágios profissionais (695,18 euros por mês no caso de um licenciado e 737,31 euros para um doutorado) levou os empregadores a usar estes valores “como referência para a remuneração dos trabalhadores jovens, ainda que não estejam abrangidos por nenhuma medida de emprego”, sendo que “a maioria dos empregadores não oferece um contrato após o termo do estágio, inviabilizando o acesso ao subsídio de desemprego”. Acresce outro problema: desde que a duração dos estágios foi reduzida de 12 para nove meses, os jovens que são dispensados a seguir deixam de poder aceder ao subsídio de desemprego que só é possível depois de um período mínimo de 12 meses de trabalho. 

“Programas como o Garantia Jovem são um caminho que poderia ser prosseguido desde que se consiga garantir algo que não seja andar em dez estágios ou acções de formação seguidos e depois continuar sem ter segurança em termos de autonomia financeira que leve depois à autonomia de vida”, precisa Fonseca.

Saiba mais aqui:

Fonte: Natália Faria in Público

Despesa com prestações de desemprego cai 9,1% em janeiro

27 de fevereiro de 2018

A despesa com prestações de desemprego caiu 9,1% e a despesa com pensões e complementos desceu 1,1% em janeiro, em termos homólogos, segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS).

Os números são sinalizados pelo MTSSS com base na síntese de execução orçamental de janeiro, divulgada na segunda-feira pela Direção Geral do Orçamento e depois da Segurança Social ter divulgado na semana passada que o número de desempregados a receber subsídios caiu 13,1% em janeiro, face ao mesmo mês do ano passado, e subiu 3,8% relativamente a dezembro de 2017, para os 192.331.

“A redução significativa dos níveis de desemprego ao longo do último ano conduziu a uma redução expressiva da despesa com prestações de desemprego em janeiro de 2018 (-9,1%), registando-se ainda uma redução da despesa com pensões e complementos (-1,1%)”, refere, em comunicado, o gabinete de Vieira da Silva.

A evolução da despesa com pensões e complementos é explicada fundamentalmente pela alteração do calendário do pagamento do subsídio de Natal que, em 2017, metade foi pago em duodécimos ao longo do ano, e que em 2018 será pago na íntegra em dezembro, e ainda pela incorporação da atualização extraordinária de pensões, que se iniciou em agosto de 2017.

Segundo o MTSSS, registaram-se acréscimos de despesa com as prestações de parentalidade (27,6%) e com o subsídio por doença (16,5%), “que reflete o crescimento da população empregada, bem como o duplo processamento mensal, implementado desde abril de 2017, no sentido de contribuir para a redução do tempo que medeia entre o requerimento da prestação e o efetivo pagamento ao beneficiário”.

Registou-se, igualmente, uma despesa no montante de 17,6 milhões de euros com a nova Prestação Social para a Inclusão (PSI), que teve início em outubro de 2017 e abrangeu em janeiro de 2018 cerca de 66.470 beneficiários, incluindo os beneficiários do Subsídio Mensal Vitalício e da Pensão Social de Invalidez que transitaram para esta prestação.

De registar ainda o aumento das transferências para emprego, higiene e formação profissional (de 10,7%) e o aumento da despesa com subsídios correntes relativos à vertente de formação profissional e de ação social (9,3%).

Em janeiro de 2018, o saldo do subsetor da Segurança Social foi excedentário, totalizando 503,4 milhões de euros, o que corresponde a uma melhoria face a igual período do ano anterior na ordem dos 27,1%.

Para a melhoria do saldo contribuiu um aumento de 5,8% da receita efetiva, superior ao ritmo de crescimento da despesa efetiva, na ordem de 1,4%.

Para a variação da receita contribuiu, em grande medida, o acréscimo das receitas com contribuições e quotizações (de 8,6%, o equivalente a mais 118,2 milhões de euros) e das transferências do exterior (de 38,5%), nomeadamente receitas do Fundo Social Europeu para o financiamento de formação profissional e no contexto da execução do PT2020.

O crescimento das contribuições sociais em janeiro de 2018 é superior em 4,5 pontos percentuais ao registado em janeiro de 2017 (4,1%) e superior ao previsto no orçamento para 2018 (corresponde a 9% das receitas com contribuições previsto para 2018), refere ainda o MTSSS.

Fonte: Agência Lusa in  Observador

Centros de empregos vão ter “gestores de carreira” para pessoas sem-abrigo

27 de fevereiro de 2018

São mais de 200 as pessoas em situação de sem-abrigo que estão inscritas em centros de emprego e formação profissional. Em 2015, eram cerca de 140, segundo dados avançados nesta terça-feira pelo secretário de Estado do Emprego, que considera que os números de registo actuais ainda não são suficientes. À margem do primeiro encontro nacional dos Núcleos de Planeamento e Intervenção Sem-abrigo (NPISA) do país, Miguel Cabrita fez ainda saber que, “muito em breve”, estes centros passarão a ter “gestores de carreira” dedicados a casos específicos e “socialmente complexos”, entre os quais pessoas sem-abrigo.

Haverá duas novas figuras nos centros de empregos, detalhou: “Uma espécie de pivô” da Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas em Situação de Sem-Abrigo (2017-2023), que irá “receber estes casos e acompanhar pessoas que estão sinalizadas como sem-abrigo”, e este gestor de carreira que “garantirá que estes beneficiários tenham alguém a que se possam dirigir” quando procuram soluções de emprego ou formação profissional.

A figura do “pivô para públicos mais difíceis" passará também a existir nos centros de formação para adultos Qualifica, destacou.

Para o governante, estas medidas criam condições para a “construção de um plano pessoal de emprego – de caminho e intervenção” que vá além de programas a curto prazo, que são aqueles que, pela experiência dos serviços, reúnem maior sucesso junto desta população. E surgem da ideia defendida pela secretaria de Estado de que a “activação” e aproximação das pessoas sem-abrigo do mercado de trabalho não deve “partir de uma ideia mera de auto-responsabilização”, mas também dos serviços públicos e da sociedade civil.

Miguel Cabrita destacou ainda que “já está a ser feito um caminho em estreita articulação com núcleos locais e diferentes entidades”, que permitiu hoje ter “uma maior capacidade de sinalização e inscrição nos centros de emprego”, justificando o aumento de 140 para “mais de 200 pessoas” inscritas desde 2015. “Um progresso claro na capacidade de referenciação”, destacou o governante, que, no entanto, considera ainda não ser “suficiente”, pois “há um universo maior que pode ser reencaminhado”.

Na área do emprego, a estratégia nacional define como objectivo, até 2023, garantir respostas de emprego e formação profissional adequadas ao perfil das pessoas em causa. Esta personalização foi aliás destacada pelos governantes das áreas do emprego, habitação, saúde e segurança social, presentes numa mesa redonda no evento que decorre na Culturgest, em Lisboa, como forma de intervir com sucesso junto de uma “população tão complexa e diversa”.

Para Miguel Cabrita é claro que “não basta encontrar uma resposta para as pessoas, é preciso garantir que depois há capacidade para agarrar [as pessoas às oportunidades que proporcionamos], e que não se transformam que em mais uma experiência mal sucedida que de alguma forma pode servir também como desincentivo para que as pessoas prossigam o seu projecto de intervenção”.

Fonte: Margarida David Cardoso in Público

Comissão Europeia e FMI continuam a pedir mais facilidade para despedir em Portugal

23 de fevereiro de 2018

FMI e a Comissão Europeia continuam a defender mais flexibilidade nos contratos permanentes, considerando que é a dificuldade em despedir que motiva as empresas a contratarem a prazo e que, por isso, a diferenciação da TSU não chega.

Durante o período do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF) foram introduzidas mais de uma dezena de alterações legislativas em matéria laboral, com principal incidência na facilitação do despedimento dos trabalhadores com contratos permanentes e na diminuição das indemnizações associadas.

Ainda assim, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) têm afirmado, em praticamente todos os relatórios desde que Portugal concluiu o PAEF em 2014, que a legislação laboral continua a ser demasiado restritiva e que é preciso ir mais longe.

Este mês, a Comissão Europeia reiterou que Portugal ainda tem espaço “para ir mais longe em reformas que reduzam a proteção laboral excessiva nos contratos permanentes”, uma posição que, não sendo nova, acabou por motivar críticas do Governo e dos parceiros que o apoiam no parlamento, por ter sido vista como uma forma de pressão numa altura em que estão em cima da mesa alterações à lei laboral.

O último alerta de Bruxelas tinha chegado em janeiro, depois da missão pós-programa do outono de 2017. A Comissão Europeia avisou que uma estratégia para reduzir a segmentação do mercado de trabalho dependente sobretudo de alterações nas regras dos contratos teria “eficácia limitada”, lembrando que alguns empregos são, “por inerência, de natureza temporária”.

Embora tenha admitido que alterações nos contratos temporários possam ser úteis, a Comissão afirmou que “não providenciam incentivos suficientes para contratar mais sem termo”, defendendo que essas alterações “não atacam o problema subjacente da rigidez que permanece em torno dos despedimentos individuais dos trabalhadores permanentes”.

Em causa está a incerteza dos custos do despedimento, a falta de clareza sobre as condições que permitam o despedimento individual por razões económicas e requerimentos processuais ainda complexos, segundo a Comissão.

No verão de 2017, Bruxelas salientava que os trabalhadores mais novos são “afetados desproporcionalmente” por vínculos temporários e têm maiores taxas de desemprego, o que afeta as suas perspetivas de carreira. Um ano antes, a Comissão Europeia lembrou as “reformas significativas” feitas por Portugal durante o PAEF, insistindo que a legislação continuava a estar “entre as mais restritas na Europa”.

Saiba mais aqui:

Fonte: Agência Lusa in Observador

Portugal é o terceiro país da UE onde empresas mais recorrem a contratos a prazo

23 de fevereiro de 2018

Portugal é o terceiro país da União Europeia (UE) onde as empresas mais recorrem a contratos a prazo, sendo que mais de um quinto de todos os trabalhadores têm vínculos precários.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), os trabalhadores com contrato a termo e com outros vínculos atípicos representavam 22,2% do total de empregados por conta de outrem no final de 2017. Este valor, que é semelhante ao registado em 2016, mantém Portugal no topo dos países da União Europeia onde a percentagem dos trabalhadores com estes contratos temporários está mais presente.

Apenas Espanha e a Polónia recorrem mais a contratos temporários do que Portugal, onde 26,1% e 27,5%, respetivamente, do total dos trabalhadores têm contratos a prazo ou outros vínculos atípicos, segundo dados do gabinete europeu de estatística, Eurostat.

Portugal fica também bastante acima não só da média dos países da zona euro (15,6%) como também da média dos países da União Europeia (14,2%).

Para o professor da Universidade do Minho João Cerejeira, este “é um dos principais problemas” do mercado de trabalho português, explicando que “há uma componente estrutural”, comum a Espanha, que justifica esta percentagem alta: o peso “muito elevado” das atividades sazonais (turismo e construção), onde existe uma “prevalência maior” de contratos temporários.

O economista acrescenta que nos dois países “há muita facilidade na contratação a termo e uma penalização grande, do ponto de vista do empregador, das condições de despedimento e do ajustamento que as empresas podem ter de fazer da contratação a termo.

De acordo com os dados do INE, referentes ao último trimestre de 2017, quase 890 mil trabalhadores dos mais de 4 milhões tinham um contrato a prazo ou outro vínculo atípico. Dos quase 175 mil novos trabalhadores por conta de outrem contabilizados no final de 2017, a grande maioria (77,6%) tem contratos sem termo, sendo que apenas 39 mil novos postos de trabalho ofereceram um contrato a prazo ou outro tipo de vínculo. Os dados do INE mostram também que os trabalhadores com contrato com termo cresceram mais do que os contratos sem termo em 2017, 5,4% contra 4,5% em termos homólogos.

Acresce ainda que, segundo a mais recente atualização ao Livro Verde das Relações Laborais, os trabalhadores com contratos permanentes estão “muito menos expostos ao risco de pobreza”, sendo que o risco de pobreza entre os trabalhadores sem vínculos permanentes “é mais do dobro” em 2016, 13,5% contra 6,6%.

“Esta discrepância na exposição ao risco de pobreza associa-se a um diferencial salarial substantivo entre os trabalhadores com contratos permanentes e os trabalhadores com contratos não permanentes”, lê-se no documento, que destaca que a remuneração média mensal base dos trabalhadores por conta de outrem com contrato a termo certo “corresponde a cerca de 72% da remuneração dos seus pares” com contratos sem termo.

Outra questão destacada no documento é a incidência “particularmente elevada” dos contratos de trabalho não permanentes entre os jovens, “correspondendo atualmente a cerca de dois terços doemprego jovem”. Segundo os dados do INE, referentes ao quatro trimestre de 2017, a população empregada aumentou 3,5% e a taxa de desemprego desceu para 8,1%. O total dos jovens que não estudam nem trabalham desceu de 294,7 mil no quatro trimestre de 2016 para 233,9 mil no mesmo trimestre de 2017.

A população desempregada de longa duração desceu 32,4% em termos homólogos, de 337,4 mil para 228 mil no quatro trimestre de 2017, e a população desempregada à procura do primeiro emprego caiu 27,2%, de 107,2 mil para 78 mil.

Fonte: Agência Lusa in Observador

Será que os portugueses não querem trabalhar?

21 de fevereiro de 2018

Que explicações existem para a existência de vagas de emprego não preenchidas, em países onde há desempregados?

As primeiras páginas dos jornais da semana que passou deram destaque às declarações de Pedro Ferraz da Costa, presidente do Fórum para a Competitividade, que afirmou que “qualquer empresa que queira contratar pessoas não consegue”, concluindo, de seguida, que “os portugueses não querem trabalhar”.

Uma pessoa é considerada desempregada sempre que esteja disposta a trabalhar, activamente à procura de emprego, e não encontre trabalho. A classificação de um indivíduo como desempregado é feita através do inquérito ao emprego, realizado trimestralmente pelo Instituto Nacional de Estatística, e pressupõe uma série de características verificadas pelo inquiridor. Não basta uma pessoa declarar-se desempregada para ser classificada enquanto tal pela autoridade estatística. Por outro lado, os desempregados que recebem subsídio de desemprego perdem o direito ao mesmo se recusarem um “emprego conveniente” proposto pelo centro de emprego em que estão inscritos. Nem o sistema de classificação estatística de desempregados nem o funcionamento dos centros de emprego é isento de falhas. Mas também não é provável que as vagas de emprego a que Ferraz da Costa se refere, sendo sugeridas a desempregados para quem sejam convenientes, sejam por estes recusadas por falta de vontade de trabalhar.

A coexistência de ofertas de emprego não preenchidas e de desempregados é tão frequente que os economistas lhe deram, até, um nome: a curva de Beveridge, em honra do economista inglês William Beveridge que, em 1944, discutiu pela primeira vez a relação entre estas duas variáveis. A curva de Beveridge é a representação gráfica da relação entre a taxa de desemprego (que se obtém dividindo o número de desempregados pela população activa) e a taxa de ofertas de emprego — ou vacancy rate, em inglês. Obtém-se dividindo o número de ofertas de emprego pela soma entre estas e os empregos, sendo uma medida de procura de trabalho não satisfeita, por parte das empresas — dá-nos a percentagem do total de postos de trabalho que estas “disponibilizam” e que não estão preenchidos por uma trabalhadora. Normalmente, quanto maior a vacancy rate, menor a taxa de desemprego, com períodos de recuperação económica caracterizados por mais vagas e menos desemprego, e inversamente em períodos de contracção.

Os dados do Eurostat para 2017 (média dos primeiros três trimestres do ano) mostram-nos que Portugal é, junto com a Bulgária, o país da Europa com a vacancy rate mais baixa, com um valor de 0,9%. Os países com as vacancy rates mais elevadas, para o mesmo período, eram a República Checa com um valor acima dos 3,5%, seguida pela Alemanha, com 2,7%. Seguindo a sugestão de considerar as vagas não preenchidas como indicação de falta de vontade de trabalhar, podemos concluir que há europeus — incluindo os alemães — com menos vontade de trabalhar do que os portugueses.

Estes números para o total da economia escondem, habitualmente, diferenças consideráveis entre sectores e, sobretudo, qualificações profissionais. Por exemplo, nas actividades especializadas, técnicas e científicas, Portugal tem uma vacancy rate, em 2017, de 2,1%. Neste caso, está a meio caminho entre a Bulgária e a República Checa que têm também neste sector, respectivamente, as vacancy rates mais baixa e mais alta da União Europeia. O número aumenta para 2,5% quando nos restringimos ao universo das empresas com mais de dez trabalhadores. Ou seja, não parecendo haver evidência para a afirmação de que “qualquer empresa” não consegue contratar, há certamente empresas em Portugal que têm dificuldade em preencher as vagas de emprego que anunciam.

Que explicações existem para a existência de vagas de emprego não preenchidas, em países onde há desempregados? O mercado de trabalho não funciona como os restantes. Por exemplo, se uma pessoa quer comer um iogurte, vai ao supermercado e escolhe o seu preferido (natural ou com sabor, com ou sem pedaços, biológico ou não). Claro que até provar um determinado tipo de iogurte não sabe se este lhe agrada e se vale — para o consumidor — o preço que custa. Mas é muito fácil, barato e rápido testar novos tipos de iogurte. Quando uma empresa procura uma trabalhadora, dependendo da função que esta vai exercer, pensa nas qualificações e experiência que pretende encontrar numa candidata ideal. Nem sempre encontrará com facilidade o que procura. Por outro lado, uma parte fundamental da qualidade da relação entre o empregador e o empregado depende de características de ambos que só se descobrem com o tempo e envolvem uma aprendizagem no próprio exercício de funções; não são perceptíveis na primeira entrevista, nem nas primeiras semanas de trabalho. Num mercado com estas características, dito de matching, é expectável que coexistam pessoas sem emprego, mas que querem trabalhar, e empresas que procuram trabalhadores. Por vezes, as competências dos trabalhadores disponíveis não correspondem ao que as empresas procuram. Outras vezes, o trabalhador não reside na região da empresa que o poderia empregar, e pode até nem ter informação acerca da vaga anunciada. Existem vários aspectos — como o grau de generosidade do subsídio de desemprego ou a atractividade do emprego que a pessoa espera poder encontrar — que podem condicionar o esforço de procura de emprego e, consequentemente, o tempo que demora até o indivíduo encontrar a oferta de emprego que lhe convém.

Em 2010, a economia americana começava a sair da recessão, observando-se um aumento na vacancy rate sem que, no entanto, a taxa de desemprego descesse. Nessa altura, o Presidente do Minneapolis Federal Reserve Bank comentou desta forma essa situação: “As empresas têm empregos, mas não conseguem encontrar os trabalhadores apropriados. Os trabalhadores querem trabalhar, mas não conseguem encontrar empregos apropriados.” Deixo esta sugestão de uma explicação com maior fundamento científico, mais neutra e menos moralizadora para os trabalhadores portugueses.


Fonte: Susana Peralta, in Público

RSI: Prestação social subiu este ano e já está a ser paga

21 de fevereiro de 2018

O valor de referência do Rendimento Social de Inserção (RSI) foi aumentado para 186,68 euros em 2018, de acordo com uma portaria publicada esta quarta-feira em Diário da República. A reposição já constava no Orçamento do Estado.

valor de referência do Rendimento Social de Inserção (RSI) foi aumentado para 186,68 euros, face aos anteriores 183,84 euros, de acordo com uma portaria publicada esta quarta-feira em Diário da República, acrescentando que a prestação já está a ser paga desde o dia 1 de janeiro de 2018.

Esta medida constava no Orçamento do Estado para 2018, com o objetivo de repor mais 25% dos cortes que foram aplicados pelo anterior governo a partir de 2013. A reposição tem vindo a acontecer desde 2016, “reforçando-se a eficácia da prestação como medida de combate à pobreza e à exclusão social”, pode ler-se na portaria.

Assim sendo, o valor da prestação social, ou RSI, passa a ser de 183,84 euros, mas deve salientar-se que este montante não é fixo e varia consoante a composição do agregado familiar e dos seus rendimentos. O valor do montante da prestação também é influenciado pelo aumento do Indexante de Apoios Sociais (IAS).

De acordo com dados do Ministério da Segurança Social, a despesa com o RSI deverá aumentar 3% este ano, para 357,3 milhões de euros.

Em janeiro deste ano, 220.043 pessoas receberam o RSI, mais 880 pessoas face a dezembro de 2017, segundo dados do Instituto da Segurança Social (ISS). A prestação média de RSI por beneficiário foi de 114,12 euros em janeiro de 2018, o que compara com 112,00 euros em dezembro de 2017 e com 112,45 euros em janeiro de 2017.

O que é o RSI?

O rendimento social de inserção, também denominado por prestação social ou RSI, é um valor distribuído às famílias para garantir mínimos sociais, protegendo os grupos de maior fragilidade e vulnerabilidade, em situação de pobreza extrema, distinguindo-se de outros apoios e prestações sociais por incluir uma componente de integração e inclusão.
Seja sempre o primeiro a saber.

Fonte: in Noticias ao Minuto

 

Reinventar a educação para enfrentar o futuro

21 de fevereiro de 2018

Como todos os revolucionários, Tony Wagner eliminou a palavra "medo" do seu vocabulário. E incentiva professores, educadores e instituições a fazer o mesmo. Devemos reinventar a educação e dar um sentido moral a tudo o que fazemos.

Tony Wagner é um revolucionário. Mas para isso não precisa de levantar a voz, fazer comícios ou recitar slogans. Ele prefere a análise rigorosa e a honestidade intelectual. Não é em vão que é um dos maiores especialistas do mundo em educação. Diretor do Laboratório de Inovação da Universidade de Harvard, Wagner é assessor de inúmeras instituições educacionais e agências públicas. E quando fala sobre educação, sabe do que está a falar, pois trabalhou como professor do ensino secundário e catedrático. Ou seja, não é um teórico, mas alguém que esteve na sala de aula.

A revolução apresentada por este professor reside na necessidade de mudar o modelo educacional atual para que os jovens possam enfrentar com garantias o futuro que os aguarda. Wagner argumenta que devemos repensar o papel da escola, já que o conhecimento está em todo o lado e acessível a todos, pelo que deixou de ser essencial ter uma pessoa para o transmitir. Assim, bons professores devem mudar o papel que desempenharam até agora para se tornarem a força motriz por trás do talento dos seus alunos. A curiosidade e a criação artística, diz ele, estão inscritas no DNA do ser humano, por isso devemos perguntar-nos o que fazemos de errado com as crianças para que percam essas inquietudes quando se tornam adultos.

Fonte: in Jornal de Notícias

Financiamento da Segurança Social deve passar por mexidas na TSU

21 de fevereiro de 2018

A Segurança Social deve ter um modelo de financiamento alternativo que passa por mexidas na TSU e pelo alargamento da base de incidência contributiva ao Valor Acrescentado Líquido (VAL), revela um estudo da CCP que será apresentado esta quarta-feira.

O estudo “O Setor dos Serviços e os Desafios da Segurança Social”, elaborado pelo economista e antigo dirigente da direção-geral de Emprego da Comissão Europeia, Armindo Silva, será apresentado, em Lisboa, pela Confederação dos Serviços e Comércio de Portugal (CCP).

Segundo o documento, um dos principais problemas do financiamento da Segurança Social assenta no facto de a Taxa Social Única (TSU) incidir apenas na massa salarial, afetando a criação de emprego, e sobretudo setores de mão de obra intensiva, como é o caso dos serviços.

No documento são propostos quatro modelos alternativos de financiamento, três dos quais têm por base mexidas na TSU, numa altura em que os parceiros sociais discutem uma eventual diferenciação da taxa a pagar pelo empregador por tipo de contrato, no âmbito do combate à precariedade.

Segundo disse à Lusa o autor do estudo, todas as soluções apresentadas “implicam decisões difíceis”, mas a proposta que teria “efeitos mais profundos” seria a do alargamento da base de incidência da TSU ao VAL, embora seja também a que exige “mais estudos prévios e maior debate”.

Por exemplo, uma redução de dez pontos da TSU poderia ser compensada por uma taxa de 5,4% sobre o VAL, uma medida que iria favorecer as empresas com mão-de-obra intensiva, nomeadamente as pequenas e médias empresas, refere o estudo.

Uma das principais vantagens do alargamento da base contributiva seria a criação de emprego, uma vez que o custo do trabalho seria reduzido em cerca de 8% no curto prazo, prevendo o autor a criação líquida de 200 mil novos postos de trabalho.

Saiba mais aqui:

Fonte: Agência Lusa in Observador

Prestações de desemprego caíram 13,1% em janeiro

20 de fevereiro de 2018

O número de desempregados a receber subsídios caiu 13,1% em janeiro, face ao mesmo mês do ano passado, e subiu 3,8% relativamente a dezembro de 2017, para os 192.331, divulgou esta terça-feira a Segurança Social.

De acordo com os dados mensais da Segurança Social, o número de beneficiários do subsídio de desemprego foi de 157.440 em janeiro, menos 10,1% que no mês homólogo e mais 4,4% que no último mês do ano passado.

No primeiro mês deste ano o subsídio social de desemprego inicial abrangeu 9.263 indivíduos, o que representa um decréscimo de 18,4% face a janeiro de 2017 e uma subida de 10,5% relativamente a dezembro.

O número de desempregados com subsídio social de desemprego subsequente foi de 23.826, o que corresponde a uma descida homóloga de 27,3% e de 2,6% relativamente a dezembro.

O valor médio do subsídio em janeiro foi de 481,49 euros.

Segundo os dados da Segurança Social, a medida extraordinária de apoio aos desempregados de longa duração abrangeu 2.348 indivíduos em janeiro, o que corresponde a menos 17,5% em termos homólogos e menos 4,5% relativamente a dezembro.

De acordo com os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) divulgados em janeiro, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego era de 403.771 em dezembro, menos 16,3% face a igual mês de 2016, sendo o valor mais baixo desde outubro de 2008.

Fonte: Agência Lusa in Observador

Desemprego na OCDE desce para 5,5% em dezembro e fica abaixo do nível pré-crise

12 de fevereiro de 2018

A taxa de desemprego no conjunto da OCDE desceu para 5,5% em dezembro, menos uma décima do que em novembro e pela primeira vez desde 2008 abaixo do nível pré-crise, foi anunciado esta segunda-feira.

Ainda assim, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sublinha, num comunicado divulgado esta segunda-feira, que o número de desempregados nos 35 Estados-membros no final de 2017 era de 34,8 milhões de pessoas, 2,2 milhões de pessoas acima do verificado quando se começaram a fazer sentir os efeitos da crise.

A taxa de desemprego na zona euro manteve-se estável em dezembro em 8,7%, mas desceu em alguns países, designadamente em Portugal (três décimas para 7,8%), na Irlanda (duas décimas para 6,2%), na Eslovénia (duas décimas para 6,2%) e em Espanha (duas décimas para 16,4%).

Grécia e Espanha continuavam a ser os países com maior percentagem de desempregados da OCDE, designadamente com taxas de 20,7% em outubro (último dado disponível) e de 16,4% no final de 2017.

Fora da Europa, a taxa de desemprego também diminuiu de forma relevante em dezembro de 2017 em Israel (três décimas para 4%) e de forma menos marcada no México (uma décima para 3,4%), no Canadá (uma décima para 5,8%) e na Coreia do Sul (uma décima para 3,6%).

Nos Estados Unidos a taxa de desemprego manteve-se em dezembro em 4,1% pelo terceiro mês consecutivo e segundo os últimos dados voltou a não se alterar em janeiro.

Durante todo o ano de 2017, a taxa de desemprego na OCDE reduziu-se em sete décimas, com descidas que foram superiores a dois pontos percentuais na Grécia, Portugal e Espanha.

Fonte: Agência Lusa in Observador

Mais contratações e pressão para subida de salários em 2018

5 de fevereiro de 2018

Consultora Michael Page prevê mais emprego na indústria, setor das tecnologias de informação e centros de serviços partilhados.

A criação de emprego em 2017 atingiu o nível mais alto dos últimos 19 anos e a taxa de desemprego em Portugal foi de 7,8%, o valor mais baixo a registar desde 2004, segundo os dados revelados pelo INE. A tendência, segundo o Governo e empresas, é que o ritmo se mantenha. Essa é também a previsão da empresa de recrutamento Michael Page. Todos os anos, a consultora analisa os diferentes setores de atividade e elabora as respetivas tendências de mercado para o ano seguinte. Na análise feita para este ano, a que o Dinheiro Vivo teve acesso, a Michael Page antecipa um reforço das contratações em 2018, transversal a várias áreas de negócio.

“Os centros de serviços partilhados, os centros tecnológicos e de I&D, e as áreas de tecnologias de informação (TI) e indústria” serão os setores com mais vagas de emprego este ano, antecipa a Michael Page. No caso das tecnologias, “a procura tem sido maior, de tal forma que a faturação [da empresa] cresceu 68% face ao ano anterior”, aponta António Costa, responsável pela área de TI da Michael Page em Portugal, acrescentando que “a orientação para as ferramentas de inteligência empresarial, internet of things (IoT) e machine learning estarão entre os conhecimentos necessários para este ano. Já na indústria, adianta o mesmo responsável, “a procura em 2017 quase duplicou e os salários aumentaram cerca de 15%. Este é um mercado com grande procura de profissionais com know how técnico”. As empresas do setor da industriais poderão enfrentar algumas dificuldades na retenção de trabalhadores, considera Pedro Martins, responsável da Michael Page por esta área. “Os recursos humanos são por vezes difíceis de reter, uma vez que os candidatos procuram cargos com um conjunto de benefícios aos quais as empresas devem estar atentas”. Ao nível salarial, as indústrias da tecnologia e engenharia são também as que mais evoluíram face aos anos anteriores, “graças à diferença entre a oferta e a procura”, explica Carlos Andrade, responsável do escritório do Porto desta multinacional de recrutamento. Segundo as estimativas da consultora, no Porto ganha-se menos do que em Lisboa. Na maioria dos setores, os ganhos anuais brutos, sem bónus na capital são superiores aos do Norte, à exceção de áreas como o marketing, indústria e logística. “O Porto continua a ser um mercado muito mais industrial e Lisboa de serviços”, sustenta Carlos Andrade. Mesmo assim, o responsável nota que, “com a criação de vários centros de serviços partilhados nos últimos anos, alguma desta diferença tem-se esbatido”, o que o leva a acreditar que “esta seja uma tendência que irá continuar, com o Porto a conseguir atrair e reter mais talento no futuro”. Essa trajetória, sublinha, “será alavancada pelo grande número de alunos que está a sair de universidades como a Faculdade de Engenharia do Porto (FEUP), Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), Universidade do Minho, Universidade de Aveiro e Universidade de Coimbra”.

Saiba mais em:

Fonte: João Lopes Oliveira in Dinheiro Vivo

GAFA: como contratam os “gigantes”

4 de fevereiro de 2018

Nunca a velha máxima de que “não se tem uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão” fez tanto sentido como quando se está a candidatar a um emprego numa das quatro maiores tecnológicas mundiais, Google, Apple, Facebook e Amazon (os designados GAFA). O processo de seleção nestas empresas pode demorar meses e implicar múltiplas entrevistas com os mais variados interlocutores, mas não é a sua duração que dita o sucesso na identificação de talento. É o fator criatividade, do candidato e do processo em si, que tem muito pouco de convencional. Numa altura em que a Google anuncia a criação de hub tecnológico em Oeiras e a contratação de 500 profissionais, e em que se sabe que a Amazon poderá estar a preparar a sua entrada em Portugal, com um centro no Porto, mostramos-lhe a ‘fórmula de talento GAFA’ e tudo o que precisa de ter para garantir um lugar nestes quatro gigantes da tecnologia.

Google, Apple, Facebook e Amazon não recrutam o licenciado x ou y, recrutam inovadores que pensam à frente do seu tempo e que encontram na criatividade uma ferramenta de trabalho quotidiana. Nestas empresas, a qualificação técnica, por si só, tem pouco valor se não estiver associada a uma experiência de vida e de trabalho suficientemente sólidas, para demonstrar que o conhecimento académico tem uma utilidade prática. Trocando isto por miúdos: carimba o passaporte de entrada numa destas empresas quem conseguir demonstrar que a sua ação foi determinante para revolucionar um negócio ou uma equipa. Há também livre-trânsito par quem fracassou e voltou a tentar.

Entrevistas criativas

São muitas as formas possíveis para filtrar estes perfis. A Google sustenta o seu processo de seleção em entrevistas estruturadas, aplicando os mesmos métodos de entrevista a candidatos que concorrem à mesma função. Numa entrevista típica, as questões mudam consoante o candidato, o seu currículo ou o próprio entrevistador. Na Google, as questões são definidas antes e têm, cada uma, uma escala de avaliação diferente, consoante a sua relevância. O problema para os candidatos é pontuar o máximo nas respostas. É que as questões são tão criativas e inovadoras, como se espera que os candidatos sejam.

Eileen Naughton, que desde julho de 2016 tutela, como vice-presidente, o departamento de talento da Google, segue a estratégia do seu antecessor Laszlo Bock que durante uma década foi o responsável pela captação de talento para a empresa e coloca o foco da seleção na capacidade de os candidatos resolverem problemas concretos. No fundo, o que se espera que sejam capazes de fazer, diariamente, na empresa. Há dois tipos de questões: comportamentais e hipotéticas. As primeiras focam o passado do candidato e as segundas, muito mais difíceis de preparar, procuram antecipar o futuro e demonstrar as capacidades do candidato. Neste grupo cabem, por exemplo, questões como “escolha uma cidade e dê uma estimativa de quantos afinadores de piano terá” ou “quantas bolas de golfe cabem num autocarro escolar”. O objetivo não é, garantem os especialistas de recrutamento da tecnológica, alcançar uma resposta correta, mas conhecer o raciocínio do candidato e a forma como procura solucionar os problemas.

Na Amazon, a criatividade também é determinante. Beth Galetti, vice-presidente da empresa com tutela pela área de recursos humanos, é conhecida por valorizar perfis inovadores e sem medo do risco. No último ano, contratou milhares de profissionais e continua a recrutar a nível global. A tecnológica tem total foco no cliente e quando contrata procura perfis orientados para a resolução de problemas complexos. Para filtrar os candidatos certos Jeff Bezos, o CEO da Amazon, definiu um conjunto de três questões essenciais que coloca a quem entrevista os candidatos: admira esta pessoa; este candidato aumentaria o nível de eficácia da equipa onde será integrado; em que dimensões pode esta pessoa ser considerada um super-herói? Causar boa impressão ao entrevistador, em cada uma destas dimensões, é garantir a entrada na Amazon. Mas encher a medidas ao CEO da Amazon não é fácil. Jeff Bezos continua a garantir que prefere “entrevistar 50 pessoas e não contratar nenhuma, do que recrutar a pessoa errada”.

“No seu melhor dia de trabalho, o que é que fez?” Este é o ponto de partida para quase todas as entrevistas de seleção para o Facebook. A empresa utiliza esta questão para perceber exatamente o que move os candidatos e o que os apaixona. Experiências de trabalho anteriores e resultados alcançados, melhores qualidades e defeitos ou até mesmo um histórico de fracassos profissionais são algumas das questões que os candidatos a um emprego na rede social terão de responder. A premissa é de Zuckerberg, que não contrata ninguém para quem ele próprio não estivesse dispostos a trabalhar. Enquanto este for o princípio, “não há como correr mal”, garante o fundador.

Ter a Apple no currículo é garantir acesso a quase todas as tecnológicas, mas entrar na Apple não é para todos. Durante muito tempo, o processo de seleção de talento da tecnológica esteve envolto em secretismo, mas foram sendo conhecidas algumas das suas estratégias de contratação. A Apple recruta a nível global, pelo talento e não pela nacionalidade. Diversidade é sua grande aposta no momento e mantém a máxima do fundador, Steve Jobs: contratar os melhores, estejam eles onde estiverem. Steve Jobs aplicou o seu perfeccionismo à constituição das equipas, acreditando que uma pequena equipa de grandes talentos era mais eficaz do que uma grande equipa de profissionais medianos. A premissa mantém-se. O processo de seleção é demorado e difícil, com muitas entrevistas e questões criativas que analisam aspetos como a personalidade, forças e fraquezas do candidato, comportamentos antigos, conhecimento e competências.

Fonte: Cátia Mateus in Expresso

Primeira fase dos Estágios Profissionais arranca quinta-feira com 30 milhões de euros

31 de janeiro de 2018

As candidaturas à primeira fase dos Estágios Profissionais do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) em 2018 arrancam quinta-feira e terminam a 1 de março, com uma dotação orçamental de 30 milhões de euros, segundo o organismo.

As candidaturas aos Estágios Profissionais do IEFP irão realizar-se este ano em quatro períodos distintos: de 1 de fevereiro a 1 de março; de 1 de maio a 1 de junho; de 1 de julho a 31 de julho; e de 1 de outubro a 2 de novembro.

Segundo o aviso de abertura de candidaturas publicado pelo IEFP, a dotação orçamental afeta ao primeiro período de candidaturas é de 30 milhões de euros, dos quais 11,55 milhões para a região Norte, 9,7 milhões para Lisboa e Vale do Tejo, 5,7 milhões para o Centro, 1,75 milhões para o Alentejo e 1,3 milhões para o Algarve.

No ano passado, a dotação orçamental para cada período de candidaturas foi de cerca de 37 milhões de euros e as candidaturas aprovadas nas duas primeiras fases do apoio destinaram-se a apoiar 9.251 novos postos de trabalho, maioritariamente contratos de trabalho permanentes (7.597), segundo dados do IEFP.

Aos Estágios Profissionais podem candidatar-se pessoas singulares ou coletivas, do setor privado, com ou sem fins lucrativos e as candidaturas são aprovadas tendo em conta vários critérios, até ao limite da dotação orçamental.

Os estágios têm a duração de nove meses e dirigem-se a desempregados inscritos no IEFP, sobretudo jovens entre os 18 e os 30 anos de idade ou desempregados de longa duração (há mais de 12 meses no desemprego), entre outras situações.

Os estagiários têm direito a uma bolsa mensal, que varia em função do seu nível de qualificação. O IEFP apoia no pagamento da bolsa (suporta 65% ou mais destes valores, dependendo da tipologia do destinatário e do promotor) e a entidade empregadora cobre a parte restante dos custos.

Por sua vez, o primeiro prazo para a medida Contrato Emprego – cuja dotação orçamental foi de 20 milhões de euros por cada fase em 2017 – decorre entre 1 e 31 de março. O segundo período terá lugar em junho e o terceiro em setembro.

A medida Contrato Emprego consiste num apoio financeiro concedido às empresas que contratem desempregados inscritos nos centros de emprego. O apoio é atribuído aos empregadores que celebrem contratos de trabalho sem termo ou a termo certo, por prazo igual ou superior a 12 meses, com a obrigação de darem formação profissional aos trabalhadores contratados.

Fonte: Agência Lusa in Observador

Portugal com 3ª maior queda no desemprego na UE em dezembro

31 de janeiro de 2018

A taxa de desemprego recuou em dezembro e em termos homólogos na zona euro e na UE, com Portugal a registar a terceira maior quebra entre os Estados-membros, divulgou esta quarta-feira o Eurostat. Na zona euro, a taxa de desemprego recuou para os 8,7%, face aos 9,7% de dezembro de 2016, tendo-se mantido estável face à de novembro.

Na União Europeia (UE), a taxa de desemprego caiu dos 8,2% de dezembro de 2016 para os 7,3% em dezembro de 2017, sem variação face ao mês anterior. Na variação homóloga, Portugal registou a terceira maior quebra no indicador (de 10,2% para os 7,8%), depois da Grécia (de 23,3% para 20,7% – dados de outubro) e da Croácia (de 12,5% para 10,0%).

Segundo o gabinete de estatísticas da UE, a República Checa (2,3%), Malta e a Alemanha (3,6% cada) tiveram as menores taxas de desemprego em dezembro e a Grécia (20,7% em outubro) e Espanha (16,4%) as maiores. No que respeita aos jovens com menos de 25 anos, a taxa de desemprego recuou para os 17,9% na zona euro (20,3% em dezembro de 2016 e 18,1% em novembro de 2017) e para os 16,1% na UE (18,0% homóloga e 16,2% em cadeia).

A República Checa (4,9%), a Alemanha (6,6%) e a Estónia (6,8 em novembro) registaram as menores taxas de desemprego jovem e a Grécia (40,8% em outubro), a Espanha (36,8%) e a Itália (32,2%) as mais altas. Em Portugal, este indicador baixou para os 22,1% em dezembro, quer em termos homólogos (26,2%), quer em cadeia (22,8%).

Fonte: Agência Lusa in Observador

Perspetivas de recrutamento em Portugal estão num nível elevado

29 de janeiro de 2018

As perspetivas de recrutamento em Portugal estão num nível elevado, o que constitui um “claro reflexo” do dinamismo do mercado de trabalho, segundo um estudo da consultora em recrutamento especializado Hays divulgado esta segunda-feira.

A Hays diz mesmo que 2018 é “o verdadeiro ano da retoma do emprego em Portugal”. De acordo com os resultados do Guia do Mercado Laboral 2018, as perspetivas de recrutamento para 2018 atingem os 81%, constituindo o valor mais alto alguma vez verificado nos inquéritos realizados pela consultora.

Esta percentagem, que constitui um claro reflexo do dinamismo do mercado de trabalho atual, torna-se, no entanto, “algo preocupante quando comparada com a de profissionais que demonstram interesse em mudar de emprego, que desceu este ano para o valor mais baixo de sempre (70%)”.

Assim, “as perspetivas de recrutamento e o interesse numa mudança de emprego parecem estar a seguir rumos opostos, acentuando a clivagem entre procura e oferta de competências”. No entanto, de acordo com o relatório, estas tendências variam “consideravelmente consoante a região do país e o tipo de empresa”.

Nas grandes empresas nacionais, por exemplo, as intenções de recrutamento para 2018 estão bastante acima da média (86%), ultrapassando até as das empresas multinacionais (81%). A nível regional, encontram-se também algumas diferenças relevantes.

A percentagem de empresas na região Norte que têm interesse em recrutar é a mais elevada do país, ascendendo a 88%. Já as regiões Centro e Sul partilham a mesma previsão de recrutamento (78%), mas têm evoluído de forma distinta, uma vez que enquanto no Centro esta percentagem caiu quatro pontos percentuais face ao ano passado, no Sul disparou 10 pontos percentuais.

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Fonte: Agência Lusa in Observador

Conflitualidade laboral mais baixa em 2017

28 de janeiro de 2018

A conflitualidade laboral voltou a baixar em 2017, com pouco mais de 200 greves realizadas em vários sectores de actividade e mais de uma centena de manifestações e concentrações em todo o país.

Segundo dados da CGTP, contabilizados pela agência Lusa, que os cruzou com o seu noticiário, foram realizadas ao longo ano que findou 216 greves, 38 das quais parciais. Para demonstrar o seu descontentamento, os trabalhadores realizaram também 79 manifestações e concentrações e 19 plenários com expressão pública.

Estes dados podem sempre pecar por defeito, tendo em conta a falta de dados oficiais. Em 2016 foram emitidos 488 pré-avisos de greves, segundo dados da Direcção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), e em 2015 tinham sido registados 811 pré-avisos.

No entanto, é possível que o número de greves concretizadas nestes dois anos tenha sido inferior ao número de pré-avisos que deram entrada na DGERT, dado que algumas delas podem ter sido desconvocadas, como aconteceu ao longo de 2017.

Em 2017 os trabalhadores do sector da hotelaria, restauração, cantinas, alimentação e bebidas fizeram 23 greves, uma das quais parcial, entre Janeiro e Dezembro, em defesa de aumentos salariais, dos direitos laborais e dos seus postos de trabalho.

Estes trabalhadores fizeram ainda sete concentrações junto às empresas e aos ministérios do Trabalho e da Economia.

Os trabalhadores da indústria do vidro, cimento e da construção fizeram quatro greves, uma das quais parcial, e duas concentrações, por aumentos salariais. No sector do comércio e serviços foram feitas 25 greves, duas das quais parciais, e sete concentrações.

Na função pública (administração central e local) realizaram-se 20 greves, das quais três ao trabalho extraordinário e três parciais, concretizadas ao longo do ano pelos trabalhadores dos museus, da saúde, da educação, das autarquias, entre outros, que também protestaram em nove concentrações e vigílias.

A precariedade, os salários e o horário de trabalho foram os principais motivos dos protestos dos funcionários públicos que paralisaram a nível nacional em 26 de Maio. Os professores também fizeram uma greve nacional em Novembro. O sector da saúde destacou-se na conflitualidade laboral geral, não tanto pelo número de paralisações, mas sobretudo pelo impacto destas no quotidiano dos utentes dos serviços. Por isso, o número de protestos realizados pelos profissionais da saúde não foi somado ao total da função pública, embora se tratem de trabalhadores da administração pública.

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Fonte: Lusa in Público

Trabalhadores não permanentes mais expostos ao risco de pobreza

25 de janeiro de 2018

Os trabalhadores não permanentes estão mais expostos ao risco de pobreza do que os trabalhadores permanentes, uma discrepância que é acentuada pelas diferenças salariais que separam uns e outros. O alerta é deixado no documento apresentado pelo ministro do Trabalho, Vieira da Silva, durante a reunião desta quarta-feira da Comissão Permanente de Concertação Social.

“O risco de pobreza entre os trabalhadores não permanentes é mais do dobro por comparação com os trabalhadores com contratos permanentes: em 2016, as taxas eram de 13,5% para os primeiros e 6,6% para os segundos”, refere-se no documento que actualiza o Livro Verde sobre as Relações Laborais com base na informação dos Quadros de Pessoal de 2016.

Esta discrepância é potenciada pelo diferencial salarial entre estes grupos de trabalhadores. Olhando para os dois tipos de contrato mais frequentes no trabalho por conta de outrem, a remuneração média mensal base dos contratados

Os trabalhadores não permanentes estão mais expostos ao risco de pobreza do que os trabalhadores permanentes, uma discrepância que é acentuada pelas diferenças salariais que separam uns e outros. O alerta é deixado no documento apresentado pelo ministro do Trabalho, Vieira da Silva, durante a reunião desta quarta-feira da Comissão Permanente de Concertação Social.

“O risco de pobreza entre os trabalhadores não permanentes é mais do dobro por comparação com os trabalhadores com contratos permanentes: em 2016, as taxas eram de 13,5% para os primeiros e 6,6% para os segundos”, refere-se no documento que actualiza o Livro Verde sobre as Relações Laborais com base na informação dos Quadros de Pessoal de 2016.

Esta discrepância é potenciada pelo diferencial salarial entre estes grupos de trabalhadores. Olhando para os dois tipos de contrato mais frequentes no trabalho por conta de outrem, a remuneração média mensal base dos contratados a termo certo corresponde a cerca de 72% da remuneração atribuída aos contratados sem termo, uma diferença que tem vindo a acentuar-se.

Em 2016, um trabalhador permanente tinha uma remuneração média de 1003.9 euros mensais, enquanto uma pessoa com contrato a termo certo recebia 720,6 euros.

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Fonte: Raquel Martins in Público

Envelhecimento coloca pressão acrescida ao mercado de trabalho

22 de janeiro de 2018

O envelhecimento da população é um dos principais desafios que se colocam aos países da Europa e da Ásia Oriental e traz uma pressão acrescida ao mercado de trabalho. O alerta é deixado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) no relatório sobre as tendências do emprego em 2018, divulgado nesta segunda-feira.

“Além do desafio que o crescente número de aposentados traz aos sistemas de pensões, uma força de trabalho cada vez mais envelhecida também terá um impacto directo no mercado de trabalho, diminuindo a produtividade e a capacidade de ajustamento aos choques económicos”, alerta o economista da OIT, Sangheon Lee.

Nos países desenvolvidos, onde o envelhecimento é consideravelmente mais rápido, estima-se que, em 2030, haverá cerca de cinco pessoas com 65 ou mais anos para cada dez pessoas empregadas. Ao mesmo tempo, nota a OIT, a idade média da população activa aumentará, colocando os próprios trabalhadores sob pressão para conseguirem acompanhar o ritmo de inovação e as mudanças estruturais no mercado laboral.

Mas o envelhecimento da população também conduzirá a uma alteração dos padrões de consumo, criando oportunidades de emprego no sector da prestação de cuidados aos mais idosos.

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Fonte: Raquel Martins in Público

Será que há um momento perfeito para procurar um novo emprego?

22 de janeiro de 2018

O início do novo ano traz, para muitos, novos objetivos. Está à procura de emprego e não sabe quando responder aos anúncios? Será que há um momento perfeito para procurar emprego? As respostas encontram-se abaixo.

O melhor mês do ano

Os dados dos maiores sites de pesquisa de emprego do mundo mostram que a procura aumenta significativamente quando o mês de janeiro se aproxima. Em 2017, seis dos dez melhores dias para procurar emprego foram em janeiro, de acordo com a BBC.

Dezembro tende a ser a altura em que as pessoas reavaliam o quão satisfeitas ou insatisfeitas estão com os empregadores”, disse Jodi Chavez, presidente da Randstad Professionals, uma empresa de recrutamento.

Assim, apesar de a procura por emprego aumentar em janeiro, bem como as ofertas, meados de dezembro pode ser a melhor altura para começar a procurar. Quem o diz é Paul McDonald, diretor executivo da empresa de recrutamento Robert Half.

Half diz ainda que, nas empresas que oferecem um bónus no final do ano, os empregos ficam muitas vezes imediatamente disponíveis — os funcionários recebem os seus bónus e despedem-se depois.

O melhor dia da semana

Os especialistas dizem que os melhores dias para responder a anúncios de emprego tendem a ser segunda-feira e terça-feira.

Assim, se um anúncio sair na segunda-feira, a melhor estratégia é não ser a primeira pessoa a responder. Normalmente, o que acontece é que [os recrutadores] veem o que lhes chega, avaliam e esperam para ver o que ainda vai chegar”,diz Chavez.

O melhor, segundo a especialista, é enviar o currículo entre 12 a 24 horas depois de o anúncio ser publicado online, e durante o horário de funcionamento da empresa a que está a concorrer.

O melhor momento do dia

Os dados do portal de recrutamento Indeed mostram que os europeus tendem a procurar emprego durante a manhã (entre as 11h e as 14h) e depois do jantar. Chavez afirma que “Há uma maior possibilidade de obter visibilidade se enviar o currículo durante o horário da empresa”.

Assim, mesmo que encontre um anúncio durante a noite, prepare todos os documentos necessários para concorrer e, no dia seguinte, envie a candidatura. A ideia é que o seu currículo não fique ‘escondido’ pelos outros que chegam durante a manhã. Para a especialista, o ideal será enviar o currículo entre as 10h e as 11h ou entre as 14h e as 15h.

Então existe um momento perfeito para procurar emprego? Para os ‘caçadores de empregos’ a resposta poderá ser “terça-feira de dezembro, entre as 10 e 11 da manhã”. Contudo, Chavez e McDonald concordam que o mais importante é enviar um bom currículo e uma carta de apresentação adequada ao cargo — algo que pode ser feito a qualquer momento do dia.

Fonte: in Observador

Número de beneficiários de subsídios de desemprego caiu 17,5% em dezembro

21 de janeiro de 2018

O número de beneficiários de prestações de desemprego caiu 17,5% em dezembro face ao mesmo mês do ano anterior e subiu 1,5% comparativamente a novembro, para 185.284, segundo os dados mensais da Segurança Social divulgados esta segunda-feira.

O número de beneficiários do subsídio de desemprego foi de 150.807 em dezembro, menos 14,4% tendo em conta o período homólogo e mais 1,7% face a novembro, de acordo com os dados do Instituto de Informática do Ministério do Trabalho e da Segurança Social.

Por sua vez, o subsídio social de desemprego inicial abrangeu 8.385 indivíduos, revelando um decréscimo de 26,7% face a dezembro de 2016 e uma subida de 10,4% relativamente ao mês anterior.

O número de desempregados com subsídio social de desemprego subsequente foi de 24.471, uma descida homóloga de 29,7% e de 1,9% relativamente a novembro.

O valor médio do subsídio em dezembro foi de 470,38 euros, mais 4,6% face ao mesmo mês de 2016 e mais 1% face a novembro.

Segundo os dados, a medida extraordinária de apoio aos desempregados de longa duração abrangeu 2.458 indivíduos, ou seja, menos 146 comparando com novembro e uma redução de 756 indivíduos comparando com o mesmo mês do ano anterior.

Analisando as prestações de desemprego por idades e, em comparação com o período homólogo, verificou-se um decréscimo no processamento na maioria dos grupos etários, mais notório nas idades entre 45 e 54 anos (menos 21,7%) e no grupo de indivíduos com 24 ou menos anos (menos 20,5%).

De acordo com os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) também divulgados hoje, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego foi de 403.771 em dezembro, menos 16,3% face a igual mês de 2016, sendo o valor mais baixo desde outubro de 2008.

Fonte: Agência Lusa in Observador

Portugal tem mais de 800 mil trabalhadores por conta própria

15 de janeiro de 2018

Menos satisfeitos, mas com mais autonomia e sobretudo sem trabalhadores. No final da primeira metade do ano passado havia mais de 800 mil pessoas que trabalhavam por conta própria, o equivalente a 16,9% da população empregada em Portugal, sendo que quase três quartos destes são empresários sem qualquer trabalhador a seu cargo, e a maioria espera que assim continue.

Os dados são do Instituto Nacional de Estatística, que traçou um perfil dos trabalhadores por conta própria em Portugal através da realização de um inquérito ad hoc, que aponta que 72,5% dos trabalhadores por conta própria não têm trabalhadores, e 57,5% não está a prever que vir a empregar, ou a recorrer a subcontratações, no futuro próximo.

Quem são estes trabalhadores?

De acordo com o INE, quase 30% do total de trabalhadores por conta própria estavam no setor da agricultura e pescas. Os números são especialmente significativos quando se olha para quantos dos trabalhadores deste grupo profissional usa estes regime: 76,4%.

Há ainda uma especial concentração de trabalhadores por conta própria entre os trabalhadores com 65 anos ou mais (75,1%), em parte explicado por se tratarem de trabalhadores já em idade de reforma.

Porque não têm trabalhadores ao serviço?

Grande parte destes trabalhadores por conta própria, apesar de serem empresários em nome individual não têm qualquer trabalhador ao serviço, nem esperam que isso venha a acontecer. A principal razão, de acordo com as respostas dadas ao INE, é que não há trabalho suficiente para contratar mais pessoas, ou mesmo subcontratar trabalhadores durante um período mais curto para suprir necessidades pontuais. Esta é a razão dada por 41,6% das pessoas.

Logo de seguida, mas muito longe dos números da primeira, surge a vontade de trabalhar sozinho (7,8%) e os elevados encargos que têm de ser suportados por cada um destes trabalhadores (6,6%).

Quase 60% dos trabalhadores adiantam que não devem vir a fazer contratações nos próximos doze meses.

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Fonte: Nuno André Martin in Observador

OCDE manteve em novembro perspetiva de “crescimento estável”

15 de janeiro de 2018

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) manteve esta segunda-feira a perspetiva de “crescimento estável” na atividade dos seus países membros e na zona euro, com sinais de aceleração do crescimento na Alemanha e Itália.

De acordo com os indicadores compósitos avançados, divulgados pela OCDE, que sinalizam possíveis alterações no ciclo económico nos próximos seis a nove meses, a média dos países membros subiu em novembro para os 100,2 pontos.

A organização sinalizou uma manutenção da tendência de crescimento nos países da zona euro (com 100,6 pontos) como um todo, mas também nos EUA, Japão e Canadá. Na Alemanha e Itália, a OCDE sinaliza sinais de aceleração do crescimento da economia e no Reino Unido identifica sinais de abrandamento do crescimento.

Fonte: Agência Lusa

Novo regime dos recibos verdes entra esta quarta-feira em vigor, com efeitos só em 2019

10 de janeiro de 2018

O novo regime contributivo dos trabalhadores independentes foi publicado terça-feira em Diário da República e entra esta quarta-feira em vigor, mas as novas regras produzem efeitos apenas a 1 de janeiro de 2019. Com o novo regime, as taxas a aplicar aos recibos verdes passam a ter em conta o rendimento médio trimestral, o que significa que a primeira declaração ao abrigo das novas regras ocorrerá em janeiro do próximo ano, tendo por base o rendimento do último trimestre de 2018.

De acordo com o diploma, até ao início da produção de efeitos das alterações, “mantém-se em aplicação a base de incidência contributiva fixada em outubro de 2017”. À luz do novo regime, a taxa de descontos para a Segurança Social baixa de 29,6%, para 21,4%, sendo aplicada sobre 70% do rendimento médio dos últimos três meses. E os trabalhadores podem ajustar o seu rendimento até 25% para cima ou para baixo, tendo em consideração aquilo que receberam. “No momento da declaração trimestral, o trabalhador independente pode optar pela fixação de um rendimento superior ou inferior até 25% àquele que resultar dos valores declarados”, sendo esta opção “efetuada em intervalos de 5%”, lê-se no diploma.

Esta regra que permite ajustamentos levou já o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, a afirmar que “não é fácil” dizer quem irá descontar mais ou menos para a Segurança Social com as novas regras. Passa ainda a existir uma contribuição mensal mínima de 20 euros, por forma a garantir a estabilidade da carreira contributiva para efeitos de pensão futura ou outras prestações sociais (subsídio de desemprego ou por doença).

O novo regime prevê que o subsídio por doença passe a ser atribuído a partir do 11.º dia e não do 31.º como atualmente e o subsídio de desemprego passe a exigir 360 dias de descontos em vez dos atuais 720. O trabalhador independente é obrigado a declarar o rendimento à Segurança Social todos os trimestres e, caso não o faça, o sistema gera uma contribuição oficiosa correspondente à contribuição mínima. Já as entidades contratantes passam a descontar 10% nas situações em que a dependência económica seja superior a 80% ou 7% abaixo deste montante.

Mantêm-se as isenções para os trabalhadores independentes que sejam simultaneamente pensionistas e os que tenham contribuído durante um ano pelo desconto mínimo de 20 euros.

Por sua vez, os trabalhadores a recibos verdes que acumulem a atividade com trabalho por conta de outrem e cujo rendimento mensal médio relevante (relativo a um trimestre) não ultrapasse o valor de quatro IAS – Indexante dos Apoios Sociais (cerca de 1.715 euros) terão uma isenção. Até agora, não havia este limite, ou seja, quem acumulava trabalho dependente com independente era isento.

Fonte:Agência Lusa

Desemprego jovem cresce apesar da recuperação do mercado de trabalho

8 de janeiro de 2018

Formação desadequada às necessidades das empresas, retoma do emprego em sectores pouco qualificados ou as alterações às regras dos estágios ajudam a explicar que um quarto dos jovens portugueses continue desempregado.

Portugal foi o país da União Europeia onde o desemprego jovem mais cresceu entre Setembro e Outubro do ano passado (de 24,6% para 25,6%), em contraciclo com a tendência de descida registada na maioria dos países. Ainda é cedo para dizer se esta tendência veio para ficar ou se estamos perante uma subida pontual — algo que o Instituto Nacional de Estatística (INE) ajudará a explicar com os dados mensais que serão divulgados nesta segunda-feira. Há, porém, um conjunto de factores que podem justificar que um terço dos jovens continue desempregado: a desadequação entre a formação e as necessidades das empresas, a retoma do emprego em sectores que não valorizam as qualificações mais elevadas ou a reformulação dos estágios apoiados pelo Estado.

Já no terceiro trimestre de 2017, contrastando com a redução da taxa de desemprego global e com a melhoria generalizada do mercado de trabalho, se tinha verificado um agravamento do desemprego na população jovem em comparação com o trimestre anterior, interrompendo a descida em cadeia verificada desde o arranque no ano.

O Governo não vê na evolução mais recente do desemprego jovem uma tendência consolidada, por considerar que na comparação homóloga este indicador continua a recuar. “Tenho alguma dificuldade em acompanhar a leitura de que o desemprego jovem esteja a evoluir em contraciclo com a evolução global do mercado de emprego”, diz ao PÚBLICO o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita. “Se olharmos para os últimos dois anos tínhamos uma taxa de desemprego jovem que estava acima dos 30% e no terceiro trimestre de 2017 tínhamos 24,2%, em linha com a evolução da taxa de desemprego global. Houve nalguns meses uma evolução em cadeia positiva, mas é normal que aconteça”, justifica.

Além disso, nota, com a redução do número de inactivos desencorajados, muitas pessoas poderão ter passado para o emprego e outras terão voltado a procurar trabalho, passando à categoria de desempregados no inquérito do INE, algo que poderá influenciar as estatísticas. Miguel Cabrita não nega, porém, que a taxa de desemprego jovem “ainda é elevada” e “uma preocupação”.

Já o economista João Cerejeira atribui alguma relevância à subida recente em contraciclo com a melhoria generalizada do mercado de trabalho. “Continuamos a ter uma taxa muito elevada de desemprego jovem e inverteu-se a tendência de descida deste agregado. Nesse sentido é preocupante”, alerta.

E adianta algumas hipóteses para o que está a acontecer: "Há que destrinçar se esta evolução tem mais a ver com a estrutura da economia, ou se decorre de outros factores como a alteração das regras dos estágios profissionais em meados de 2017".

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Fonte:Raquel Martins in Público

Novos contratos precários alastram e pagam quase tanto como os efetivos

5 de janeiro de 2018

Observatório do CES Lisboa alerta para o "predomínio da precariedade", que se manifesta numa compressão salarial nos novos contratos permanentes e numa perpetuação de novos vínculos temporários, "à revelia da lei".

Está em curso na economia portuguesa uma tendência clara de desvalorização dos salários dos vínculos mais seguros (novos contratos efetivos, permanentes) e de forte aumento nos ordenados dos novos contratos ditos precários (a prazo e outras formas), que, além de dominarem em número, estão a tomar conta da realidade em muitos setores. Atividades ligadas ao turismo ou que exigem poucas qualificações, por exemplo.

De acordo com um estudo do Observatório sobre Crises e Alternativas, do Centro de Estudos Sociais, em Lisboa, hoje divulgado, o número de novos contratos assinados no setor privado que sobreviveram (a diferença entre os que foram assinados menos os que cessaram por despedimento e outras razões) aumentou 23,5% (mais 243,6 mil) entre janeiro e outubro de 2017.

No entanto, ao contrário do que sinalizam os dados do INE, os novos contratos a prazo rivalizam em número com os vínculos efetivos. Foram assinados e estão vigentes 89 532 contratos a termo contra 89 506 sem termo. Além destes, há 64 593 tipos de contratação que configuram outras formas precárias (termo incerto, tempo parcial e temporários).

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Fonte:Luís Reis Ribeiro in Diário de Noticias

Diferença salarial entre contratos permanentes e a prazo é cada vez menor

5 de janeiro de 2018

Retoma sustentada pelos serviços pode ajudar a explicar alta rotatividade de trabalhadores e salários baixos.

O mercado de trabalho tem vindo a recuperar a um ritmo considerável, mas essa evolução não tem sido acompanhada por uma melhoria da qualidade do emprego criado. O peso da contratação permanente na totalidade dos novos contratos assinados desde 2013 continua a ser diminuto e a diferença entre a remuneração dos novos trabalhadores permanentes e a dos trabalhadores precários é cada vez menor, situação que poderá estar relacionada com o facto de a retoma económica estar a ocorrer sobretudo em actividades que requerem baixos níveis de qualificação e de estabilidade dos quadros de pessoal.

Estas são algumas das conclusões de um estudo do Observatório sobre Crises e Alternativas, da autoria do economista João Ramos de Almeida, que analisou os dados do Fundo de Compensação do Trabalho e do Fundo de Garantia de Compensação do Trabalho (mecanismos onde, desde Outubro de 2013, têm de ser registados os novos contratos).

Nos últimos quatro anos foram registados nos fundos 3.884.768 contratos, dos quais apenas 33% estavam vigentes no final de Outubro de 2017. E quando se olha para o emprego que se mantém, tudo parece indicar que a consolidação da retoma “não passou por um reforço do peso dos contratos permanentes”. “Os contratos permanentes representam apenas cerca de um terço (33,6%) até 24 de Outubro de 2017), quando no emprego por conta de outrem concentravam cerca de 77% do total”, nota o autor do estudo intitulado “Retoma Económica: o astro chamado precariedade”.

Ainda assim, assinala-se que entre Maio (data do anterior estudo do Observatório) e Outubro do ano passado os contratos sem termo aumentaram ligeiramente o seu peso, passando de 33,1% para 33,6%.

O “predomínio da precariedade” nos novos contratos vem, segundo o autor do estudo, acompanhada de uma tendência para a “degradação da remuneração média dos novos contratos permanentes, ao mesmo tempo que se verifica uma subida da remuneração média dos contratos não permanentes, tudo apontando para um ponto de convergência em que o salário mínimo nacional se apresenta como a remuneração de referência”.

Os dados mais recentes são disso exemplo. Em Janeiro de 2016, 234 euros separavam o salário ilíquido de um novo trabalhador permanente (887 euros) da remuneração de um trabalhador não permanente (653 euros). Quase dois anos depois, em Setembro de 2017, a diferença é de apenas 60 euros.

Isto acontece, refere o estudo a que o PÚBLICO teve acesso, porque o salário médio mensal dos contratos permanentes registou uma estagnação, enquanto o dos contratos não permanentes teve uma subida continuada.

João Ramos de Almeida alerta que a precariedade e a degradação das remunerações dos novos contratos permanentes pode estar relacionada com o facto de a retoma económica estar a ocorrer em actividades de serviços ligadas ao turismo. “A economia portuguesa está a assentar a sua criação de valor em actividades que, na maior parte dos casos, têm baixo potencial de crescimento produtivo e que requerem um baixo nível de qualificação ou de estabilidade dos seus quadros de pessoal”, nota, acrescentando que isso torna o mercado de trabalho “muito vulnerável a alterações da conjuntura externa”.

Fonte:Raquel Martins in Público

Segunda fase de candidaturas aos Estágios Profissionais termina hoje

3 de janeiro 2018

O segundo período de candidaturas, que arrancou em 15 de novembro, termina esta quarta-feira. O IEFP suporta 65% das despesas e a entidade empregadora cobre os restantes custos, cerca de 35% do total.

O segundo período de candidaturas aos Estágios Profissionais do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), medida que conta com uma dotação orçamental de 36,65 milhões de euros, termina esta quarta-feira às 18:00. Segundo informação publicada na página do IEFP, o segundo período de candidaturas, que arrancou em 15 de novembro de 2017, termina neste dia, podendo candidatar-se pessoas singulares ou coletivas, do setor privado, com ou sem fins lucrativos.

A dotação orçamental para o segundo período de candidaturas é de 36,65 milhões de euros, semelhante à verba afeta à primeira fase, que decorreu entre maio e julho de 2017 e em que o IEFP recebeu 13.906 candidaturas, correspondentes a 17.086 estágios.

Os estágios têm a duração de nove meses e dirigem-se a desempregados inscritos no IEFP, sobretudo jovens entre os 18 e os 30 anos de idade ou desempregados de longa duração (há mais de 12 meses no desemprego), entre outras situações.

Os estagiários têm direito a uma bolsa mensal, que varia em função do seu nível de qualificação, fixando-se entre os 428,9 euros (equivalente a um Indexante de Apoios Sociais) para um estagiário com o ensino básico e os 750,5 euros (1,75 IAS) para um estagiário com doutoramento. Têm ainda direito a refeição ou subsídio de refeição nos dias de estágio, a transporte ou subsídio de transporte.

O IEFP apoia no pagamento das bolsas de estágio (suporta 65% ou mais destes valores, dependendo da tipologia do destinatário e do promotor), comparticipando ainda subsídios de alimentação e seguros de acidentes, e despesas de transporte nos casos aplicáveis. A entidade empregadora cobre a parte restante dos custos (cerca de 35% do total) e é responsável pelo pagamento da Taxa Social Única que incide sobre a bolsa.

As candidaturas devem ser apresentadas no portal do IEFP. Para 2018, o IEFP também já definiu o prazo das candidaturas aos Estágios Profissionais, que irão realizar-se em quatro períodos distintos: de 1 de fevereiro a 1 de março; de 1 de maio a 1 de junho; de 1 de julho a 31 de julho; e de 1 de outubro a 2 de novembro. 

Fonte:Rodrigo Baptista/LUSA in Observador

Número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu 16,8% em novembro

24 de dezembro de 2017

O número de inscritos nos centros de emprego caiu 16,8% em novembro face ao mesmo mês do ano passado, para 404.625, segundo dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

“No final do mês de novembro de 2017, estavam registados, nos Serviços de Emprego do continente e regiões autónomas, 404.625 indivíduos desempregados, número que representa 69,4% de um total de 583.277 pedidos de emprego”, avança o instituto na informação divulgada esta semana.

Apesar da queda de 16,8% face ao mês homólogo (menos 81.809 desempregados), os dados mostram que, comparando com o mês anterior, o número de inscritos ficou praticamente inalterado (mais 61 desempregados).

Para a diminuição do desemprego face a novembro de 2016, contribuíram todos os grupos de desempregados, com destaque para os homens (menos 19,3%), os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos (queda de 16,5%), os inscritos há menos de um ano (menos 16,4%), os que procuravam novo emprego (menos 17%) e os que possuem como habilitação escolar o 1.º ciclo do ensino básico (menos 20,7%).

Saiba mais aqui:

Fonte: Agência Lusa

Segurança Social paga prestações a 42% dos desempregados

21 de dezembro de 2017

A segurança social atribuiu cerca de 182 mil prestações de desemprego em novembro, deixando sem estes apoios cerca de 254 mil desempregados, de acordo com as contas feitas pela agência Lusa com base nos últimos dados oficiais disponíveis.

De acordo com os dados disponibilizados na página da Segurança Social, em novembro existiam 182.468 beneficiários de prestações de desemprego, mais 2.304 pessoas do que em outubro e o equivalente a 42% do último número total de desempregados contabilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (estimativas provisórias de outubro).

Em novembro de 2016, o número de beneficiários de prestações de desemprego era 225.502.

Os últimos dados divulgados pelo INE, relativos a outubro, estimavam um total de 436,9 mil desempregados, com a taxa de desemprego a situar-se nos 8,5% (o mesmo que a taxa definitiva apurada para setembro).

Das prestações contabilizadas pela Segurança Social, 98.595 referem-se a mulheres e as restantes 83.873 dizem respeito a homens.

Os números da Segurança Social incluem o subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego inicial, subsídio social de desemprego subsequente e prolongamento do subsídio social de desemprego, prestações que atingiram em novembro o valor médio de 465,45 euros, face aos 450,46 euros registados um ano antes.

Fonte: Agência Lusa

Número de pessoas com deficiência a trabalhar duplica, mas aumenta desemprego de longa duração

13 de dezembro de 2017

  

O número de pessoas com deficiência no mercado de trabalho mais do duplicou entre 2011 e 2016, mas o desemprego de longa duração nesta população sofreu um agravamento de cerca de 60%, segundo um relatório divulgado esta quarta-feira.

“Apesar de o número de colocações profissionais de pessoas com deficiência registadas pelo IEFP [Instituto do Emprego e Formação Profissional] se manter bastante reduzido (10% do número total de pessoas com deficiência desempregadas registadas em 2016), assinala-se a progressão positiva deste indicador, com um aumento de 138% no número de colocações entre 2011 e 2016”, refere o relatório do Observatório da Deficiência e dos Direitos Humanos (ODDH).

O relatório “Pessoas com Deficiência em Portugal — Indicadores de Direitos Humanos 2017” assinala uma redução de 6,7% no desemprego de curta duração, mas salienta que o desemprego de longa duração (mais de 12 meses) registou um agravamento na ordem dos 60% entre 2011 e 2016.

“Apesar de se verificar uma redução global do desemprego” registado entre 2011 e 2016 (18,8%), essa melhoria não se alargou às pessoas com deficiência, registando-se inclusivamente um agravamento de 26,7% no número de pessoas registadas nos centros de emprego”, refere o documento.

Saiba mais aqui:

Fonte:  Agência Lusa

Gastos com pensões em Portugal vão atingir 15% do PIB em 2030

05 de dezembro de 2017

Os gastos com pensões em Portugal, que mais do que duplicaram nas duas últimas décadas, vão continuar a aumentar e atingir 15% do PIB em 2030, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Segundo o Panorama das Pensões 2017, a despesa do Estado em pensões, entre 1990 e 2013, passou de 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) – abaixo da média da OCDE que era de 5,8% – para os 14% do PIB, bem acima da média de 8,2% da OCDE.

As projeções da organização revelam que, em Portugal, o peso das pensões no PIB deverá continuar a subir e atingir o pico de 15% do PIB em 2030/35, e corrigir a partir daí, mas permanecendo sempre acima dos 13% até 2060, com o país a continuar a gastar mais com as pensões, face à média dos países da organização.

Na média dos países da OCDE, o relatório estima que os gastos com pensões passem dos atuais 8,9% do PIB para 10,9% do PIB em 2060.

Entre 2000 e 2013 os gastos com pensões subiram em Portugal 78,4%, a terceira maior subida entre os países que compõem a organização, apenas ultrapassada pelo México (que aumentou em 175,4% os gastos com pensões para 2,3% do PIB) e pela Coreia (que aumentou em 99,3% para 2,6% do PIB). Próximos de Portugal estiveram os aumentos na Grécia (de 67,6% para 17,4%) e na Turquia (de 66,4% para 8,1%).

A idade da reforma completa nos países da OCDE aumentará 1,5 anos para homens e 2 anos para as mulheres até 2060 para se situar nos 66 anos. Em Portugal – onde no próximo ano a idade da reforma será de 66 anos e 4 meses -, será preciso chegar aos 68 anos para em 2069 ser possível conseguir a reforma completa, indica o relatório que sinaliza que em Portugal 34,5% da população ativa tem mais de 65 anos (acima dos 27,9% da média da OCDE).

Saída mais aqui:

Fonte:  Agência Lusa

Economia portuguesa cresce 2,5% em termos homólogos no 3º trimestre

30 de novembro de 2017

A economia portuguesa cresceu 2,5% no terceiro trimestre deste ano em termos homólogos e 0,5% face ao trimestre anterior, de acordo com os números divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Estes números surgem em linha com a estimativa rápida das contas nacionais trimestrais relativas ao terceiro trimestre divulgada no passado dia 14 pelo INE.

No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) da economia portuguesa tinha registado um crescimento homólogo de 3,0% e uma evolução de 0,3% em cadeia.

Fonte: Agência Lusa

OCDE prevê crescimento da economia portuguesa nos próximos anos

28 de novembro de 2017

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) português cresça 2,6% este ano e 2,3% em 2018 e 2019, alertando que uma política fiscal demasiado expansionista ameaçaria a sustentabilidade fiscal.

Segundo as estimativas do “Economic Outlook” da OCDE, divulgado esta terça-feira, o crescimento económico em Portugal deverá ser de 2,6% este ano e “permanecer acima dos 2% [2,3% em cada um dos anos seguintes de acordo com a tabela anexa ao relatório] em 2018 e 2019, impulsionado pela procura interna e pelas exportações”, o que colocaria o país a crescer acima da média da zona euro durante três anos.

“O crescimento do consumo continuará sólido, suportado pela descida da taxa de desemprego [de 9,1% este ano para 8,2% em 2018 e 7,4% em 2019] e por um mais forte crescimento dos salários”, lê-se no relatório, segundo o qual “o investimento será impulsionado pela aceleração do mercado exportador e pelo crescente investimento público”.

Prevendo que a política fiscal deverá ser “moderadamente expansionista em 2017 e 2018”, a OCDE avisa que “estímulos orçamentais adicionais devem ser evitados dada a necessidade de reduzir a dívida pública”, que considera continuar “demasiado alta” e “limitar a capacidade de resposta do Governo na eventualidade de futuros choques externos negativos”.

Ainda assim, a organização com sede em Paris diz haver “margem para uma política fiscal mais amiga do crescimento, mediante ajustamentos na composição da despesa e dos impostos”.

No que se refere ao défice orçamental português, as estimativas da OCDE apontam para um défice de 1,5% do PIB este ano, de 1% em 2018 e de 0,3% em 2019.

O “Economic Outlook” de outono refere ainda o “elevado nível de endividamento” do setor privado em Portugal, “apesar da desalavancagem feita nos últimos quatro anos”, advertindo que esta situação “agrava a vulnerabilidade do sistema bancário”, que “continua a apresentar baixos níveis de rentabilidade e um elevado nível de crédito malparado”.

A este nível, a OCDE nota que “medidas políticas de apoio ao desenvolvimento do mercado da dívida permitiriam reduzir as vulnerabilidades financeiras, apoiar o crescimento a longo prazo e promover a estabilidade fiscal”.

Fonte: Agência Lusa

Pilar dos Direitos Sociais é "virar de página nas políticas europeias"

17 de Novembro de 2017

Europa cria Pilar dos Direitos Sociais na primeira cimeira europeia dedicada a questões sociais nos últimos 20 anos. Vieira da Silva, que acompanha António Costa, salienta importância do documento.

É em Gotemburgo, na Suécia, que as instituições europeias assinam nesta sexta-feira o Pilar Europeu dos Direitos Sociais. O documento, oficializado na primeira cimeira europeia dedicada a temas sociais desde 1997, estabelece um conjunto de 20 pontos de política social que os Estados-membros devem seguir, e que incluem temas como o salário mínimo, a proteção no desemprego, o direito à habitação ou a diferença salarial entre géneros.

António Costa, que participa na conferência, viaja para a Suécia acompanhado pelo ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, que à TSF realça a importância do documento: "Procura aquilo a que podemos chamar um virar de página nas políticas europeias, recentrando as prioridades da Europa - não deixando de considerar todas as outras áreas que têm absorvido a política europeia nos últimos anos, mas voltando a dar à dimensão social a importância que para muitos não tem tido nos últimos anos", sublinha.

O ministro destaca "a necessidade de todos os países terem um sistema adequado de salários mínimos para satisfazerem as necessidades dos trabalhadores e das suas famílias" como uma das principais orientações do documento, realçando que "é um objetivo que tem, senão uma novidade, um destaque que não aconteceu noutras ocasiões da história da UE". E sublinha outra medida: "se pensarmos que tem o objetivo de não dever existir relação de trabalho sem proteção social adequada, estamos a falar de uma afirmação inovadora no espaço da União Europeia", afirma.

Questionado sobre se este documento, como tantas vezes acontece na política europeia, é vago, Vieira da Silva considera que não. O ministro reconhece que "o salário mínimo, o rendimento mínimo, a conciliação entre as vidas profissional e familiar, a igualdade de género na questão salarial são objetivos concretos em áreas que têm muito a ver com a vida das pessoas e por isso não é um documento vago", embora reconheça que o pilar "ainda vá precisar, naturalmente, de um desenvolvimento e de um plano para o transformar em realidade".

E Portugal?

Incluídos nos 20 pontos do documento estão orientações que vão ser "desafios" para Portugal: o ministro entende que "quando falamos da formação profissional ao longo da vida, da qualidade das nossas qualificações, quando falamos da diferença salarial entre mulheres e homens, sabemos que, como outros Estados-membros, estamos ainda distantes dos objetivos que qualquer país deve ter. Quando falamos do desemprego juvenil, do acesso mais rápido a oportunidades de emprego por parte dos jovens, da habitação, da assistência aos sem-abrigo, estamos a falar de áreas que são um desafio".

Fonte: Hugo Neutel in TSF online

Hotelaria alerta para falta de recursos humanos no turismo

16 de Novembro de 2017

A dificuldade em captar pessoas para trabalhar numa altura de grande crescimento do turismo foi enfatizada no congresso da Associação da Hotelaria de Portugal  

A falta de recursos humanos ligados ao turismo "é sentida com premência por todos os empresários hoteleiros, de todas as categorias e estrelas", alertou Raul Martins, presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), na abertura do congresso, que decorre em Coimbra, sob o tema "Descobriram Portugal. E agora?".

Lembrando que até agosto os turistas aumentaram 9% em Portugal para 14 milhões de hóspedes, e que as receitas subiram 19% para 9,9 mil milhões de euros, Raul Martins enfatizou que "o turismo tem sido a estreia mais brilhante, contribuindo decisivamente para o crescimento da economia nacional ", mas há nesta fase "ecos justificados de preocupação ".

Uma das preocupações está na "escassez de recursos humanos " e os contratos coletivos de trabalho que estão obsoletos e não satisfazem nem empregadores nem os novos colaboradores nesta indústria ".

A "pressão turística nos destinos urbanos mais maduros, que está a ter impacto sobre a habitação" e o aeroporto de Lisboa já esgotado são outras preocupações da AHP.

"Depois de mais de cinco séculos a descobrir o mundo, é o mundo quem agora nos descobre, com uma força e entusiasmo que tomaram de surpresa até os mais avisados", frisou Raul Martins.

Fonte: Conceição Antunes in Expresso online

Hotelaria e restauração explicam quase 40% da subida no emprego

9 de novembro de 2017

Setor ligado ao turismo é responsável por 53 mil dos 142 mil empregos criados nos últimos 12 meses. Taxa de desemprego cai para 8,5%, valor mais baixo em nove anos A economia portuguesa criou 141,5 mil novos empregos entre o terceiro trimestre de 2016 e igual período deste ano. É uma subida de 3%. Destes, mais de 37%, cerca de 53 mil postos de trabalho, apareceram no alojamento e restauração.

O contributo do setor, que está intimamente ligado ao turismo, parece ser estrutural. Nos últimos dois anos, hotéis, restaurantes e similares foram responsáveis, em média, por um terço da criação de emprego em Portugal. Superam o contributo da indústria transformadora (20% do emprego total criado) ou da saúde (30%).

No terceiro trimestre, o alojamento e restauração empregava já 346 mil pessoas, o maior valor das séries, em que a mais antiga remonta ao início de 2008. O crescimento homólogo implícito é também um dos mais poderosos de que há registo: um salto de 18,1%.

 

Fonte: Luís Reis Ribeiro in Diário de Notícias

Assédio no trabalho à espera da actualização da lista das doenças profissionais

9 de Novembro de 2017

Governo esgotou prazo de 30 dias para incluir a depressão, o esgotamento e o burnout na lista de doenças profissionais. Sem isso, os custos relacionados com essas doenças não podem ser imputados às empresas como prevê a nova lei do assédio no trabalho.

Mais de um mês depois da entrada em vigor da nova lei sobre o assédio no trabalho, o Governo ainda não avançou com a actualização da lista de doenças profissionais a que ficou obrigado. Está assim criado um vazio legal que inviabiliza a aplicação de um dos pressupostos fundamentais da nova lei: a imputação às empresas de todos os custos relacionados com as doenças profissionais decorrentes do assédio, como, por exemplo, a depressão, o esgotamento ou o burnout.   

“É preciso que doenças do foro psicológico possam ser consideradas doenças profissionais para que, quando exista um nexo de causalidade comprovado entre determinadas práticas laborais e o desenvolvimento destas patologias, a lei possa funcionar em pleno. Sem isso, o que existe é uma espécie de norma vazia”, declarou ao PÚBLICO José Soeiro, deputado do Bloco de Esquerda.

Agastada com a espera, a bancada parlamentar bloquista avança, esta quinta-feira, na Assembleia da República com um projecto de resolução que recomenda ao Governo que regulamente, com a máxima urgência, o quadro legislativo aplicável ao assédio em matéria de acidentes de trabalho e doenças profissionais. “Sem isso”, insiste José Soeiro, “é impossível imputar às empresas os custos pela reparação dos danos causados aos trabalhadores”.

"Segurança social suporta as despesas"

Depois de quatro meses de audições e muitas horas de debate, a lei n.º 73/2017, de 16 de Agosto, prevê no seu artigo 283.º que a responsabilidade pelo pagamento da reparação dos danos emergentes de doença profissional é da Segurança Social, “ficando esta sub-rogada nos direitos dos trabalhadores, na medida dos pagamentos efectuados, acrescidos de juros de mora vincendos”.

Tradução prática, pela voz de  Soeiro: “A Segurança Social suporta as despesas associadas às doenças, como a baixa médica, consultas e medicamentos, mas depois, tendo ficado provado o nexo de causalidade no âmbito de um processo de assédio, vai cobrar essa despesa à empresa”. E essa é, conclui, “a melhor forma de inibir os comportamentos assediantes nas empresas e de as obrigar a adoptar medidas preventivas”.

Sem uma referência directa destas doenças do foro psicológico na lista de doenças profissionais, porém, permanece tudo como dantes. O que equivale a dizer, ainda segundo Soeiro, que “continua a compensar às empresas que se queiram ver livres de um trabalhador recorrer a todo o tipo de práticas assediantes na esperança de que este acabe por sair pelo próprio pé, dispensando o empregador do pagamento das compensações pela cessação do contrato de trabalho”.

O PÚBLICO questionou o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre os motivos deste atraso, mas não obteve qualquer resposta até à noite desta quarta-feira.

Nos restantes pontos fundamentais, a lei vigora sem obstáculos, nomeadamente na inclusão das empresas que venham a ser condenadas por assédio numa “lista negra” a publicar no site da Autoridade para as Condições de Trabalho.

O novo quadro legal clarificou a proibição de todos os tipos de assédio, nomeadamente do que ocorre por recurso a email ou telefone e é perpetrado por pessoas externas à empresa, como fornecedores. Além disso, proíbe as empresas de lançar processos disciplinares contra os trabalhadores como mecanismo de retaliação contra quem se queixa de assédio ou aceita testemunhar num processo deste âmbito. 

Fonte: Natália Faria in Público

Análise: os dois sectores que mais puxaram pelo emprego em Portugal

8 de novembro de 2017

No espaço de um ano, entre o terceiro trimestre de 2016 e o mesmo período de 2017, a população empregada em Portugal aumentou em 141,5 mil pessoas. A fatia de leão está nos sectores da hotelaria e restauração e da indústria transformadora.

ano está a ser de recordes no turismo em Portugal, e o impacto positivo na economia estende-se ao mercado de trabalho. Os números do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta quarta-feira, não deixam margem para dúvidas. No espaço de um ano, entre o terceiro trimestre de 2016 e o mesmo período deste ano, a população empregada em Portugal aumentou em 141,5 mil pessoas, para 4,803 milhões de trabalhadores. Um aumento que ultrapassou até a redução do número de desempregados no mesmo período, que caiu para as 444 mil pessoas (menos 105,5 mil pessoas), sinalizando que se está a ir buscar pessoas à inatividade, à emigração (regresso de portugueses que tinham saído do país) ou entrada de imigrantes estrangeiros. E que é um pilar da redução da taxa de desemprego, que baixou para os 8,5%, quando há um ano estava nos 10,5%.

Ora, o sector do alojamento e restauração, umbilicalmente ligado ao turismo, tem o papel principal neste aumento do emprego, com mais 52,9 mil pessoas entre o terceiro trimestre do ano passado e o mesmo período deste ano. Um valor que representa 37,4% do aumento do emprego em Portugal, em termos líquidos, neste período.

Segue-se a indústria transformadora, com um incremento no emprego de 41,9 mil pessoas. O que significa 29,6% do aumento da população empregada no último ano. Em conjunto, estes dois sectores representam 67% - ou seja, mais de dois terços - do aumento do emprego líquido entre o terceiro trimestre de 2016 e o mesmo período deste ano.

Destaque ainda para as atividades da saúde humana e apoio social, onde o emprego aumentou em 17,6 mil pessoas, o que significa 12,4% do aumento total do emprego em termos líquidos neste período.

Em sentido inverso, os sectores da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca foram os que perderam mais emprego entre o terceiro trimestre de 2016 e o terceiro trimestre deste ano. São menos 37,3 mil pessoas empregadas nestes sectores (considerados em conjunto). Decréscimos que se estenderam às atividades de informação e de comunicação (menos 5 mil pessoas), às atividades financeiras e de seguros (redução de 3,6 mil pessoas) e às atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares (menos 3,1 mil pessoas), embora muito menos expressivos.

Fonte: Sónia M. Lourenço in Expresso

Taxa de desemprego cai para 8,5% no terceiro trimestre

8 de novembro de 2017

A taxa de desemprego caiu de 8,8% para 8,5% no terceiro trimestre do ano, com menos 17,4 mil desempregados do que há no final da primeira metade do ano, anunciou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). O desemprego de longa duração também diminuiu, mas nem tudo é bom: o desemprego entre os jovens está a aumentar.

No final de setembro havia 444 mil pessoas que eram consideradas desempregadas de acordo com as estatísticas do INE, menos 17,4 mil do que três meses antes e menos 105,5 mil quando se compara com setembro de 2016.

Para esta melhoria muito contribuiu o aumento do emprego que se verificou neste período, com mais 42,6 mil pessoas a entrar no mercado de trabalho entre julho e setembro, mais 141,5 mil que há um ano. O emprego está a crescer em termos homólogos (de ano para ano) desde o final de 2013.

Também o desemprego de longa duração – entre as pessoas que procuram emprego há mais de um ano – caiu 1,9 pontos percentuais face a julho, e 5,8 pontos percentuais em comparação com o que acontecia há um ano.

No entanto, as boas notícias não se estendem a todos. A taxa de desemprego dos jovens entre os 15 e os 24 anos aumentou 1,5 pontos percentuais nos últimos três meses, estando 1,9 pontos percentuais acima do registado há um ano. Ou seja, nesta altura, quase um quarto dos jovens nesta faixa etária está no desemprego.

Olhando para um grupo um pouco mais alargado, entre os 15 e os 34 anos, as notícias não são melhores. 11,8% destes jovens não estavam empregados, nem em educação ou formação, um aumento de 1 ponto percentual face ao trimestre passado. Ainda assim, há um ano havia mais jovens nesta situação do que há hoje.

 

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Fonte: Nuno André Martins in Observador

Guia: Precários têm até 17 de Novembro para pedir integração

3 de Novembro de 2017

Quando é que começa a segunda fase de candidaturas ao PREVPAP?

O site do Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP) permitirá a entrada de requerimentos entre 6 e 17 de Novembro. Durante este período, os sindicatos e as comissões de trabalhadores podem comunicar aos dirigentes situações de trabalhadores a assegurar necessidades permanentes nos serviços ou empresas públicas sem o vínculo adequado.

Quem é que pode apresentar requerimento?

Esta segunda fase destina-se aos trabalhadores que podiam ter submetido o requerimento na primeira fase (entre 4 de Maio e 30 de Junho) e, por algum motivo, não o fizeram. Estamos a falar dos trabalhadores que, entre 1 Janeiro de 2017 e 4 de Maio de 2017, tenham exercido funções nos organismos da administração directa ou indirecta e nas empresas públicas, sujeitos a poder hierárquico, de disciplina e de direcção e obedecendo a um horário de trabalho, assegurando necessidades permanentes sem o vínculo adequado.

Um trabalhador que se enquadra nos requisitos e não entregou requerimento por ter um horário a tempo parcial poderá agora entregar o requerimento?

Sim, desde que cumpra todos os requisitos. Também os precários das universidades públicas com o estatuto de fundação que não entraram na primeira fase têm oportunidade de enviar o seu requerimento às Comissões de Avaliação Bipartidas (CAB) criadas junto de cada ministério.

Esta nova fase abrange os requerimentos que deram entrada depois de 30 de Junho?

Sim, estes requerimentos, considerados fora de prazo, vão ser analisados pelas CAB, incluindo os requerimentos que estas comissões já tinham deliberado não admitir com fundamento na sua entrega fora do prazo. Os trabalhadores nesta situação não necessitam de voltar a entregar requerimento. A portaria que o Governo preparou prevê ainda que serão também admitidas as comunicações dos dirigentes, relativas aos trabalhadores com contratos emprego-inserção, que deram entrada depois do prazo.

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Fonte: Raquel Martins in Público

Empresas que não cumpram igualdade salarial podem ser impedidas de celebrar contratos com o Estado

2 de novembro de 2017

Proposta de lei foi aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros, numa altura em que as mulheres nos quadros superiores das empresas portuguesas recebem 72,1% do que os homens auferem, segundo relatório que coloca Lisboa no topo do ranking das regiões mais desiguais.

As empresas portuguesas vão ser obrigadas a corrigir as desigualdades salariais entre homens e mulheres. Esta quinta-feira (no mesmo dia em que foi apresentado um relatório que concluiu que as trabalhadoras portuguesas ganham em média menos 240 euros do que os homens), o Conselho de Ministros aprovou uma lei que prevê penalizações para as empresas incumpridoras. 

Nos termos da proposta - que terá ainda que passar pelo crivo da Assembleia da República -, a discriminação salarial em razão do sexo constitui uma contra-ordenação grave. Nos termos do Código do Trabalho, as penalizações podem passar pela limitação ou mesmo proibição de assinar contratos com o Estado, da adjudicação de obras a programas de subsidiação de estágios laborais, passando pelo concurso a fundos estruturais europeus. 

Nos primeiros dois anos, a proposta do Governo prevê que a lei seja aplicável apenas às empresas com 250 ou mais trabalhadores. A partir do terceiro ano, aplicar-se-á às empresas com 100 ou mais trabalhadores, o que deixa de fora milhares de micro e pequenas empresas.

Mas, e antecipando-se a eventuais críticas quanto à universalidade da lei, a secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro, esclarece que não é bem assim. “Qualquer trabalhador abrangido pelo Código do Trabalho, independentemente da dimensão da empresa em que trabalha, verá reconhecido o direito de requerer à CITE [Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego] um parecer sobre a existência ou não de discriminação salarial no seu local de trabalho em razão do género. As empresas visadas ficam então, tal como todas as outras, obrigadas a demonstrar o contrário ou, em alternativa, a adoptar medidas correctivas.”

Na prática, o que se pretende é que as empresas assegurem políticas remuneratórias transparentes, “com base em critérios objectivos e não enviesados pelas questões de género”. “É uma mudança de paradigma", sustenta Rosa Monteiro.

A proposta governamental foi aprovada no mesmo dia em que um relatório da CITE quantificou a existência de uma desigualdade em função do sexo que não é de hoje: no final de cada mês, e para um trabalho igual, as mulheres recebem um cheque de apenas 966,9 euros, contra os 1207,8 euros auferidos pelos homens. É uma diferença média de 240,9 euros que se repete todos os meses, segundo os dados de 2015, e que, além do salário, inclui componentes como o trabalho suplementar, prémios e outros benefícios.

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Fonte: Natália Faria in Público

Há mais homens a optar por ficarem em casa com os filhos

1 de novembro de 2017

A adesão dos pais trabalhadores à partilha de licença parental tem vindo a aumentar, diz relatório sobre o progresso da igualdade entre mulheres e homens no trabalho.

Cerca de 30% das crianças nascidas em 2016 tiveram o pai em casa nos seus primeiros meses de vida e isso aconteceu por opção dos progenitores. Em 2005 aquela percentagem foi apenas de 0,4%.

Estes são dados do último relatório sobre o progresso da igualdade entre mulheres e homens no trabalho, que será apresentado na quinta-feira, e que mostram um aumento significativo “da adesão dos pais trabalhadores à partilha de licença parental”, frisa-se naquele documento.

A licença parental inicial tem uma duração entre 120 e 150 dias, sendo este o período que pode ser dividido entre o pai e a mãe ou até gozado em simultâneo, a partir do quarto mês do bebé. A escolha da modalidade é optativa ao contrário do que sucede com as licenças obrigatórias: seis semanas após o parto, no caso da mãe, e 15 dias no primeiro mês de vida da criança, no caso do pai. A estas acrescem ainda mais dois tempos facultativos de 30 dias para a mãe e de outros 10 dias para o pai.

O relatório sobre o progresso da igualdade dá conta de que em todas as vertentes se verificou um aumento de adesão dos homens às licenças parentais. Em percentagem de crianças nascidas e tendo o ano de 2005 como ponto de comparação, esta evolução foi de 39,3% para 67,3%, no caso da licença obrigatória, e de 30,1% para 59,1% na licença facultativa.

No documento elaborado pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), com a colaboração de várias outras entidades públicas, dá-se conta de que, em 2016, 60,2% da população empregada com o ensino superior era do sexo feminino”. Apesar da disparidade salarial entre mulheres e homens se manter estável a favor destes, e ser maior no topo da hierarquia das qualificações profissionais do que na base, o relatório sublinha que “a crescente qualificação das mulheres tem vindo a reflectir-se, paulatinamente, numa relativa melhoria da posição das mulheres no mercado de trabalho”.

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Fonte: Clara Viana in Público

Mulheres continuam a trabalhar em áreas tradicionalmente femininas mas a situação está a mudar

1 de novembro de 2017

Crescimento do emprego nas profissões altamente qualificadas foi mais significativo para as mulheres do que para os homens.

As mulheres continuam a trabalhar principalmente em áreas "tradicionalmente femininas", mascomeça a aumentar a sua representatividade nas actividades de consultoria, científica, técnica e similares, revela um relatório divulgado nesta quarta-feira.

O relatório sobre "o progresso da igualdade entre mulheres e homens no trabalho, no emprego e na formação profissional – 2016", que é apresentado na quinta-feira em Lisboa, no seminário "A Igualdade de Género no Mercado de Trabalho - Dia da Igualdade Salarial", sublinha que "a crescente qualificação das mulheres tem vindo a reflectir-se, paulatinamente, numa relativa melhoria da posição das mulheres no mercado de trabalho".

A presença de mulheres em actividades de consultoria, científicas e técnicas subiu de 54,3% em 2015 para 56,4% em 2016, "apesar de as taxas de feminização mais elevadas continuarem a observar-se em áreas tradicionalmente femininas, como a saúde humana e o apoio social (82,4%) e a educação (76,7%)".

Entre 2015 e 2016, o crescimento do emprego nas profissões altamente qualificadas foi mais significativo para as mulheres (+4,3%) do que para os homens (+2,2%), tendo a proporção de mulheres empregadas nestas profissões aumentado de 36,8% para 37,6%, enquanto nos homens foi de 34,8% para 35,4%.

Segundo o relatório, divulgado pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), a população feminina também aumentou no grupo "representantes do poder legislativo e órgãos executivos, dirigentes, directores e gestores executivos" (mais 11,1 mil pessoas), enquanto nos homens diminuiu (menos 6,7 mil).

 

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Fonte: Lusa in Público

Prazo de candidatura à medida Contrato-Emprego termina esta terça-feira

31 de outubro de 2017

O terceiro e último período de candidaturas deste ano à medida Contrato-Emprego, um apoio financeiro concedido às empresas que contratem desempregados inscritos nos centros de emprego, termina esta terça-feira, às 18h00. A dotação orçamental prevista pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional para a terceira fase da medida, que arrancou no início do mês, é de 20 milhões de euros.

O apoio financeiro é atribuído aos empregadores que celebrem contratos de trabalho sem termo ou a termo certo, por prazo igual ou superior a 12 meses, com a obrigação de darem formação profissional aos trabalhadores contratados. No caso de contratos sem termo, o apoio corresponde a nove vezes o valor do Indexante de Apoios Sociais, ou seja, a 3.792 euros. Já no caso de contratos a termo, o apoio do IEFP é de três vezes o IAS, isto é, de 1.264 euros.

A candidatura é efetuada no Portal NetEmprego, na área pessoal de cada entidade, através de sinalização de oferta de emprego. Segundo dados do IEFP solicitados pela Lusa, a medida Contrato-Emprego contou com 11.588 candidaturas nas duas primeiras fases do ano, tendo sido aprovadas 7.796, a que corresponde um apoio financeiro de 32,7 milhões de euros.

As candidaturas aprovadas nas duas primeiras fases do apoio, concluídas este ano, destinam-se a apoiar 9.251 novos postos de trabalho, maioritariamente contratos de trabalho permanentes (7.597). “Já foram efetivamente contratadas 6.854 pessoas, das quais 22% se encontravam em situação de desemprego de longa duração (30% são jovens com menos de 30 anos)”, adiantou fonte oficial do IEFP.

As empresas podem ainda formalizar os pedidos ao Prémio de Conversão dos contratos de trabalho a termo que foram convertidos em contratos sem termo, e cuja conversão tenha ocorrido entre 01 de maio e 31 de outubro de 2017. O Prémio Conversão corresponde a duas vezes a retribuição base mensal prevista no contrato, até ao limite de cinco vezes o IAS (2.106,6 euros).

 

Fonte: Agência Lusa in Observador

Botija de gás social avança em 2018 em parceria com a Cepsa

26 de outubro de 2017

A botija de gás social, dedicada às famílias economicamente vulneráveis, vai avançar no próximo ano, através de um projeto-piloto em parceria com a petrolífera espanhola Cepsa.

"Vamos ter uma primeira fase, um projeto-piloto, para ver como funciona a garrafa social em alguns municípios do país para depois criar em Portugal um regime equiparado à tarifa social da eletricidade e do gás natural", afirmou, esta quinta-feira, o secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, à margem da Convenção de Gás da Cepsa, a decorrer em Lisboa.

Em declarações aos jornalistas, Jorge Seguro Sanches manifestou "total disponibilidade para trabalhar com as empresas para que os consumidores possam ter preços de gás de garrafa, nomeadamente em situação de rendimentos mais baixos, equiparado ao que acontece com outras fontes de energia [gás natural]".

"Estamos a trabalhar com base na proposta da Cepsa para Garrafa de Gás Solidária e espero que outras empresas se juntem", acrescentou.

De acordo com o diretor-geral ibérico de gás da Cepsa, Filipe Henriques, o protocolo com a petrolífera espanhola ainda terá que ser negociado com o Governo, a quem cabe definir os preços a serem praticados bem como quem serão os beneficiários de gás de garrafa a preço mais acessível e a rede de distribuição.

Saiba mais:

Fonte:  in Diário de Notícias

Taxa de emprego na OCDE sobe e Portugal tem das subidas mais elevadas

17 de outubro de 2017

A taxa de emprego na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) aumentou 0,2 pontos percentuais no segundo trimestre, face ao anterior, para 67,6%, com Portugal a apresentar uma das subidas mais elevadas (seis décimas).

De acordo com os dados divulgados esta terça-feira pela OCDE, a taxa de emprego em Portugal no segundo trimestre foi de 67,3%, acima do valor observado um ano antes (64,9%) e no trimestre anterior (66,7%).

Portugal apresentou assim a terceira subida mais alta no segundo trimestre entre os países-membros da OCDE, depois da Grécia (oito décimas, para 53,6%) e Espanha (seis décimas, para 61%).

Em termos homólogos, no conjunto dos países, a taxa de emprego (percentagem de pessoas com emprego entre a população com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos) tinha sido 66,4% no segundo trimestre do ano passado.

Na zona euro, a taxa de emprego subiu dos 65,9% observados no primeiro trimestre para os 66,2% (dos 65,3% registados um ano antes).

Este valor está 3,2 pontos percentuais acima do mínimo registado em 2009, mas ainda um ponto abaixo do nível alcançado em 2008, antes de se fazerem sentir os efeitos da crise económica, sinaliza a OCDE em comunicado.

Foram também registadas subidas de duas décimas no Japão (para 75,2%) e nos EUA (para 70%).

Do lado das descidas, a OCDE destaca o México (três décimas para 61,1%) e a Nova Zelândia (de duas décimas para 76,2%).

Fonte: Agência Lusa in Observador

Como o aumento da precariedade está a mudar o discurso da UE

9 de outubro de 2017

Desde 2008 houve mais de 400 mudanças nas leis laborais nos países da União Europeia. Mas quatro em cada cinco dos novos empregos são a tempo parcial ou a prazo. A desregulação das leis parece ter aumentado a precariedade. E isso mudou a política de Bruxelas.

De eleição para eleição, na Europa fala-se do mesmo: trabalho. Seja da precariedade crescente, seja da ausência de um futuro mais promissor, o velho dossier laboral está no topo das preocupações políticas europeias. Foi assim nas eleições francesas, tinha sido assim no referendo do “Brexit”, voltou a ser assim na Alemanha. Pode não ser a causa principal, mas a precariedade tem um papel na Europa que se confronta com o populismo. E ganhou o primeiro plano nas ruas francesas, onde a lei laboral de Macron enfrenta a oposição de parte do eleitorado que o elegeu.

O problema é tão grave quanto parece. A União Europeia atravessa o seu melhor desempenho económico da última década. Desde 2012, foram criados cinco milhões e meio de empregos. Mas quatro em cada cinco destes empregos, segundo revela o Eurostat (o gabinete de estatísticas da UE), são temporários, ou part-time. São, sobretudo, mal pagos. Do lado dos trabalhadores afectados, as estatísticas também são claras: dois terços gostariam de ter empregos permanentes, full-time, é o que revela o mais recente relatório da UE sobre o mercado de trabalho.  

As instituições que, há poucos anos, defendiam "reformas estruturais" da legislação laboral estão agora preocupadas com o efeito da precarização. O BCE, a Comissão Europeia e o FMI — a antiga troika — mudaram o seu discurso. Agora, é como se a troika de 2017 criticasse a troika de 2011. 

Quase metade dos empregados com menos de 25 anos têm contratos temporários, e em Espanha este valor é de mais de 70%. "Isso é muito problemático", diz Marianne Thyssen, comissária da UE para o Emprego e Assuntos Sociais.

A comissária recebe-nos no seu gabinete, no edifício Berlaymont, em Bruxelas. No mesmo piso está um dos outros governantes europeus, Valdis Dombrovskis, o letão que chefia a discussão económica em torno do euro. Historicamente, os assuntos laborais foram tratados de maneira bastante diferente entre estes dois eixos em Bruxelas. Hoje, a autonomia da comissária Thyssen parece ser maior. Ao longo de mais de uma hora de conversa, a democrata-cristã belga nem por uma vez se solidariza com a política seguida no passado pela comissão liderada por Durão Barroso. "Eu não posso ser responsabilizada por uma política que não é minha", esclarece.

Saiba mais em:

Fonte: Paulo Pena e Harald Schumann in Público

Desemprego de longa duração é mais pesado do que no tempo da troika

9 de outubro de 2017

A taxa de desemprego está a descer, a economia está a crescer, mas o volume daqueles que não conseguem encontrar trabalho há mais de um ano face ao volume total de desempregados é hoje ainda mais pesado do que nos tempos da troika. Segundo o Diário de Notícias, o peso do desemprego de longa duração no total de desempregados ultrapassou os 59% no segundo trimestre deste ano, acima dos 52,9% que registava nos primeiros três meses de 2011.

De acordo com o mesmo jornal, o desemprego de longa duração é motivado sobretudo pela falta de investimento em formação profissional, ora pelas empresas ora pelos próprios trabalhadores, que, muitas vezes numa idade já avançada, não investem na aprendizagem de novas competências.

Se a taxa de desemprego chegou a atingir o pico de 17,5% em 2013, durante a aplicação do programa de ajustamento da troika, agora está já nos 8,9%. Mas isso não quer dizer que estejam também a diminuir os desempregados que procuram emprego há muito tempo. Antes pelo contrário: no segundo trimestre deste ano, segundo o INE, havia 461,4 mil desempregados, dos quais 273,2 mil estavam sem trabalho há mais de um ano. Desses, 70% estava sem trabalho há mais de dois anos, e 55,6% há mais de seis anos.

Números mais elevados, em proporção, do que os que se registavam nos tempos da troika, em que a taxa de desemprego era bastante maior.

O Banco de Portugal prevê que a economia portuguesa cresça 2,5% neste ano, mais ainda do que prevê o Governo, cujas previsões iniciais apontavam para 1,8%, mas o regulador tem vindo precisamente a alertar para o perigo de, apesar de a retoma económica ser evidente, o desemprego de longa duração vir a ser um travão ao crescimento do PIB.

Certo é que nem sempre o “desemprego real” coincide com o desemprego oficial. Em agosto deste ano, o INE publicou pela primeira vez dados relativos às pessoas que, para efeitos de contabilização oficial, ficam habitualmente de fora do conceito de “desempregados” por se enquadrarem nas definições de inatividade ou de subemprego. E os resultados foram muito diferentes: no segundo trimestre do ano havia afinal mais de 903 mil desempregados “reais”, quase o dobro dos 461,4 mil desempregados que estavam a ser contabilizados para os dados oficiais.

Fonte: Rita Dinis in Observador

Contributo das PME para criação de emprego no mundo estagnou

9 de outubro de 2017

O contributo das pequenas e médias empresas (PME) para a criação de emprego no mundo estagnou, depois de um importante salto dado entre 2003 e 2016, segundo um documento apresentado nesta segunda-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Neste período, a quantidade de trabalhadores em PME formais, isto é, registadas fiscalmente, quase que duplicou e passou a constituir 35% do total. Mas, em 2015 e 2016, praticamente não houve evolução, segundo o relatório “Perspetivas Sociais e do Emprego no Mundo 2017″.

O documento analisa em particular a sustentabilidade das empresas e a relação entre empregadores formais e o trabalho digno, um dos objetivos perseguidos por este organismo técnico da Organização das Nações Unidas. Ao apresentar a publicação, a OIT confirmou a sua previsão de que o desemprego vai afetar este ano 201 milhões de trabalhadores, mais 3,4 milhões do que em 2016, e 87% do emprego global assenta no setor privado, tanto formal como informal.

O setor privado inclui cerca de três milhões de trabalhadores. Um setor privado sólido é o pilar do crescimento, da criação de emprego e da redução da pobreza”, afirmou a autora principal do relatório e perita da OIT, Marva Corley-Coulibaly. A OIT mostrou a sua preocupação com o desaparecimento do dinamismo evidenciado pelas PME no passado recente, o que afeta diretamente a criação e a qualidade de emprego, em especial nos países em desenvolvimento, onde representam 54% do emprego total.

Na conferência de imprensa, a subdiretora-geral para políticas da OIT, Deborah Greefield, atribuiu a redução do papel das PME às dificuldades que têm no acesso ao crédito e à consequente desaceleração da produtividade.

Fonte: Agência Lusa in Observador

Desemprego recua na zona euro e na União Europeia em agosto

2 de outubro de 2017

A taxa de desemprego baixou, em agosto e na comparação homóloga, para os 9,1% na zona euro e para os 7,6% na União Europeia (UE), sendo nesta o valor mais baixo desde novembro de 2008, divulga o Eurostat. Na zona euro, a taxa de desemprego manteve-se estável face ao mês anterior, mas recuou 0,8 pontos na comparação com agosto de 2016.

De acordo com o gabinete oficial de estatísticas da UE, no conjunto dos 28 Estados-membros, a taxa de desemprego recuou 0,1 pontos em cadeia e 0,8 em termos homólogos (era 7,7% em agosto de 2016). Entre os Estados-membros, as taxas de desemprego mais baixas foram registadas na República Checa (2,9%), na Alemanha (3,6%) e em Malta (4,2%) e as mais altas na Grécia (21,2% em junho) e em Espanha (17,1%).

Em Portugal, a taxa de desemprego manteve-se estável nos 8,9% face a julho, mas recuou na comparação com os 10,9% homólogos. Em termos homólogos, o desemprego recuou em todos os Estados-membros exceto a Finlândia, onde se manteve estável.

Fonte: Agência Lusa in Observador

Salários continuam a crescer abaixo dos níveis pré-crise e podem manter-se

27 de Setembro de 2017

O crescimento dos salários continua abaixo dos níveis pré-crise de 2008 na maioria das economias desenvolvidas e pode manter-se assim até que o emprego involuntário a tempo parcial diminua ou a produtividade acelere, avisa o FMI.

“O crescimento nominal dos salários na maioria das economias desenvolvidas permanece marcadamente abaixo do que era antes da Grande Recessão de 2008-2009”, afirma o Fundo Monetário Internacional (FMI) num dos capítulos analíticos do ‘World Economic Outlook’ divulgados esta quarta-feira.

O Fundo conclui que grande parte desse abrandamento dos salários é explicado pelo hiato do mercado de trabalho (um desemprego elevado a uma utilização reduzida da força de trabalho, que se verifica em emprego involuntário a tempo parcial), pela inflação e pela produtividade.

Depois de fazer este retrato, a instituição sediada em Washington avisa que “o crescimento dos salários pode continuar subjugado até que o emprego involuntário a tempo parcial diminua ou que o crescimento da produtividade recupere”.

De acordo com o FMI, enquanto este tipo de emprego “pode ter apoiado a participação da força de trabalho e facilitado uma ligação mais forte com o local de trabalho do que a alternativa desemprego, ele enfraqueceu o crescimento salarial“.

Outros fatores como a produtividade e a inflação “também exerceram uma pressão negativa nos salários recentemente”, refere o relatório coordenado pelo economista Malhar Nabarm.

Nesse sentido, o FMI defende que um conhecimento mais aprofundado das forças que estão a constranger a subida dos salários “é importante para definir o decorrer apropriado da política monetária.

O Fundo Monetário Internacional afirmou também esta quarta-feira, num relatório sobre os impactos transfronteiriços da política orçamental, que aumentar o investimento público tem efeitos de contágio noutros países mais benéficos do que reduzir impostos.

Num dos capítulos analíticos do ‘World Economic Outlook’ divulgado esta quarta-feira, o Fundo refere que, “apesar de a margem orçamental ser atualmente mais limitada”, os estímulos orçamentais nas grandes economias “podem ser importantes para aumentar a atividade económica noutras, ainda que não em todo o lado”.

A comparação apresentada pelo FMI para ilustrar esta situação é feita entre os Estados Unidos e a zona euro: o argumento é que, tendo em conta a posição cíclica da economia norte-americana e as condições de política monetária gradualmente menos acomodatícias, “um estímulo orçamental nos Estados Unidos provavelmente teria efeitos de contágio transfronteiriços relativamente modestos, em particular se esse estímulo fosse feito através de medidas fiscais”.

Por outro lado, na área do euro, “onde há margem orçamental em alguns países”, um estímulo orçamental “poderia ter maiores efeitos noutros países”, considerando as expectativas de manutenção da política monetária acomodatícia e do atraso ainda significativo em alguns países.

Outro aspeto apontado pela instituição liderada por Christine Lagarde é que o impacto de um estímulo orçamental nos desequilíbrios externos de outros países também depende da origem desse estímulo: é que “um estímulo nos Estados Unidos deverá aumentar estes desequilíbrios, ao passo que um estímulo em alguns países excedentários da área do euro pode reduzi-los”.

No caso da zona euro, por exemplo, os efeitos de contágio de uma política orçamental expansionista em países com margem para o fazer – “como um maior investimento público para aumentar o produto potencial na Alemanha” – nos parceiros comerciais com uma posição cíclica mais fraca “podem ser importantes”.

O FMI conclui assim que, de um modo geral, “a despesa em investimento público deverá produzir ganhos transfronteiriços maiores do que cortes nos impostos”.

Fonte: Agência Lusa in Observador

Projeto de inclusão social mobiliza 120 jovens em seis municípios do Norte até 2019

26 de Setembro de 2017

Cerca de 120 jovens em situação de risco e com idades entre 18 e 25 anos vão ser envolvidos num projeto de inclusão social, através da capacitação, a desenvolver até 2019 em seis municípios nortenhos, adiantaram hoje os promotores.

Promovido pela Fundação da Juventude, em parceria com Santa Casa de Misericórdia de Lisboa, na qualidade de investidor social, o projeto, denominado GET FORWARD, destina-se a jovens em situações de maior fragilidade social como desemprego, abandono escolar, situações familiares delicadas ou institucionalizados.

Em comunicado enviado à agência Lusa, os promotores explicam ser um projeto que, no contexto de crise económica e financeira internacional "procura estimular o desenvolvimento pessoal, a integração social e a empregabilidade dos jovens através de iniciativas como a formação de competências pessoais, o acompanhamento social através de mentores e a promoção da primeira experiência no mercado de trabalho".

O projeto envolverá 120 jovens da região Norte, em seis ações de capacitação realizadas até 2019, uma por cada um dos seis municípios parceiros do projeto (Porto, Maia, Gondomar, Matosinhos, Vila Nova de Gaia e Santa Maria da Feira).

O presidente Executivo da Fundação da Juventude, Ricardo Carvalho, afirmou ser este um projeto através do qual aquele organismo "procura assegurar uma transição bem-sucedida entre o estado de desemprego, ou de exclusão social, para a reintegração no sistema de educação ou no mercado de trabalho".

O GET FORWARD "aposta em novas políticas públicas de promoção de competências técnicas ajustadas às necessidades de competências laborais, como também procura promover a alteração de comportamentos de risco, como o abuso e o tráfico de drogas, crime, violência e gangues, com evidentes efeitos positivos para a sociedade", lê-se no comunicado.

O projeto é cofinanciado pelo Programa Operacional Inclusão Social e Emprego, Portugal 2020 e União Europeia - Fundo Social Europeu.

Fonte: Lusa in Diário de Notícias

Empresas criaram 200 mil postos de trabalho em dois anos

8 de Setembro de 2017

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas avançou, esta sexta-feira, em Viana do Castelo, que nos últimos dois anos foram criados 200 mil postos de trabalho em resultado do investimento das empresas e dos apoios do Portugal 2020 a esses investimentos.

“O melhor sinal de como faz diferença na vida dos portugueses o resultado do investimento das empresas e o resultado dos apoios do Portugal 2020 nesse investimento é que desde que tomou posse este Governo, desde novembro de 2015, já aumentou em mais de 200 mil o número de postos de trabalho em Portugal. Duzentos mil postos de trabalho criados é o melhor sinal do sucesso desta estratégia, desta viragem em direção à economia e ao emprego”, afirmou Pedro Marques.

O governante, que discursava na inauguração de uma fábrica da multinacional francesa Eurostyle Systems Portugal na zona empresarial de Lanheses, na capital do Alto Minho, adiantou que “até final de agosto” o Governo atingiu “mais pagamentos às empresas dos apoios do Portugal 2020 do que em todo o ano de 2016”.

“Já ultrapassámos os 480 milhões de euros de pagamentos no ano de 2017 em resultado do investimento das nossas empresas”, disse.

Pedro Marques referiu-se à multinacional francesa que hoje inaugurou em Viana do Castelo a primeira de duas unidades a implantar naquele concelho como “empresa talismã do desenvolvimento económico do país e para a implantação do Portugal 2020”.

O governante disse ainda que a dinâmica do Alto Minho, nos últimos dois anos, tem sido “muito importante para a diversificação económica do país”, apelando a uma “ligação mais próxima” da região com a vizinha Galiza e à “criação de condições para atrair mais investimentos inovadores para Portugal”.

O presidente da Câmara, José Maria Costa, destacou “o contributo de Viana do Castelo para criação de emprego”, referindo que “desde outubro de 2013 até julho de 2017 o concelho reduziu a taxa de desemprego em 46%” e “aumentou em 30% as exportações”.

A Eurostyle Systems Portugal vai fabricar componentes e acessórios para automóveis destinados às linhas de montagem das principais marcas em Portugal e Espanha.

Esta é a primeira de duas unidades a implantar em Viana do Castelo. Representa um investimento superior a 18 milhões de euros, apoiado pelos fundos europeus do Portugal 2020. Vão ser criados 102 postos de trabalho, 11 deles qualificados.

Fonte: Agência Lusa in Observador

Medida Estágios Profissionais recebeu quase 14 mil candidaturas para 17 mil estágios

2 de Agosto de 2017

A medida Estágios Profissionais, principalmente destinada a jovens, recebeu 13.906 candidaturas, que representam 17.086 estágios, número muito superior às 8.000 vagas estimadas para o primeiro período, anunciou esta quarta-feira o Governo.

“Relativamente ao primeiro período de candidatura, que decorreu entre 16 de maio e 31 de julho, foram recebidas 13.906 candidaturas [de empresas], que apresentam vagas para 17.086 estágios, ultrapassando as 8.000 vagas” apontadas como meta indicativa para esta fase, refere uma informação do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) vai agora avaliar as candidaturas recebidas das empresas para a iniciativa, que pretende sobretudo a inserção de jovens no mercado de trabalho ou a reconversão profissional de desempregados.

O Ministério liderado por Vieira da Silva refere também que, no âmbito do Prémio ao Emprego, correspondente a ex-estagiários que foram contratados sem termo pela entidade em que estagiaram, foram recebidos 1.243 pedidos, para 1.496 pessoas contratadas.

Acrescenta que será aberta nova candidatura para Estágios Profissionais e Prémio ao Emprego a 15 de novembro, encerrando a 31 de dezembro.

Os Estágios Profissionais consistem no desenvolvimento de “uma experiência prática em contexto de trabalho, envolvendo um conjunto diversificado de destinatários, com destaque para os jovens recém-qualificados e outros desempregados em situação de maior desfavorecimento, de forma a melhorar o seu perfil de empregabilidade e proporcionar condições mais facilitadas de integração profissional”, explica o Ministério. Os estágios decorrem durante nove meses, no regime geral, podendo ser de 12 meses para algumas categorias de desempregados, por exemplo, para pessoas com deficiências e incapacidades, ou se forem integrados em projetos de interesse estratégico.

Segundo a informação, os estagiários têm direito a uma bolsa mensal de estágio, que varia em função do seu nível de qualificação (entre 421,32 euros para um estagiário com o ensino básico e 737,31 euros para um estagiário com doutoramento), a refeição ou subsídio de refeição nos dias de estágio, a transporte ou subsídio de transporte e a um seguro de acidentes de trabalho. O IEFP apoia no pagamento das bolsas de estágio com, pelo menos, 65% daqueles valores, dependendo da tipologia do destinatário e do promotor, e comparticipa nos subsídios de alimentação, seguros de acidentes e despesas de transporte.

A entidade beneficiária cobre a parte restante dos custos (no máximo cerca de 35% do total) e é responsável também pelo pagamento da taxa social única que incide sobre a bolsa de estágio, explica ainda o Ministério.

Fonte: Agência Lusa in Observador

 

A partir de agora há novos incentivos à contratação de jovens e desempregados

1 de Agosto de 2017

 

Medidas dirigem-se a desempregados de longa duração e determinam a redução das contribuições das empresas que os contratarem. Desempregados que se encontrem inscritos no IEFP há mais de 25 meses são um dos grupos abrangidos

O novo regime de incentivos à contratação de jovens à procura do primeiro emprego e de desempregados de longa duração, que prevê a dispensa temporária parcial ou total do pagamento de contribuições, entra esta terça-feira em vigor.

As novas regras determinam que haja uma redução temporária de 50%, durante cinco anos, da taxa contributiva para a Segurança Social da responsabilidade das entidades empregadoras que contratem jovens à procura do primeiro emprego e durante três anos caso sejam contratados desempregados de longa duração.

Além disso, haverá também uma isenção total do pagamento de contribuições, durante um período de três anos, em caso de contratação de desempregados de muito longa duração.

Este novo regime de incentivos aplica-se apenas aos contratos de trabalho sem termo e introduz o designado “conceito de portabilidade”, que transfere o benefício do incentivo também para o trabalhador ao prever que este seja atribuído ao trabalhador independentemente das entidades empregadoras que o contratem sem termo, mediante determinadas condições.

Assim, “sempre que ocorra a cessação do contrato de trabalho sem termo por facto não imputável ao trabalhador antes do fim dos prazos fixados” (três ou cinco anos de isenção de contribuições, consoante os casos), “o trabalhador mantém o direito à dispensa parcial ou à isenção total do pagamento de contribuições nas situações de contratações sem termo subsequentes durante o período remanescente”.

No novo regime está ainda previsto, dentro do grupo de desempregados de longa duração, um novo subgrupo que integra os desempregados de muito longa duração, identificados como as pessoas com 45 anos de idade ou mais que se encontrem inscritas no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) há 25 meses ou mais.

Segundo o texto do decreto-lei, as alterações agora introduzidas ao regime de incentivos à contratação de jovens à procura do primeiro emprego e desempregados de longa duração visa responder às necessidades dos “segmentos e grupos mais atingidos nos anos de austeridade” e adequar a legislação “à actual situação do mercado de trabalho”, já que o actual regime data de 1995.

As novas regras permitem a acumulação do direito à dispensa parcial ou isenção total do pagamento de contribuições para a Segurança Social com outros apoios à contratação, "salvo se resultar daqueles regimes específicos a sua não acumulação com o presente apoio".

Fonte:Agência Lusa in Público

 

 

Turismo rendeu mais 17% em 2016

31 de julho de 2017

O volume de negócios agregado de hotéis, estalagens, aparthotéis, motéis, pensões e outros estabelecimentos de turismo registou uma subida de 17% no ano passado, para 3.075 milhões de euros, divulgou, esta segunda-feira, a Informa D&B.

De acordo com o estudo setores 'Estabelecimentos Hoteleiros', esta subida em 2016 foi sustentada "no bom comportamento da procura portuguesa e, nomeadamente, estrangeira", sendo que "no curto prazo continuará o crescimento da faturação setorial".

O número de hóspedes nos hotéis, estalagens, aparthotéis, motéis, pensões, pousadas, aldeamentos turísticos, apartamentos turísticos, bem como estabelecimentos do turismo no espaço rural e novas unidades de alojamento local ultrapassou os 19 milhões em 2016, "registando um crescimento face a 2015 de cerca de 10%, taxa semelhante à registada pelas dormidas, as quais se elevaram a 53,5 milhões".

Já no caso em particular dos hotéis, a Informa D&B aponta que o número de hóspedes aumentou 12% para 14,7 milhões.

"As dormidas de residentes em Portugal cresceram 5,2% até aos 15,2 milhões, 28,5% do total", refere.

No ano passado, "sobressaiu o notável aumento das dormidas da população estrangeira, situada em 11,4%, e nomeadamente das correspondentes a residentes nos Estados Unidos (+20,8%), França (+18,1%), Brasil (+13,6%) e Holanda (+13,4%). Os britânicos mantiveram-se em 2016 como os clientes estrangeiros mais importantes, assumindo 17,3% das dormidas totais".

O estudo refere ainda que a capacidade hoteleira em Portugal tem subido de forma significativa na última década, acrescentando que "considerando aldeamentos turísticos, apartamentos turísticos, hotéis, estalagens, aparthotéis, motéis, pensões e pousadas, o número total de camas aumentou cerca de 40%, passando de 263.814 em 2005 para 362.005 em 2015".

Por sua vez, o número de estabelecimentos atingia os 4.339 em 2015, contra 2.012 uma década antes.

Por distribuição geográfica, regista-se uma concentração da atividade no Algarve, onde está um terço do total das camas, e Lisboa, com cerca de 20%.

Fonte:in Jornal de Notícias

 

Taxa de desemprego volta a recuar na Europa em junho

31 de Julho de 2017

A taxa de desemprego voltou a baixar, em junho, nas médias da zona euro e da União Europeia (UE) e, em termos homólogos, em todos os Estados-membros à exceção da Estónia, divulgou esta segunda-feira o Eurostat.

De acordo com o gabinete oficial de estatísticas da UE, a taxa de desemprego foi, em junho, de 9,1% na zona euro, face aos 9,2% de maio e aos 10,1% de junho de 2016. Já no conjunto da UE, o desemprego recuou para os 7,7%, abaixo dos 8,6% do mês homólogo e estável face a maio.

As taxas de desemprego mais baixas foram registadas na República Checa (2,9%), na Alemanha (3,8%) e Malta (4,1%) e as mais elevadas na Grécia (21,7% em abril) e em Espanha (17,1%).

Na comparação homóloga, o desemprego baixou em todos os Estados-membros exceto na Estónia, onde subiu de 6,5% para 6,9%, tendo as quebras mais representativas sido observadas em Espanha (de 19,9% para 17,1%) e na Croácia (de 13,3% para 10,6%).

Em Portugal, o desemprego diminuiu em junho para os 9,0%, face aos 11,1% homólogos e aos 9,2% de maio. O desemprego jovem foi de 18,7% nos 19 países da moeda única e de 16,7% na UE, contra 21,0% e 18,8% homólogos e 19,05 e 16,9% de maio, respetivamente.

A Alemanha registou a menor taxa de desemprego entre as pessoas com menos de 25 anos e a Grécia (45,5% em abril), a Espanha (39,2%) e a Itália (35,4%) as mais altas. O desemprego jovem foi, em junho, de 23,4%, que se compara com os 26,7% homólogos e os 23,9% de maio.

Fonte:Agência Lusa in Observador

 

Precários do Estado: 30 mil requerimentos submetidos

31 de Julho de 2017

"Os números para a administração central, directa e indirecta, estão na ordem dos 30 mil trabalhadores até aqui identificados", afirmou hoje Helena Rodrigues em conferência de imprensa realizada na sede do STE e convocada pela Frente Sindical para anunciar as propostas reivindicativas para 2018.

De acordo com a dirigente sindical, este balanço refere-se ao número de requerimentos submetidos "até ao final da semana passada" no âmbito do Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários da Administração Pública (PREVPAP), tanto pelos trabalhadores como pelos chefes dos serviços.

Depois de em Junho os trabalhadores precários da administração pública e do sector empresarial do Estado terem apresentado pedidos de vínculo permanente com o Estado, termina hoje o prazo para que os dirigentes de serviços proponham os precários a serem também integrados.

O processo de integração dos precários que preencham os requisitos do PREVPAP, que deverá iniciar-se no final de Outubro e que decorrerá até ao final de 2018, está a ser acompanhado por comissões de avaliação bipartidas (uma em cada ministério) com representantes dos ministros das Finanças e do Trabalho, outro do dirigente do serviço e ainda dos três sindicatos da Função Pública.

A presidente do STE considerou ainda que "o processo está a decorrer de forma um pouco lenta, mas com empenhamento das organizações sindicais" e acrescentou que "quase todos [os casos] são para regularizar".

Helena Rodrigues espera ainda, "com a entrada em funções da Assembleia da República [na próxima sessão legislativa]", poder discutir o diploma que é um pouco mais abrangente que a portaria que permitiu que os trabalhadores se candidatassem.

"Temos esperança de que algumas coisas que não estão neste momento a correr tão bem possam, em sede de Assembleia da República, vir a ser corrigidas", afirmou a sindicalista.

Fonte:Agência Lusa in Público

 

Desemprego cai para nível mais baixo em quase 9 anos

28 de julho de 2017

A taxa de desemprego baixou para os 9% em junho, o valor mais baixo em quase nove anos, de acordo com a estimativa provisória do INE, que reviu em baixa a taxa que tinha calculado para o mês de maio de 9,4% para 9,2%.

Os números relativos a junho ainda podem ser objeto de revisão no próximo mês, quando o INE publicar novos dados sobre o desemprego mensal, mas para já colocam a taxa no seu valor mais baixo desde novembro de 2008. 

De acordo com os dados, havia 462,6 mil pessoas desempregadas em junho, menos 103 mil que há um ano.

O número de pessoas empregadas aumentou mais que a redução de taxa de desemprego – quase 130 mil face aos números de junho do ano passado – o que indica não só que a taxa de desemprego está a cair através da criação de emprego e não através da redução da população ativa que serve de base a estes cálculos. Pelo contrário, a população ativa está a aumentar, o que demonstra que há desempregados que estão a voltar aos seus empregos e que há novos participantes no mercado de trabalho.

A taxa de desemprego de maio foi revista em baixa, com o INE a apresentar uma taxa – agora definitiva – de 9,2%, melhor que os 9,4% que haviam estimado há um mês.

 

Saiba mais em:

Fonte:Nuno André Martins in Observador

 

Limite ao corte de 10% do subsídio de desemprego custou 1,8 milhões de euros

26 de julho de 2017

O ‘travão’ no corte de 10% nos subsídios de desemprego pagos há mais de 180 dias custou 1,8 milhões de euros no primeiro mês em vigor, segundo a síntese de execução da Segurança Social de junho.

Em junho entrou em vigor um ‘travão’ à redução de 10% aplicada aos beneficiários do subsídio de desemprego há mais de 180 dias, que impede que o subsídio de desemprego pago, depois desse corte, fique abaixo do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), atualmente em 421,32 euros.

Isto quer dizer que os desempregados que, até aqui, recebiam menos do que este valor devido ao corte passam a receber o montante equivalente ao IAS.

Segundo a síntese de execução orçamental, a Segurança Social apresentou um excedente de 1.647,7 milhões de euros no primeiro semestre do ano, quase quatro vezes superior ao registado no mesmo período do ano passado.

“Para este resultado contribuiu quer o crescimento da receita efetiva, de 315,5 milhões de euros, quer a diminuição da despesa efetiva, de 103,4 milhões de euros”, lê-se na síntese de execução.

A receita efetiva aumentou 2,5% para 12.825,1 milhões de euros até junho (no mesmo período de 2016 foi de 12.509,6 milhões de euros), devido, “essencialmente, ao aumento das contribuições e quotizações em 406,1 milhões de euros (a que corresponde uma variação de 5,8%)”.

Já a despesa efetiva atingiu o montante de 11.177,4 milhões de euros, um decréscimo de 0,9% face ao período homólogo gerado, “essencialmente, pelo comportamento da despesa com pensões, cujo diferencial face a 2016 atinge o montante de 138,1 milhões, traduzindo-se numa redução de 1,9%”.

A despesa registada em junho, segundo a Segurança Social, “inclui cerca de 1,8 milhões de euros por aplicação do Decreto-Lei n.º 53-A/2017, de 31 de maio”, ou seja, a alteração legislativa que impede o pagamento da prestação social abaixo do valor do IAS.

No primeiro semestre do ano, a Segurança Social pagou 171,8 milhões de euros com Rendimento Social de Inserção (RSI), mais 8,2 milhões de euros ou 5% do que até junho de 2016, gastou 327,6 milhões de euros com abono de família (mais 10,5 milhões de euros ou 3,3%) e dispendeu 103,7 milhões de euros (mais 2 milhões de euros ou 1,9%) com Complemento Solidário para Idosos.

Por outro lado, pagou cerca de 7.007 milhões de euros em pensões e complementos, menos 138,1 milhões de euros (menos 1,9%) do que no mesmo período de 2016, que resulta, explica a Segurança Social, “da alteração do calendário de pagamento” do subsídio de Natal)”. Recorde-se que este ano, 50% do subsídio de Natal é pago em dezembro, sendo os restantes 50% pagos em duodécimos, quando no ano anterior foi pago 100% em duodécimos.

 

Fonte:Agência Lusa in Observador

 

 

Milionários portugueses estão mais ricos

26 de julho de 2017

Os 25 portugueses mais ricos são responsáveis por 10% da riqueza produzida no país e viram a sua fortuna crescer para 18,8 mil milhões de euros, de acordo com a revista Exame.

Este é o quarto ano consecutivo que as 25 maiores fortunas registam um crescimento, somando agora 18,8 mil milhões de euros, contra 15 mil milhões de euros em 2016, altura em que tinham um peso de 8,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

"É o maior crescimento anual dos últimos anos: neste ano, as 25 maiores fortunas cresceram quase quatro mil milhões de euros", refere a Exame, que adianta que as três maiores fortunas valem, sozinhas, quase oito mil milhões de euros, ou seja, mais mil milhões de euros que na edição anterior.

 

A família Amorim lidera a lista, sendo que, com a morte recente do empresário Américo Amorim, a fortuna passa agora para os herdeiros.

Em segundo lugar está Soares dos Santos, da Jerónimo Martins, grupo que detém a rede de supermercados Pingo Doce. Soares dos Santos viu a sua fortuna aumentar em 500 milhões de euros para mais de 2,5 mil milhões de euros, graças à valorização das ações da empresa.

A Guimarães de Mello é a segunda família mais rica de Portugal e ocupa o terceiro lugar na lista, tendo a fortuna aumentado de 1,2 para 1,47 mil milhões de euros, com os investimentos no grupo José de Mello, Brisa, CUF e Efacec.

Belmiro de Azevedo, rosto do grupo Sonae, mantém o quarto lugar no 'ranking', depois de já ter sido o homem mais rico do país, sendo que "a sua fortuna bolsista cresceu mais de 150 milhões para 1,31 mil milhões de euros".

Na oitava posição consta a mulher mais rica do país, que reforçou a sua fortuna: Maria Isabel dos Santos, uma das principais acionistas da Jerónimo Martins. Com 10% da Sociedade Francisco Manuel dos Santos, a acionista mantém a mesma posição que no ano passado, com uma fortuna de 664 milhões de euros.

Por sua vez, no top 10 entram Maud e Pedro Queiroz Pereira, com a subida em bolsa da Semapa.

A revista Exame faz o levantamento do património empresarial usando todas as fontes disponíveis, como relatórios e contas (de 2015 e 2016), entrevistas de gestores, 'sites' das empresas e do mercado, aplicando depois diversos critérios de avaliação, conforme as empresas em apreciação.

Segue-se a lista completa dos 'top 10' do ranking

 

Fonte: TSF com Lusa in TSF on line

 

Piloto de linha aérea uma profissão de futuro

25 de julho de 2017

Boeing diz que são precisos 637 mil pilotos até 2036

O fabricante aeronáutico Boeing prevê que sejam necessários mais 637 mil pilotos até 2036 para acompanhar o crescimento do tráfego aéreo, de acordo com um estudo divulgado esta terça-feira.

Num estudo que publica anualmente e que apresentou numa convenção em Oshkosh (Wisconsin), a Boeing refere que a região Ásia-Pacífico é a que terá mais procura de pessoal para tripulação de aviões.

Segundo estas previsões, entre 2017 e 2036 são necessários 637 mil novos pilotos para linhas comerciais, 648 mil técnicos de manutenção e 839 mil assistentes de voo.

Por áreas geográficas, são precisos nos próximos 20 anos 253 mil novos pilotos na Ásia-Pacífico, 106 mil na Europa e 117 mil na América do Norte, de acordo com o estudo.

 

Fonte:Lusa in TSF on line

 

Cursos nas áreas de tecnologias e saúde são os que têm mais saída

23 de julho de 2017

Um curso na área das Tecnologias de Informação (TI) ou da Saúde dá mais garantias de emprego, melhor salário e oportunidades de carreira do que outras especializações. Já é uma tradição dos últimos anos, que se repete ao olharmos para os dados estatísticos divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em infocursos.mec.pt, onde pode consultar a empregabilidade de todos os cursos ministrados em Portugal.

A confirmação destes números vem do lado do mercado de trabalho pela voz dos head hunters, cuja função é ‘caçar’ os melhores profissionais para satisfazer as necessidades dos empregadores. “Os diplomados funcionam como uma commodity. Nas tecnologias e na saúde, como a procura é superior à oferta, o preço dispara e a tendência vai manter-se a médio prazo”, confirma Lourenço Cumbre, senior manager da Michael Page Portugal.

“É verdade. Temos praticamente pleno emprego nas áreas informáticas”, diz Sandrine Veríssimo, diretora regional em Lisboa da Hays, apesar de não aparecerem muitas licenciaturas no top dos cursos com desemprego zero. Medicina encabeça a lista dos diplomas com maior empregabilidade, com zero desempregados. Nos mais de 20 cursos com desemprego zero ou abaixo dos 0,5%, segundo os recém-diplomados que estavam inscritos nos centros de emprego do IEFP em 2016, estão os sete mestrados integrados de Medicina que existem em Portugal nas Universidades de Lisboa, Nova, dois da Universidade do Porto, Minho, Coimbra e Beira Interior.

Mas as oportunidades na área da saúde vão muito além de Medicina e Enfermagem, esta última também com empregabilidade elevada (medida de acordo com este critério, já que há muitos enfermeiros emigrados): outras profissões ligadas a esta área estão em ascensão, como farmacêuticos, fisioterapeutas, entre outros, aponta Sandrine Veríssimo, acrescentando que “são cursos com elevadas saídas profissionais, tanto na vertente mais técnica como na de gestão”.

“É um sector que vai dar que falar a curto e médio prazo. A aposta na saúde vai ter retorno nos próximos 30 anos. Hoje é cada vez mais o hospital que vai ter com o cliente. Está tudo à mão no seu smartphone”, defende Lourenço Cumbre.

Quanto ao potencial das TI, continua a valer a certeza de que o emprego não vai faltar. “Estamos a viver a adaptabilidade das pessoas e das empresas às plataformas. O digital e o e-Commerce estão a apoderar-se de todos os negócios”, sublinha o responsável da Michael Page. A diretora da Hays sublinha ainda o impacto enorme que o digital está a ter “

 

Saiba mais em:

Fonte:Carla Castro in Expresso

 

 

Alunos na via profissional aquém da meta do Governo

22 de julho de 2017

Entre 2010 e 2015, 44% dos estudantes escolheram o ensino profissional

 

Entre os anos letivos de 2010/11 e 2014/15, o número de jovens matriculados nas vias profissionalizantes do ensino secundário aumentou em 10.151, o que representa 44% dos estudantes, divulgou esta semana o Tribunal de Contas (TC). Por um lado, o número é bastante superior aos da viragem do século, por outro, a proporção fica aquém do objetivo definido por este Governo no Plano Nacional de Reformas, de 55%, e reflete um decréscimo em relação a 2014, em que os inscritos no plano profissional eram mais do que 45% do total.

A auditoria “Utilização de dinheiros públicos (nacionais e comunitários) na formação e as necessidades do mercado de trabalho: formação profissional secundária e pós-secundária não superior”, do TC, conclui, por outro lado, que nem sempre os cursos de formação com maior número de alunos se integram nas áreas consideradas prioritárias pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e pela Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP).

É preciso ajustar a oferta

Ao Expresso, a entidade informou que as ciências informáticas, a hotelaria e a restauração, os audiovisuais e a produção dos media, o comércio, a eletricidade e energia, bem como a metalurgia e a metalomecânica são as áreas com maior concentração de alunos nos cursos profissionais, de aprendizagem e de especialização tecnológica. São também estes os eixos considerados prioritários face às necessidades do mercado de trabalho. No entanto, opções como técnico de turismo ou de apoio à gestão desportiva, ou os cursos de técnicas de esteticismo-cosmetologia e de técnico especialista de tecnologia mecânica e de desenvolvimento de produtos multimédia têm prioridade baixa e receberam uma soma significativa de inscritos, entre 5% e 7%.

O TC recomenda, por isso, o “ajustamento da oferta formativa às prioridades de qualificações”. A indicação regular de áreas de interesse para as qualificações “é recente, evidenciando que o sistema de educação e formação profissional ainda se encontra numa fase inicial de adaptação da oferta formativa à evolução do emprego, limitando a análise da sua eficácia”, conclui o Tribunal de Contas.

Existe, ainda, outra “insuficiência”: é necessário acompanhar o percurso dos formandos, plano sobre o qual não existe informação consistente.

Fonte:Rute Barbedo  in Expresso

 

Emprego vai cair, prevê Bruxelas

22 de Julho de 2017

De acordo com a Comissão Europeia, para compensar o declínio do emprego, é preciso ganhar em produtividade

 

Apesar da atual euforia em relação à descida das taxas de desemprego em vários países europeus, “mais cedo ou mais tarde, o emprego vai diminuir”, avisa a Comissão Europeia (CE) na “Análise Anual do Emprego e da Situação Social na Europa” publicada esta semana. Tendo sempre as evoluções demográficas como pano de fundo, que levarão a “restrições do fornecimento de mão de obra”, o documento esclarece que, no pior dos cenários, o crescimento do emprego será negativo daqui a cinco anos. Na melhor das hipóteses, o fenómeno poderá ocorrer apenas em 2032. Para que a economia continue a crescer, a Comissão recomenda “ganhos na produtividade do trabalho” que compensem este decréscimo.

Jovens pagam “preço elevado”

Também salientado na análise está o hiato entre rendimentos, consoante a faixa etária da população ativa. “O rendimento das gerações mais novas pode ser (temporariamente) subestimado devido ao adiamento da sua entrada no mercado de trabalho. Uma questão crucial nesta perspetiva é se as gerações mais novas terão a oportunidade de acompanhar e experienciar um aumento mais rápido dos salários, ao capitalizarem um investimento sem precedentes na educação”, especifica o relatório.

Nos últimos 30 anos, o salário dos jovens entre os 18 e os 35 anos caiu para valores abaixo da média da população, ao contrário do que aconteceu com os trabalhadores mais velhos. Por esse motivo e devido às “maiores dificuldades para encontrar trabalho” e à exposição a “formas atípicas de emprego, incluindo os contratos temporários”, a CE releva o “preço particularmente elevado a pagar pelas gerações mais jovens”.

Na União Europeia foram criados 10 milhões de postos de trabalho desde 2013. “Com mais de 234 milhões de pessoas empregadas, o emprego na UE nunca registou valores tão elevados, ao mesmo tempo que o desemprego regista o seu nível mais baixo desde dezembro de 2008”, nota a Comissão. 

Fonte:Rute Barbedo in Expresso

 

 

Empresa espanhola reconhece direito a desligar o telemóvel fora do horário de trabalho

21 de Julho de 2017

A filial espanhola da multinacional francesa do sector dos seguros AXA é a primeira empresa em Espanha que reconhece, em contrato laboral, aos empregados o direito de desligarem o telemóvel fora do horário de trabalho.

“Exceptuando causa de força maior ou circunstâncias excepcionais, a AXA reconhece o direito dos trabalhadores de não responderem aos correios electrónicos ou às mensagens profissionais fora do horário de trabalho”, prevê o acordo colectivo de trabalho em vigor até 2020, assinado esta semana entre a seguradora e as Comisiones Obreras, o sindicato com maior representatividade na empresa.

Segundo um comunicado, “o novo acordo inclui a necessidade de impulsionar o direito à desconexão digital uma vez finalizada a jornada de trabalho”.

O acordo colectivo assinado é assim o primeiro de uma grande empresa em Espanha que reconhece “o direito a não estar conectado”.

França, onde está a empresa-mãe da AXA, foi o primeiro país a pôr em prática esta alteração nas leis do trabalho.

Desde 1 de Janeiro que as empresas francesas com mais de 50 trabalhadores devem ter acordos negociados com os funcionários para fixar horários de ligação ao telemóvel e à internet.

A Volkswagen, na Alemanha, foi pioneira neste nesta área, ao estabelecer que entre as 18h15 e as 7h o correio electrónico profissional deve ter o acesso bloqueado.

 

Fonte:Agência Lusa in Público

 

 

Desempregados inscritos nos centros de emprego desce 18,3% em junho

19 de julho de 2017

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego continuou a descer em junho, com menos 18,3% do que em igual mês de 2016, abrangendo 418.189 pessoas, revelou esta quarta-feira o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Segundo os dados divulgados pelo IEFP, na comparação com o mês de maio, o número de desempregados registou uma redução de 3,3%, ou seja, menos 14.085 inscritos.

A redução homóloga de 18,3% em junho (correspondente a menos 93.453 desempregados) segue-se à queda de 19,2% em maio e de 19,9% em abril, que tinha sido a maior quebra homóloga desde que há registo (1989) e colocou o desemprego registado ao nível de janeiro de 2009.

Para a diminuição do desemprego em junho face a igual mês do ano passado, contribuíram todos os grupos, com destaque para os homens (menos 20,5%), os adultos mais velhos, com idades iguais ou superiores a 25 anos (menos 17,5%), os inscritos há menos de um ano (menos 21,7%), os que procuravam novo emprego (menos 18,2%) e os que possuem como habilitação escolar o 3.º ciclo do ensino básico (menos 20,7%).

Segundo o IEFP, o desemprego afetava em junho 44.424 jovens (com menos de 25 anos), o que representa uma redução homóloga de 24% (menos 14.049 jovens) e uma quebra mensal de 6,1% (menos 2.911 jovens).

O número de desempregados de longa duração foi de 212.933 no mês de junho, diminuindo 14,7% em relação ao mês homólogo (menos 36.585 pessoas) e 2,7% em termos mensais (menos 5.893 pessoas).

A nível regional, comparando com junho de 2016, o desemprego diminuiu em todas as regiões do país, e o IEFP destaca o Algarve e o Alentejo com as descidas percentuais mais acentuadas, de respetivamente 29,6% e 20,8%. Em relação ao mês anterior, o desemprego diminuiu em todas as regiões, com o Algarve a apresentar a descida percentual mais elevada, de 13,2%.

O IEFP refere ainda 24.663 ofertas de emprego no final de junho, representando um acréscimo de 1,5% face ao mês anterior e de 12,2% na comparação com igual período de 2016.

Fonte:Agência Lusa in Observador

 

 

Suspensão dos apoios à contratação reduz ofertas de emprego em 21,4%

17 de julho de 2017

Os centros de emprego receberam no ano passado menos 31 mil ofertas de emprego, interrompendo a tendência de aumento que se verificava desde 2012. Esta redução de 21,4% em relação a 2015 ficou a dever-se, como explicou o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, à suspensão dos apoios à contratação e a uma maior dinâmica do mercado de trabalho.

O relatório sobre emprego e formação, divulgado nesta segunda-feira, pelo Centro de Relações Laborais (CRL), dá conta de 146.642 ofertas de emprego registadas pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), menos 31 mil do que em 2015.

Os centros de emprego receberam no ano passado menos 31 mil ofertas de emprego, interrompendo a tendência de aumento que se verificava desde 2012. Esta redução de 21,4% em relação a 2015 ficou a dever-se, como explicou o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, à suspensão dos apoios à contratação e a uma maior dinâmica do mercado de trabalho.

O relatório sobre emprego e formação, divulgado nesta segunda-feira, pelo Centro de Relações Laborais (CRL), dá conta de 146.642 ofertas de emprego registadas pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), menos 31 mil do que em 2015.

Para beneficiarem deste apoio, as empresas eram obrigadas a registar a vaga de emprego nos centros do IEFP, mas como esta medida esteve suspensa entre Julho do ano passado e Janeiro deste ano, isso acabou por influenciar os números globais.

Desde final de Janeiro está em vigor a medida Contrato-Emprego que é mais selectiva do que o Estímulo-Emprego e está sujeita a novas regras.

Olhando para os vários sectores, constata-se que todos, sem excepção, contribuíram para a diminuição do número total de ofertas de emprego recebidas em 2016. Isso aconteceu sobretudo nos serviços que, em termos absolutos, registaram a maior quebra (de 21.657) o que corresponde a 68,4% do valor total. A indústria e a agricultura apresentaram também decréscimos (de 20% e 24,5%), o que, em termos absolutos, corresponde a menos 7595 na área da indústria e a menos 2062 na agricultura.

Para beneficiarem deste apoio, as empresas eram obrigadas a registar a vaga de emprego nos centros do IEFP, mas como esta medida esteve suspensa entre Julho do ano passado e Janeiro deste ano, isso acabou por influenciar os números globais.

Desde final de Janeiro está em vigor a medida Contrato-Emprego que é mais selectiva do que o Estímulo-Emprego e está sujeita a novas regras.

Olhando para os vários sectores, constata-se que todos, sem excepção, contribuíram para a diminuição do número total de ofertas de emprego recebidas em 2016. Isso aconteceu sobretudo nos serviços que, em termos absolutos, registaram a maior quebra (de 21.657) o que corresponde a 68,4% do valor total. A indústria e a agricultura apresentaram também decréscimos (de 20% e 24,5%), o que, em termos absolutos, corresponde a menos 7595 na área da indústria e a menos 2062 na agricultura.

 

Saiba mais em:

Fonte:Raquel Martins in Público

 

Lei que facilita conversão de trabalho precário entra em vigor em Agosto

17 de Julho de 2017

A lei que alarga os mecanismos de protecção contra a precariedade a todas as formas de trabalho não declarado, com os falsos estágios ou o falso voluntariado, foi publicada nesta segunda-feira, em Diário da República, e entra em vigor a 1 de Agosto.

 

A lei 55/2017 “aprofunda o regime jurídico da acção especial de reconhecimento da existência de contrato de trabalho”, que agora se aplica apenas quando estão em causa falsos recibos verdes, a todas as formas de trabalho não declarado.

Assim, sempre que a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) detectar indícios de que uma empresa recorre a trabalhadores precários que, na verdade, deviam ter um vínculo permanente, notifica o empregador para regularizar a situação no prazo de dez dias. Caso a empresa não o faça, a ACT envia uma participação ao Ministério Público (MP), que por sua vez instaura uma acção especial de reconhecimento da existência de um contrato de trabalho.

O MP actua automaticamente em todas as situações de falsos contratos, e será ao Ministério Público que caberá representar os interesses do trabalhador e estar presente em todas as fases do processo.

A lei prevê ainda um mecanismo de protecção dos trabalhadores contra o despedimento, enquanto a decisão não for proferida pelas instâncias judiciais.

Adicionalmente, e em linha com a jurisprudência do Tribunal Constitucional, revoga-se a possibilidade de conciliação entre o trabalhador e a empresa, antes do julgamento da acção. O objectivo é evitar que o trabalhador venha a reconhecer, por eventual pressão do empregador, que a sua situação é voluntária, inviabilizando que o processo chegue ao tribunal.

O diploma resulta de uma acção concertada entre o PS e o Bloco de Esquerda na Assembleia da República.

A Lei 63/2013 (aprovada por unanimidade no Parlamento, na sequência de uma petição pública) já estipulava uma acção especial para o reconhecimento de falsos recibos verdes, mas tanto o BE como o PS defendiam que era preciso alargar o regime a outras formas de precariedade, compromisso que foi assumido no Orçamento do Estado para 2017.

 

Fonte:Raquel Martins in Público

 

Remunerações em Portugal abaixo do nível de 2000

15 de Julho de 2017

Cortes no Estado e salários baixos no privado explicam queda. Retoma a partir de 2016

 

Portugal saiu da recessão em 2014, mas o crescimento do produto interno bruto (PIB) nestes três anos ainda não permitiu recuperar as remunerações dos trabalhadores. No ano passado, em termos reais (descontando a inflação), a remuneração média por trabalhador estava ainda quase 7% abaixo do que era em 2010, o ano imediatamente anterior à chegada da troika. Pior, era inferior ao ano 2000 e estava pouco acima do ano 1999. Isto apesar de 2016 ter sido já um ano de recuperação das remunerações com uma subida real de 0,4%. As séries das remunerações por trabalhador são publicadas pelo Banco de Portugal que as calcula através do rácio entre o total de remunerações na economia e o número de pessoas a trabalhar (ou o seu equivalente para trabalho a tempo inteiro).

Quando se olha para as remunerações no seu conjunto, e não para a média, o desempenho nestes anos de crise é ainda pior. Percebe-se facilmente porquê: houve uma redução do montante que cada empregado leva para casa e há, ao mesmo tempo, menos pessoas a trabalhar. Mesmo tendo havido uma redução da taxa de desemprego desde o pico atingido há quatro anos. E as diferenças são bastante visíveis. Enquanto a remuneração por trabalhador está 7% abaixo de 2010 em termos reais, as remunerações totais estão a perder cerca de 10%.

Fonte:João Silvestre in Expresso

 

 

Salários negociados na contratação colectiva sobem 2,9%

14 de Julho de 2017

As convenções colectivas publicadas na primeira metade de 2017 permitiram aos trabalhadores ter aumentos nominais de 2,9%. Os dados constam do relatório semestral da contratação colectiva, publicado pela Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) nesta quinta-feira, que revela que mais de 234 mil trabalhadores foram abrangidos por novas tabelas salariais, ou seja, 93% do total de pessoas envolvidas pelos instrumentos de regulamentação colectiva publicados entre Janeiro e Junho.

Este valor é calculado tendo em conta o aumento médio em relação à tabela salarial anterior, que depois é ponderado pelo número de trabalhadores abrangidos, e reflecte o efeito do aumento do salário mínimo nacional, que no início do ano passou de 530 para 557 euros. Se descontarmos esse efeito, o aumento nominal fica em 1,8%.

As variações nominais mais significativas registaram-se na indústria transformadora (3,4%), nas actividades administrativas (2,4%) e na administração pública (2,7%). Contudo, alerta a DGERT, estes dados têm que ser analisados com cuidado pois, tanto nas actividades administrativas como na administração pública, os aumentos dizem respeito apenas a duas convenções (Contrato colectivo dos serviços de desinfestação e aplicação de pesticidas e acordo dos bombeiros de Reguengos de Monsaraz) que têm “uma abrangência residual em termos de número de trabalhadores”.

Se descontarmos o valor da inflação, o ganho real conseguido é bastante inferior e, em média, não vai além de 1,4%. Este valor é influenciado pelo peso e pelos aumentos na indústria transformadora (1,8%) e no comércio (0,3%). Na maioria dos sectores, o ano será de “moderação salarial, assistindo-se à manutenção do poder de compra” e a DGERT assinala que em algumas áreas se regista uma evolução negativa das remunerações, em particular nos transportes e armazenagem, na educação e no alojamento e restauração.

O relatório agora publicado permite ainda concluir que a remuneração média prevista nos instrumentos de regulamentação colectiva publicados é de 675,37 euros, mais 118 euros do que o salário mínimo.

Saiba mais em:

Fonte:Raquel Martins in Público

 

 

Pensões atribuídas desde o início do ano terão acertos

14 de Julho de 2017

As pensões atribuídas este ano pela Segurança Social serão recalculadas com efeitos retroactivos desde Janeiro, de acordo com a portaria publicada nesta sexta-feira em Diário da República. O documento determina a forma como devem ser revalorizados os salários que servem de base ao cálculo das pensões.

A portaria actualiza a tabela dos coeficientes para "aplicar na actualização das remunerações registadas que servem de base de cálculo às pensões iniciadas durante o ano de 2017".

A nova tabela entra em vigor "no dia seguinte ao da sua publicação e produz efeitos de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2017", o que significa que os pensionistas receberão agora retroactivos relativamente aos valores recebidos desde o início do ano.

A legislação em vigor estipula a fórmula que deve ser aplicada à revalorização das remunerações anuais relevantes para o cálculo da remuneração de referência, e que é feita tendo por base a inflação apurada pelo Instituto Nacional de Estatística sem habitação.

Compete ao Governo determinar os valores dos coeficientes de revalorização a aplicar na actualização das remunerações registadas e que servem de base de cálculo às pensões iniciadas durante cada ano.

 

Fonte:Agência Lusa in Público

 

Liderar o mundo a partir de Portugal

04 de julho de 2017

“Tenho em mim todos os sonhos do mundo.” A frase de Álvaro de Campos, um dos heterónimos do escritor Fernando Pessoa, é uma inspiração para contar as histórias de empresas portuguesas que lideram a nível mundial. Têm nelas o sonho que lhes permitiu conquistar o mundo. Assim acredita Carlos Coelho, presidente da Ivity Brand Corp. “É preciso fomentar a cultura do risco e do sonho. Primeiro a poesia, depois a economia. E o que faz as empresas nascidas em Portugal chegarem à liderança mundial são os sonhos.”

Dos exemplos mais conhecidos e de maior dimensão, como são os da Corticeira Amorim, da Navigator ou da Sovena, passando pelas tecnológicas Outsystems (desenvolvimento de soluções móveis) ou WeDo (software de garantia de receita e gestão de fraude), até casos mais surpreendentes, como os de empresas que, a partir de Portugal, conquistaram o mundo no fabrico e comercialização de botões (Louropel), chávenas de café (Cup & Saucer), mochilas de servir bebidas e snacks aos consumidores (2east), cadeiras para bicicletas (Polisport) ou fatos de banho para competição (Petratex).

Pedro Santa Clara, professor e responsável pelo projeto do novo campus da Nova SBE, destrinça os exemplos das grandes empresas, como a Sovena (azeites), a Corticeira Amorim (cortiça) ou a Navigator (papel de escritório premium) das restantes. “Estão muito ligadas a recursos naturais em que Portugal tem muita vantagem, como os olivais, a cortiça e a madeira [pasta e papel].”

Já nos casos menos conhecidos, que estão à margem dessa vantagem, “o que é notável é que atuam em ultranichos, como o fio técnico para as telas usadas na indústria da produção de papel (Filkemp) ou os caiaques (Mar Kayaks). Parece ser tudo fruto do empreendedor que entra no mercado”. Nestes sectores de ultranichos “não deve haver gigantes”. Mas nos casos das empresas tecnológicas, “essas, sim, combatem com gigantes”.

 

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Fonte: Margarida Fiúzain Expresso

 

 

Governo quer chegar aos 176 mil jovens “afastados do sistema”

25 de junho de 2017

Inclusão Estratégia para localizar jovens que não estudam, trabalham ou estão em formação é apresentada na terça-feira

 

A partir de segunda-feira, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) espera começar a ver ‘cair inscrições’ de jovens que não estudam, não trabalham nem frequentam qualquer formação no mais recente programa de combate ao desemprego. O Garantia Jovem prevê que, gradualmente, num prazo de quatro meses após o jovem sair do sistema de ensino ou do mercado de trabalho lhe seja feita uma oferta de emprego, de continuação dos estudos, de formação profissional ou de estágio, contando para isso com uma rede de 1500 parceiros, desde autarquias a associações juvenis ou instituições de solidariedade social. Maior ainda é a intenção de chegar, com esta medida, a quem não está inserido em nenhuma destas frentes mas também não procura soluções de forma ativa, os mais “afastados do sistema”.

Os chamados NEET, na sigla inglesa, correspondem a uma fatia da população que as políticas públicas não têm conseguido abranger de forma eficaz, mas que o IEFP quer agora “sinalizar”, informar, orientar e motivar a participar em ações inclusivas de educação, formação ou procura de emprego e/ou estágios, em Portugal ou no estrangeiro.

Quem são os NEET?

“É difícil dizer taxativamente quem são estes jovens”, mas as motivações para o seu “desencorajamento”, sublinhadas pelo vice-presidente do IEFP e coordenador nacional do Garantia Jovem, Paulo Feliciano, são várias e resultam numa mancha heterogénea. Genericamente, são pessoas com “baixa expectativa de encontrar emprego ou que têm um percurso de insucesso escolar”. Por outro lado, poderão viver “questões económicas difíceis” ou ter algum tipo de incapacidade que impossibilite o seu desenvolvimento pessoal e profissional.

De acordo com os dados do primeiro trimestre deste ano, disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em Portugal existem 175.800 jovens até aos 29 anos (inclusive) que não estudam, não trabalham nem frequentam qualquer programa de formação profissional. Entre eles, 67.500 também não procuram respostas nestes domínios.

“Queremos tentar chegar a mais pessoas, mobilizá-las para participarem no Garantia Jovem. Esse é o maior problema”, afirma Paulo Feliciano, admitindo que, com as medidas implementadas até hoje, o IEFP não estava “a conseguir chegar aos NEET”. Não que não existissem algumas destas ferramentas, mas a atual estratégia reforça a sua “complementaridade”.

Para chegar aos públicos-alvo é preciso saber onde estão. De acordo com o estudo desenvolvido ao longo de 2016 (recorrendo a dados de 2015 do Labour Force Survey) em conjunto com a Organização Internacional do Trabalho, a maioria dos NEET em Portugal tem entre 15 e 24 anos (58,6%), é do sexo feminino (52,1%) e integra-se nos níveis 3 e 4 da Classificação Internacional Normalizada da Educação (ensino secundário ou pós-secundário não-superior).

Ao mesmo tempo, os microdados do Inquérito ao Emprego do INE indicam que dos 47.750 jovens inativos que não se encontravam registados nos serviços públicos de emprego em 2015, mais de 14 mil sofriam de alguma doença ou invalidez, 9660 alegavam responsabilidades familiares e mais de 7500 eram considerados “jovens desencorajados”. Sabe-se também que quase metade dos NEET em Portugal tem habilitações escolares até ao 3º ciclo do Ensino Básico.

Outros dados relevantes para “o sucesso” do Garantia Jovem, como a distribuição territorial em função da escolaridade ou o mapeamento de situações de deficiência ou de debilidade social, serão apresentados nesta terça-feira, no auditório do IEFP em Xabregas, Lisboa, na presença de Miguel Cabrita, secretário de Estado do Emprego, João Paulo Rebelo, secretário de Estado da Juventude e Desporto, e Gianni Rosas, especialista de políticas na área do Emprego Jovem da Organização Internacional do Trabalho.

24 na Europa, 29 em Portugal

O plano coordenado pelo IEFP contempla “um diagnóstico pormenorizado de cada jovem”, porque, nota o seu vice-presidente, esta é a forma mais eficaz para encontrar soluções à medida, que não têm necessariamente de se enquadrar nos campos da formação ou do emprego. “É difícil encontrar uma razão e uma solução únicas [para o afastamento de certos jovens do ‘sistema’]. As necessidades podem ser de natureza social, vocacional, de orientação ou de desenvolvimento pessoal”, explica Paulo Feliciano, adiantando que, por isso, as respostas no terreno poderão passar pelo reforço da autoestima ou por assistência social.

Se para o Conselho da União Europeia era preciso estabelecer uma “Garantia para a Juventude” (de acordo com a recomendação de 22 de abril de 2013), “Portugal decidiu alargar a faixa etária [de ação] até aos 29 anos [inclusive], considerando que tinha, à data, uma taxa de desemprego jovem superior à média da União Europeia”, pode ler-se no documento de apresentação da iniciativa pública.

Segundo dados do INE relativos ao primeiro trimestre deste ano, 25,1% dos jovens entre os 15 e os 24 anos encontravam-se desempregados, quando a média de desemprego jovem na zona euro é de 19,4% (era 21,6% há um ano). Os piores desempenhos neste parâmetro são o da Grécia (45,2% dos jovens estão desempregados), de Espanha (41,5%) e de Itália (35,2%).

Fonte:Rute Barbedo in Expresso

 

Beneficiários de prestações de desemprego diminuem 13,7% em maio para 200.786

20 de junho de 2017

A Segurança Social pagou prestações de desemprego a 200.786 beneficiários em maio, menos 32.061 (-13,7%) do que no período homólogo de 2016 e 10.645 (-5%) face a abril, divulgou esta terça-feira a entidade.

De acordo com os dados estatísticos divulgados pela Segurança Social, na sua página de Internet, em maio foram processadas 200.786 prestações de desemprego, número que compara com 232.847 um ano antes e com 211.431 em abril.

As prestações de desemprego incluem o subsídio de desemprego, o subsídio social de desemprego inicial e subsequente, o prolongamento do subsídio social de desemprego e a medida extraordinária de apoio aos desempregados de longa duração.

No final de maio, a Segurança Social contava com 1.109.597 titulares de abono de família, o que corresponde a uma quebra de 1,5% (menos 17.591) face ao período homólogo de 2016 e de -0,16% (menos 1.787) face a abril.

Por sua vez, os beneficiários de subsídio de doença ascendiam a 118.584 no mês passado, mais 6,0% do que um ano antes (+6.709), mas menos 24% que os 156.109 registados em abril último.

No que respeita aos beneficiários de prestações de parentalidade, em maio estavam contabilizados 37.010, mais 10,6% do em igual mês de 2016 (+3.569) e um recuo de 9,5% face a abril (menos 3.891).

O número de beneficiários de RSI – Rendimento Social de Inserção ascendia, no mês passado, a 209.364, um recuo de 2,0% (4.385) face a abril, e de 1,2% em termos homólogos.

Já os beneficiários de Complemento Solidário para Idosos (CSI) totalizavam 165.597, número que compara com os de abril (mais 522) e uma subida de 2,5% num ano (+4.190).

O número de pensões de velhice aumentou em maio 0,3%, em termos homólogos, para 2.033.205. Em abril, os beneficiários de pensões de velhice totalizavam 2.031.827.

No que respeita a empresas em situação de ‘lay-off’ [suspensão temporária dos contratos de trabalho), no mês passado contabilizavam-se 45, menos 16 que em abril e uma diminuição de 25 face a maio de 2016.

Fonte:Agência Lusa in Observador

 

 

Um sonho é a Google, o outro é que o trabalho não ‘engula’ a vida

17 de junho de 2017

As empresas que conseguirem garantir o equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho serão, provavelmente, as primeiras a aparecer nos sonhos dos jovens portugueses. Entre novembro e abril, a consultora Universum perguntou a 8576 estudantes de 26 instituições do Ensino Superior nacionais quais os objetivos de carreira mais importantes. Mais de metade não hesitou em responder que o essencial é que o trabalho não corrompa o tempo do lazer e do ócio (ver infografia). Menos relevantes parecem ser os objetivos de liderar uma equipa ou de atingir o ‘título’ de especialista numa determinada função ou técnica.

As aspirações profissionais que movem os jovens portugueses foi outra das vertentes analisadas pela consultora no estudo anual “Os empregadores mais atrativos de Portugal”, cujos resultados foram revelados esta semana ao Expresso (a nível global, a análise centra-se nas respostas de mais de 1,2 milhões de jovens, no entanto, este dados serão apenas conhecidos a 28 de junho). A outra face do inquérito vai direta a nomes, colocando no topo da lista das organizações mais desejadas para trabalhar a tecnológica Google, tanto na perspetiva de uma carreira em engenharia como de negócios. Mas também a Apple, o Banco de Portugal, a Jerónimo Martins, o Grupo Sonae, a Microsoft, a Bosch, a Samsung ou a Volkswagen AutoEuropa espelham as ambições dos portugueses.

As perguntas (dirigidas a estudantes de Gestão, Engenharia, Humanidades, Ciências Naturais, Tecnologias de Informação, áreas da saúde e Direito) conduziram a outro dado curioso: 18% escolheram a banca como o sector em que gostariam de começar a trabalhar. Logo a seguir, surgiram a consultoria em gestão e estratégia (14%) e o turismo e atividades de lazer (13%).

Sonho? Não, inovação

Sejam futuros engenheiros ou gestores, há uma palavra que toca como um sino na cabeça da maioria dos inquiridos assim que imaginam o empregador ideal. Equipa? Sonho? Crescimento? Não. O que mais os fascina é a inovação, eventualmente influenciados pela imagem criativa e vanguardista de organizações como a Google ou a Microsoft.

De acordo com João Araújo, gestor da Universum no Reino Unido e Irlanda, “os alunos portugueses valorizam muito uma carreira internacional e um ambiente meritocrático” e uma das principais razões para isso é a possibilidade de uma carreira sem fronteiras, acredita o responsável. “Mas também é verdade que empresas internacionais trabalham a sua marca de empregador há mais tempo e têm processos globais estabelecidos para garantir que são atrativas em todos os países em que estão presentes”, contrabalança João Araújo.

Se a Google surge em primeiro lugar tanto para a área de negócios como para as engenharias, esse facto também pode dever-se à visibilidade da marca. A tecnológica “tem feito um trabalho enorme a comunicar de forma transparente como é trabalhar na empresa”, divulgando desde imagens dos escritórios à cultura organizacional, ilustra o responsável. Ainda assim, também algumas empresas nacionais parecem estar “a ganhar terreno rapidamente e têm capacidade para oferecer este tipo de carreiras internacionais, como são os casos da Jerónimo Martins ou do Grupo EDP”, que também se enquadram nas preferências dos inquiridos.

Trabalha-se melhor a reputação

Segundo João Araújo, a maior diferença observada neste estudo, em comparação à edição do ano passado, é que “agora temos empresas portuguesas a trabalhar muito bem a sua reputação como empregador”. Os destaques vão para a Jerónimo Martins, o grupo Sonae, a KPMG, o grupo Pestana, o Santander ou a Bosch, que “tiveram subidas consideráveis na sua atratividade junto dos alunos universitários portugueses”, confirma o responsável.


Fonte: Rute Barbedo in Expresso

 

Maior participação das mulheres na força de trabalho pode somar 5,3 mil milhões de euros ao PIB

15 de junho de 2017

Relatório “Perspetivas Mundiais do Emprego e da Economia Social - Tendências para as mulheres 2017”, da Organização Internacional do Trabalho, estima que reduzir em 25% o diferencial entre a participação de homens e mulheres na força de trabalho levaria a um aumento do PIB português em 2%, considerando paridades de poder de compra.

 

Em Portugal, a taxa de participação das mulheres na força de trabalho é de 53,3%, ficando abaixo da dos homens, que chega aos 63,7%. Um diferencial de 10,4 pontos percentuais, com custos significativos para a economia, conclui a Organização Internacional do Trabalho (OIT), no relatório "Perspetivas Mundiais do Emprego e da Economia Social - Tendências para as mulheres 2017”, publicado esta quarta-feira.

A estimativa da OIT é que uma redução deste diferencial entre homens e mulheres na participação na força de trabalho em 25% até 2025, geraria um adicional de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) português, considerando paridades de poder de compra. Ou seja, somaria ao PIB cerca de seis mil milhões de dólares (cerca de 5,3 mil milhões de euros), mais uma vez considerando paridades de poder de compra.

A explicação é simples: um aumento da participação das mulheres significa um incremento na força de trabalho total, gerando maior produção, mais salários na economia - com um aumento dos rendimentos das mulheres - e, também, mais impostos para os cofres públicos.

Em termos mundiais, a OIT estima que a participação dos homens na força de trabalho atinja os 76,1%, enquanto a das mulheres fica apenas nos 49,4%. Ou seja, menos de metade das mulheres no planeta participam no mercado de trabalho, podendo aceder a empregos pagos. O diferencial é de 26,7 pontos percentuais.

Ora, reduzir este diferencial em 25% até 2025 - um compromisso assumido em 2014 pelos líderes mundiais na cimeira do G20 - levaria a um aumento da força de trabalho mundial em 203,9 milhões de pessoas. Já o PIB mundial teria um empurrão de 3,9%, ou seja, 5,8 biliões de dólares (cerca de 5,2 biliões de euros) considerando paridades do poder de compra.

O Norte de África, os Estados Árabes e o Sul da Ásia veriam os maiores benefícios desta evolução, já que "nestas regiões os diferenciais nas taxas de participação de homens e mulheres excedem os 50 pontos percentuais", destaca a OIT.

Fonte: Sónia M. Lourenço in Expresso

 

Não são 10, não são 100, não são 100.000: são 84 milhões as crianças que arriscam a vida a trabalhar

12 de junho de 2017

No Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, as Nações Unidas e diversas organizações não-governamentais insistem na urgência de abolir as situações de menores a trabalhar, muitos deles em condições de escravidão.

 

Cerca de 168 milhões de crianças trabalham no mundo, das quais mais de metade faz trabalhos perigosos colocando em risco as suas vidas, segundo dados das Nações Unidas e de organizações não-governamentais.

As organizações divulgaram estes números no Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, e insistem na urgência de abolir os trabalhos dos menores, muitos em condições de escravidão.

A agricultura é o setor com o maior número de crianças que exercem trabalho infantil (98 milhões), seguindo-se o setor de serviços (54 milhões) e da indústria (12 milhões).

Este ano, o alerta do dia mundial incide no impacto dos conflitos e desastres naturais no trabalho infantil.

A ONG World Vision dá como exemplo o de uma criança síria refugiada no Líbano que vende tecidos na rua para ajudar a sua família.

Os refugiados sírios que vivem na Jordânia e no Líbano não estão legalmente autorizados a trabalhar, o que os obriga a fazerem tarefas por salários muito baixos, e os seus filhos renunciam à educação para procurar trabalhos para ajudar as suas famílias.

A ONG de defesa da infância Plan International destaca que dez milhões de crianças, 67% das quais meninas, trabalham no serviço doméstico em condições de escravidão, escondidas nas vivendas dos seus empregadores sem que estas atividades possam ser controladas.

A organização recorda que em muitos países da América Latina e de África o trabalho doméstico e infantil é aceitável a nível social e cultural, pelo que pede aos Governos e aos legisladores que incluam nas suas prioridades "o objetivo de limitar o trabalho doméstico e garantir o acesso à educação".

A ONG Educo, que desenvolve projetos contra o trabalho infantil no Bangladesh, exige aos governos que cumpram com suas obrigações e compromissos estabelecidos antes de 2025, dentro dos objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

"A educação é a melhor solução para se lutar contra o trabalho infantil", explica esta ONG, porque ajuda as crianças a romperem o círculo de pobreza em que vivem.

A organização Comércio Justo chamou a atenção para a utilização de menores "em situações de trabalho forçado e de exploração" nos setores da alimentação e têxtil, destacando a necessidade de se conhecerem as condições de fabrico dos produtos para evitar a "violação dos direitos das crianças".

Fonte: Lusa in Expresso

 

 

Vida mais longa, pensão mais curta

03 de junho de 2017

O fator de sustentabilidade significa um corte à cabeça para todas as reformas antecipadas. Este ano, voltou a agravar-se

1. Como é que a esperança de vida está ligada ao valor da pensão?

A resposta chama-se fator de sustentabilidade. Criado em 2007, na reforma do sistema de Segurança Social promovida pelo então (e atual) ministro Vieira da Silva, no governo PS de José Sócrates, o fator de sustentabilidade associa o valor da pensão à evolução da esperança média de vida aos 65 anos. O objetivo era ajudar a proteger o sistema dos efeitos do envelhecimento populacional, já que o fator de sustentabilidade se agrava à medida que a esperança de vida aumenta. Assim, todas as reformas antecipadas passaram a ter um corte à cabeça, associado a este fator. Em 2014, o governo PSD/CDS agravou as regras de cálculo, o que levou a um aumento do corte sobre as pensões antecipadas.

2. Qual o corte aplicado às reformas antecipadas este ano?

O corte é de 13,88% sobre o valor da pensão e está a ser aplicado desde o início do ano a quem se reforma antes da idade legal de acesso à pensão, que está nos 66 anos e três meses (mas também está associada à evolução da esperança de vida, estando a aumentar ao ritmo de um mês por ano). Este valor resulta da relação entre a esperança média de vida aos 65 anos em 2000 (16,63 anos) e a registada em 2016 (19,31 anos), com o corte a ser aplicado tanto a quem se reforma antecipadamente no Estado (Caixa Geral de Aposentações) como no privado (Segurança Social). O número já tinha sido calculado com com base nas estatísticas provisórias do Instituto Nacional de Estatística (INE), em novembro. Agora, foi confirmado pelo INE.

3. O corte nas pensões vai continuar a agravar-se?

Caso as regras atualmente em vigor se mantenham, tudo indica que sim. Isto porque a esperança média de vida aos 65 anos tem vindo consecutivamente a aumentar. Sinal disso, o corte aplicado à pensão de quem se reforma este ano antes da idade legal de acesso é maior do que o que foi aplicado às reformas antecipadas que começaram a ser pagas no ano passado. Nessa altura, o corte à cabeça derivado do fator de sustentabilidade era de 13,34%. Atenção: além desta redução, quem se reforma antecipadamente tem de contar, adicionalmente, com um corte de 0,5% no valor da pensão por cada mês de antecipação em relação à idade legal de acesso à reforma. Tudo somado, há trabalhadores com cortes acima dos 50% no valor da pensão, por causa da reforma antecipada.

4. Todas as pensões de reforma são penalizadas?

O fator de sustentabilidade é aplicado apenas às reformas antecipadas, ou seja, a quem pede a pensão antes da idade legal de acesso (que atualmente está nos 66 anos e três meses). Mas a proposta do Governo para o novo regime das reformas antecipadas — que está atualmente em fase de discussão com os parceiros sociais — prevê a eliminação progressiva (ou seja, de forma faseada) deste fator. Numa primeira fase, e que se espera que entre em vigor ainda para este ano, os trabalhadores que se reformem antecipadamente, mas tenham longas carreiras contributivas — com 48 anos ou mais de descontos, ou que tenham pelo menos 46 anos de descontos e tenham começado a trabalhar antes dos 15 anos — deixarão de sofrer qualquer penalização. 

Fonte: Sónia M. Lourenço in Expresso

 

Estudo revela que Portugal é o país que mais valoriza a profissão

2 de junho de 2017

Portugal é o país onde a valorização da carreira profissional é mais importante do que a dedicação às tarefas domésticas, de acordo com um estudo feito em 20 países que será divulgado esta sexta-feira em Lisboa.

O estudo Global Home Index, desenvolvido com o apoio das Nações Unidas, visou perceber com que frequência os inquiridos se dedicam às tarefas da casa, como é feita a divisão dessas tarefas e “como se valoriza e se vive nos vários países a realidade diária do trabalho necessário para construir uma casa de família”.

Segundo o estudo, realizado pela Home Renaissance Foundation do Reino Unido, Portugal foi o país que obteve a percentagem mais elevada de valorização da carreira profissional (79% das mulheres e 67% dos homens) ‘versus’ as tarefas da casa, seguido de Itália (67% dos homens e 50% das mulheres).

Os valores mais baixos encontram-se no Quénia (36% das mulheres e 28% dos homens), adiantam as conclusões do estudo, que pretende “sensibilizar as pessoas para o valor do seu próprio trabalho como contribuição para o desenvolvimento humano”.

Os resultados do estudo, que serão apresentados pela investigadora Patricia Debeljuh, diretora do Centro de Conciliação Família e Empresa em Buenos Aires, apontam que mais de 80% de homens e mulheres entendem ser importante realizar as tarefas domésticas.

Em todos os países envolvidos no estudo são as mulheres quem gasta mais tempo nas lides domésticas, entre 14 a 23 horas semanais, enquanto os homens gastam entre seis a 17 horas. Os argentinos são os que dedicam mais tempo a estas tarefas, com as mulheres a empregar 23 horas semanais e os homens 16 horas.

Em Portugal, as mulheres dedicam 15 horas por semana a estas tarefas e os homens dez horas, refere o estudo, que aponta os italianos com os que aplicam menos horas aos trabalhos domésticos (nove horas as mulheres e seis horas os homens). Mais de metade (53%) das mulheres e 60% dos homens inquiridos entende que não dedica tempo suficiente às tarefas da casa e apenas 20% disseram distribuir as tarefas da casa pelos restantes membros da família.

As conclusões do estudo mostram que as mulheres dos 20 países (Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, Guatemala, Itália, Quénia, México, Paraguai, Peru, Portugal, Reino Unido e Uruguai) são quem mais se ocupa diretamente da arrumação de casa, com valores entre os 20% a 49%, contra 1% a 44% dos homens.

Também são as mulheres que mais de encarregam das compras necessárias para a casa, com valores a variar entre os 39% a 85%, enquanto nos homens estes valores descem para 1% a 60%. Para a investigadora Patricia Debeljuh, “a realidade indica que as tarefas da casa são invisíveis, não quantificáveis, não entram nas contas públicas de nenhum país e estão pouco valorizadas”.

A investigação teve o apoio do Centro Walmart Conciliação Família e Empresa (CONFyE) do IAE Business School da Argentina e do Centro Cultura, Trabalho e Cuidado do INALDE Business School da Colômbia. Em Portugal, são parceiros deste estudo a BeFamily — Better Families, Better Companies e a APFN — Associação Portuguesa das Famílias Numerosas.

 

Fonte:Agência Lusa in Observador

Trabalhadoras portuguesas têm mais habilitações do que os homens, mas ganham menos

2 de junho de 2017

As mulheres trabalhadoras portuguesas têm habilitações superiores aos homens, mas ocupam sistematicamente níveis de qualificação mais baixos e têm um salário base médio inferior em 16,7%, segundo um estudo da CGTP-IN a divulgar esta sexta-feira.

Intitulado “Caracterização e dados sobre a situação atual das mulheres em Portugal”, o estudo integra o plano de ação daquela central sindical para os próximos quatro anos, a aprovar esta sexta-feira, em Lisboa, durante a 7.ª Conferência Nacional da Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens, durante a qual será ainda eleita a nova direção nacional daquela comissão.

 

Segundo as conclusões do trabalho, “as mulheres trabalhadoras têm hoje, em média, níveis de habilitação superiores aos dos seus companheiros de trabalho homens sem que exista, no entanto, correspondência em termos salariais”. “Assim, 60% do emprego total com o ensino superior é composto por mulheres e cerca de 49% com o ensino secundário ou pós-secundário também”, mas “até ao 9.º ano os homens são maioritários (57% do total)”, refere.

No que diz respeito aos salários, contudo, verifica-se que as trabalhadoras portuguesas não só “auferem salários base mais baixos do que os seus companheiros de trabalho do sexo masculino”, como “ocupam sistematicamente níveis de qualificação mais baixos quando comparadas com os trabalhadores homens na mesma situação”.

“Por exemplo, 41% dos homens trabalhadores licenciados estão classificados como quadros superiores, enquanto entre as mulheres a percentagem desce para os 29%”, sendo que “o mesmo sucede relativamente aos bacharelatos (30% face a 19%), mestrados (45,5% face a 26,9%) ou doutoramentos (73% face a 67%)”, conclui o estudo.

 

Saiba mais em:

Fonte: Agência Lusa in Observador

Subida do salário mínimo sem impacto negativo na criação de emprego, afirma Vieira da Silva

1de junho de 2017

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, considerou nesta quinta-feira que a subida do salário mínimo em 2017 não condicionou o crescimento de emprego no primeiro trimestre do ano. “Tivemos um primeiro trimestre forte ao nível da criação de emprego e não parece haver nenhuma evidência de um impacto negativo no crescimento do emprego devido ao aumento do salário mínimo”, afirmou aos jornalistas o governante, à saída de um encontro com os parceiros sociais na Comissão Permanente da Concertação Social.

“Este período [primeiro trimestre] confirma um aumento dos salários e da promoção de emprego”, reforçou Vieira da Silva. Questionado sobre se o executivo mantém a intenção de voltar a aumentar o salário mínimo nacional em 2018, para o valor de 580 euros mensais definidos no programa do Governo, o ministro do Trabalho jogou à defesa.

“O Governo não definiu ainda. São valores indicativos mas não há uma proposta final. Essa será feita daqui a uns meses, espero que mais cedo do que no ano passado”, afirmou. A saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo (PDE) e o salário mínimo nacional foram os pontos hoje debatidos durante o encontro de quatro horas entre o Governo e os parceiros sociais.

Fonte:Agência Lusa in Observador

Distribuição cria mais de 9.700 empregos entre 2011 e 2015, de acordo com APED

1de junho de 2017

O setor da distribuição criou mais de 9.700 postos de trabalho entre 2011 e 2015, ano em que o setor dava emprego a um total de 110.800 pessoas, de acordo com um estudo da APED divulgado esta quinta-feira.

Segundo o estudo “As nossas pessoas – um retrato social da distribuição” elaborado pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), os mais de 9.700 empregos foram criados “num período marcado por um ciclo económico negativo”.

O estudo concluiu ainda que 72% dos colaboradores dos associados da APED tinham vínculo de efetivo no ano de 2015 e mais de metade se encontrava a trabalhar na mesma empresa há pelo menos cinco anos”.

O perfil do colaborador do setor da distribuição “tem vindo a alterar-se, tornando-se cada vez mais especializado e com maiores competências técnicas”, refere o estudo, adiantando que a aposta na formação “tem vindo a ser uma das prioridades das empresas associadas da APED que, em 2015, investiram 28 milhões de euros em formação profissional, um valor acima da média dos anteriores cinco anos”.

O investimento do setor da distribuição nos seus colaboradores “é uma das prioridades das empresas”, realçando a “importância para a construção de um setor que acrescente valor ao consumidor”, disse Ana Isabel Trigo Morais, diretora-geral da APED, citada em comunicado.

 

Fonte:Agência Lusa in Observador

Cerca de 130 mil desempregados deixam de receber subsídio inferior a 421 euros em junho

1de junho de 2017

Cerca de 130 mil desempregados vão deixar de receber, a partir deste mês, um subsídio inferior a 421,32 euros, com a entrada em vigor de uma alteração legislativa que impede o pagamento da prestação social abaixo desse valor. Entra esta quinta-feira em vigor a introdução de um ‘travão’ à redução de 10% aplicada aos beneficiários do subsídio de desemprego há mais de 180 dias, que impede que o subsídio de desemprego pago fique abaixo do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), atualmente em 421,32 euros.

Isto quer dizer que os desempregados que, até aqui, recebiam menos do que este valor devido ao corte passam a receber o montante equivalente ao IAS. Segundo confirmou o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social à agência Lusa, esta nova norma terá efeito já no subsídio pago em junho, beneficiando cerca de 130.000 desempregados (ou 58% do total).

Na semana passada, o primeiro-ministro, António Costa, assegurou que entraria em vigor um “travão fundamental” para que não se aplique “de modo cego” o corte de 10% nos subsídios de desemprego aos beneficiários há seis meses a receber prestação, medida introduzida em 2012, pelo anterior governo PSD/CDS-PP.

Na quarta-feira, a alteração legislativa foi então publicada em Diário da República, definindo a sua entrada em vigor esta quinta-feira. “Tratando-se de uma prestação essencial para aqueles que se encontram em situação de perda involuntária de rendimentos do trabalho, afigura-se necessário introduzir nesta medida limites que assegurem o mínimo de subsistência”, defende o Governo, na alteração legislativa.

Nesse sentido, a redução de 10% no subsídio de desemprego “opera quando o seu montante mensal é de valor superior ao valor do IAS, mas desta redução não poderá resultar a atribuição de um montante mensal de valor inferior àquele indexante”. O IAS é o montante que serve de referência à Segurança Social para calcular as diversas prestações sociais e foi fixado em 421,32 euros em 2017.

 

Fonte:Agência Lusa in Observador

Rendimento universal básico? É de tentar, aconselha OCDE

24 de maio de 2017

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico considera positivo que os países experimentem a eficácia do rendimento universal básico. Quer tornar-se indispensável no trabalho?

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) considera positivo que os países experimentem a eficácia do rendimento universal básico, como a Finlândia ou a Holanda, porque o atual sistema de proteção social está a ficar obsoleto. Durante a apresentação do relatório da OCDE “O que mudaria um rendimento universal?”, Stefano Scarpetta, diretor de Emprego e Trabalho da organização, considerou que a concessão de um rendimento mensal a todos os cidadãos é “um debate importante, necessário e útil”.

Assim, experiências como a que está em curso na Finlândia, onde cerca de 2.000 desempregados recebem 560 euros por mês, são necessárias para saber o que funciona, disse. “É uma forma de compreender antes de uma aplicação a nível nacional, que é muito complicado”, sublinhou Scarpetta na sede da OCDE em Paris. Para o diretor, estas provas são pertinentes, pois o atual sistema de proteção social tem de adaptar-se a um novo modelo económico que produz menos assalariados e um aumento de trabalhadores independentes, que têm menos direitos sociais.

O documento analisa quatro países (Itália, França, Finlândia e Reino Unido), tendo como pressuposto que o rendimento universal seria aplicado a todos os adultos e menores e excluiria todos os reformados. Com esta modalidade, a conceção do rendimento universal significaria a eliminação de todas as ajudas ou prestações sociais, como o subsídio de desemprego, conservando-se apenas as ajudas à habitação e aos deficientes.

A simulação realizada pela OCDE também parte do pressuposto de que as contas estão equilibradas, fazendo com que a aplicação implicaria um aumento dos impostos, sobretudo para os mais ricos, para que o défice não aumente. Para os autores do relatório, o impacto do rendimento universal depende do sistema de proteção de cada país. Nos países onde as ajudas são robustas, casos da Finlândia e do Reino Unido, não se resolve o problema da pobreza, porque o pagamento de um rendimento universal significa uma retirada de ajudas a populações em risco. Nestes casos, a OCDE defende uma intervenção “mais centrada” em estratos vulneráveis, como os jovens que entram no mercado de trabalho. Contudo, em Itália, tal como sucederia em países com níveis de proteção parecidos como Portugal, Espanha e Grécia, o impacto do rendimento universal seria muito positivo devido à escassez de ajudas. Segundo Scarpetta, outro impacto potencialmente positivo da adoção do rendimento universal é a mudança de “comportamento” face ao mercado laboral, um assunto que interessa à Finlândia. “Neste tipo de países, que são muito generosos com o desemprego […], às vezes não compensa trabalhar”, comentou Scarpetta. Em contrapartida, com a atribuição do rendimento universal, estas pessoas poderiam estar dispostos a aceitar trabalhos que antes não pensavam, porque acumulariam salário e rendimento universal.

Fonte: in Dinheiro Vivo/Lusa

Concursos públicos: Lisboa vai penalizar empresas com precários

22 de maio de 2017

Segundo dados do Governo, existem nas autarquias e nas empresas municipais por todo o país cerca de 27 mil trabalhadores com vínculos precários, falsos recibos verdes, falsos estágios e com contratos emprego-inserção.

 A Câmara de Lisboa vai passar a discriminar positivamente as empresas fornecedoras de bens e serviços que não tenham trabalhadores precários na atribuição de contratos públicos, conta o “Diário de Notícias” esta segunda-feira. Esta revelação foi feita ao matutino pelo vereador dos Recursos Humanos e das Finanças da autarquia, João Paulo Saraiva.

A ideia “é introduzir na avaliação das propostas dos fornecedores que concorrem a um determinado procedimento da câmara o critério da percentagem de trabalhadores com vínculo permanente e/ou vínculos precários e haverá penalizações para quem tiver mais precários”, explicou.

Para além da discriminação positiva das empresas, a autarquia vai descongelar progressões nas carreiras e aumentar prémios de produtividade. Porém, estas medidas não vão avançar já nos próximos meses.

“Em breve, dentro de um mês ou dois, vamos constituir um grupo de trabalho - composto por empregadores, sindicatos e o terceiro setor - que nos vai ajudar a desenhar esta estratégia e fazer uma mudança social, comportamental e cultural sobre estas matérias”, revelou o vereador.

Questionado sobre o facto de a Câmara de Lisboa também ter trabalhadores precários, João Paulo Saraiva garantiu que a autarquia tem “muito poucos precários. Estamos a fazer o levantamento de potenciais situações de precariedade de trabalhadores a cumprir necessidades permanentes para serem integrados nos quadros. Mas dos oito mil trabalhadores da câmara devemos ter só entre dez e 20 precários”, disse.

Segundo dados do Governo, existem nas autarquias e nas empresas municipais por todo o país cerca de 27 mil trabalhadores com vínculos precários, falsos recibos verdes, falsos estágios e com contratos emprego-inserção.

Fonte: in Revista de Imprensa, Expresso

Insucesso escolar no 1.º ciclo atinge cerca de dois terços dos concelhos

22 de maio de 2017

O insucesso escolar no 1.º ciclo do ensino básico atinge cerca de dois terços (61,5%) dos concelhos portugueses e 14% das 3886 escolas públicas deste nível, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira. Um total de 541 escolas públicas do 1.º ciclo de um total de 3886 têm níveis de repetência superiores à média nacional, em todos os anos de escolaridade.

O estudo sobre retenção no 1.º ciclo em Portugal, da associação EPIS (Empresário pela Inclusão Social), foi realizado por Maria de Lurdes Rodrigues (coordenação), Isabel Alçada, João Mata e Teresa Calçada e é apresentado nesta segunda-feira em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Este projecto de investigação denominado Aprender a ler e escrever em Portugal tem como principal objectivo aprofundar o conhecimento sobre o problema do insucesso escolar nos primeiros anos de escolaridade. Uma das questões era perceber qual a incidência geográfica, social e organizacional do fenómeno do insucesso escolar nos primeiros anos de escolaridade, tendo sido identificadas 541 escolas com níveis de repetência superiores à média nacional, em todos os anos de escolaridade. Foram classificadas como “escolas do insucesso”.

Segundo os autores, a análise de dados estatísticos permitiu verificar que o insucesso não atinge de forma idêntica todas as escolas do país, não é um fenómeno disseminado, antes circunscrito, que se manifesta de forma desigual no território nacional, parecendo ser tributário das desigualdades territoriais e sociais que caracterizam a sociedade portuguesa.

Na verdade, não se regista o fenómeno da repetência em mais de 900 escolas do 1.º ciclo e cerca de quatro em cada 10 concelhos (38,5%) não têm estabelecimentos de ensino com elevado insucesso escolar. No entanto, o problema ocorre em cerca de dois terços (61,5%) das unidades concelhias de Portugal continental. Seis em cada dez "escolas do insucesso" estão em 40 concelhos, ou seja quase dois terços das escolas com elevada retenção e desistência situam-se em 14,4% do território nacional, com maior incidência no sul e menor incidência e circunscrição nos concelhos do norte.

Lisboa tem 39 "escolas de insucesso"

A título de exemplo o estudo revela que Lisboa tem 39 das 541 escolas de insucesso que representam 42% do total das suas escolas e que o Porto tem 10 escolas de insucesso que representam 20% do seu parque escolar.

Ainda segundo o estudo há também uma incidência e disseminação mais forte em concelhos do interior e de reduzida dimensão tanto no Sul como no Norte e Centro do país. Em Elvas, Beja, Silves, Crato, Serpa, Sines, Moura e Castro Marim, concelhos de interior, com baixa densidade populacional, a maioria das escolas destes concelhos são de insucesso. No Norte e Centro destacam-se os concelhos de Mirandela, Idanha a Nova, Penamacor, Sabugal, Freixo de Espada à Cinta, Vila Velha de Rodão, Vila Flor, Seia e Bragança, concelhos em que a maioria das escolas são de insucesso.

O estudo identifica ainda incidência e disseminação mais forte em alguns concelhos da periferia da cidade de Lisboa nomeadamente em Loures (45% das escolas com insucesso), Amadora (37%), Almada (37%), Setúbal (27%), o que contratas com menor incidência noutros como Vila Franca de Xira (23%), Oeiras (24%), Odivelas (20%), Cascais (17%) e Sintra (16%).

O problema do insucesso no 2.º ano de escolaridade, revela a investigação, assume proporções mais dramáticas em escolas do interior do país e da periferia da cidade de Lisboa e é tributário de desigualdades territoriais que as escolas não conseguem contrariar.

São assim escolas expostas e vulneráveis às desigualdades dos contextos territorial e social em que se inserem.

Dentro dos concelhos, sobretudo os de maior dimensão, o problema do insucesso escolas localiza-se apenas em determinadas escolas, em regra, as que prestam serviço educativo em territórios com problemas críticos.

 

Fonte: Lusa, in Público

Reabilitação precisa de 60 mil trabalhadores

21 de maio de 2017

Sector tem falta de chefes de obra, orçamentistas, carpinteiros, pedreiros e eletricistas

Ainda que não a muitos decibéis, a retoma do sector da construção já é assunto entre empresários, que têm aproveitado não só o comboio da internacionalização como o investimento estrangeiro (e o turismo) alocado à reabilitação de edifícios, um eixo que se tem feito sentir principalmente em Lisboa e no Porto. No último trimestre de 2016 registaram-se mais 16,2% de edifícios licenciados relativamente ao período homólogo do ano passado, sendo que a reabilitação contou com uma subida de 12,1%, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). “Há dois anos construíram-se 6000 fogos e agora [em 2016] estamos nos 12 mil”, concretiza Manuel Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI). A retoma também se fez sentir no plano do emprego. Os dados do inquérito ao emprego do INE revelaram um aumento de 6,7% do número de trabalhadores da construção no último trimestre do ano (relativamente ao período homólogo de 2015), que hoje ultrapassam os 300 mil.

Um milhão por explorar

Mas se há pelo menos um milhão de imóveis degradados no território nacional (também segundo o INE, ainda que a análise tenha recaído exclusivamente sobre as cidades de Lisboa, Porto, Vila Nova de Gaia, Leiria e Coimbra), isso significa que “temos de ser mais dinâmicos”, defende Reis Campos, lançando o enquadramento: “Se esta área representasse negócios na ordem dos €2000 milhões num ano, teríamos todo o património reabilitado mas, neste momento, vamos a metade. Lisboa e Porto têm trabalhado, mas noutras cidades não se passa nada.” Para que o sector acelere, falta sobretudo mão de obra, considera o responsável, estimando a necessidade de 60 mil trabalhadores, desde coordenadores de obra, passando por pintores, técnicos de pavimentação, pedreiros, carpinteiros, eletricistas e orçamentistas.

A crise económica que, sobretudo a partir de 2008, abalou fortemente o sector “obrigou as empresas a redimensionarem-se e a reajustarem-se, bem como a apostar na internacionalização. E um mercado global significa postos de trabalho a nível internacional”. Conclusão: “220 mil pessoas emigraram nos últimos anos e na sua maioria saíram mal do sector. Neste momento não as temos”, explica Manuel Reis Campos, garantindo que os trabalhadores atualmente em funções têm as competências necessárias para lidar com o mercado atual. “Os portugueses são reconhecidos em todo o mundo pelo seu excelente trabalho”, sublinha.

No entanto, “há muita clandestinidade nesta área; executar trabalhos sem pedidos de licenciamento é completamente ilegal e continua a acontecer”, sublinha o representante, que aponta a fuga ao Fisco e a falta de alvarás e de segurança como realidades frequentes.

Cidades do futuro

A aposta na reabilitação urbana reflete, ao mesmo tempo, uma nova forma de pensamento, menos centrada na construção de raiz e dando primazia à sustentabilidade. Os novos paradigmas, desde as ‘cidades do futuro’ às economias de baixo consumo energético, colocam a reabilitação num lugar privilegiado, inclusive ao nível de políticas públicas. Por outro lado, tendo em conta as baixas taxas de juro praticadas por alguns bancos nas soluções de poupança, “as pessoas viram na reabilitação urbana uma forma de investir de forma segura o seu dinheiro”, analisa o presidente da CPCI.

Fonte: Rute Barbedo, in Expresso

Desemprego em idade de pré-reforma pode tirar 13% à pensão

18 de maio de 2017

Nem sempre aceitar uma proposta de uma empresa para sair pouco tempo antes da reforma, mesmo com indemnização, é vantajoso para o trabalhador. Um estudo do Instituto BBVA de Pensões conclui que o impacto no valor da pensão de uma situação de desemprego em idade de pré-reforma (entre os 62 e os 66 anos) é significativo

 É uma situação comum em Portugal. Quando as empresas pretendem reduzir o número de empregados, muitas vezes apresentam planos de rescisões voluntárias dirigidos aos trabalhadores mais velhos. O argumento é claro: podem levar dinheiro para casa – da indemnização por rescisão de contrato –, ficam algum tempo no desemprego e, depois, podem reformar-se sem grande impacto no valor da pensão. Certo? Errado, demonstra um estudo do Instituto BBVA de Pensões, que analisou o impacto de quebras na carreira contributiva – com destaque para as provocadas por situações de desemprego – na pensão que o trabalhador irá receber na reforma, em Portugal e Espanha, e que é apresentado esta quinta-feira.

O estudo “On the influence of employment-breaks on pension benefits, da autoria de Jorge Bravo (professor da Nova Information Management School, da Universidade Nova de Lisboa) e José Herce (presidente do conselho de peritos do Instituto BBVA de Pensões e antigo professor da Universidade Complutense de Madrid) conclui que o impacto no valor da pensão de uma situação de desemprego em idade de pré-reforma (entre os 62 e os 66 anos) é significativo.

Fonte: Sónia M. Lourenço, in Expresso

Idade mínima de acesso aos serviços de assistência pessoal passa a ser de 16 anos

16 de maio de 2017

A idade mínima de acesso para pessoas com deficiência aos serviços de assistência pessoal passará a ser de 16 anos, em vez dos 18, disse à Lusa a secretária de Estado para a Inclusão, Ana Sofia Antunes, nesta terça-feira.

Esta alteração resulta da discussão e dos contributos recebidos durante o período de consulta pública do Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI), que decorreu entre 3 de Fevereiro e 27 de Março, para aplicação dos projectos-piloto Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI), com a duração de três anos, entre 2017 e 2020.

Segundo Ana Sofia Antunes, o objectivo da medida é "abranger alunos que estejam a terminar a escolaridade obrigatória e no processo de transição para a vida activa". "Há, todavia, de ter em consideração a escolaridade obrigatória, não devendo existir sobreposição com as actividades escolares", precisa o relatório que resultou da audição pública sobre o MAVI, divulgado nesta terça-feira.

A assistência pessoal é um serviço através do qual é dado apoio à pessoa com deficiência, desde higiene, alimentação, deslocações, apoio na formação profissional ou mediação na comunicação e destina-se a pessoas com deficiência de carácter permanente atestada com grau de incapacidade igual ou superior a 60%.

Ana Sofia Antunes esclareceu que o tipo de apoio prestado será decidido entre o beneficiário e o assistente pessoal e não pelo CAVI. Outra alteração, que decorre das críticas apresentadas ao MAVI, prende-se com o alargamento de número de horas de apoio que cada beneficiário pode requerer, em função das suas necessidades específicas, que se circunscreviam a um mínimo de uma hora e um máximo de 40 horas semanais.

A secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência explicou que há casos, como pessoas tetraplégicas ou com deficiência mental profunda, que podem necessitar de mais horas de apoio. Para atender a estas necessidades, os CAVI poderão apoiar com esta medida 10% do total dos seus beneficiários, disse, sublinhando que para estas situações não há limites de horas.

Também haverá "revisões ao nível das equipas técnicas", cabendo aos aos CAVI escolher as áreas de formação dos técnicos que irão compor a equipa. "Haverá também uma bonificação para os CAVI que se candidatem e tenham na direcção da associação e na equipa técnica pessoas com deficiência e familares", avançou Ana Sofia Antunes. O objectivo "é promover a auto-determinação das pessoas com deficiência" e combater o desemprego.

Fonte: Lusa, in Público

Turismo impulsiona maior criação de emprego desde 1998

11 de maio de 2017

No espaço de doze meses, a economia portuguesa criou, entre Março de 2016 e Março de 2017, 144.800 postos de trabalho, uma subida inédita e a maior alguma vez registada desde, pelo menos, 1998. Os dados, revelados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), confirmam a melhoria do desempenho do mercado de trabalho em Portugal e dão algumas pistas sobre aquilo que está a contribuir para este resultado: maior dinamismo nas actividades relacionadas com o turismo, com a contratação sem termo e os trabalhadores mais velhos a saírem privilegiados.

Depois de perdas sucessivas entre 2008 e 2013, o emprego começou a recuperar na recta final de 2013, mas nunca se tinha verificado um aumento homólogo desta dimensão.

O emprego cresceu em todos os sectores de actividade, mas foi nos serviços que se registou um aumento homólogo da população empregada: mais 111.500 pessoas, o que compara com mais 27.900 na indústria e mais 5.400 na agricultura.

O que explica este resultado tão impressionante nos serviços? Olhando com maior detalhe para este sector, são as actividades ligadas ao turismo que mais aumentam, em particular o alojamento e a restauração que registou mais 39.800 pontos de trabalho. Mas também os transportes tiveram uma subida significativa de 31.800 empregos, assim como as actividades imobiliárias que registaram mais 13.500 pessoas empregadas.

Na área da indústria, o emprego na construção teve uma subida significativa (mais 16 mil postos de trabalho), o que também pode estar relacionado com um maior dinamismo no sector do alojamento para turistas.

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Fonte: Raquel Martins e Sérgio Aníbal, in Público

Precários. Prazo para concorrer ao Estado termina a 30 de junho

11 de maio de 2017

Arranca esta quinta-feira a primeira fase de candidaturas a um contrato com vínculo permanente na administração pública. O prazo para os trabalhadores precários entregarem o requerimento termina no dia 30 de junho. Os requerimentos podem ser enviados online, preenchendo um formulário que pode ser descarregado num site criado para o programa de integração dos precários do Estado. Ou podem ser entregues diretamente nas comissões de avaliação dos respetivos serviços.

O site do Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários da Administração Pública (prevpap.gov.pt) divulga um conjunto de 16 perguntas e respostas sobre o processo de candidatura que só resultará numa integração efetiva nos quadros do Estado no próximo ano.

Numa das respostas é esclarecido que quem não concorrer ou apresentar o pedido fora do prazo poderá ainda ser abrangido pelo programa por iniciativa dos dirigentes ou dos representantes sindicais que estarão nas comissões de avaliação bipartidas.

Um estudo divulgado no início do ano identificou 116 mil empregos com vínculo temporário no Estado, mas o programa que agora avança destina-se apenas aos trabalhadores da administração central e apenas para os casos em que chegue à conclusão de que o colaborador com um contrato temporário está a cumprir uma necessidade permanente.

O programa permite aos trabalhadores contestarem os pareceres das comissões de avaliação, com recurso à reclamação ou a meios contenciosos de impugnação.

Fonte: Ana Suspiro, in Observador

BPI avança com programa para a saída de cerca de 400 trabalhadores

10 de maio de 2017

O BPI vai avançar com um processo de saídas de cerca de 400 trabalhadores, oferecendo o banco 2,5 salários por cada ano de trabalho a quem aceite sair por rescisão amigável, mas sem acesso a subsídio de desemprego, segundo informação sindical.

Segundo a nota que consta no portal na Internet da federação dos sindicatos dos bancários ligados à UGT (Febase), no final de Abril, em reunião com os dirigentes sindicais, a administração do BPI comunicou que "pretendia reduzir o número de efectivos através de um programa de reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo".

Fonte:Lusa, in Público

Desemprego desce para 10,1% no primeiro trimestre do ano, o valor mais baixo em oito anos

10 de maio de 2017

A taxa de desemprego caiu de 10,5% para 10,1% nos primeiros três meses do ano, indicou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). Em comparação com o mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego caiu 2,3 pontos percentuais. Esta é a taxa mais baixa dos últimos oito anos.

Pela primeira vez desde o primeiro trimestre de 2011, ao número de pessoas empregadas aumentou no primeiro trimestre do ano, o que ajuda a explicar a diminuição da taxa de desemprego nos três primeiros meses do ano. De acordo com o INE, em comparação nos três primeiros meses do ano houve mais 14,5 mil pessoas a trabalhar do que no final do ano passado.

O emprego aumentou sobretudo em pessoas com contrato sem termo, empregadas no setor dos serviços, com idades entre os 45 e os 64 anos e pessoas com qualificações mais elevadas, tendo aumentado também mais entre os homens, apesar de também ter subido entre as mulheres.

As categorias não traçam um perfil exato. Cada uma destas teve as subidas mais elevadas dentro do seu grupo: tipo de contrato; grupos etários; sexo; qualificações. Mas permitem retirar algumas indicações sobre o tipo de emprego que foi criado nesta primeira parte do ano.

Um quarto da descida da taxa de desemprego é resultado não do crescimento do emprego, mas da diminuição da população ativa, que voltou a cair no primeiro trimestre do ano. De acordo com o INE, havia menos 4,8 mil pessoas consideradas para a população ativa (o número que serve de base para calcular a taxa de desemprego). Dentro deste grupo de quase cinco mil pessoas, os homens são responsáveis pela maior fatia. A taxa de atividade entre as mulheres manteve-se inalterada.

A comparação face aos três primeiros meses do ano mostra uma realidade bastante diferente. No primeiro trimestre de 2016, a taxa de desemprego era de 12,4% e agora desceu para os 10,1%. Desde essa altura, há mais 144,8 mil pessoas empregadas, sendo que a população ativa cresceu apenas 28,6 mil. Ou seja, pode haver uma entrada menor de pessoas no mercado de trabalho (em termos de números globais), mas houve muitos que terão recuperado os seus empregos com a evolução da atividade económica mais favorável.

Esta é a taxa de desemprego trimestral mais baixa desde o último trimestre de 2009, altura em que a taxa de desemprego estava exatamente nos 10,1%, mas nessa altura em sentido contrário: crescia consecutivamente há ano e meio (estaria 10 trimestres consecutivos sem uma única redução).

É importante notar que o divulga também estimativas mensais para o desemprego, mas esses números são calculados para a população entre os 15 e os 74 anos e sujeitas a revisões. No caso das estimativas trimestrais, estas são calculadas para a população com 15 e mais anos

Fonte:Nuno André Martins, in Observador

99% do emprego criado no 1º trimestre foi com entradas para os quadros

9 de maio de 2017

Mais 144,8 mil pessoas empregadas e menos 116,3 mil pessoas desempregadas. São estes os números do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta quarta-feira, sobre a evolução do mercado de trabalho português no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2016. E não deixam margem para dúvidas: o emprego, em termos líquidos, cresceu mais do que a redução da população desempregada. A diferença, de 28,5 mil postos de trabalho, indica que, além do desemprego estar a baixar devido à criação de emprego, está-se a ir à população inativa ou a pessoas que tinham emigrado.

Nem sempre foi assim. Após o máximo histórico do desemprego em Portugal, quando no início de 2013 chegou aos 17,5%, a taxa começou a descer mas isso devia-se muito à passagem de trabalhadores para a inatividade (por deixarem de procurar ativamente um posto de trabalho) ou à emigração (saindo do país), levando à redução do desemprego medido pelo INE, sem efetiva criação de emprego. Sinal disso, em 2014, em termos médios anuais, o aumento do emprego representou pouco mais de metade (54,3%) da redução da população desempregada.

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Fonte: Sónia M. Lourenço, in Expresso

Web Summit: duas empresas nacionais relatam casos de sucesso

9 de maio de 2017

Duas das 67 startups que representaram Portugal na cimeira tecnológica Web Summit relataram à Lusa casos de sucesso: a knok healthcare está efetivar a internacionalização e a B-PARTS a celebrar a quintuplicação do seu crescimento.

Segundo José Bastos, da knok healthcare, os objetivos da participação na conferência tecnológica e de empreendedorismo de realizar contactos e formalizar investimentos foram alcançados, precisando que a empresa levantou 350 mil euros e que avança para a internacionalização.

“Como consequência do levantamento de fundos, ainda durante o primeiro semestre de 2017 conseguiremos lançar a knok em Madrid e, simultaneamente, lançar a aplicação knok 2.0, com mais serviços e uma oferta ainda mais relevante, que vai ao encontro do ‘feedback’ [retorno] que temos recebido dos nossos pacientes e dos nossos médicos”, afirmou o cofundador da aplicação.

Apresentando-se estilo ‘Uber para médicos’ e com o objetivo de melhorar o acesso a cuidados primários de saúde, a plataforma liga em tempo real doentes e médicos para “consultas pessoais, personalizadas e de elevada qualidade”.

A sua ronda ‘seed’ (ronda de investimento inicial), no valor de 350 mil euros, foi liderada pela Mustard Seed, uma empresa de capital de risco londrina. O acordo foi divulgado aquando da realização da Web Summit, que decorreu em 2016 pela primeira vez em Lisboa.

A B-PARTS, que garante ser o maior distribuidor de peças usadas da Europa, garantiu ter quintuplicado (400%) o seu crescimento em 2016.

O cofundador Luís Vieira resumiu o percurso da empresa à Lusa, relatando o início em 2014, a entrada no mercado nacional em 2015 e a internacionalização para Espanha em 2016. “O arranque comercial da B-PARTS em 2015 superou as nossas expectativas em faturação e 2016 comprovou a resiliência do modelo de negócio com um crescimento de 400%. 2017 arranca com ‘break-even’ (equilíbrio) operacional do negócio”, garantiu o responsável.

 

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Fonte: Lusa, in Observador

Construção de habitação volta a subir após 13 anos em queda

7 de maio de 2017

Nos primeiros dois meses deste ano o sector cresceu 49%. Em 2016 o aumento foi de 38%

Depois de mais de uma década em crise profunda, o sector da construção volta a levantar a cabeça, sobretudo ancorado na construção de habitação.

Em 2001 construíram-se 114 mil casas em Portugal e o sector empregava 900 mil pessoas. Daí até 2014 foi sempre a cair. Nesse ano foram colocadas no mercado 6785 casas novas —um valor historicamente baixo, nas últimas décadas — numa altura em que o emprego na área da construção já só abrangia 600 mil pessoas. Ou seja, em 13 anos foram destruídos 300 mil postos de trabalho, sobretudo a partir de 2008, quando a crise económica e financeira começou a causar estragos em larga escala, praticamente em todos os sectores de atividade.

Em 2015, com a troika já fora de Portugal, o sector dá um pequeno sinal de inversão (8219 novos fogos) e, já em 2016, chega a confirmação: a construção de habitação cresce 38% (para 11.344 casas concluídas). Mas as boas notícias não ficam por aqui. As estimativas da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) apontam para um aumento de 49% só nos dois primeiros meses de 2017, em comparação com o mesmo período do ano passado. Outra boa notícia, segundo aquele organismo, é que só em 2016 foram criados 27 mil empregos.

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Fonte: Vitor Andrade, in Expresso

Governo destaca abertura dos parceiros sociais para igualdade de género

6 de maio de 2017

O ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, assumiu ao PÚBLICO a sua satisfação com “a abertura manifestada por todos os parceiros sociais” em relação às políticas para a igualdade de género no trabalho que levou à reunião da Concertação Social de anteontem

Na quinta-feira foram apresentados dois tipos de medidas: de combate à disparidade salarial entre homens e mulheres e de reforço da licença parental (aumentando para 20 dias obrigatórios a licença parental para o pai e criando licenças de 30 dias para ambos os pais cujos filhos recém-nascidos fiquem hospitalizados).

Estas medidas preenchem dois dos cinco pilares que constituem a agenda para a igualdade de género no trabalho que integra o programa do Governo. Um desses pilares está a ser trabalhado em fase de especialidade na Assembleia da República e passa por uma lei que introduz quotas mínimas por género na administração e nos órgãos sociais das empresas públicas e das cotadas em Bolsa.

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Fonte:São João Almeida, in Público

Haverá menos trabalhadores a poder antecipar reforma com novas regras

2 de maio de 2017

Com as novas regras da reforma antecipada, que nesta quinta-feira voltam à concertação social, o Governo quer facilitar a vida aos trabalhadores que começaram a descontar para a Segurança Social aos 12 ou aos 14 anos, mas ao mesmo tempo vai restringir o acesso a este regime aos restantes trabalhadores. Isso acontece por duas vias. O acesso apenas será permitido a quem aos 60 anos tenha 40 de descontos e, por outro lado, a idade mínima de 60 anos irá aumentar, acompanhando o ritmo de aumento da idade normal da reforma.

Estas medidas estão previstas no documento orientador que o ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, entregou aos parceiros sociais no início de Abril e merece críticas dos sindicatos.

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Fonte:Raquel Martins, in Público

Portugal com segunda maior descida homóloga do desemprego na UE

2 de maio de 2017

Portugal teve a segunda maior descida homóloga da taxa de desemprego em março, tendo esta recuado tanto na zona euro quanto no conjunto dos 28 Estados-membros da União Europeia.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), a taxa de desemprego, em março, foi de 9,5% na zona euro, estável face ao mês anterior, mas abaixo dos 10,2% do período homólogo, divulga o Eurostat.

Na UE, o indicador fixou-se nos 8,0%, abaixo dos 8,1% de fevereiro e dos 8,7% de março de 2016. Na comparação homóloga, a taxa de desemprego recuou em 23 Estados-membros, manteve-se estável em França e na Áustria e aumentou na Dinamarca (de 6,0% para 6,2%), na Itália (de 11,5% para 11,7%) e na Lituânia (de 8,0% para 8,1%).

Os recuos mais significativos foram registados na Croácia (de 14,0% para 11,3%), em Portugal (de 12,0% para 9,8%), em Espanha (de 20,3% para 18,2%) e na Irlanda (de 8,3% para 6,4%).

As menores taxas de desemprego observaram-se na República Checa (3,2%), na Alemanha (3,9%) e em Malta (4,1%), enquanto as mais elevadas se registaram na Grécia (23,5% em janeiro) e em Espanha (18,2%).

No que respeita ao desemprego juvenil, em março este recuou para os 19,4% na zona euro e para 17,2% na UE face, respetivamente, aos 21,3% e aos 19,1% homólogos.

A Alemanha (6,7%) registou o desemprego jovem mais baixo e a Grécia (48,0% em janeiro), a Espanha (40,5%) e a Itália (34,1%) mais elevado.

Em Portugal, a taxa de jovens com menos de 25 anos desempregados era, em março, de 9,8%, abaixo dos 12,0% homólogos e dos 9,9% de fevereiro.

Fonte:in Jornal de Notícias

Maioria dos portugueses quer UE mais ativa no desemprego

28 de abril de 2017

Portugueses consideram que luta contra o terrorismo e combate ao desemprego são as tarefas fundamentais da União Europeia

maioria dos portugueses considera insuficientes os esforços da União Europeia no combate ao desemprego, segundo um Eurobarómetro encomendado pelo Parlamento Europeu e publicado hoje. São 80% a pensar assim, ao mesmo tempo que consideram que esta é uma área prioritária de ação, a par da luta contra o terrorismo.

Em contrapartida, os europeus em geral querem uma União mais ativa no campo internacional, nomeadamente em relação aos Estados Unidos e ao mundo árabe. Uma maioria de 73% acredita mesmo que o mais adequado é uma abordagem comum da UE em relação ao Brexit, mundo árabe, Donald Trump ou à influência da Rússia e da China, de acordo com um comunicado do PE.

Uma maioria significativa dos europeus pede ainda que a UE seja mais firme na luta contra o terrorismo (80%) e desemprego (78%), na proteção do ambiente (75%) e no combate à fraude fiscal (74%).

Quanto aos portugueses, quanto ao crescimento do país, um terço (31%) acha que a crise vai durar ainda muitos anos, embora um quarto dos inquiridos (25%) sinta que “já estamos a regressar ao crescimento”.

Sobre o sentimento de pertença à UE, os portugueses são dos que menos se identificam com o “ser europeu” (45%), enquanto 97% se assume desde logo português. Mais de metade (54%) considera ser positivo pertencer à família europeia, embora a maioria (57%) se declare "não interessada" nos assuntos europeus (a média UE é de 43%).

O Eurobarómetro foi realizado entre 18 e 27 de março de 2017 através de entrevistas presenciais a 27 901 cidadãos dos 28 Estados-Membros da UE, dos quais 1 061 portugueses.

Fonte: Luísa Meireles, in Expresso

A Gulbenkian está à procura de novas ideias para ajudar refugiados

24 de abril de 2017

A Fundação Calouste Gulbenkian vai voltar a transformar uma galeria de exposições num grande laboratório tecnológico. Objetivo? Criar soluções para melhorar a vida de refugiados. A segunda edição da maratona digital (hackathon) Hack for Good vai decorrer a 24 e 25 de junho e está a procura de programadores, designers, gestores e criativos, com ideias globais e sustentáveis que ajudem a resolver os desafios que refugiados, e organizações que lhes prestam apoio, enfrentam. As inscrições estão abertas até 20 de maio.

Os desafios, aos quais os participantes terão de responder, ainda estão a ser definidos com o apoio do Alto Comissariado para as Migrações, responsável pelo plano nacional para a integração de refugiados. São questões relacionadas com educação formal e não formal, saúde, reconhecimento de diplomas e documentação que permitam a integração dos migrantes nos países de acolhimento, facilitação da integração social, cultural e económica de refugiados nas comunidades que os recebem, infraestruturas e acesso à Internet e tecnologia, por exemplo.

“Cada vez mais se percebe que as agendas locais e globais estão interligadas. Quando a Fundação lança este desafio da integração de refugiados não está só a pensar no papel das tecnologias em Portugal, mas que as soluções aqui desenvolvidas possam ter fit e potencial de utilização noutros contextos onde esta realidade é mais premente”, considerou Luís Jerónimo, gestor de projetos da Fundação Calouste Gulbenkian.”

São esperados 150 participantes de áreas como a programação, design, engenharia, gestão e outros profissionais interessados em tecnologia. Devem ser formadas equipas com três a cinco pessoas. Os vencedores vão receber 5.000 euros e os segundos classificados 2.000 euros.

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Fonte: Cristina Faria Moreira, in Observador

Há 292 mil portugueses desempregados e sem acesso a qualquer tipo de subsídio

21 de abril de 2017

Em fevereiro, a Segurança Social pagava subsídio de desemprego a 218 182 portugueses – 43% do universo assinalado pelo Instituto Nacional de Estatística

 A taxa de desemprego regressou a mínimos de 2009, o que são boas notícias para o Governo, mas ainda há muitos problemas por resolver. Mais de metade dos desempregados em Portugal – cerca 297 mil – não têm acesso a qualquer tipo de subsídio social, conta o “Diário de Notícias” esta sexta-feira.

Há dois meses o Instituto Nacional de Estatística (INE) dava conta da existência de 510,6 mil desempregados em Portugal. Em fevereiro, a Segurança Social pagava subsídio de desemprego a 218 182 pessoas - 43% do universo assinalado pelo INE.

Ao nível nacional, Porto e Lisboa são os distritos que têm o maior número de desempregados beneficiários de prestações de desemprego – com 42,5 mil e 42,4 mil, respetivamente.

Fonte: Revista de Imprensa in Expresso

Como estimular o emprego na era digital

16 de abril de 2017

Fórum para a Competitividade diz que aposta em novos modelos de ensino e requalificação são essenciais

A globalização, a economia digital e a quarta revolução industrial (Indústria 4.0) estão a alterar o paradigma na economia e na sociedade, mas a maioria dos trabalhadores portugueses ainda não se apercebeu de tal mudança. Esta é a crença (e preocupação) de gestores, economistas e professores catedráticos, que se juntaram para, a pedido do Fórum para a Competitividade, fazerem o diagnóstico e encontrarem a terapêutica possível para o problema do desemprego em Portugal (no âmbito de uma análise alargada aos sectores estratégicos e à qual o Expresso se associa). Apesar de longe do máximo recorde (que chegou a 17,7% no primeiro trimestre de 2013), a taxa de desemprego nacional mantém-se como uma das mais altas da União Europeia. E, sem medidas de fundo e que vão além dos ciclos eleitorais, dificilmente recuperará para melhores níveis, dado o défice de formação da mão-de-obra portuguesa, que continua a acentuar o desajustamento entre a oferta de qualificações existente e aquelas que as empresas procuram. Nesse sentido, o grupo de trabalho identificou várias dezenas de ações a colocar em prática para estimular o emprego, mas definiu uma dúzia de “medidas prioritárias” para fazer face aos desafios do emprego e da requalificação.

Na era do digital, uma delas passa pelo “reforço, desde o primeiro grau de ensino, da formação competente em matemática, a introdução da formação em inglês [mais à frente no documento, será também vincada a importância do francês], em literacia digital e em competências sociais básicas”. Como lembram os intervenientes, as mudanças disruptivas dos modelos de negócio da Indústria 4.0 darão origem a especializações que não existiam há meia dúzia de anos: um estudo do Fórum Económico Mundial calcula que 65% das crianças que estão agora a entrar no ensino primário terão empregos que hoje ainda não existem. Assim, como forma de combater o desemprego tecnológico, as competências dos trabalhadores terão de se orientar predominantemente para a matemática, a computação e a engenharia, “essenciais às funções da produção industrial futura”.

A integração de uma componente prática ministrada em contexto empresarial nos programas de formação (seja nas instituições académicas seja nas profissionalizantes) também é crucial.

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Fonte: Joana Madeira Pereira, in Expresso

Apoio extra vai abranger 10 mil desempregados de longa duração

11 de abril de 2017

O apoio extraordinário a desempregados de longa duração, que corresponde a 80% do subsídio social de desemprego cessado, é pago durante um máximo de seis meses apoio extraordinário a desempregados de longa duração deverá ser atribuído este ano a 10.000 beneficiários, o que custará 213 milhões euros, refere o Programa Nacional de Reformas (PNR). De acordo com o Programa, enviado pelo Governo ao Conselho Económico e Social (CES) para emissão de parecer, “o apoio pecuniário de caráter extraordinário a Desempregados de Longa Duração, em vigor desde março de 2016 e abrangendo mais de três mil beneficiários por mês”, deverá ser atribuído “a mais de 10 mil beneficiários únicos ao longo de 2017”.

“Estas volumetrias ficam abaixo do inicialmente previsto, para o que concorre a melhoria nos níveis de desemprego e a baixa adesão à medida”, diz o documento a que a agência Lusa teve acesso. O apoio extraordinário a desempregados de longa duração, que corresponde a 80% do subsídio social de desemprego cessado, é pago durante um máximo de seis meses.

Esta é uma das medidas previstas no âmbito da promoção da coesão social e da igualdade. A recuperação do rendimento disponível das famílias, é considerada uma outra vertente essencial no combate à pobreza e desigualdades. Por isso, o Programa prevê a implementação coordenada de “um conjunto de medidas de política que conjugam a recuperação e reposição de pensões e apoios que garantam os mínimos sociais aos cidadãos mais vulneráveis, com medidas de política salarial e de natureza fiscal”. Assim, foi levado a cabo o aumento do salário mínimo de 505 para 530 euros, em 2016, e para 557 euros, em 2017.

Foi reposto o mecanismo de atualização das pensões em 2016, com um aumento em 2017 para todas as pensões até 842,64 euros à taxa de inflação (+0,5%), e a perspetiva de uma atualização extraordinária, ainda este ano, para os pensionistas com pensões totais inferiores a 631,98 euros, abrangendo um total de 2,1 milhões de pensionistas.

A reposição dos salários no setor público, ao longo de 2016, e a progressiva extinção da sobretaxa, que incide sobre rendimentos do trabalho, com uma eliminação ou maior redução para os agregados familiares de menores rendimento (1.º escalão) e a substituição do regime do quociente familiar por uma dedução fixa por filho, com um concomitante aumento da dedução por dependente e ascendente deficiente, são outras das formas de recuperação de rendimentos das famílias, previstas no documento.

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Fonte: Lusa, in Expresso

Governo tem 15 milhões de euros para projetos de inovação social

7 de abril de 2017

A ministra da Presidência e da Modernização Administrativa disse esta sexta-feira no Porto que Portugal dispõe de 15 milhões de euros apoiar a primeira fase do ciclo de vida dos projetos de inovação social, financiando o desenvolvimento de competências para a sua implementação.

A ministra falava na Fundação de Serralves, no Porto, na apresentação pública do instrumento Capacitação para o Investimento Social, com financiamento do Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (POISE) do Portugal 2020, no âmbito da iniciativa Portugal Inovação social.

"É a primeira vez que a União Europeia usa fundos estruturais para financiar programas de inovação social. Estamos na situação de laboratório, todos estão a olhar para nós a ver se seremos ou não bem sucedidos, e vamos ser", afirmou Maria Manuel Leitão Marques.

O instrumento de financiamento Capacitação para o Investimento Social pretende apoiar o reforço das capacidades organizativas e competências de gestão das equipas diretamente envolvidas em projetos de inovação e empreendedorismo social.

Dá resposta às necessidades de capacitação específicas de cada projeto através da atribuição direta à sua entidade implementadora de um montante fixo não reembolsável, até ao montante máximo de 50 mil euros, para o financiamento do seu plano de capacitação.

Podem candidatar-se a este instrumento todos os projetos que estão já em funcionamento, à data da candidatura, desenvolvidos por entidades da economia social - cooperativas, associações mutualistas, misericórdias, fundações, outras instituições particulares de solidariedade social, associações com fins altruísticos que atuem no âmbito cultural, recreativo, do desporto e do desenvolvimento local e por fim entidades abrangidas pelos subsetores comunitário e autogestionário, integrados, nos termos da Constituição, no setor cooperativo e social.

"Imaginemos, por exemplo, uma associação que já esteja a desenvolver um projeto de reinserção social com reclusos através de produção de acessórios de moda que posteriormente coloca a venda. O programa poderá financiar ações de capacitação e de consultadoria que permitam desenvolver, por exemplo, um manual de imagem, um plano de marketing, um plano de gestão financeira para melhorar o controlo das despesas e aumentar as receitas ou um plano de angariação de financiamento para atrair investidores privados que queiram participar no crescimento deste negócio", explicou Maria Manuel Leitão Marques.

A primeira fase de candidaturas, com uma dotação de três milhões de euros, começou em março e decorre até 19 de junho, mas está prevista a abertura de mais candidaturas ainda este ano.

Os instrumentos de financiamento promovidos pela iniciativa Portugal Inovação Social visam apoiar os projetos que implementados nas regiões Norte, Centro e Alentejo (NUTS II).

A iniciativa pública Portugal Inovação Social foi criada em 2014 enquanto parte do processo de programação do Portugal 2020, com o objetivo de financiar, de forma integrada, ao longo de todo o período 2014-2020, Iniciativas de Inovação e Empreendedorismo Social (IIES).

Fonte:in Jornal de Notícias

Subsídio de desemprego não poderá ser inferior a 421 euros

6 de abril de 2017

Medida foi aprovada em Conselho de Ministros, onde se decidiu ainda que os jovens à procura do primeiro emprego e os desempregados de longa duração e de muito longa duração não terão de pagar, em parte ou na totalidade, as contribuições para a segurança social

O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros (CM), uma alteração ao atual regime de redução do subsídio de desemprego que obriga a que este não seja inferior ao Indexante dos Apoios Sociais (IAS), que é de atualmente de 421,32 euros.

"Foi alterado o regime jurídico de proteção social da eventualidade de desemprego dos trabalhadores por conta de outrem, através da introdução de um travão na redução aplicada, desde 2012, sobre o valor do subsídio de desemprego após 180 dias", pode ler-se no comunicado do CM. Ou seja, "a redução de 10% no montante do subsídio de desemprego quando este ultrapassa os 180 dias passa a ser aplicada apenas quando o montante mensal é de valor superior ao valor do IAS, não podendo desta redução resultar a atribuição de um montante mensal de valor inferior àquele indexante", acresenta-se ainda no mesmo documento.Para o Governo, esta alteração é essencial porque, sendo "o subsídio de desemprego uma prestação essencial para aqueles que se encontram em situação de perda involuntária de rendimentos do trabalho, esta alteração revela-se indispensável para assegurar o mínimo de subsistência".

O Conselho de Ministros aprovou ainda "o estabelecimento de incentivos à contratação de jovens à procura do primeiro emprego e de desempregados de longa duração e de muito longa duração, através de uma dispensa parcial ou isenção total do pagamento de contribuições para o regime geral de segurança social na parte relativa à entidade empregadora".

Ou seja, "é atribuída uma dispensa de 50% do pagamento da contribuição para a segurança social para os jovens à procura do primeiro emprego e para os desempregados de longa duração, por períodos de cinco e três anos respetivamente, e é atribuída uma isenção total do pagamento da contribuição para a segurança social para os desempregados de muito longa duração por um período de três anos".

Contudo, "o regime que agora se aprova" é "aplicável apenas aos contratos de trabalho sem termo" e só podem usufruir dele os jovens à procura do primeiro emprego, ou seja, com idade até aos 30 anos, inclusive, e que nunca tenham prestado a atividade ao abrigo de contrato de trabalho sem termo; os desempregados de longa duração (inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional há 12 meses ou mais) e os de muito longa duração (com 45 anos de idade ou mais e que se encontrem inscritas no Instituto de Emprego e Formação Profissional há pelo menos 25 meses).

"Pretende-se, desta forma, fomentar uma inserção sustentável dos jovens à procura do primeiro emprego e dos desempregados de longa e de muito longa duração no mercado de trabalho, direcionando cada vez mais as políticas ativas de emprego para a criação de emprego sustentável e estável", pode ler-se no comunicado.

Fonte: Ana Baptista, in Expresso

Portugal com a segunda maior queda da taxa de desemprego na zona euro

3 de abril de 2017

A taxa de desemprego em Portugal desceu de 12,2% (em fevereiro de 2016) para 10% em fevereiro último, confirmou esta segunda-feira o Eurostat. Só em Espanha houve uma queda maior, em termos nominais, já que no país vizinho a taxa desceu de 20,5% para 18% no mesmo período comparativo.

Apesar da redução do desemprego em Portugal, para os níveis mais baixos desde 2009, o país continua a ter a quarta taxa de desemprego mais elevada da zona euro, a par de França. Olhando para a totalidade da União Europeia, Portugal tem a sexta maior taxa de desemprego.

Na média da zona euro, a taxa de desemprego caiu para 9,5%, um mínimo de oito anos. E a tendência é para o emprego continuar a acelerar, nos próximos meses, já que as perspetivas de contratação nas empresas fortaleceram-se nos últimos meses e o crescimento económico tem sido robusto”, escreve o economista Bert Colijn, do banco holandês ING.

Um dado mais preocupante é que a taxa de desemprego jovem na zona euro continua num nível elevado, em 19,4% (era 21,6% há um ano). Os piores países, neste elemento, são Grécia (45,2% dos jovens desempregados), Espanha (41,5%) e Itália (35,2%).

 

Fonte: Edgar Caetano, in Observador

Taxa de desemprego foi de 10% em fevereiro

31 de março de 2017

Em janeiro de 2017, a taxa de desemprego desceu ligeiramente para 10,1%, menos 0,1 pontos percentuais face ao mês anterior e menos 0,5 pontos em relação a três meses antes. O valor representa uma revisão em baixa da estimativa provisória divulgada há um mês, de 10,2%.

Esta taxa constitui, também, o valor mais baixo desde março de 2009 (10,0%), de acordo com as estimativas divulgadas nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), e aproxima-se da barreira história dos dois dígitos, que pode ser quebrada se se mantiver esta tendência.

 A taxa de desemprego junto das mulheres manteve-se inalterada em 10,4%, valor superior ao da média nacional, enquanto se registou uma redução de três décimas no desemprego entre os homens. Entre a população jovem continua a evidenciar-se uma taxa de desemprego mais de duas vezes superior à que se verifica atualmente para o conjunto da população. Os dados do INE indicam que, em janeiro de 2017, 25,4% dos jovens não tinham trabalho. O número representa, ainda assim, uma ligeira redução, de 0,2 pontos percentuais, em comparação com janeiro.

A estimativa do número de desempregados do INE aponta para 518 mil pessoas, o que representa uma ligeira quebra de 0,4% em relação ao mês anterior (menos duas mil pessoas), enquanto a população empregada foi estimada em 4.605 mil pessoas, uma subida de 0,1% (mais 2,8 mil pessoas) face ao mês anterior.

Esta estimativa provisória da taxa de desemprego de fevereiro de 2017 foi de 10%. Neste mês, a estimativa provisória da população desempregada foi de 510,6 mil pessoas e a da população empregada foi de 4 610,5 mil pessoas.

Fonte:Helena Cristina Coelho, in Observador

Portugal terá menos de um milhão de jovens abaixo de 15 anos em 2055

29 de março de 2017

 A população com menos de 15 anos de idade residente em Portugal diminuirá até 2080, passando dos atuais 1,5 milhões para menos de 1 milhão de pessoas, segundo uma projeção do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O INE definiu quatro cenários de projeção da população: cenário baixo, cenário central, cenário alto e cenário sem migrações, com base em diferentes conjugações das hipóteses alternativas de evolução das componentes de evolução demográfica.

 Segundo o INE, a diminuição de 1,5 milhões para menos de um milhão de pessoas enquadra-se no cenário central. De acordo com este cenário, a população jovem ficará abaixo do limiar de 1,4 milhões já no próximo ano (1.396.366).

Em 2023, deverá estar abaixo dos 1,3 milhões (1.290.266) e sete anos depois, abaixo dos 1,2 milhões (1.191.634) e, em 2046, abaixo dos 1,1 milhões (1.090.695).

A queda para menos de um milhão de jovens em Portugal deverá acontecer em 2055 (994.294).

As projeções da população residente entre 2015-2080 têm como população de base a estimativa provisória de população residente a 31 de dezembro de 2015.

Segundo a projeção do INE, mesmo considerando, neste cenário, um aumento da fecundidade assim como uma alteração para saldos migratórios positivos, a redução de mulheres em idade fértil que se verifica desde 2003 terá inevitavelmente como resultado a diminuição do número de nascimentos e, consequentemente, da população jovem nos próximos anos.

A tendência de decréscimo da população jovem está presente nos resultados de todos os cenários de projeção considerados, podendo oscilar entre 1,3 milhões no cenário alto e 0,5 milhões no cenário baixo, em 2080.

As diferenças na evolução deste grupo etário relacionam-se sobretudo com a influência dos saldos migratórios, dos níveis de fecundidade e da conjugação de ambos, nos diferentes cenários.

Esta evolução é também transversal a todas as regiões e em todos os cenários, com exceção da Área Metropolitana de Lisboa e do Algarve no cenário alto.

 Já relativamente à população com 65 ou mais anos, a projeção revela que poderá passar de 2,1 para 2,8 milhões de pessoas, entre 2015 e 2080, no cenário central.

Contudo, o número de idosos atingirá o valor mais elevado no final da década de 40, momento a partir do qual passa a decrescer.

Esta situação, explica o INE, deve-se ao facto de entrarem nesta faixa etária gerações de menor dimensão, nascidas já num contexto de níveis de fecundidade abaixo do limiar de substituição das gerações.

Em 2080, a população idosa poderá atingir entre 3,3 milhões no cenário alto e 2,5 milhões de pessoas no cenário baixo.

O acréscimo mais acentuado no cenário alto resulta, sobretudo, de um maior aumento da esperança de vida considerado neste cenário.

A tendência de aumento da população idosa é transversal a todas as regiões e em qualquer dos cenários analisados, com exceção do Centro no cenário sem migrações e do Alentejo nos cenários baixo, central e sem migrações.

Esta analise como população de base a estimativa provisória de população residente a 31 de dezembro de 2015.

Segundo o INE, os resultados obtidos não devem ser entendidos como previsões, mas sim com um carater condicional uma vez que são determinados pelo volume e pela estrutura da população no momento da partida (2015) e pelos diferentes padrões de comportamento da fecundidade, da mortalidade e das migrações, estabelecidos em cada um dos cenários, ao longo do período de projeção.

 

Fonte: Agência Lusa, in Observador

Governo já tem diagnóstico para reformar mercado laboral

23 de março de 2017

É o retrato do país que trabalha e como mudou nos últimos dez anos. O resultado são 400 páginas e muitos dados estatístico que comprovam o que muitos sentiam: nos últimos anos, Portugal baixou salários, perdeu população, baixou os rendimentos salariais e fragilizou os contratos de trabalho. O mercado laboral é, hoje, muito diferente do que há uma década e até há algumas boas notícias: a produtividade aumentou ligeiramente, as responsabilidades parentais estão melhor repartidas e os direitos das mulheres grávidas estão mais protegidos. Mas, na maioria, o quadro tornou-se mais negro.

 Mas, vamos por partes. O Livro Verde sobre as Relações Laborais é um grande diagnóstico encomendado pelo atual Governo a uma equipa de investigadores, chefiada por Guilherme Dray. A ideia, diz Vieira da Silva no prefácio, é "contribuir para uma reflexão informado sobre a última década do mercado de trabalho português". E, com ele, pretende o Governo "abrir caminho a uma agenda de reforma com base no diálogo social, que é da máxima importante".

Por isso mesmo, um exemplar do livro foi, ontem, entregue a cada um dos parceiros sociais com assento no Conselho Permanente de Concertação Social, que a partir de agora terão uma palavra a dizer.

 Segundo o coordenador do trabalho, o estudo revela um País com "uma tendência paulatina, mas clara, para uma nova ordem laboral", que se traduz por contratos de trabalho "não permanentes ou de duração limitada". Quer isto dizer que, aos poucos, os contratos de trabalho estão a ser menos seguros, do ponto de vista do trabalhador, ou menos rígidos, do ponto de vista dos empregadores.

 A mudança é lenta mas persistente. Em 2015, a grande maioria dos contratos de trabalho por conta de outrem era permanente (78% no geral e 69,5% no sector privado), mas nesse mesmo ano 67,5% da população jovem encontraram trabalho com contratos não permanentes e revelando as estatísticas "uma tendência de acréscimo".

 Os indicadores de proteção laboral baixaram em Portugal, tornando-se mesmo o país no recordista da "queda do índice de proteção no emprego de trabalhadores com vínculos permanentes em caso de despedimento individual (menos 0,87 entre 2010 e 2013)". A crise, a mudança tecnológica e a globalização, tiveram resultados mensuráveis. A produtividade por hora aumentou entre 2004 e 2013, enquanto os custos unitários de trabalho registam reduções entre 2010 e 2015. O risco de pobreza entre trabalhadores também cresceu no mesmo período, atingindo 6,5% dos trabalhadores com contrato permanente e mais do dobro entre aqueles que trabalhavam com contratos mais precários.

O relatório é um longo retrato do abaixamento da conotação coletiva, do aumento do desemprego e da baixa dos apoios sociais. Mas nem tudo são más notícias. Entre 2008 e 2015 o número de homens trabalhadores que partilham a licença de parentalidade com a mãe dos seus filhos cresceu de 0,8 para 32,3%. E, se a desigualdade salarial entre homens e mulheres é, ainda uma realidade francamente favorável ao sexo masculino, há sinais de recuperação. Em 2007 a diferença salarial de género ascendia a 18,8%. Sete anos depois, baixou dois pontos percentuais.

 Fonte:Rosa Pedroso Lima, in Expresso

Jovens portugueses queixam-se de que trabalham mais e recebem menos do que os pais

21 de março de 2017

Acham que têm mais qualificações do que a anterior geração, mas que ainda assim recebem salários consideravelmente mais baixos e por mais horas de trabalho (60% a 70%). A maior parte (78%) considera que no mercado de trabalho se dá cada vez menor importância a valores e princípios. Muitos (70%) têm na situação económica uma das mais prementes preocupações — só a saúde suplanta a carteira, com 77%. Alguns (30%) assumem que adorariam ter mais filhos mas apenas se as respetivas entidades empregadoras tivessem melhores políticas de conciliação trabalho-família.

Posto isto, não é difícil perceber por que falam as conclusões do estudo, encomendado pela Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) à Netsonda, numa “significativa falta de esperança” no futuro, por parte dos jovens portugueses.

No total foram 400 os inquiridos, através de entrevistas online, levadas a cabo no início de 2017. Todos tinham entre 20 e 40 anos, habilitações literárias da licenciatura ao doutoramento, e pelo menos um ano de experiência profissional. Só 7% estavam desempregados — e 12% admitiram acumular trabalhos de onde retiram parte significativa dos respetivos rendimentos (acima de 20% do total auferido). A maior parte (43%) afirmou receber entre 10 e 20 mil euros brutos por ano — dá entre 714 e 1.429 euros ilíquidos por mês (contas feitas a 14 meses).

O que menos preocupa os jovens portugueses? Numa perspetiva pessoal, as suas vidas espirituais ou interiores (29%) e a busca pela respetiva missão no mundo. Do ponto de vista profissional, terem de ir trabalhar para o estrangeiro (39%), ou terem escolhido um curso com poucas saídas (31%).

Fonte: Tânia Pereirinha, in Observador

Mais de 2600 desempregados usam subsídio para criar o seu emprego

9 de março de 2017

Foram aprovados mais 600 projetos com entrega parcial das prestações. Em troca, o beneficiário promete gerar o próprio trabalho

No verão de 2015, Joana Valadares e Teresa Madeira viram fechar a empresa onde trabalhavam há 20 anos. Sem trabalho, mas com vontade para iniciar um projeto próprio, procuraram opções. Acabaram por esbarrar no "montante único", o mecanismo do IEFP que entrega o subsídio de desemprego numa única prestação para que o beneficiário possa assegurar o próprio posto de trabalho. Submeteram um projeto no final desse ano e em abril conseguiram avançar. Com os dois subsídios integrais chegou a Mimobox, uma caixa surpresa que as grávidas e mães de bebés até 3 anos recebem em casa, com artigos para experimentarem, adequados à idade e características dos seus filhos.

"Já que esta possibilidade de entrega do subsídio existe, quisemos experimentar. Sem esta ferramenta, a Mimobox até poderia ter avançado, mas não tão rapidamente. Mal ficámos desempregadas, arregaçámos as mangas e fomos à luta", contou Joana Valadares ao DN/Dinheiro Vivo.

O caso das duas sócias está longe de ser o único. Em 2015, a Segurança Social processou 2740 entregas da prestação de desemprego de uma só vez; no ano passado houve outros 2673 a pedirem o subsídio antecipado para criar o seu próprio emprego.

 Saiba mais aqui

Fonte: Ana Margarida Ribeiro in Diário de Notícias

Jovens “nem-nem” podem candidatar-se a bolsa de 700 euros para montarem um negócio

23 de fevereiro de 2017

O Instituto Português do Desporto e da Juventude está a aceitar candidaturas de jovens “nem-nem” (que não estudam nem trabalham) para uma bolsa de 700 euros mensais, com a duração de um semestre. Esse dinheiro — que pode ser acrescido de 10 mil euros numa fase posterior — terá de ser aplicado para começar um negócio ou uma atividade com ou sem fins lucrativos.

As inscrições para a primeira fase de seleção para o Empreende Já estão abertas até dia 6 de março e no ano de 2017 serão aceites um total de 315 candidaturas — tantas quantas na segunda edição, que terá início em setembro de 2017.

As inscrições para a primeira fase de seleção para o Empreende Já estão abertas até dia 6 de março e no ano de 2017 serão aceites um total de 315 candidaturas — tantas quantas na segunda edição, que terá início em setembro de 2017.

 Até às 23h30 desta quinta-feira (23 de fevereiro), já tinham sido feitas 1351 registos e 71 já tinham sido aprovados. Quer isto dizer que, à altura, sobravam 244 vagas para passar à segunda fase.

A segunda fase destina-se aos 90 melhores planos de negócio entre todos os submetidos, após frequência de formação e de tutoria. Nesta segunda fase, após terem sido selecionadas, e mediante a apresentação de provas de abertura de atividade económica, as empresas podem receber um total de 10 mil euros.

As ideias apresentadas em cada candidatura podem ser elaboradas pelos concorrentes à bolsa. Da mesma forma, quem quiser recorrer a este programa também pode candidatar-se aos projetos que já estão previstos na Rede de Fomento de Negócios.

Segundo a informação disponível no site do Empreende Já, este programa destina-se a pessoas com o seguinte perfil:

  • Idade entre os 18 e os 29 anos;
  • Residentes em Portugal continental (para os Açores e para a Madeira existem já outros programas semelhantes);
  • Escolaridade obrigatória completa, de acordo com a legislação em vigor consoante na altura;
  • Não estudam, não trabalham, nem se encontram em formação;
  • Inscritos num centro de emprego;
  • Que não beneficiem de apoios de outras medidas do Plano Nacional de Implementação de uma Garantia para a Juventude.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, em 2016, 13,2% dos cerca de 2 279 000 de jovens entre os 15 e os 34 anos que vivem em Portugal não tinham emprego nem estudavam.

Fonte:João de Almeida Dias, in Observador

“A precariedade vai moendo”: jovens adiam sonhos de terem uma vida digna

21 de fevereiro de 2017

Desapontados, desmotivados e angustiados. Passam por vários empregos e aquilo que era suposto ser uma condição temporária torna-se permanente. Adiam sonhos, decisões e compromissos. Comprar uma casa ou ter filhos fica para mais tarde. A incerteza é a única certeza. Os “millennials”, que já tantas vezes foram definidos como a geração melhor preparada, “correm o risco, se nada mudar, de ser também a mais desperdiçada de sempre”

 Há os estágios, os contratos a termo, os recibos verdes, os trabalhos temporários, os part-times, as bolsas de investigação… A precariedade assume inúmeras formas e os jovens são aqueles com maior probabilidade de cair nestas situações. A geração que hoje está na casa dos 20 a 30 anos vê o fenómeno persistir, tornando-se quase um modo de vida, que não afeta apenas o trabalho e que influencia a maneira como o presente é vivido e a relação com o futuro. Esta é uma das conclusões da investigação conduzida pelo Observatório das Desigualdades e que, esta terça-feira, é apresentado no colóquio “Desigualdades e Precariedade: dos diagnósticos às políticas com futuro”.

 “ [A precariedade] É uma situação dominante. Estar desempregado, estar precário, a estagiar e por aí adiante, passou a ser a regra. Atualmente, a exceção é encontrar um jovem que esteja numa situação contratual estável e que tenha a ideia de ter uma carreira”, considera Renato do Carmo, que assina juntamente com Ana Matias a análise “A precariedade como modo de vida: jovens em risco de uma crise existencial”.

Em causa não estão apenas as situações contratuais atípicas, os benefícios sociais limitados, a insegurança profissional ou baixos salários. Há uma dimensão subjetiva associada sobretudo à definição de planos de vida e de futuro. Apesar de quase toda a gente conhecer alguém nestas circunstâncias, diz o investigador e diretor do Observatório das Desigualdades, as consequências que estas acarretam são pouco faladas.

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Fonte: Marta Goncalves, in Expresso

Relatório OXFAM: uma economia para os 99%

14 de Fevereiro de 2017

Apenas 8 pessoas detêm património equivalente a mais de metade da população mundial


No relatório recente publicado em Janeiro último pela OXFAM sobre a situação atual das desigualdades no mundo, conclui-se que: “novas estimativas indicam que o património de apenas oito homens é igual ao de metade mais pobre do mundo”.

O presente relatório relembra a preocupação geral em torno das desigualdades, identifica as causas para a mesma, os argumentos que sustentam as desigualdades e aponta potenciais vias para reverter a atual situação.

Em 2012, no Fórum Económico Mundial, o aumento da desigualdade económica foi apontado como uma grande ameaça à estabilidade social, mais tarde, o Banco Mundial vinculou como objetivo erradicar a pobreza e a necessidade de promover uma prosperidade partilhada. Já em 2016, Barack Obama no seu discurso de despedida na Assembleia Geral da ONU referiu que “um mundo no qual 1% da população controla a riqueza equivalente à dos restantes 99% nunca será estável”. Perante este cenário, o relatório aponta como efeito do não combate à desigualdade a possibilidade de desintegração das sociedades, o aumento da criminalidade e a falta de esperança.

Como causas para a desigualdade, foram identificadas alguns factos, como as empresas estão atualmente a trabalhar para os mais ricos, onde segundo estimativas da Oxfam, as 10 maiores empresas mundiais tiverem entre 2015 e 2016, tantos lucros como o equivalente ao PIB de 180 países. Outro fator que explica o nível de desigualdade verificado prende-se com o facto de serem sacrificados os trabalhadores e os fornecedores, onde por exemplo, na India, o diretor executivo da maior empresa de informática recebe 416 vezes mais do que a média dos funcionários. A evasão fiscal é outro fator apontado. O super-capitalismo dos acionistas também contribui para o aumento das desigualdades, onde no Reino Unido, em 1070, 10% dos lucros eram distribuídos pelos acionistas, e em 2016 essa percentagem passou para os 70%. Os lobbies, ou capitalismo de camaradagem ajuda a justificar a desigualdade, principalmente pela via da manutenção destas posições privilegiadas, mantendo influência nas regulações e políticas públicas nacionais e internacionais. O papel dos super-ricos na crise das desigualdades e ainda a competição entre países para a atração de investimento criando benefícios fiscais são ainda apontados como causas para as desigualdades existentes.

São expostos no relatório 6 argumentos/premissas teóricas que alimentam e impulsionam a economia pensada para os 1% mais ricos. A lista das seis falsas premissas é a seguinte:

O mercado está sempre certo e o papel dos Governos deve ser minimizado;
As empresas precisam de maximizar os seus lucros e retornos para os acionistas a todo o custo;
A riqueza individual extrema é benéfica e um sinal de sucesso, e a desigualdade não é relevante;
O crescimento do PIB deve ser o principal objetivo da formulação de políticas;
O nosso modelo económico é neutro em relação ao género;
Os recursos do nosso planeta são ilimitados;

Para sustentar esta lista de argumentos, a Oxfam no relatório destaca três intervenções, Robert Kennedy, em 1968 afirmou que “O PIB mede tudo, exceto o que faz a vida valer a pena”, já a declaração da responsabilidade do FMI – Fundo Monetário Internacional diz que “Em vez de gerar crescimentos, algumas políticas neoliberais aumentam a desigualdade, colocando em risco uma expansão duradoura”, por fim Charlotte Perkin Gillman afirma que “É impossível melhorar o mundo com tantas pessoas mantidas no fundo”.

Ainda no relatório, são apontados oito bases sólidas de construção de uma economia humana:

Os Governos trabalharem para os 99%;
Os Governos cooperarem, ao invés de competirem;
As empresas trabalharem em beneficio de todos;
A extrema riqueza será eliminada para que a extrema pobreza possa ser erradicada;
A economia funcionar a favor de homens e mulheres igualmente;
A tecnologia ser colocada ao serviço dos 99%;
A economia ser movida por energias renováveis sustentáveis;
O que realmente importa ser valorizado e mensurado.

É ainda, nesta matéria, deixado um aviso pelo relatório, que devemos e podemos construir uma economia humana antes que seja tarde demais.
 
Fonte: Observatório das Desigualdades

Valor máximo do subsídio de desemprego sobe para 1053 euros

14 de Fevereiro de 2017

Subida deve-se à actualização do indexante de apoios sociais. Valor mínimo passa a ser de 421,32 euros.


Os limites mínimo e máximo do subsídio de desemprego vão ser actualizados já em Janeiro, por causa da subida do Indexante de Apoios Sociais (IAS). O valor mínimo do subsídio passa de 419,22 para 421,32 euros (valor equivalente a um IAS), enquanto o subsídio máximo sobe de 1048,05 para 1053,3 euros (2,5 IAS).
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Depois de ter estado congelado nos últimos sete anos, em Janeiro de 2017 o IAS aumenta 0,5% (de 419,22 para 421,32 euros), uma subida que se reflecte no valor e nas condições de atribuição de vários apoios e prestações sociais. O subsídio de desemprego é uma delas.

Provedor de Justiça quer limites à redução do subsídio de desemprego
O valor mínimo do subsídio aumenta 2,1 euros, enquanto o valor máximo tem uma subida de 5,25 euros. Porém, os desempregados só recebem o valor máximo nos primeiros seis meses de subsídio, dado que, passado esse tempo, a lei determina um corte de 10% no valor da prestação.
A atribuição do subsídio social de desemprego também depende do IAS, assim como o seu valor mensal. Têm direito à prestação os desempregados que não reúnem as condições para receber o subsídio de desemprego ou que esgotaram o período de atribuição, desde que o rendimento do agregado familiar, por pessoa, seja inferior a 80% do IAS. Ou seja, com a actualização do indexante, este limite sobe de 335,4 para 337,1 euros.

Por outro lado, o valor da prestação também é alterado: quem vive sozinho passa a receber 337,1 euros (80% do IAS) e quem está integrado num agregado familiar recebe 421,32 euros (o valor correspondente a um IAS).

De acordo com os dados mais recentes, 225.503 pessoas recebiam prestações de desemprego em Novembro do ano passado e o valor médio do subsídio era de 450,46 euros mensais.

Além das prestações de desemprego, são afectadas pela actualização do IAS os escalões de rendimentos que são tidos em conta para calcular quem tem direito a abono de família ou a isenção de taxas moderadoras, assim como os escalões de actualização das pensões.

Actualização do RSI abrange quem já está a receber
O Rendimento Social de Inserção (RSI) está também ligado ao IAS, tendo o Governo decidido que o seu valor passa a corresponder a 43,634% do valor do indexante.

De acordo com uma portaria publicada nesta terça-feira, o valor de referência do RSI passa a ser de 183,84 euros durante o corrente ano (mais 2,85 euros do que no ano passado), repondo-se assim 25% do corte que tinha sido efectuado nesta prestação em 2012. No Esta medida, somada à actualização feita em 2016, permite recuperar metade da redução feita durante o período da troika, “prosseguindo a política de aumento dos rendimentos das famílias em situação de pobreza”.

A portaria contém uma norma transitória que aplica o novo valor de referência às prestações em pagamento e aos requerimentos que estão à espera de decisão. Na prática, as prestações serão recalculadas com base no valor agora actualizado.

O valor de referência do Complemento Solidário para Idosos (CSI) também é aumentado (0,5%) fixando-se em 5084,30 euros por ano e 423,69 euros por mês. Em 2016, o valor situava-se nos 5059,00 anuais, ou seja 421,58 euros por mês. 
 
Fonte: Raquel Martins, in iOnline

Finlândia paga salários para baixar desemprego

14 de Fevereiro de 2017

Medida, que a Holanda também quer testar e que a Suíça rejeitou em referendo, faz parte de um pacote do Governo de Juha Sipila para baixar o desemprego. Cada um dos 2.000 finlandeses vai receber 560 euros livres de impostos e contrapartidas


Dois mil finlandeses vão receber do Estado 560€ por mês sem contrapartidas, isentos de impostos e sem qualquer controlo. Os cidadãos selecionados aleatoriamente entre desempregados são os primeiros de um programa que vai testar o Rendimento Básico Incondicional (RBI).
A medida, que a Holanda também quer testar e que a Suíça rejeitou num referendo, faz parte de um pacote do Governo de Juha Sipila para baixar o desemprego.

Os cidadãos vão receber a quantia durante dois anos, mesmo que encontrem um trabalho fixo.

O Executivo quer, assim, incentivar alguns desempregados a aceitar trabalhos pouco convencionais, a experimentar empregos fora da sua área profissional ou outros em part-time, sem o risco de perder os benefícios sociais (no país é comum que os desempregados rejeitem trabalhos de baixos salários ou a prazo, para não perderem direito ao subsídio de desemprego).

Segundo o The Guardian, os 560€ serão, no entanto, deduzidos do total de que já beneficiam.

Olli Kangas, da agência governamental que controla os benefícios sociais – a KELA -, diz que esta vai ser uma experiência interessante que vai testar os comportamentos das pessoas.

É muito interessante ver como as pessoas vão comportar-se. Será que [o subsídio] vai levá-los a experimentar outros trabalhos? Ou, como alguns críticos receiam, torná-los mais preguiçosos por saberem que vão receber sem fazer nada?”, afirmou, ao The Guardian.

A media poderá, mais tarde, ser alargada a outros finlandeses com rendimentos baixos, como freelancers, trabalhadores em part-time ou por conta própria.

A quantia “garantida” não se assemelha, no entanto, ao salário médio do setor privado do país, que se situa nos 3.500€ por mês.
 

Fonte: TVI24

 

Inovação social: a nova forma de resolver problemas difíceis

17 de Fevereiro de 2017

Nos últimos anos, Portugal tem apostado na inovação social - sobretudo ao nível das empresas, das autarquias e do chamado terceiro sector - para resolver problemas que já não têm solução fácil através dos mecanismos tradicionais. Os subsídios não são a única resposta possível para a pobreza, o desemprego, a exclusão social ou o insucesso escolar, e é por isso que, até 2020, o Governo pretende investir 150 milhões de euros (fundos estruturais) para financiar estas soluções inovadoras, sem pôr em causa a função social do Estado. 


Entre os exemplos de inovação que o Governo tem dado nas iniciativas organizadas sobre esta matéria há pelo menos cinco que vale a pena conhecer. 

Um deles é a Academia de Código Junior, nascida em 2013, que tem como objectivo melhorar o sucesso escolar dos alunos do ensino básico, através da aprendizagem de programação informática. Além de alunos, esta empresa social também dá apoio a desempregados. É o primeiro título português de impacto social em Portugal (os títulos são uma espécie de acções negociadas numa bolsa especial, a Bolsa de Valores Sociais). 

Outro é a plataforma digital Patiente Innovation que pretende criar uma rede de partilha à escala global em que os pacientes, e não só, partilham entre si inovações no tratamento de doenças raras. 

A Speak é mais um dos exemplos de inovação social que o Governo elogia. Em 2015, venceu o Big Impact Award por ter desenvolvido um modelo de inclusão de imigrantes através do ensino de línguas e cultura em cidades por todo o país. 

Do Porto vem outra boa prática. Trata-se de Mundo a Sorrir (MaS), uma organização não-governamental criada por um jovem dentista do Porto que trabalha na área da prevenção e tratamento da saúde oral para jovens oriundos de situações económicas desfavorecidas. A MaS também tem protocolos com escolas e venceu o prémio de empreendedorismo social do INSEAD em 2014. 

Finalmente, o quinto projecto merecedor de destaque (até mundial) chama-se ColorAdd e implicou a criação de uma espécie de código universal que transforma cores em símbolos, facilitando a inclusão social de daltónicos. 
 
Fonte: 
Sónia Sapage, in Público on-line

Estado exige aviso de saída do país a desempregados

27 de Dezembro de 2016

Constitucionalistas questionam legalidade de os desempregados terem de comunicar ausências aos centros de emprego

Ana não tem boas recordações de 2016. Ficou desempregada. Neste final de ano admitiu ir passar o Natal com o filho, emigrado em Londres e impossibilitado de vir a Portugal. Foram os custos que a fizeram mudar de ideias, mas pelo caminho teve uma surpresa desagradável: percebeu que não se pode ausentar do país sem dar conhecimento ao centro de emprego.

De acordo com a lei, durante o "período de concessão das prestações de desemprego os beneficiários devem comunicar ao centro de desemprego" o "período de ausência do território nacional", o que deve ser feito no prazo de cinco dias "a contar da data da ocorrência". O diploma não distingue períodos curtos ou de longa duração, pelo que abrange qualquer saída, independentemente da duração ou de se tratar de uma deslocação sem motivação laboral (questão diferente é se a deslocação for expressamente para a procura de emprego no estrangeiro, o que exige regras adicionais, nomeadamente de comunicação no país de chegada). A justificação apresentada para esta medida é que, dando conhecimento da ausência ao centro de emprego, o desempregado não receberá nenhuma convocatória para esses dias.

 

Saiba mais aqui:

Fonte: Susete Francisco in Diário de Notícias

INE procura entrevistadores em part-time

26 de Dezembro de 2016

O INE necessita de pessoas com disponibilidade para trabalhar algumas horas por dia (sábados incluídos) e está a recrutar entrevistadores para zonas específicas do país. Os interessados poderão entregar a sua candidatura até 13 de janeiro e terão por missão reunir informação para a edição de 2017 do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR). Para já são necessários 17 entrevistadores, sendo que mais de metade (9) terão por missão recolher aquela informação na Ilha da Madeira. Além destes, o INE necessita ainda de dois entrevistadores para fazerem recolha de informação nas zonas de Loulé e Quarteira e a mesma quantidade para as ilhas de S. Miguel e Terceira.

Fonte: Lucília Tiago in Dinheiro Vivo

128 mil portugueses recuperaram emprego

26 de Dezembro de 2016

Ao longo de 2016 o país assistiu a um recuo do número de pessoas sem trabalho.

A taxa de desemprego de 10,5% registada no terceiro trimestre deste ano é a mais baixa desde o início de 2011 e os 22,9% de desempregados que nesse período transitaram para um emprego correspondem também ao segundo valor mais elevado destes últimos cinco anos, apenas superado entre abril e junho de 2015.

Recuemos ao início de 2011. Portugal preparava-se para mergulhar numa profunda crise e para cumprir um programa de ajustamento financeiro. Por essa altura, a taxa de desemprego estava nos 12,4% e o universo de desempregados era composto por 673,2 mil pessoas. Também por essa altura o Instituto Nacional de Estatística assinalava que 21,9% dos que estavam sem emprego no final de 2010 reentraram no mercado de trabalho nos primeiros três meses de 2011. Essa taxa seria ultrapassada pela primeira vez no segundo trimestre de 2015 e novamente em abril deste ano.

 

Saiba mais aqui:

Fonte: Lucília Tiago in Jornal de Notícias

Famílias mais ricas começam a ser mais controladas em janeiro

23 de Dezembro de 2016

Controlo apertado da Unidade de Grandes Contribuintes a singulares foi anunciado em abril. Fiscalização efetiva arranca no início de 2017

A Unidade de Grandes Contribuintes, que já fiscaliza de perto as grandes empresas, vai começar em janeiro a fiscalizar, também, os contribuintes singulares (famílias ou pessoas) com elevados rendimentos ou património.

A medida está anunciada pelo governo desde o final de abril e logo em maio foram publicados em Diário da República os critérios de quem passaria a ser acompanhado por esta Unidade que funciona na Autoridade Tributária.

Em causa estão não apenas as pessoas singulares com rendimentos anuais acima dos 750 mil euros, mas também aquelas que detenham de forma direta ou indireta (ou sejam beneficiários) de património de valor superior a 5 milhões de euros, bem como contribuintes singulares com manifestações de fortuna compatíveis com os rendimentos ou património antes referidos.

Saiba mais aqui:

Fonte: Nuno Guedes in TSF on-line

Salário mínimo aumenta para 557 euros

22 de Dezembro de 2016

A concertação social chegou a acordo para aumentar o salário mínimo nacional dos 535 para os 557 euros. Em contrapartida, a TSU para as empresas baixa 1,25 pontos percentuais.

O anúncio foi feito por António Saraiva, presidente da CIP, à saída da reunião da concertação social.

O aumento do salário mínimo entra em vigor no início de janeiro e vai abranger cerca de 600 mil trabalhadores. Como contrapartida, as empresas veem a Taxa Social Única descer 1,25%.

Atualmente, o salário mínimo nacional é de 530 euros, sendo o compromisso assumido pelo Governo de chegar aos 600 euros em 2019, que deverá ser o último ano da legislatura, caso o calendário eleitoral decorra normalmente.

De acordo com o terceiro relatório sobre o impacto da subida do salário mínimo, apresentado pelo Governo aos parceiros sociais, em setembro deste ano, cerca de 21% dos trabalhadores em Portugal, ou seja, 648 mil, recebiam o salário mínimo nacional.

Quanto à taxa social única (TSU), este é o valor que as empresas e trabalhadores descontam mensalmente para a Segurança Social.

A taxa paga pelas empresas desce 1,25 pontos percentuais para 22,5% (atualmente é de 23,75%), sendo a descida das contribuições pagas pelas empresas uma contrapartida por as entidades patronais terem mais gastos com o salário mínimo a partir do próximo ano.

Já os trabalhadores continuarão a descontar 11% do seu ordenado.

Saiba mais aqui:

Fonte: in TSF on-line com Lusa

Desempregados inscritos nos centros de emprego com maior queda homóloga do ano

21 de Dezembro de 2016

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego conseguiu em novembro a maior quebra homóloga do ano, baixando 11,6%, o equivalente a menos 63.816 pessoas, para 486.434, aproximando-se de níveis de março de 2009.

De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), em comparação com outubro deste ano, o número total de desempregados registados em novembro recuou 0,8%, o que representa menos 4.155 pessoas.

Será necessário recuar até março de 2009 para se encontrar um número de inscritos inferior ao observado em novembro deste ano, tendo-se registado na altura um total de 484.131 inscritos.

Face ao mês homólogo de 2015, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu em ambos os sexos, mas a queda foi mais significativa nos homens, com uma descida de 13,4%, enquanto nas mulheres a redução foi de 10%.

Fonte: Lusa in TSF on-line

De "nem-nem" a empreendedores

20 de Dezembro 2016

Portugal tem 290 mil jovens que não trabalham nem estudam. Há vários anos que o número não era tão baixo. Governo lança programa especial de apoio para transformar "nem-nem" em empreendedores.

Quase todos os jovens empregados há menos de um ano ou que não têm emprego dizem que não receberam qualquer apoio institucional para encontrar trabalho (89%). Por exemplo, não tiveram ajuda de um centro de emprego, de uma instituição de ensino ou de outra entidade do Estado.

Pelo contrário, o método mais comum para encontrar emprego, para 42% dos jovens, é a rede de familiares, amigos ou conhecidos.

A conclusão consta de um estudo recente do Instituto Nacional de Estatística (INE) que há dias publicou um estudo sobre "Jovens no mercado de trabalho".

O trabalho também revela, contudo, que os chamados "jovens nem-nem", que não trabalham nem estudam, são cada vez menos: cerca de 290 mil (13,3% dos jovens de 15 a 34 anos) no segundo trimestre de 2016, depois de um máximo de 443 mil em 2012.

Fonte: Nuno Guedes in TSF on-line

Portugal tem a maior subida em cadeia no emprego no 3.º trimestre

13 de Dezembro 2016

A taxa de emprego na zona euro cresceu, no terceiro trimestre, 1,2% face ao homólogo e 0,2% na comparação com o trimestre anterior, com Portugal a registar a maior subida em cadeia (1,3%), divulga esta terça-feira o Eurostat. Já no conjunto da União Europeia (UE), o emprego aumentou 1,1% na comparação com o trimestre homólogo de 2015 e 0,2% face ao período entre abril e junho.

Segundo o gabinete de estatísticas da UE, Portugal teve a maior subida em cadeia do indicador (1,3%), seguindo-se a Espanha (0,8%) e o Luxemburgo (0,7%). Já as descidas mais marcantes no emprego foram registadas na Letónia (-1,5%), na Estónia (-1,0%) e na Bulgária (-0,7%).

Face ao período entre julho e setembro de 2015, Malta foi o país que registou a maior subida no emprego (3,8%), seguindo-se o Luxemburgo (3,0%), a Irlanda e a Espanha (2,8% cada). Em Portugal, o emprego aumentou 2,2% em termos homólogos, no terceiro trimestre. Na Roménia (-1,4%), na Letónia (-1,1%) e na Bulgária (-1,0%), o indicador recuou na comparação homóloga.

Fonte: Agência Lusa in Observador

UE: Portugal é o país com maior diferença entre salário médio e os mais elevados

12 de Dezembro de 2016

O Eurostat concluiu que em 2014 Portugal foi o Estado-membro da União Europeia (UE) com maior disparidade entre os salários brutos mais altos e o médio (2,8).

Em relação ao salário médio dos portugueses com remunerações mais elevadas e daqueles com vencimentos mais baixos, a diferença é de 4,3 vezes.

Os salários mais altos em Portugal eram, em 2014, pagos nos setores das atividades financeiras e de seguros, seguindo-se o da produção e distribuição de eletricidade e gás e o da informação e comunicação.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE, a seguir a Portugal, seguem-se a Bulgária, Chipre, Polónia e Roménia (2,5 cada), a Letónia (2,3), a Irlanda, a Lituânia, o Luxemburgo, Hungria e o Reino Unido (2,2 cada).

No outro extremo, estão a Dinamarca e a Suécia (com um rácio de 1,6 cada), a Finlândia (1,7), a Bélgica, a França, Malta e Holanda (1,8 cada).

Entre os salários baixos e a média, Portugal tinha, em 2014, um de 1,5 -- a par da Dinamarca, de França e da Itália -- o terceiro menor depois da Suécia (1,3), da Bélgica e da Finlândia (1,4 cada).

Entre os salários baixos e a média, Portugal tinha, em 2014, um de 1,5 -- a par da Dinamarca, de França e da Itália -- o terceiro menor depois da Suécia (1,3), da Bélgica e da Finlândia (1,4 cada).

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Fonte: Lusa in TSF online

Google ajuda a formar jovens portugueses em competências digitais

5 de Dezembro de 2016

A Google lançou, esta segunda-feira, o Atelier Digital, uma plataforma destinada a ajudar jovens portugueses a trabalharem as competências digitais. Inicialmente, a formação será feita apenas através de cursos online e, no início de 2017, com sessões presenciais para pessoas com ou sem grau académico, empregados e desempregados.

Os cursos online disponibilizam 23 módulos que cobrem diferentes áreas, tais como: pesquisa, email, redes sociais, rede de display, vídeo, e-commerce e web analytics. Esta formação baseia-se em tutoriais em formato vídeo, seguidos de algumas atividades. No final de cada módulo, os formandos terão um teste para que possam obter uma certificação (reconhecida pela IAB Europe).

Esta oferta formativa deve-se também ao que a União Europeia anunciou como sendo uma das grandes prioridades económicas e sociais: o desenvolvimento de competências digitais. De acordo com a Comissão Europeia, prevê-se que sejam abertas mais de 820 mil vagas que exijam competências digitais, tendo por base a premissa de que as empresas que decidem apostar nas habilitações tecnológicas são as que possuem maior probabilidade de sucesso. No entanto, o mesmo estudo indica que 90% das empresas europeias não possui capacidades digitais.

Fonte: Miguel Videira Rodrigues in Observador

Mais de 95 mil pessoas frequentavam ações de formação do IEFP no final do primeiro semestre

28 de novembro 2016

Mais de 95 mil pessoas frequentavam ações de formação promovidas pelo Instituto do Emprego e Formação profissional (IEFP) no final do primeiro semestre deste ano, das quais 80,3% estavam enquadradas em ações de Qualificação de adultos.

De acordo com um relatório elaborado pelo Centro de Relações Laborais (CRL), ao qual a agência Lusa teve acesso e que será, esta segunda-feira, divulgado, 95.500 pessoas frequentavam ações de formação promovidas pelo IEFP, menos 126 face ao semestre homólogo, “sobretudo nas ações de Qualificação de Adultos”. O documento, que incide sobre os dados do emprego e formação do 1.º semestre de 2016, revela que, das 76.600 pessoas que as ações de Qualificação de Adultos abrangiam neste período, 40.700 estavam integradas na medida “Vida Ativa”, 24.700 nos “Cursos de Educação e Formação de Adultos” e cerca de 9.000 na medida “Formação modular – ativos empregados”.

Quanto à qualificação de jovens, em junho de 2016, “a esmagadora maioria dos abrangidos (96,3%) enquadrava-se na medida “Aprendizagem”, indica o relatório do CRL, acrescentando que a quase totalidade dos formandos “encontrava-se desempregada no início da formação”.

Em junho último, as medidas de apoio ao emprego promovidas pelo IEFP envolviam 77.300 pessoas, das quais, cerca de 34.500 (44,7%) com “Contratos de emprego-inserção”.

Destas, 32.500, ou seja, o equivalente a 42%, frequentava estágios ao abrigo da medida “Inserção profissional” e cerca de 8.000 (10,3%) tinha beneficiado de “Apoio à contratação”, destaca o relatório, que cruza dados do IEFP e do Instituto Nacional de Estatística (INE), que vão sendo divulgados mensalmente.

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Fonte: Agência Lusa in Observador

Mais de 95 mil pessoas frequentavam ações de formação do IEFP no final do primeiro semestre

28 de novembro 2016

Mais de 95 mil pessoas frequentavam ações de formação promovidas pelo Instituto do Emprego e Formação profissional (IEFP) no final do primeiro semestre deste ano, das quais 80,3% estavam enquadradas em ações de Qualificação de adultos.

De acordo com um relatório elaborado pelo Centro de Relações Laborais (CRL), ao qual a agência Lusa teve acesso e que será, esta segunda-feira, divulgado, 95.500 pessoas frequentavam ações de formação promovidas pelo IEFP, menos 126 face ao semestre homólogo, “sobretudo nas ações de Qualificação de Adultos”. O documento, que incide sobre os dados do emprego e formação do 1.º semestre de 2016, revela que, das 76.600 pessoas que as ações de Qualificação de Adultos abrangiam neste período, 40.700 estavam integradas na medida “Vida Ativa”, 24.700 nos “Cursos de Educação e Formação de Adultos” e cerca de 9.000 na medida “Formação modular – ativos empregados”.

Quanto à qualificação de jovens, em junho de 2016, “a esmagadora maioria dos abrangidos (96,3%) enquadrava-se na medida “Aprendizagem”, indica o relatório do CRL, acrescentando que a quase totalidade dos formandos “encontrava-se desempregada no início da formação”.

Em junho último, as medidas de apoio ao emprego promovidas pelo IEFP envolviam 77.300 pessoas, das quais, cerca de 34.500 (44,7%) com “Contratos de emprego-inserção”.

Destas, 32.500, ou seja, o equivalente a 42%, frequentava estágios ao abrigo da medida “Inserção profissional” e cerca de 8.000 (10,3%) tinha beneficiado de “Apoio à contratação”, destaca o relatório, que cruza dados do IEFP e do Instituto Nacional de Estatística (INE), que vão sendo divulgados mensalmente.

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Fonte: Agência Lusa in Observador

Mais de 22% dos desempregados voltaram a trabalhar no segundo trimestre

25 de Novembro de 2016

Portugal está entre os nove países da União Europeia (UE) onde os fluxos entre o desemprego e o emprego do primeiro para o segundo trimestre de 2016 apresentaram resultados piores do que os registados em 2015. De acordo com os dados divulgados pelo Eurostat nesta sexta-feira, 22,4% das pessoas que estavam sem emprego no primeiro trimestre de 2016 conseguiram voltar ao mercado de trabalho no trimestre seguinte, abaixo dos 25% registados no mesmo período de 2015.

Ainda assim, Portugal continua acima da média europeia, onde 19,5% dos desempregados voltaram a trabalhar (acima dos 18,7% verificados no período homólogo).

O Eurostat destaca que do total de pessoas que estavam desempregadas no primeiro trimestre, 63,2% (12,6 milhões de pessoas) permaneciam desempregadas no trimestre seguinte, enquanto 19,5% (3,9 milhões) encontraram trabalho e 17,3% (3,5 milhões) tornaram-se inactivos (estudantes, pensionistas e outras pessoas que não trabalham e não estão disponíveis para procurar emprego).

E entre as pessoas que estavam empregadas, 97,3% (170,8 milhões) mantinham-se nessa situação, 1,2% (dois milhões) passaram ao desemprego e 1,6% (2,7 milhões) transitaram para a inactividade.

Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o mercado de trabalho em Portugal está a recuperar. Depois de baixar para 10,8% no segundo trimestre, a taxa de desemprego voltou a cair no período de Julho a Setembro para 10,5% da população activa, recuando também o número de pessoas no desemprego de longa duração.

Ao mesmo tempo, também se registou um crescimento no emprego, com um aumento de 59 mil postos de trabalho em relação ao trimestre anterior e mais 86,2 mil do que no período homólogo.

Fonte: Raquel Martins in Público

Jovens com pais desempregados têm mais fragilidades psicológicas e educacionais

24 de Novembro de 2016

Os jovens que vivem com pais desempregados revelam maiores fragilidades ao nível do bem-estar psicológico e têm piores expectativas educacionais, sendo que as raparigas são mais vulneráveis a esta situação, revela um estudo sobre crise económica, desemprego e família, da investigadora Diana Frasquilho, que vai ser discutido durante o Fórum “Crises Socioeconómicas e Saúde Mental”, esta quinta e sexta-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian.

O trabalho centrou-se no impacto da recessão económica, em particular do desemprego, na estrutura familiar e na saúde mental e bem-estar de adultos desempregados e dos adolescentes que vivem com pais desempregados.

Entre os principais resultados do estudo, ressalta o facto de os jovens que vivem com pais desempregados, quando comparados com os que vivem com pais empregados, relatarem significativamente piores resultados ao nível do bem-estar psicológico e de expectativas educacionais, “percecionando as repercussões da crise económica de forma mais intensa”.

Os fatores de maior vulnerabilidade são o desemprego paternal, a baixa situação sócio-económica, ser rapariga, os jovens mais novos e os rapazes mais velhos cujo pai está desempregado.

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Fonte: Agência Lusa in Observador

Estado perdeu mais de 71 mil funcionários em cinco anos

15 de Novembro de 2016

 

O Estado perdeu mais de 71 mil funcionários públicos entre dezembro de 2011 e setembro de 2016, o que representa uma quebra de 9,9% em perto de cinco anos.

De acordo com a Síntese Estatística do Emprego Público, divulgada esta terça-feira pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), a 30 de setembro de 2016 o emprego no setor das administrações públicas situava-se em 655503 postos de trabalho, mostrando uma quebra de 9,9% face a 31 de dezembro de 2011 (correspondente a uma redução de 71670 postos de trabalho).

A administração central é o subsetor que revela a maior diminuição de emprego face ao final de 2011, com uma redução de 52523 pontos de trabalho, que traduzem, em termos percentuais, uma quebra de 9,5%.

Já em comparação com o final do trimestre anterior (30 de junho), os dados da DGAEP indicam que o emprego nas administrações públicas caiu em 3659 postos de trabalho (-0,5%) no terceiro trimestre deste ano, em resultado da redução do número de trabalhadores da administração central (menos 3529 correspondente a uma quebra de 0,7%).

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Fonte: in Jornal de Notícias

 

Há 300 mil jovens “nem-nem” — não estudam, nem têm trabalho

9 de Novembro de 2016

O número de jovens que não estão empregados nem a estudar aumentou no terceiro trimestre deste ano em relação aos três meses anteriores, em contraciclo com a redução global do desemprego no mesmo período. Há 301,7 mil jovens “nem-nem”, pessoas da faixa etária dos 15 aos 34 anos que estão desempregados ou contabilizados nas estatísticas como inactivos.

O aumento entre o segundo e o terceiro trimestre tem acontecido nos últimos anos e voltou a repetir-se em 2016, com um aumento de 11.700 mil pessoas, de 290 mil para 301,7 mil. É preciso ter em conta que os valores do INE não são ajustados de sazonalidade, estando em causa a comparação em cadeia entre o período que vai de Abril a Junho com os meses de Julho a Setembro, isto é, coincide com o período em que terminam os ciclos lectivos. Já quando se compara o número de jovens nesta situação com os valores de 2015, há uma descida, com menos 16.800 “nem-nem” do que no terceiro trimestre do ano passado.

O número de “nem-nem” aumentou nos jovens que completaram, no máximo, o 9.º ano (são 133 mil) ou o ensino secundário ou um curso de especialização tecnológica (109 mil). Já entre os jovens que acabaram o ensino superior, o número de “nem-nem” diminui (passando para 58,8 mil). Aliás, o maior aumento, detalha o INE, aconteceu entre os mais jovens, dos 15 aos 19 anos. Aqui, a taxa mais do que duplicou, “passando de 2,7% no segundo trimestre de 2016 para 5,9% no terceiro trimestre do mesmo ano”. O contrário aconteceu entre os jovens adultos dos 25 aos 34 anos que não tinham um emprego, nem estavam a estudar ou em formação. Aqui houve uma diminuição de 11,8 mil do segundo para o terceiro trimestre.

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Fonte: Pedro Crisóstomo in Público

Taxa de desemprego desce para 10,5% no terceiro trimestre

9 de Novembro de 2016

Depois de baixar para 10,8% no segundo trimestre, a taxa de desemprego voltou a cair no período de Julho a Setembro para 10,5% da população activa, recuando também o número de pessoas no desemprego de longa duração, de acordo com os dados trimestrais do mercado de trabalho divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A população desempregada recuou para 549,5 mil pessoas. São menos 9,8 mil pessoas do que nos três meses anteriores e menos 69,3 mil face ao nível de desemprego de um ano antes. O desemprego de longa duração diminui mas ainda há 347.200 cidadãos fora do mercado de trabalho há 12 meses ou mais tempo.

A taxa de desemprego dos jovens (dos 15 aos 24 anos) também recuou, mas continua a abranger mais de um quarto da população activa nesta faixa etária. Em 369,4 mil jovens, 96,5 mil estão no desemprego, o equivalente a uma taxa de 26,1%. Nos chamados jovens adultos (dos 25 aos 34 anos) o desemprego abrange 11,5%.

O INE sublinha que do total de 2,2 milhões de jovens dos 15 aos 34 anos, “13,3% (301,7 mil) não estavam empregados, nem a estudar ou em formação (isto é, estavam desempregados ou eram inactivos)”.

Ao mesmo tempo em que o desemprego recuou, também se registou um crescimento no emprego, com um aumento de 59 mil postos de trabalho em relação ao trimestre anterior e mais 86,2 mil do que no período homólogo. A população empregada estimada pelo INE passou para 4661,5 mil pessoas. O número de pessoas no mercado de trabalho aumentou tanto nos homens como nas mulheres (a população masculina é de 2,4 milhões, a feminina passou para 2,26 milhões).

Apesar do aumento de 59 mil pessoas no mercado laboral, o que representa um acréscimo de 1,3%, há “uma desaceleração face ao crescimento trimestral que havia sido observado no segundo trimestre (89.200, 2%)”, detalha o INE.

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Fonte: Pedro Crisóstomo in Público

Portuguesas ganham menos 14,9% do que os homens

31 de Outubro de 2016

A diferença salarial entre homens e mulheres ronda, em Portugal, os 14,9%. No conjunto da União Europeia a diferença é ainda maior: 16,7%.

Remuneração à hora de valor mais baixo, menos horas de trabalho em atividades remuneradas e taxas de emprego inferiores. São estes os principais fatores que explicam a enorme disparidade salarial entre homens e mulheres, sendo esta uma realidade comum aos diversos países da União Europeia.

A informação divulgada esta segunda-feira com base em dados do Eurostat mostra que a diferença salarial horária entre géneros coloca Portugal a meio da tabela que retrata esta desigualdade, mas também revela que na Alemanha, Finlândia ou Holanda a diferença é ainda maior, com estes países a revelarem média de, pela mesma ordem, 22,3%; 18,4%; e 16,1%. A média da UE é de 16,7%.

Estes dados foram divulgados a propósito do Dia Europeia da Igualdade Salarial, que se assinala na próxima quinta-feira (3 de novembro), que equivale ao dia do ano em que as mulheres europeias deixariam de ser pagas - o que equivale a dizer que, por comparação com os homens, trabalham o resto do ano gratuitamente.

Dito de outra forma: perante a diferença salarial horária observada em Portugal, as mulheres trabalham na prática gratuitamente durante 14% do ano. A diferença é ainda mais acentuada se se tiver em conta a disparidade salarial global - que mede a diferença entre o rendimento médio anual das mulheres e dos homens. Mas, mais uma vez, Portugal apresenta dados mais favoráveis do que a média da UE. Por cá, esta diferença é de 26,5%, enquanto no conjunto da União Europeia ascende aos 39,8%.

Além do valor pago por hora e do número de horas trabalhadas, há outra ordem de razões para que isto suceda. Uma delas está diretamente relacionada com o facto de os cargos de gestão e de supervisão serem maioritariamente ocupados por homens. Baste referir que nos cargos de topo, a proporção de mulheres é inferior a 4%. A isto soma-se o facto de as mulheres dedicarem mais do seu tempo a tarefas não remuneradas (nomeadamente domésticas) e de tenderem a estar periodicamente afastadas do mercado de trabalho.

Fonte: Lucília Tiago in Jornal de Notícias

Programa COOPJOVEM apoia criação de cooperativas de jovens entre 18 e 29 anos

28 de Outubro de 2016

O programa COOPJOVEM 2016, lançado em Lisboa nesta sexta-feira, pode disponibilizar até 15.000 euros para apoiar a criação de cooperativas por jovens que não estudam nem trabalham, entre os 18 os 29 anos.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, que participou na apresentação deste programa, explicou que os jovens que em Portugal não estudam nem estão inseridos no mercado de trabalho são “um número muito significativo” e os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para a existência de 100 mil jovens nesta situação, embora num escalão etário mais curto, entre os 15 e 25 anos.

É um grupo significativo que enfraquece a nossa capacidade no presente, mas principalmente debilita a capacidade que temos como coletividade, como comunidade, de sermos capazes de ganhar as batalhas do futuro, porque estamos a perder uma parte significativa (cerca de 10%) daqueles que serão os atores da mudança da nossa economia e das nossas relações sociais”, disse o governante.

Esta é uma situação que o ministro considerou de “muito grave” e em relação à qual diz que o Governo está atento e a procurar dar uma resposta, exemplificando com o programa COOPJOVEM, organizado pela CASES — Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, uma das medidas englobadas na Garantia Jovem.

As candidaturas ao COOPJOVEM, um programa de apoio ao empreendedorismo cooperativo destinado à criação de cooperativas, visa a criação do auto emprego e prevê abranger o universo dos jovens que não estão no sistema de ensino, nem no mercado de trabalho (‘NEET’), estão abertas até 21 de dezembro.

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Fonte: in Observador

Provedor de Justiça quer limites à redução do subsídio de desemprego

27 de Outubro de 2016

O provedor de Justiça, José de Faria Costa, defende que a redução de 10% no valor do subsídio de desemprego (aplicada após os seis meses iniciais) deve ter um limite, de modo a garantir que os desempregados têm acesso “a um mínimo de assistência material”. A proposta consta de uma recomendação enviada ao Governo em meados de Outubro e que foi também remetida ao Parlamento.

Na base da recomendação estão “diversas queixas”  - cerca de meia centena - apresentadas por desempregados subsidiados e não subsidiados e que, depois de analisadas, levaram o provedor a concluir que é necessário fazer uma alteração ao regime jurídico de protecção no desemprego em vigor.

Um dos problemas identificados tem a ver com o corte de 10% que é aplicado ao subsídio de desemprego e que, de acordo com o provedor, não lhes garante um montante mínimo

De acordo com o documento, vários desempregados a receber subsídio de valor igual ao Indexante de Apoios Sociais (IAS), actualmente nos 419,22 euros, ou inferior (no caso dos que têm remuneração de referência inferior ao IAS) viram a prestação ser cortada em 10% passados seis meses. Esta regra, introduzida em 2012 pelo Governo anterior, aplica-se a todos os desempregados subsidiados, mas não se articula com o que prevê a lei de 2006, que determina que o montante mensal do subsídio de desemprego não pode ser inferior ao IAS (excepto quando o valor líquido da remuneração de referência, que serviu de base de cálculo ao subsídio de desemprego, é inferior a esse montante).

O assunto é, desde 2013, alvo de troca de correspondência entre a Provedoria e o Instituto de Segurança Social, que entende que o corte deve aplicar-se a todos os desempregados subsidiados, mesmo que implique ficarem a receber menos do que o mínimo determinado na lei.

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Fonte: Raquel Martins  in Público

Desempregados sem prestações de desemprego descem para 340 mil em setembro

21 de Outubro de 2016

A segurança social atribuiu cerca de 220 mil prestações de desemprego em setembro, deixando sem estes apoios perto de 340 mil desempregados, de acordo com as contas feitas pela agência Lusa com base nos últimos dados oficiais disponíveis.

O número de desempregados que não recebe prestações de desemprego baixou assim em termos mensais, uma vez que, em agosto, o Estado português tinha atribuído cerca de 215 mil prestações de desemprego, deixando sem estes apoios perto de 352 mil desempregados, segundo os cálculos da Lusa.

De acordo com os dados disponibilizados na página da Segurança Social (www.seg-social.pt), em setembro existiam 220.543 beneficiários de prestações de desemprego, mais 5.212 pessoas do que em agosto e o equivalente a 39% do último número total de desempregados contabilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (estimativas provisórias de agosto).

Os últimos dados divulgados pelo INE, relativos a agosto, contabilizavam um total de 561,8 mil desempregados, com a taxa de desemprego a situar-se nos 11% (mais uma décima do que a taxa definitiva apurada para julho).

Das prestações contabilizadas pela Segurança Social, 115.555 referem-se a mulheres e as restantes 104.998 dizem respeito a homens.

Os números da Segurança Social incluem o subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego inicial, subsídio social de desemprego subsequente e prolongamento do subsídio social de desemprego, prestações que atingiram em setembro o valor médio de 460,48 euros, face aos 454,30 euros registados um ano antes.

Fonte: Agência Lusa

O que muda nos apoios à contratação e nos estágios?

20 de Outubro de 2016

Isenção da TSU desaparece

Os apoios dados às empresas que contratem jovens à procura de primeiro emprego ou desempregados de longa duração deixam de incluir isenções totais das contribuições para a Segurança Social (TSU). Em vez disso, a TSU será reduzida em 50%, durante um período de cinco anos, no caso da contratação de jovens, ou por três anos, no caso dos desempregados. Os apoios são menores do que actualmente.

Portabilidade dos apoios

As isenções de TSU passam a ser dadas ao trabalhador e o apoio é "transportável" de empresa para empresa. “Até agora, uma pessoa tinha esse apoio, se era despedida ou mudava de emprego, perdia o apoio. A partir de agora, a pessoa tem a garantia de que ao mudar de emprego, ou se perder esse emprego e depois encontrar outro, pode beneficiar desse apoio ao longo do tempo”, explicou o Governo.

Apoios directos à contratação baixam

Os apoios directos à contratação, que consistem no pagamento de um apoio financeiro às empresas que contratem desempregados inscritos no IEFP passam a ser menores e vão beneficiar os contratos sem termo. Deixa de ser possível acumular este apoio com a redução da TSU.

Estágios duram nove meses

Inicialmente, o Governo queria reduzir a duração dos estágios para seis meses, mas após a negociação com os parceiros sociais acabou por recuar e manter os actuais nove meses. As bolsas dadas aos estagiários mais qualificados podem chegar aos 734 euros.

IEFP já paga dívidas

Quando as empresas deixam de pagar a bolsa ao estagiário, este não tem outra solução a não ser recorrer para tribunal. Agora, o IEFP assume a responsabilidade de pagar parte da bolsa ao estagiário quando as empresas não lhe pagam. O problema é que o pagamento só será feito quando a empresa devolver o subsídio que recebeu ao instituto.

Fonte: Raquel Martins in Público

Centros de emprego terão de definir plano trimestral para cada desempregado

20 de Outubro de 2016

Os desempregados passarão a saber com antecedência quais as acções de formação, sessões de esclarecimento ou apresentações a convocatórias a que terão de comparecer em cada trimestre. A medida está prevista no projecto de portaria que regulamenta o acompanhamento personalizado que o Governo prometeu dar aos desempregados, depois de ter acabado com o polémico dever de apresentação quinzenal, um processo criado em 2006 e que desde 1 de Outubro deixou de existir.

Os centros de emprego terão de garantir um acompanhamento mais próximo e mais adequado aos desempregados subsidiados. Para isso, têm de elaborar o Plano Pessoal de Emprego (PPE) de cada um, no prazo máximo de 15 dias após a inscrição, e revê-lo periodicamente. É com base no PPE, definido em conjunto com o desempregado, que os centros terão de calendarizar as acções a propor às pessoas em cada trimestre, sendo que tem de estar garantido que as acções propostas são variadas e incluem sessões de procura de emprego acompanhada, divulgação de ofertas de formação “adequadas ao perfil do beneficiário”, sessões colectivas de informação sobre direitos e deveres ou sobre os apoios disponibilizados.

Adicionalmente, nesse plano trimestral poderão também ficar agendadas convocatórias para os desempregados se apresentarem nos centros de emprego ou nas entidades que têm protocolo com o Instituto de Emprego e Formação Profissional.

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Fonte: Raquel Martins in Público

Governo reduz apoios à contratação de jovens e desempregados

19 de Outubro de 2016

As empresas que contratem jovens à procura do primeiro emprego ou desempregados de longa duração vão deixar de ter acesso a isenções da taxa social única, passando a beneficiar de uma redução de 50% no pagamento das contribuições para a Segurança Social. A medida, prevista num projecto de portaria a que o PÚBLICO teve acesso, apenas se aplicará aos casos em que a contratação é sem termo (ao contrário do que acontece agora, em que os contratos a termo são abrangidos) e resultará numa redução face aos apoios que estão actualmente em vigor.

Quando estiver em causa a contratação de jovem à procura do primeiro emprego, a taxa contributiva da responsabilidade da entidade empregadora será reduzida em 50%, durante um período de cinco anos. Actualmente, quem contrata jovens nestas condições terá uma isenção da contribuição por três anos. Na prática, isto resulta numa redução de seis meses no apoio dado.

No caso dos desempregados de longa duração, a redução do apoio é mais significativa. Agora, há uma isenção por três anos. No futuro a taxa será reduzida em 50%, mas mantêm-se os três anos de duração do apoio.

A reformulação dos apoios ao emprego abrange também os incentivos à contratação, que globalmente também terão uma redução face ao que está em vigor. Só a título de exemplo, as empresas que contratem sem termo um desempregado podem candidatar-se a um apoio de 3773 euros, um valor inferior aos 5534 euros previstos no programa Estímulo Emprego.

Estas reduções já eram esperadas, dado que o Governo já tinha avisado que o objectivo é concentrar os apoios públicos na contratação sem termo de jovens e desempregados.

Fonte: Raquel Martins in Público

Redução da TSU para quem contratar desempregados de longa duração e jovens

18 de Outubro de 2016

As empresas que contratem jovens e desempregados de longa duração vão ter uma redução temporária de 50% na contribuição para a Segurança Social, durante 5 e 3 anos, respetivamente, ao abrigo das novas medidas ativas de emprego.

De acordo com um projeto de decreto-lei enviado pelo Governo aos parceiros sociais, a que agência Lusa teve acesso, vão ser atribuídos "incentivos à contratação de jovens à procura do primeiro emprego e de desempregados de longa duração, através de uma dispensa parcial do pagamento de contribuições para o regime geral de Segurança Social, na parte relativa à entidade empregadora".

Os incentivos destinam-se a apoiar os jovens que procuram o primeiro emprego e os desempregados com mais de 35 anos, inscritos nos centros de emprego há mais de um ano.

A redução da Taxa Social Única (TSU) a cargo do empregador terá uma redução de 50% durante 5 anos nos casos de contratação de jovens à procura do primeiro emprego.

A contratação de desempregados de longa duração também dá direito a uma redução de 50% na TSU, mas durante 3 anos.

As empresas interessadas devem apresentar o respetivo requerimento nos primeiros 10 dias de contrato e as instituições da Segurança Social devem apreciar o pedido no prazo de 20 dias.

Se o pedido for aprovado, a dispensa parcial e temporária das contribuições produz efeitos desde o início do contrato de trabalho estabelecido.

Esta é uma das medidas de incentivo ao emprego que o Governo pretende pôr em prática no âmbito da revisão das políticas ativas de emprego, que o executivo discutiu com os parceiros sociais em junho e julho.

Esta é uma das medidas de incentivo ao emprego que o Governo pretende pôr em prática no âmbito da revisão das políticas ativas de emprego, que o executivo discutiu com os parceiros sociais em junho e julho.

Entretanto, no esboço orçamental para 2017 enviado a Bruxelas, o Governo compromete-se a discutir com os parceiros sociais a possibilidade de diferenciação da taxa social única aplicada aos empregadores, de acordo com o tipo de contrato celebrado com o trabalhador.

A TSU corresponde a 34,75% do salário de cada trabalhador, sendo que o próprio paga 11% e a sua empresa paga 23,75%.

Ao longo deste ano os empregadores estão a usufruir de uma medidas excecional de apoio ao emprego que faz com que paguem 23% de TSU relativamente aos trabalhadores que contratam a receber o salário mínimo, de 530 euros.

Fonte:  in Jornal de Notícias

Começar Hoje quer ajudar jovens a ir além “do que a Universidade dá”

13 de Outubro de 2016

A 19 de novembro, há uma “wake up call” (um abrir de olhos) para os jovens em Oliveira do Bairro, Aveiro. Objetivo: “acordar os jovens para o mundo empresarial”, explicou Miguel Frade, 27 anos, ao Observador. Como? Mostrando-lhes que “podem começar a procurar o seu futuro” antes de terminarem os cursos, num evento que quer promover diálogos abertos entre estudantes e vários líderes empresariais do país, o Começar Hoje.

Como é que estes jovens podem ser mais do que aquilo que a universidade lhes dá? O conhecimento que adquirem nas universidades não está errado, muito pelo contrário, mas é preciso que saibam como posicionar-se melhor do que os seus concorrentes diretos, os estudantes que terminam cursos ao mesmo tempo do que eles. É preciso que saibam que é possível fazer muito mais do que estudar e tirar um curso. É possível ter muito mais conhecimento”, explicou Miguel Frade.

A Conferência Começar Hoje vai na segunda edição, depois de um teste piloto em abril de 2015. Para este ano, os organizadores esperam ter cerca de 300 participantes e entre os oradores contam-se nomes como a presidente da Dielmar, Ana Paula Rafael, o diretor-geral da Comic Con Portugal, Paulo Rocha Cardoso, ou o o diretor de marketing da Moche, Samuel Carvalho.

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Fonte: in Observador

A economia do futuro pertence aos trabalhadores independentes

11 de Outubro de 2016

Podem ser motoristas a trabalhar para uma plataforma online; podem ser proprietários a arrendar o apartamento para um fim-de-semana; ou artistas a comercializar artesanato através de um site de compra e venda. Os trabalhadores independentes estão a mudar a economia mundial e a Internet dá-lhes um impulso precioso.

De acordo com os dados da McKinsey Global Institute, os trabalhadores independentes constituem entre 20 a 30% da população activa dos Estados Unidos e de 15 membros da União Europeia – o equivalente a 162 milhões de pessoas. “Os números por si só podem parecer surpreendentes e apontam para a possibilidade de uma mudança estrutural no mercado laboral”, notam os autores.

No estudo, um trabalhador independente é definido como alguém cujo trabalho preenche três critérios: um elevado grau de autonomia, pagamento por cada tarefa ou venda, e uma relação de curto-prazo com o cliente. A definição é mais abrangente que o conceito tradicional de trabalhadores por conta própria, acabando por abarcar até quem apenas arrenda uma casa, por exemplo.

De fora ficam, porém, os trabalhadores com contratos a termo, renovados de forma contínua, e que é uma das formas mais comuns do chamado “trabalho precário”. “Espera-se que estes indivíduos cumpram horários de trabalho regulares com pouca autonomia e têm uma relação continuada com o empregador”, justificam os autores do estudo da consultora norte-americana.

A McKinsey cruzou os dados estatísticos oficiais de 16 países com inquéritos mais aprofundados a oito mil pessoas de seis países (EUA, Alemanha, França, Reino Unido, Suécia e Espanha).

A grande maioria (70%) diz trabalhar de forma independente por vontade própria, com os restantes a manifestarem preferência por empregos tradicionais. Mas a motivação destes novos trabalhadores está ligada ao contexto, alertam os autores. “Numa conjuntura de desemprego elevado consistente, Espanha, por exemplo, tem uma maior fatia de trabalhadores independentes do que nos restantes países da nossa sondagem”, analisa o estudo. Os espanhóis também são os que se dizem menos motivados a trabalhar de forma autónoma – são 42% os que dizem fazê-lo por necessidade – e são igualmente mais os que têm baixos rendimentos.

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Fonte: João Ruela Ribeiro in Público

FMI melhora previsão para o desemprego em Portugal

4 de Outubro de 2016

O Fundo Monetário Internacional espera uma maior queda do desemprego este ano e no próximo do que esperava há duas semanas, quando divulgou a sua análise regular da economia portuguesa. Mas mantém, no entanto, uma previsão consideravelmente menos otimista face ao crescimento do país que a do Governo.

Nas Perspetivas Económicas Mundiais, dadas a conhecer pelo Fundo no âmbito das reuniões anuais do FMI e Banco Mundial que decorrem entre 7 e 9 de outubro, a Organização liderada por Christine Lagarde revê as suas previsões, feitas ainda muito recentemente, para alguns dos indicadores da economia nacional.

As principais revisões são positivas. O Fundo prevê agora que a taxa de desemprego este ano desça para 11,2%, quando anteriormente esperava que se ficasse pelos 11,8%. Esta é, até agora, a previsão mais otimista para a taxa de desemprego em Portugal em documentos oficiais, melhor até que aquela inscrita pelo Governo no Programa de Estabilidade, que era de 11,4%.

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Fonte: Nuno André Martins in Observador

Mais desemprego nos anos de crise mas menos apoios

04 de Outubro de 2016

Portugal assistiu ao aumento do desemprego durante os anos de crise, ao mesmo tempo que os desempregados perderam apoios.

A análise consta de uma síntese que servirá de base ao debate sobre a austeridade, a desvalorização do trabalho e as políticas de emprego que o polo de Lisboa do Centro de Estudos Sociais (CES) promove esta terça-feira na capital para recolher contributos para o 3º Relatório do Observatório Sobre Crises e Alternativas, que está a ser ultimado.

Segundo o coordenador do CES de Lisboa, Manuel Carvalho da Silva, o relatório, que deverá ser divulgado no início do próximo ano, dedica cerca de 90 páginas às políticas de emprego e ao seu impacto entre 2008 e 2015.

A síntese, a que agência Lusa teve acesso, salienta que, apesar do aumento do desemprego no período em análise, os serviços públicos de emprego sofreram uma redução de pessoal de 17% entre 2008 e 2013, o "que compromete a eficácia das políticas públicas de emprego".

Carvalho da Silva disse à agência Lusa que a redução dos recursos humanos do IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional), "que compromete o apoio aos desempregados", é um sinal do que se passa na administração pública em geral, que "está a ficar aflita sem quadros".

O sociólogo considerou que a atuação dos serviços do IEFP está muito focada nas estatísticas e não numa política de emprego estratégica.

O documento elaborado pelos investigadores do CES faz uma análise crítica das medidas ativas de emprego, considerando que elas têm sido deslocadas progressivamente para as empresas. "As transformações verificadas no campo das políticas de emprego e de proteção no trabalho foram particularmente acentuadas na UE a partir da crise da zona Euro em 2011", refere o texto.

Estágios, financiados a 80% pelo Estado, corresponderam a cerca de um terço de todo o emprego criado em 2014.

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Fonte: in Jornal de Notícias

Controlo quinzenal desaparece, mas desempregados continuam a ter obrigações

29 de Setembro de 2016

A partir deste sábado, acaba a obrigação de os desempregados subsidiados se deslocarem de 15 em 15 dias aos centros de emprego para serem sujeitos ao chamado controlo quinzenal. Embora deixem de ter esta obrigação, quem recebe subsídio de desemprego continuará a ter de respeitar um conjunto de deveres já previstos na lei e que não se alteram.

Questionada pelo PÚBLICO sobre como será feito o acompanhamento dos desempregados com a entrada em vigor, a 1 de Outubro, do diploma que elimina as apresentações quinzenais, fonte oficial do Ministério do Trabalho e da Segurança Social lembra que esta era “uma entre várias obrigações dos desempregados beneficiários do subsídio de desemprego”. As restantes “medidas de controlo e avaliação previstas não sofreram alterações, pelo que continuam a ter que ser aplicadas”, acrescenta

Isto significa que, enquanto receberem subsídio, os desempregados têm de aceitar emprego conveniente, trabalho socialmente necessário, formação profissional e outras medidas activas de emprego desde que estejam ajustadas ao seu perfil. Têm ainda de procurar emprego pelos seus próprios meios e provar que o fazem. Finalmente, terão de se sujeitar a medidas de avaliação, acompanhamento e controlo, tal como actualmente, nomeadamente comparecer nas datas e nos locais determinados pelo centro de emprego e responder às convocatórias.

O incumprimento de algumas destas obrigações, como a falta às convocatórias dos centros de emprego “no âmbito de acções de controlo não periódicas”, dá lugar à anulação da inscrição e consequente perda do subsídio.

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Fonte: Raquel Martins e Pedro Crisóstomo in Público

Portugal continua a perder competitividade

28 de Setembro de 2016

Portugal desceu este ano oito lugares, de 38º para 46º, no ranking mundial da competitividade do World Economic Forum, relativamente a 2015.

De acordo com dados do Relatório Global de Competitividade (2016-2017) do World Economic Forum, que será divulgado na quarta-feira, Portugal passou para o 46.º lugar do ranking da competitividade, num universo de 138 países.

As taxas e os impostos são apontados no documento como o fator mais problemático (18%) para os negócios e são também a primeira preocupação manifestada pelos empresários.

A burocracia mantém-se no 2º lugar e em 3.º está a preocupação dos empresários sobre a instabilidade política no país.

A preocupação com a regulamentação laboral mantém-se como 4ª preocupação, os regulamentos fiscais mantém-se como 5ª e as condições de acesso ao financiamento são o 6.º fator mais problemático para os empresários.

O Relatório Global de Competitividade (2016-2017) do World Economic Forum vai ser apresentado quarta-feira em Lisboa pela PROFORUM, Associação para o Desenvolvimento da Engenharia, e pelo FAE, Forum de Administradores e Gestores de Empresas, numa sessão pública na AESE Business School.

A PROFORUM, a FAE e a AESE realizam em Portugal o Inquérito de Opinião dos Empresários para o WEF - World Economic Forum.

 

Fonte: Lusa in “Rádio Renascença”

Anulações de subsídio de desemprego recuam 26%

28 de Setembro de 2016

No primeiro semestre do ano, 1866 pessoas viram a sua inscrição nos centros de emprego ser anulada, por não cumprirem os deveres previstos na lei. Trata-se de um recuo de 26% face à primeira metade de 2015 e o valor mais baixo dos últimos três anos.

De acordo com o relatório semestral da Comissão de Recursos do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), uma espécie de provedoria para a qual os desempregados podem apelar, a diminuição das anulações está relacionada com o facto de o universo de desempregados subsidiados ter descido 21% face ao período homólogo.

Estas anulações resultam do incumprimento do artigo 49.º da lei, que estabelece a protecção no desemprego, nomeadamente, a segunda falta ao dever de apresentação quinzenal, a recusa de emprego conveniente, de frequência de acções de formação ou de trabalho socialmente necessário, ou não comparência às convocatória dos centros de emprego.

Porém, nem todos os desempregados se conformaram com a anulação e consequente perda do subsídio e 198 pessoas pediram a intervenção da comissão de recursos. O número de recursos caiu 27%, mas a percentagem face ao total de anulações manteve-se nos 11%.

Em 63 situações - 31,8% do total de recursos – os desempregados tinham razão e viram o seu problema resolvido. Em alguns casos, a decisão favorável só foi tomada num segundo momento depois de terem sido acrescentados novos elementos aos processos, refere a presidente da comissão de recursos, Cristina Rodrigues, no relatório que foi apresentado nesta quinta-feira ao conselho de administração do IEFP.

No documento, não se enumeram as principais razões que conduziram à anulação das inscrições. Mas uma delas – a falta ao controlo quinzenal – deixará de constar na lei já a partir de 1 de Outubro.

Em causa está a Lei 34/2016 que elimina a obrigatoriedade de os desempregados se apresentarem de quinze em quinze dias nos centros de emprego ou em locais previamente definidos (como as juntas de freguesia), para atestarem que continuam à procura de trabalho e que não mudaram de residência.

 Fonte:  Raquel Martins  in